domingo, 6 de janeiro de 2013

Réveillon, Paraty e Punto Divino

Amigos e amigas,

Feliz ano novo.

Paraty tem muito charme e é uma das cidades mais interessantes do estado do RJ. Tem história, tem bons restaurantes, praias e cachoeiras maravilhosas. É possível sentir toda a história de Paraty só andando pelo seu centro histórico. Com as pedras do calçamento, chamadas de 'pé-de-moleque', o simples caminhar pelas suas ruas é uma aventura.

O calçamento de pedras "pé de moleque"

A arquitetura colonial do centro histórico é considerado patrimonio nacional, tombado pelo IPHAN. E o que mais encanta na arquitetura dos sobrados é a simplicidade. Muito dessa arquitetura vem da tradição da região em produzir e escoar açúcar e a de produzir cachaça nos alambiques dos diversos engenhos que pipocaram entre os séculos XVII e XVIII.

E Paraty possui a mata atlântica ao lado de praias maravilhosas. Sem dúvida, Paraty é uma perdição para quem  gosta de um contato mais próximo com a natureza.

Paz e tranquilidade

Infelizmente, o réveillon talvez não seja a melhor época para se conhecer Paraty. Aliás, estou cada vez mais certo de que não é o momento para se conhecer nenhum lugar.  Muita gente, hordas de carros desgovernados, stress, transito e horas e horas na estrada para voltar para casa, tiram a paciência de qualquer um.

No tocante aos restaurantes, Paraty também tem uma diversidade interessante. Naturalmente, não se pode julgar os restaurantes de cidades menores com os das grandes capitais. Também deve-se procurar nos restaurantes locais, os ingredientes que tais regiões podem nos oferecer de melhor. Caso contrário, é possível você se deparar com alguns "extremos"...

Esse réveillon pude atestar alguns restaurantes. E justamente foi no Punto Divino que percebi esses extremos.

Chegamos cedo para almoçar - estratégia que uso em tempos de "guerra", de feriado prolongado. Nós éramos ao todo 4 casais. O restaurante estava bem vazio, pois todos estavam na praia por volta das 15 h. Lembro que nesse dia Trindade - vilarejo de praias, ao lado de Paraty - simplesmente parou. Quem foi para lá não conseguia parar o carro e também não conseguia sair do vilarejo.

Enquanto a multidão se degladiava para estacionar ou voltar da praia, nós, felizmente, aproveitávamos um Miolo, Chardonay, enquanto esperávamos as nossas entradas. Bruschetta de tomate e uma bruschetta de funghi. O primeiro extremo: a bruschetta de tomate deliciosa. Já a bruschetta de funghi de razoável a ruim.

A arquitetura local e a multidão

Como pratos principais, uma variedade foi pedida: raviole de ricota com espinafre ao molho de manteiga com sálvia; gnocchi de gorgonzola; Penne alla norma, servido com queijo parmezão no lugar de ricota; e spaghetti Mare e Mata.

Escrevi em ordem, que vai de razoável a excelente.

Achei o raviole de ricota com espinafre sem emoção e o molho de manteiga com sálvia boboca. Já o gnocchi de gorgonzola um pouco pesado, mas bom.

Raviole com o seu molho boboca

Diferente estava o penne alla norma - mesmo sem a ricota, a massa e o molho estavam muito bons.

Penne alla norma: com abobrinha e parmezão

Por último, o Spaghetti Mare e Mata estava sensacional. Camarões e uma grande vieira ornavam o prato que vinha com um molho super saboroso, a base de redução de cachaça. Sem dúvida, a grande pedida da casa.
Spaghetti Mare e Mata: temperado com raspas de limão

Acredito que, como escrevi anteriormente, é importante observar quais ingredientes podem ser obtidos na região. Lembro que há mais ou menos uns 5 anos, visitei uma fazenda de vieiras em Angra dos Reis. Quando vi que o Spaghetti Mare e Mata vinha acompanhado de vieiras, não titubeei. E não me arrependi!

Abrimos sem dúvida nenhuma super bem a nossa viagem de réveillon.

Mesmo com todos os inconvenientes de uma cidade pequena super lotada.

Beijos e abraços,


Twitter/Instagram
@viverparacomer

Restaurante Punto Divino
Rua Marechal Deodoro, 129 - Paraty
Tel.: (24) 3371-1348 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O mundo não acabou...

Amigos e amigas,

o mundo não acabou... É verdade. Mas pelo que tudo indica, 2012 vai acabar.

Pessoalmente, 2012 não foi dos melhores. Cheguei diversas vezes a dizer que durante esse ano estava vivendo o meu inferno astral. Entretanto, olhando restrospectivamente, acredito que esse ano foi um ano de recuperação - considerando o meu final de 2011. Foi o ano da virada.

Como final de ano não é sinônimo apenas de comilança, mas também de restrospectiva, resolvi fazer esse post.

Como nesse ano houve muitas viagens, vou destacar dois restaurantes de viagens e dois do Rio de Janeiro. Como São Paulo passou a ser uma rotina, não posso deixar de citar ao menos um restaurante que conheci.

Destaque de restaurantes de viagens:

- L'Atelier Joel Robuchon - em Paris;

- Restaurant Gordon Ramsay - este não teve post. Localizado no Chelsea em Londres, atendimento extremamente simpático e comida impecável foram a referência de qualidade gastronômica para o ano de 2012;

- Menção para o Dinner by Heston Blumenthal - que também não teve post por aqui, mas fica dentro do hotel super chique Mandarin de Londres, localizado em frente ao Hyde Park, onde fica o também excelente Bar Boulud.

Destaque de restaurantes do Rio de Janeiro:

- Zazá bistrô;

- CT Trattorie - também não tem post, mas foi emocionante conhecer o restaurante de massas do Claude;

- Menção mais que honrosa para o Bira de Guaratiba e também para o Hachiko Contemporâneo, que realiza um menu de alta gastronomia, a partir das 18h. Escrevi sobre o Hachiko nesse post. Outro que não pode deixar de estar na lista de ninguém é o Bazzar - o hambúrguer da wagyu com foie gras é sensacional.

Destaque de restaurantes de São Paulo:

- Kinoshita - não teve post, mas comemos muito bem um menu degustação proposto pelo maître. O atendimento foi muito bom.

Não lembro de mais nenhum restaurante em SP que tenha ido nesse ano, que valha uma menção.

Desejo a todos um feliz natal e um ótimo 2013. Espero que seja um ano de boas comilanças, não é?

Beijos e abraços,


Twitter/Instagram
@viverparacomer

domingo, 16 de dezembro de 2012

Bira de Guaratiba

Amigos e amigas,

ontem fomos comemorar o aniversário de um grande amigo. A programação era cruzar o RJ e ir a praia de Grumari. Depois almoçar no emblemático Bira, situado em uma casa no alto de uma colina em Guaratiba. A vista para o mangue é uma pintura!

O restaurante não é barato, mas a cozinha é soberba. O pastel de camarão é sensacional. Melhor ainda estava o pastel de siri.

Dividimos uma moqueca de cação com camarão, um creme de camarão (próximo do bobó de camarão) e, o grande destaque, o camarão com catupiry.

No final do espetacular almoço, aproveitamos para visitar a "Tia Conceição", doceira, que fica na estrada da barra de Guaratiba, ao lado do restaurante Tropicana. É um clássico passar por lá em todas as nossas aventuras por Guaratiba. Ela estaciona o seu carro todos finais de semana e feriados, e só sai de lá se chover!

Seguem as fotos:


 Moqueca de Cação com Camarão.

 O divino camarão com catupiry.

O ataque dos "tarados" por doces!

A clássica doceira "Tia Conceição".

Beijos e abraços,

Twitter/Instagram
@viverparacomer

Restaurante do Bira
Estrada da Vendinha , 68 A - Barra de Guaratiba
Tel.: (21) 2410-8304 


Doces Caseiros da Tia Conceição
Estrada da Barra de Guaratiba, 130
"Carro estacionado em frente ao Restaurante Tropicana"

domingo, 2 de dezembro de 2012

A Gastronomia na Literatura

Amigos e amigas,

antes de mais nada, aviso: esse post não fala sobre nenhum restaurante. Esse post nasceu de uma curiosidade minha em relação a essa "onda" de foodies que assola o mundo. Seria isso um fenômeno atual ou a veneração à boa comida é antiga, mas foi catalisada pela internet?

Assim, ao longo desse ano, lendo alguns livros, sempre que me deparava com alguma descrição gastronômica, eu anotava para que fosse composto esse post. Com exceção do escritor Ian McEwan - que é atual - os demais autores que descrevo foram de outro tempo: Hemingway e Fitzgerald, representantes da "geração perdida", que após a primeira guerra mundial viveram a "época de ouro" em Paris; por fim, Dostoiévski, que é o escritor atemporal que melhor descreve o egoísmo humano.

Seguem os relatos.

Ernest Hemingway, em "Paris é uma Festa", ao descrever uma viagem que fizera em companhia de Scott Fitzgerald a Lyon, cita as seguintes emoções:

"Comemos uns escargots geniais e tomamos uma garrafa de Fleury, para começar. Estávamos na metade quando se completou uma ligação pedida por Scott. Ele demorou quase uma hora, que aproveitei para comer os escargots do seu prato, molhando pedacinhos de pão no molho delicioso de manteiga, alho e salsa. Quando Scott voltou, quis pedir outra porção para ele, mas ele recusou." (p. 194).

Logo em seguida, Hemingway destaca, como um bom "foodie", o que é que a Côte d'Or tem de melhor a oferecer aos amantes da gastronomia francesa. A Côte d'Or (costa de ouro) fica na região da Borgonha, famosa pelos seus vinhos pinot noir e chadonnay, e a cidade de Dijon é a sua "capital":

"Já tínhamos comido frango, na viagem, mas como ainda estávamos numa região da França que era famosa pelas suas galinhas, pedi como ele (Scott) uma poularde de bresse e, para acompanhá-la, uma garrafa de Montagny, um vinho branco muito leve, das redondezas." (p. 195).

Sem dúvida, Hemingway gostava de comer, de beber e de descrever o que comia. Em uma de suas viagens aos alpes austríacos, mais especificamente à cidade de Schruns, após escalar as montanhas - que naquela época não possuíam teleféricos - e depois esquiar, o nosso herói detalha:

"Essa movimentação toda nos abria o apetite e celebrávamos as horas de refeição como se fossem acontecimentos especiais. Bebíamos cerveja clara ou escura. Vinho novo e, às vezes, vinho de um ano. Outras bebidas que apreciávamos eram o kirsch que destilavam no vale e o schnapps preparado com a genciana da montanha. Quando nos serviam ao jantar lebre recheada em molho de vinho tinto ou carne de gamo com molho de castanhas, bebíamos sempre vinho tinto (...)" (p. 225-226).

Scott Fitzgerald era amante da França e também um gourmet. Em seu livro autobiográfico "Suave é a Noite", ele descreve as aventuras dos Diver - a família protagonista de seu livro: "Os Diver foram jantar em Nice e comeram uma bouillabaisse, que é um ensopado de frutos do mar e lagostins, muitíssimo temperado com açafrão, e tomaram uma garrafa de Chablis gelado" (p. 313).

Dostoiévsky é o craque. Da literatura à filosofia, ele transcorre facilmente sem o leitor notar sobre diversos assuntos, conceituando a sociedade russa de sua época. No livro "Os Demônios",  Dostoiévsky relata o fanatismo ideológico de uma época, prevendo, ainda no século XIX, os horrores de governos que viriam assolar a Alemanha "hitleriana" e a Rússia (URSS) "stalinista" nos anos seguintes.

Nesse livro, pesado como todos os seus livros, não há descrição de uma bela gastronomia, nem de  prazeres gastronômicos. No entanto, entre chás e samovars, ele descreve o último desejo de um jovem suicida: "Depois de acordar pediu almôndegas, uma garrafa de Château d'Yquem e uvas, papel, tinta e a conta" (p. 321).

Ian McEwan é um escritor britânico de sucesso. Um de seus livros, "Reparação", virou até filme estrelado pela Keira Knightley - lançado no Brasil com o título de "Desejo e Reparação".

No entanto, em um de seus últimos romances "Na Praia", que destaca a problemática da sexualidade/virgindade que existia no início da década de 60 na Inglaterra, há generosos relatos sobre os costumes gastronômicos da cidade de Londres da época.

Inclusive sobre a má qualidade gastronômica que os britânicos por muito tempo sustentaram:
"Aquele não era  um bom momento na história da culinária inglesa, mas na época ninguém se importava muito, à exceção dos visitantes estrangeiros." (p. 8)

Acho que essa "maldição" gastronômica inglesa, associado com a pluralidade cultural dos profissionais que a city londrina atraiu, foram os motores motivacionais para reconstruir a fama dos restaurantes londrinos. Digo isso porque hoje é possível encontrar pratos de alta gastronomia de qualquer país, em todas as esquinas de Londres.

Além das diversas páginas em que o autor destaca a má comida britânica da década de 60, há também a descrição da comida que era servida às classes mais abastadas de Londres; e os primeiros contatos de um jovem de origem humilde, filho de um camponês, com tais iguárias:

"A sua própria educação estava ganhando velocidade. Durante aquele verão, ele comeu pela primeira vez uma salada com molho de limão e azeite, e tomou iogurte no café da manhã - uma substância glamourosa que ele só conhecia de um romance de James Bond." (p. 93)

Um pouco mais a frente, o romance mostra que o jovem camponês começou a se tornar sofisticado quando este:

"Incorporou algumas das novidades imediatamente: café filtrado e moído na hora, suco de laranja no café da manhã, confit de pato, figos frescos." (p. 94)

Mas dos relatos de Ian McEwan, os que eu mais me surpreendi foram sobre o alho e as batatas.

"(...) Teve de superar o nojo, nem tanto pelo gosto, mas pela reputação, do alho." (p. 94)

O que mostra que não se comia alho indistintamente pela Inglaterra em 1960. Sobre as batatas:

"(...) Pela primeira vez na vida, deparava com müsli, azeitonas, pimenta do reino fresca, pão sem manteiga, anchovas, cordeiro malpassado, queijo que não fosse cheddar, ratatouille, salame, bouillabaisse, refeições completas sem batatas (...)" (p. 94)

Sabe-se que a batata é uma das bases da culinária tradicional inglesa. Tal revelação acima destaca as diferenças de classe no simples comer daquela época.

É amigos, Ian McEwan sem dúvida não pode entrar no rol dos demais escritores, por viver agora. Mas só de detalhar os costumes alimentares da época de 60 em seu país, mostra como a gastronomia era e é ainda importante para ele também.

Espero que tenham gostado.

Beijos e abraços,


Twitter/Instagram
@viverparacomer

sábado, 24 de novembro de 2012

Rei do Bacalhau do Encantado

Amigos e amigas,

no feriado do Zumbi, combinamos com mais dois casais de amigos de comer um peixe. A idéia inicial era ir a Guaratiba.  Mas, como as meninas alegaram que era muito longe, acordamos de comer um bacalhau.

Mas aonde também? Primeiramente, fechamos em ir no Adegão Português de São Cristovão. No entanto alguém levantou a hipótese de irmos ao Rei do Bacalhau do bairro do Encantado.

É difícil, para quem não conhece, chegar até lá porque há muitas vielas, e rua transversais bem pequenas. Mas depois de olharmos no mapa e pegarmos a linha amarela, chegamos com bastante facilidade. (acho que foi na saída 3). O Encantado pertence a região administrativa do Grande Méier, juntamente com o bairro da Piedade.

Algumas pessoas já haviam me dito que o Rei do Bacalhau do Encantado é onde se encontra o melhor bacalhau do RJ.

Chegamos cheio de expectativa e o garçom nos recebeu com muita simpatia e cordialidade. O restaurante é simples por dentro, principalmente se for comparado com o Adegão de São Cristovão.

Pedimos, para iniciar, 12 bolinhos de bacalhau e uma garrafa do vinho verde português Casal Garcia.

Sem brincadeira, foi o melhor bolinho de bacalhau que eu comi até hoje. Consistência perfeita e com alguma crocância, o bolinho ainda foi servido juntamente com um azeite de alho que tornou a entrada em um verdadeiro manjar.

O bolinho fez tanto sucesso que renovamos o pedido: pedimos mais 12!

O vinho agradou.  E bastante refrescante, transformou a espera do prato principal em uma verdadeira comoção gastronômica.

Pedimos 3 bacalhaus na brasa e modificamos algumas guarnições.

No entanto, o bacalhau desapontou. Salgado em demasia, algumas meninas não suportaram todo o lombo que foi partilhado.

Pra mim mesmo, que adoro um pouco a mais de sal, no final estava difícil de suportar.

Conversando com algumas pessoas que são fiéis ao Rei do Bacalhau, mais tarde, me foi dito que realmente nós não tivemos muita sorte. Sinceramente acredito, pois era notório que a qualidade do bacalhau servido era ótima: o bacalhau se desmanchava em lascas inteiras!

Após o prato principal, fizemos a festa com diversos doces portugueses: barriga de freira, quindim, pastel de belém. Algumas pequenas críticas  (a barriga de freira, em particular, que estava um pouco dura), mas, no geral, os doces foram devorados com bastante alegria.

Independente dos percalços, foi um agradável almoço e todos prometeram voltar em uma próxima oportunidade: o que no fim das contas, é positivo!


Beijos e abraços,


Twitter/Instagram
@viverparacomer

Rei do Bacalhau do Encantado
Rua Guilhermina 596 - Encantado.
Tel.: (21) 2289-7246 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Così, 3 x1.

Amigos e amigas,

há mais ou menos um ano estava acompanhando a minha mãe em um procedimento médico em SP. Procedimento delicado, difícil e de recuperação lenta. Nesse período, acabei praticamente morando boa parte do tempo em SP.

A operação foi um sucesso e a recuperação dela foi surpreendentemente boa.

Mais ou menos 1 mês atrás, minha mãe me chamou para retornar a SP para passear e comemorar a pronta recuperação dela. Ela ainda pediu: "me leva naqueles restaurantes que você falava que ia quando estava ainda me recuperando!"

Aceitei de imediato.

Dentre os restaurantes que ela me pediu para ir foram o Due Cuochi - que ela adora - e o L'entrecote d'Olivier, restaurante que havia lhe dito que tinha gostado muito.

Infelizmente, não consegui levá-la em nenhum dos dois. Isto porque, durante a semana, o L'entrecôte d'Olivier finaliza o almoço por volta das 15h. E, também, porque ela mesma acabou me pedindo para conhecer outro restaurante de massas, diferente do Due Cuochi.

Assim, planejei levá-la ao Così da Vila Nova Conceição. Há diversos restaurantes famosos no entorno do Così: Josephine, Kinoshita, Clos de Tapas, entre outros.

Chegamos um pouco depois das 13h. O restaurante estava vazio - principalmente se comparado ao Josephine.

Infelizmente, o restaurante trouxe reações mais negativas do que positivas.

Primeiro, os pães oferecidos não agradaram a mesa. No tocante à comida, tanto a minha mãe quanto uma amiga dela que acompanhava não aprovaram. Inclusive a Carol, minha companheira beatificada para assuntos gastronômicos, também não aprovou.

O meu prato estava sensacional: ravioli de pupunha ao camarão com molho de limão. Sem restrições, o prato estava delicioso e, na minha opinião, bem original.

Mas, como disse, além de mim, ninguém gostou. A minha mãe pediu um fettucini integral com tomate cereja, manjericão e berinjela. A amiga dela pediu um capellini com lagosta e a Carol pediu um parpadelle com linguiça de pato e funghi porcini. Nenhuma delas gostou de seus pratos.

Eu fiquei bem triste, porque como era um almoço de celebração - como digo, de celebração da vida - esperava que tudo saísse de forma perfeita. Não digo que havia problema com a comida, ou com os pratos... Com exceção dos pães do couvert, todos os pratos estavam excelentes.

Digo isso porque provei todos os pratos: o molho do fettucini integral estava delicioso. O capellini de lagosta era sem dúvida o melhor de todos os pratos e, por último, o prato da Carol estava razoável.

Depois, ainda pedi uma mil folhas de baunilha com compota de amora e sorvete de limão. Esta sobremesa, na minha opinião, estava razoável. Não emocionou, mas também não era ruim.
Mas depois eu fiquei pensando e na verdade cheguei a uma conclusão. Quando uma pessoa está com desejo de ir a um restaurante, não se deve contrariar. Ainda mais se essa pessoa é a sua própria mãe. Okay, ela mesma acabou me pedindo para levá-la em um outro restaurante, mas... Mas, na verdade, ela queria ir mesmo ao Due Cuochi e comer o ravioli de maçã e shimeji com creme de gorgonzola que ela gosta tanto.

A Carol, por sua vez, acabou escolhendo mal o prato. Não que o prato fosse ruim - eu apenas o achei razoável, também em função das minhas preferências. Escolher mal o prato, de acordo com a suas preferências e expectativas, é frustrante. Isso acaba refletindo no julgamento do almoço.

Infelizmente, os comensais presentes naquele almoço deram 3 votos contra e só teve o meu a favor. Diante do exposto, ninguém pode julgar negativamente o Così, não é?

Pra finalizar, o que eu posso garantir é que o cardápio da casa é bem original - o que, na minha opinião, vale a ida.

Beijos e abraços,

Twitter/Instagram
@viverparacomer


Così
Rua Joaquim Félix, 381 - Vila Nova Conceição- São Paulo.
Tel. (11) 3672-0089.

sábado, 3 de novembro de 2012

Zazá Bistrô

Amigos e amigas,

Há um restaurante no RJ, mais precisamente em Ipanema, que na minha opinião foi um abre-alas para diversos novos restaurantes contemporâneos. Me refiro ao Zazá Bistrô.

É bem possível que ele não tenha sido o primeiro restaurante contemporâneo da cidade, mas devido à sua localização - em Ipanema, na Prudente de Morais - rapidamente ficou conhecido.

Curiosamente, eu nunca havia ido a casa até o final de semana passado, quando um casal amigo do blog me convidou para almoçar no domingo. Confesso que já havia tentado ir lá, mas como a casa não aceitava cartões da bandeira Visa, acabei perdendo a viagem.

O restaurante já foi palco de atuação de diversos chefs. A casa possui dois andares com uma decoração com um clima asiático. Além da decoração, a vertente asiática permanece nos sabores da casa.

Como chegamos em um domingo bem quente, pedimos alguns drinks de entrada. O de capim limão (Zazaricando) estava, para um dia de calor, sensacional. O Belíssima também estava excelente.

Pedi Shisbarak da casa como prato principal. O Shishbarak é um prato de origem árabe que, como nunca havia comido, é difícil realizar comparações. Mas, no Zazá, ele consiste em um ravioli recheado com batata barôa com molho de iogurte, sob uma paleta de cordeiro desfiada e salpicada com folhas de hortelã. Prato divino! No entanto, um prato como esse, tão gostoso, poderia ser servido de um modo mais generoso. Digo isso porque, infelizmente, não saí totalmente saciado.

Carol pediu um bife ancho suculento e que vinha com bons acompanhamentos. Cogumelos paris, batata calabresa, palmito pupunha e um molho de alho com grana padano acompanhavam o belo steak. Ela adorou o prato! ( E eu também, rs!)

Fechamos a refeição com rolinhos de nutela. Estavam razoáveis. Um pouco duros, mas razoáveis.

De um modo geral, foi uma boa refeição em um lugar super agradável.

Beijos e abraços,

Twitter/Instagram
@viverparacomer

Rua Joana Angélica, 40 - Ipanema.
Tel.: (21) 2247-9101 

Quem sou eu

Minha foto
Olá, sou carioca e um grande apreciador de um bom prato. Com este intuito, tentarei escrever as minhas impressões sobre os restaurantes em que eu vier a comer - descrevendo qualidades e defeitos de cada um. Caso tenha o interesse de complementar as minhas opiniões, por favor, não deixe de contribuir. Restaurantes bons devem ser vangloriados, enquanto restaurantes ruins devem ser evitados. Não concorda? Então, vamos lá... Mãos ao garfo!