domingo, 31 de agosto de 2014

Porco, Chino e Blues

Amigos e amigas,

em maio aportei na cidade de Chicago - uma das cidades mais importantes dos USA e uma das mais bonitas. Se fosse arquiteto, provavelmente teria desfrutado ainda mais a cidade. Berço de diversas escolas arquitetônicas e do notável Frank Lloyd Wright, Chicago merece ser visitada. Tentei encaixar uma viagem para Chicago duas vezes anteriormente, mas não consegui.

A fria e ventosa Chicago pode afugentar as pessoas das ruas, mas quando esquenta é super charmosa. O loop, que fica no centro, não é muito diferente de Manhattan, mas nos arredores é possível ver prédios baixos e muitas casas. Se planeja ir a Chicago, não fique apenas na Magnificient Miles (a "Champs Elysées" de Chicago). Vá para o Sul (mais pobre), para o norte e, principalmente, explore o centrão. Uma dica para andar nos bairros e provar algumas comidinhas é optar por comprar o Chicago Food Planet Tours - há diversos passeios pelas ruas de Chicago, pelos diversos bairros.

Recomendo ver os filmes Curtindo a Vida a Doidado, O Casamento do Meu Melhor Amigo, Adoro Problemas e,  mais atualizado, Para Sempre para já sentir como a cidade de Chicago funciona. Embora meu professor de inglês tenha dito que Chicago ainda é uma "mob city", não vi nada que me preocupasse - apenas as lendas de Al Capone que assombram toda a cidade até os dias de hoje.

O cenário gastronômico não deixa ninguém insatisfeito: há diversos bons restaurantes para diversos tipos de bolso. Há diversas cervejas produzidas em "Chi Town" e muita cultura gastronômica: Chicago Hot Dog, Chicago deep dish cheese pizza, Chicago Steaks e muito blues.

Uma amiga do blog recomendou que eu fosse em alguns restaurantes. Dentre eles, ela destacou o "Next" - um restaurante "fine dining", com um menu confiança que varia constantemente - e o "The Purple Pig".

O Next tem como um dos sócios Grant Achatz, sócio e chef do Alinea - considerado por muitos um dos melhores restaurantes dos USA. No entanto, quem cuida do Next não o é Mr Achatz e sim Dave Beran. O Next tem um formato de servir um tipo de menu dentro de um estilo, durante um período e, depois, mudar completamente o cardápio e até mesmo o estilo. No período em que visitamos Chicago, maio/2014, o menu proposto era um Chinês moderno (???).

O Next tem um sistema que você compra um ticket para sentar antes de ir. É o equivalente ao fazer a reserva e já deixar pago. Caso você não possa ir, ou simplesmente desista da ideia, terá que oferecer o seu ticket na fan page do restaurante no Facebook. Não há muitas informações sobre o menu pelo qual você irá se aventurar. Única informação que eu tive é que no período em que íamos o menu era made in "chi-china-town".

Além do ticket você é imbuído a definir se você quer uma harmonização alcoólica ou não alcoólica.

As minhas duas maiores críticas ao restaurante são a comida que compõe o menu: com cerca de 11 pratos, o menu "modern chinese" não fluiu em uma forma construtiva. No meio do jantar já não havia mais interesse e saber qual era o próximo prato. Havia pratos muito interessantes, mas da forma como eles eram sequencialmente servidos deixou a desejar. Principalmente quando a proposta do menu é chinês moderno. Aliás, esses conceitos são bem perigosos: já é difícil saber o que é comida chinesa tradicional - são inúmeras regiões - assim, propor um chinês moderno é pisar em telhado de vidro.

Lembro que quando chegamos o maître nos explicou que o menu era um estudo feito sobre o quê era servido em diversas chinatowns dos Estados Unidos. Por isso era conceituado como chinês moderno.

O meu segundo ponto de crítica era como os garçons serviam: pareciam estar mais em um espetáculo ilusionista do que mesmo em um restaurante. O primeiro prato servido foi caldo de quiabo: quando nos sentamos havia uma flor decorativa sobre a mesa com um grande caule. O garçon explicou como seria a noite, retirou a flor, aproveitou o caule em uma prensa em nossa frente e tchan tchan: caldo na tigela nos foi servido. Okay, se apenas essa "magia" fosse apresentada, tudo bem. Mas o problema é que a cada prato servido, havia um tchan tchan que me parecia deboche.

Acredito que o serviço deve ser atencioso e não precisa ser frio. No entanto, transformar cada abordagem à mesa em um encontro com o aprendiz de David Copperfield, há limites.

Mas vale destacar alguns pratos, à saber, dumplings de vieiras, o caranguejo servido no coco ralado (o garçon jurou que existe coco na China), camarão servido em "areia" de gema de pato e, o que eu mais gostei, que foi o pato em "camadas".

A mesa dos comensais ao lado parecia não estar muito emocionada. No entanto, em uma mesa mais afastada, havia um comensal extremamente delirante. Não parava de elogiar. Absolutamente tudo que era lhe servido sem mesmo provar era motivo para uivos e frases de elogios. Talvez seja por isso que para os garçons que nos atenderam fosse tão difícil entender que a gente não havia gostado de algum prato específico.

Diante de tanto esforço - o agendamento para adquirir os tickets de entrada foi bem difícil - e do preço, acredito que para o menu "chinese modern" não vale a pena. Mas como disse, cada 4/5 meses muda o cardápio e o restaurante se transforma em uma novidade.

- - -

Já o Purple Pig é um restaurante bem despojado e super concorrido para happy hours. Abusam da oferta da vasta adega de vinho e oferecem diversas mesas comunitárias (tipo balcão) para os comensais. Sentar em uma das mesas, mesmo as comunitárias, pode levar 1:30h de espera. No entanto, caso vague um assento no bar, é possível sentar sem entrar na fila de espera.

Com um cardápio que pode competir com qualquer "Comida di Boteco", há uma sessão de pastinhas (smears) que é de se emocionar. O queijo feta com pepino era de chorar. O feta acompanhava uma travessa de torradas amanteigadas que, após o término, eram repostas - dava para beber um burgundy a noite toda com elas.

Agora, a entrada que era mais pedida era o tutano assado servido no próprio osso com umas ervas e torradas. Sentados no bar, a frente do chef Jimmy Bannos Jr, escutei ele falando que eram servidos cerca de 20 kilos por dia. Realmente não tem como sair de lá sem pedir um "bone marrow".

Fomos no Purple Pig duas vezes. Como ele era de frente para a rua em que alugamos um apto, fomos no mesmo dia em que chegamos e achamos tão bom que voltamos no último dia. A espera para obter uma mesa no primeiro dia era de 45 min no último dia 1h e 30min. Mas como havia dito, pode-se buscar uma cadeira no bar e comer junto a "operação" realizada pelos chefs e assistentes. Na primeira vez achei os garçons extremamente simpáticos e condizentes com o espírito 'Happy hour' da casa. Já na segunda vez, achei o garçon que nos atendeu um pouco mais agressivo, pressionando para que escolhêssemos rápido o que iríamos comer. Bem, a espera estava bem grande também.

O prato principal que mais gostei foi o Wagyu Sirloin com molho de azeitona, feito no caldo de tutano, e acompanhava batatas fingerling.

Como programa, ir ao Purple Pig é mais divertido, barato e gostoso.

----

Se NYC é jazz, Chicago é blues. Fomos a alguns shows de blues.  Dentre eles Buddy Guy's Legends. Tínhamos que chegar até às 20 h, mas chegamos atrasados e o show já havia começado. Pior que isso, não havia mesa disponível, nem mesmo banco no bar para se sentar.

Bom, depois de um minuto procurando, um senhor negro, barrigudo, veio falar conosco: "vocês querem dois lugares? Por favor fiquem aqui no meu."

Eu ainda respondi que não, pois ele já estava sentado. Ele respondeu algo como "que bobagem!"

Show vai, cerveja vem, quando olhamos para o palco percebemos que o coroa barrigudo estava em pé no palco, dando uma canja. Todos que assistiam o espetáculo, levantaram para vê-lo de perto.

Pensei: "esse cara é da 'velha guarda' do blues". Mas quem seria ele? Olhei todas as fotos dos caras das antigas e não o reconheci.

Bem, a Carol não titubeou e perguntou ao nosso barman. Resposta: "Oh...He's Mr Buddy Guy!".

Fiquei sem acreditar e passada duas músicas ele desce do palco e forma-se uma fila gigante para autógrafo e fotos. Um segurança ajuda a fila se organizar e depois de autografar alguns pôsteres ele larga fila, volta ao meu lado e pede um shot de bourbon. Vira em um gole só e dá um tapinha no meu ombro e, já com um sorriso na face, diz: "hey, man, you took my seat".

Traduzindo: ele viu que eu não o havia reconhecido e voltou para brincar comigo… rs. Depois, simpático perguntou de onde nós éramos e falou que uma semana atrás estava tocando em São Paulo.
Depois da traquinagem do Mr Buddy Guy com a minha pessoa, ele retrona para dar autógrafos aos seus fãs que o aguardavam ansiosamente na fila.

Voltamos para o hotel rindo sem parar, pensando quantas vezes ele já havia feito isso com os turistas que frequentam o bar dele.

Coisas de Chi town.

Beijos e abraços,

The Purple Pig
500 North Michigan Avenue- Chicago, IL
Tel.: (312) 464-1744

Next Restaurant
953 W Fulton Market - Chicago, IL
Tel.: Não disponível
tickets@nextrestaurant.com

Buddy Guy's Legend
700 S. Wabash - Chicago, IL 
Tel.: (312) 427-1190

sábado, 21 de junho de 2014

Máscara Veneziana

Amigos e amigas,

A nossa última parada na Itália foi em Veneza: a veneza dos carnavais, das máscaras venezianas, de Diogo Mainardi, dos românticos e enamorados.

Carnaval em Veneza: só fantasiados.



Chegamos justamente no carnaval: além da cidade estar super cheia, era difícil não ver uma pessoa fantasiada. Isso tornou a visita mais difícil e mais engraçada.

Mesmo sendo inverno, pegamos dias amenos, o que fez com que nós fôssemos à praia na ilha de Lido em um dos nossos dias. Exceto na véspera de voltarmos, que devido a um vento bem chato, sofremos inclusive com a acqua alta (maré alta) que fez com nós comprássemos galochas para continuarmos passeando.

Sol e calor? Partiu pra praia em Lido...


… e  vamos beber uma birra (cerveja) local.

Era a minha primeira vez em Veneza e confesso que me emocionei com a cidade: como podia haver venezianos reais morando em uma cidade submersa? O ônibus era barco, o carro da polícia era barco, a ambulância era barco e o carro era barco. Moto era jet ski. E bicicletas eram as gondôlas.  Lógico que já havia escutado histórias, mas ver toda a cidade funcionando de verdade é uma experiência incrível.





Pode transportar cachorros nos ônibus (vaporetos)?


Acqua alta: sem galochas o turista não anda no inverno em Veneza

Quatro noites era o que nós havíamos programado para Veneza. Ficamos na ilha Giudecca que, de vaporetto, ficava a cerca de 9 minutos da Piazza San Marco - Giudecca fica de frente para a Piazza San Marco. Giudecca é uma ilha extremamente habitada por moradores, asssim, deu para conversar com bastante locais. Dentre eles um argentino, neto de uma veneziana, que morava por lá há 7 anos. Trabalhava fazendo máscaras venezianas e, após o trabalho, quando dava, ia pescar. Mais prosaico, impossível.

A nossa Giudecca, de frente para Piazza San Marco:
difícil ver turista passeando aqui

Gastronomicamente, tivemos aventuras pontuais. No entanto, acredito que em Veneza é necessário pegar umas dicas, diferentemente das outras partes da Itália que visitamos. Primeiro, porque tudo é caro e há muito pega-turista - então é melhor evitar as pegadinhas. 
Principalmente as pegadinhas turísticas.

As feiras realizadas sobre barcos

Em nossa última noite, após termos ido assistir a uma reprodução moderna de La Traviata no teatro La Fenice, fomos a um restaurante, a cerca de 30 metros do teatro, chamado Caffè Centrale. Com ambiente de festa e diversas pessoas aguardando para sentar às mesas fantasiadas, conseguimos uma mesa relativamente rápido. De fato, o restaurante parecia mais uma boate. No entanto, a comida que pedimos estava soberba.

Teatro Fenice: não deixe de assistir uma ópera neste templo

Pedimos um vinho tinto da região de Veneto - região onde fica Veneza - para iniciar, juntamente com fegato de anastra (foie gras). Em seguida, pedimos pratos parecidos: bocconcini com batata rosti, para ela; e bocconcini com espuma de batata (na verdade, era um purê de batata), para mim. Ambos os pratos vieram com bastante molho demi glace, bem saboroso. Bocconcini são cubos grandes de filet mignon - simples assim.

Boccocini com espuma de batatas


Boccocini com batata rosti

Outro restaurante de que obtivemos boas referências foi o Bistrot de Venise - mas esse, por um capricho dos deuses, acabamos não indo.


Lembro de comermos bem também em um café (esse sim era café, pois o anterior, Caffè Centrale, era restaurante mesmo) que havia em vários pontos de Veneza: Caffè Majer. Ótimos docinhos, uma grande variedade de cafés. Bons sanduíches também...

Docinhos venezianos do Caffè Majer

Infelizmente o nosso tempo havia se esgotado. A Itália e, em particular, Veneza merecem ser revistadas. De fato, há muitas "Itálias" dentro da Itália. E Veneza, com toda a sua energia lúdica, deve ser melhor explorada. 

Qual é a sua máscara?

Se posso dar um conselho para quem quer ir a Veneza, mas está pensando ficar em Mestre ou em qualquer outra cidade no continente, é: fique em Veneza. Compre uma máscara veneziana e viva o conto de fadas que só uma cidade submersa pode lhe proporcionar.

Beijos e abraços,

Caffè Centrale
Piscina Frezzeria 1659/B - San Marco, Venezia 
Tel.: (39) 041 88 76 642

Caffè Majer
Cannaregio 1227 - Ghetto Vecchio, Venezia 
Tel.: (39) 041 52 30 820

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Filosofia de Florença

Amigos e amigas,

A nossa segunda parada na Itália foi na cidade de Florença. Graças ao Airbnb, ficamos em um apto no "rive gauche" de Florença, à esquerda do rio Arno, fora do centro histórico. Recomendo para quem quer ter uma base na Toscana e visistar as diversas cidadelas de trem, ou mesmo de carro - o nosso apto tinha uma garagem incluída.


Atravessando uma das pontes sobre o rio Arno

A pé, estávamos a cerca de 10/15 minutos de qualquer ponto do centro histórico. A nossa hostess nos alertou que, além de supermercado, padaria e farmácia, a praça ao lado do prédio (Piazza Torquato Tasso) estava repleta de excelentes restaurantes que, segundo ela, atraíam poucos turistas e muitos moradores locais.



Toda hora é hora para um bom gelato.

Isso sem dúvida foi uma grande vantagem, pois realmente os restaurantes eram extremamente bons e relativamente mais baratos, comparados com os do centro histórico. O ponto negativo era que estes restaurantes não possuíam cardápios e garçons bilingues: o que dificultou a compreensão dos pratos.

Mais uma vez o blog Comer e Coçar nos ajudou, pois há um post dedicado às comidas típicas da Toscana. Lardo, fegatto, presunto toscano, tagliata, torta da nonna, cantucci etc estão super bem detalhados no post da Danielle Bispo.

Dessa forma, as minhas experiências são impregnadas pelos restaurantes do bairro de San Frediano - o bairro que ficamos em Florença.

Café Gilli: vá de chocolate quente no inverno.


O primeiro restaurante onde a gente parou para recuperar as energias (das "andanças históricas") foi o Camillo Trattoria. O restaurante fica a poucos passos da ponte Vecchio, de modo que é frequentado por turistas que ficam no centro histórico. Já na porta havia um adesivo colado do guia Michellin, alardeando que se tratava de um restaurante badalado.

Tortellini de carne do Camillo Trattoria


Cantucci com vin santo "a pior sobremesa de todas."

Olha, a comida era boa, mas nada excepcional - se comparado com os restaurantes que fomos posteriormente em San Frediano.

Pedimos de entrada Lardo, que veio servido em torradas. Em seguida, um tortellini de carne. O destaque foi o Brunello de Montalcino, possível de degustar a preços módicos, mesmo em taças.

De sobremesa, dividimos um Cantucci com vin santo: um bscoito super duro que deve ser umedecido em um vinho licoroso. Após quase quebrarmos todos os nossos dentes, a especialista de sobremesas, Carol, me disse que foi uma das piores sobremesas que ela havia comido na viagem...


Brunello de Montalcino no mercado: R$ 81,00


Fomos em muitos restaurantes em San Frediano, como já disse, mas vou destacar apenas dois:

A BBQ Trattoria  Barbecue é a churrascaria da região: recém aberto, é super concorrido por jovens e famílias jovens que moram nos arredores. Com uma verdadeira churrasqueira a carvão, ela faz o que promete: um verdadeiro churrasco nas tradições do interior. "Un Angolo di Campagna in San Frediano".  Com atendimento bem simpático feito pelos próprios donos, que fizeram questão de conversar com todos nas diversas mesas, todos se sentem acolhidos. Vale ressaltar que havia muitas mesas falando inglês e uma em francês - ou seja, mesmo recente, atrai bastante forasteiros.


Entrada de bruschettas mistas do BBQ Tratttoria


A melhor Tagliata.


Italian Hamburguer style.

Comi um hambúrguer, feito na grelha, e Carol, uma tagliata acompanhado de batata dourada.

O segundo restaurante em que fomos na praça Torquato Tasso, geminado ao BBQ Tratorria, é o Al Tranvai. Diversos jovens locais frequentam o restaurante apertado nos fins de semana. Tivemos dificuldade para nos sentarmos. Acredito que foi a melhor comida que experimentamos em Florença e o vinho da casa é muito bom - diferente de alguns restaurantes italianos, o vinho da casa não está estocado em um tonel e sim estão em garrafas normais de vinho. Quando pedimos, era um Chianti.

O cardápio não tinha tradução e estava afixado em quadro negro escrito a giz. Pedimos de entrada uma torrada com fegato (patê de figado) e, como principal, uma tagliata di manzo (filet cortado em tiras) acompanhado de salada e um fileto di maiale (carne de porco) e carciofi fritti (alcachofras fritas).



Não saca nada de italiano? Vá ao blog "Comer e Coçar"

Essa restaurante também tinha um clima jovial, frequentado por jovens famílias locais, e com uma comida despretensiosa e bem gostosa.



Crostini di Fegato do Al Travai.



Tagliata com salada: simples e gostoso.


Filetto di Maiale com carciofi Fritti: super duper!

Também fomos a diversos restaurantes dentro do centro histórico de Florença. No entanto, destaco o café que nos apoiou sempre que o frio apertava: Caffé Gilli. O chocolate quente deles é imperdível. Mas há diversos doces apetitosos. A melhor torta da nonna que comi foi lá!

Florença é uma cidade fantástica com diversos museus, igrejas e atrações - aliás, de passeio turístico, recomendo visitar o Palácio Médici Riccardi e a Escola de Couro de Florença. Também é uma cidade central para visitar as pequenas cidades da região da Toscana, como, por exemplo: Lucca, San Gimignano, Lucignano, Arezzo, Cortona, Pisa e Siena. E, além de tudo, oferece diversos tesouros gastronômicos aos mais atentos.



Em San Gimignano, 
celebre a vida com taças de Vermaccia

Vale ou não vale esfregar a mão no focinho do Porcellino para voltar?

Beijos e abraços,


Camillo Trattoria
Borgo S. Jacopo, 57/R Torquato Tasso 14r -Florença 
Tel.: (39) 055 212 427

BBQ Trattoria
Piazza Torquato Tasso 9/10R - San Frediano -Florença 
Tel.: (39) 055 512 0376

Al Tranvai
Piazza Torquato Tasso 14R - San Frediano -Florença 
Tel.: (39) 055 225 197

Caffé Gilli
Via Roma 1/R -Florença 
Tel.: (39) 055 213 896

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Quem tem boca vai a Roma

Amigos e amigas,

durante as minhas férias usei a máxima do ditado popular destacado no título acima e fui de mala e cuia buscar as delícias em Roma. De forma diferente das minhas demais viagens, não fiz nenhum planejamento gastronômico: não busquei nenhum guia, nem pesquisei quais eram os restaurantes recomendados. Minha meta era apenas uma: comer a melhor massa/pizza que pudesse encontrar em Roma e provar todos os gelatos possíveis.

Quando não se tem planejamento, não se tem expectativas. No entanto, também há decepções.

Como não amar a Itália?
simplicidade que traduz o sentido de 'menos é mais'

Dada a premissa de como seria a minha viagem, chegamos cedo em uma Roma que conecta o seu aeroporto à cidade através de trem/metrô e fomos explorar os diversos bairros e monumentos históricos. Confesso que não tenho intimidade com a Itália (era minha primeira vez) e muito menos com a língua italiana. Mas nada que meia hora andando não nos equalisasse em um país de língua latina.

Mas, gastronomicamente falando, no início tive uma dificuldade de comer coisas que não fossem o óbvio. Mas Roma, em particular, é mais fácil pois todo mundo fala inglês. Depois comecei a ler algumas dicas  sobre a diversidade gastronômica italiana no blog Comer e Coçar, que tem muitas informações excelentes sobre a Itália - em especial sobre a gastronomia da Toscana.


Presunto, pesto, queijos e embutidos típicos da Itália

Ficamos em um apartamento localizado na Via Rasella - 5 min a pé da Fontana di Trevi, 5 min da estação de metrô Barberini -, o que na minha opinião foi uma grande vantagem para explorar a cidade.

O tempo todo me sentia em um filme: às vezes, em um filme de Fellini, noutras de Rosselini.  Uma cena em particular parecia ser como nascem os "The Godfathers" italianos. Mas, sem dúvida, a Roma de Woody Allen era incessantemente reconhecida: em especial aquela do guarda no meio da rua, na Piazza Venezia, de frente ao monumento Victor Emanuel.

Talvez esse filme do Woddy Allen seja um dos piores dele (na minha opinião), mas é um verdadeiro guia da cidade: Fontana di Trevi, Coliseu, Piazza di Spagna, Forum Romano, Círculo Massimo, Campo di Fiori, Trastevere, Piazza Navona, Piazza del Popolo, Vila Borghese, dentre outros pontos turísticos que são apresentados no filme. É só prestar atenção e anotar.

No tocante às comilanças, eu tinha um projeto que era comer todas as pizzas e gelatos possíveis da Itália. Assim, fomos a duas gelaterias que, na minha opinião, eram sensacionais: a Old Bridge de Trastevere (atrás do rio Tevere, que corta Roma) e uma do lado da Fontana di Trevi, San Crispino.

Grano, Frutta e Farina

Bem próximo da Piazza di Spagna havia uma rua com diversos restaurantes interesssantíssimos.
No entanto, acabamos parando em uma 'padaria' que oferecia uma pizza "al taglio" simples, mas muito gostosa. O que era para ser uma entrada acabou sendo a refeição de uma das nossas noites. A padaraia se chama Grano, Frutta e Farina e, caso não queira comer pizza e sim ir a a bom restaurante, é uma referência pela quantidade de restaurantes da área. Há um simpático cearense trabalhando nela.

Pizza al taglio: provei quase todos os sabores

Na verdade, nessa região foi onde eu comecei a pirar com as lojas de queijo, salames, limoncello etc. Tudo que eu via ou comia no balcão ou comprava para comer mais tarde no apê. Mesmo não falando 'niente' de italiano conseguia buscar umas novidades para o meu paladar relacionado ao mundo dos embutidos. Aliás, essa viagem me deixou preocupado pela primeira vez com a alfândega brasileira: "será que pode entrar no Brasil com salames, azeites e queijos italianos?" Não quero saber a resposta! rs.

Em Trastevere, fui a um restaurante que teve um dos piores atendimentos de toda a viagem. Acredito que foi o ponto fora da curva de toda a viagem... Não vou citar o nome, pois não lembro. Mas recomendo tomar cuidado com restaurantes muito bonitinhos que são verdadeiras armadilhas para turistas.
Bruschettas do That's Amore

Falando em restaurantes muito bonitinhos, do lado do nosso apartamento havia um restaurante bem charmoso chamado That's Amore: serviço simpático comida boa e preço pra turista americano. Pequeno e todo decorado com fotos de diversos filmes (That's Amore é um filme americano das antigas), via-se apenas estrangeiros no restaurante. Lembro de umas bruschettas bem gostosas.

Cul de Sac é o lugar para beber vinho no centro de Roma. Não recomendo ter expectativa de almoço bom, mas que vá ao Cul de Sac para beber diversos rótulos por preços que fariam donos de supermercado no Rio ter vergonha dos preços que cobram por aqui. Bons petiscos para acompanhar também.

O melhor fettuccine da minha vida.


Agora, sem dúvida, o melhor restaurante que fui em Roma foi o Maccheroni: o melhor fettuccine de trufas que já comi na vida. O canelone de ricota com espinafre da casa também é sansacional. Um tiramisú de deixar os adoradores de sal babando. Fica em local meio que escondido no centro de Roma, mas muito legal: piazza delle Coppelle. Sem dúvida, foi a melhor comida que encontrei em Roma.

Valeu.
Esse foi a nossa primeira parada na Itália e já estava emocionado com todos os sabores.

Beijos e abraços,

Twitter/Instagram
@viverparacomer


Il Gelato de San Crispin
Via della Panetteria, 42 - Roma - Centro Histórico
Tel.: (39) 06 679 3924

Gelataria Old Bridge
Via della Scala, 69/70 - Roma - Trastevere

Grano, Frutta e Farina
Via della Croce, 49a - Roma 

That's Amore
Via in Arcione, 115- Roma 
Tel.: (39) 06 679 0302

Cul de Sac
Piazza di Pasquino, 73- Roma 
Tel.: (39) 06 6880 1094

Ristorante Maccheroni
Piazza delle Coppelle 44 - Roma 
Tel.: (39) 06 6830 7895

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Expectativa

Amigos e amigas,

Há tempos a palavra que tenho mais escutado tem sido expectativa. Expectativa de um governo melhor, de que a seleção brasileira seja campeã, de que a inflação ceda, de bons resultados da companhia, entre outras.

Tirando a polêmica dos preços - que já nem aguento mais falar, nem escutar - tive todas as minhas expectativas frustradas nas minhas últimas idas aos restaurantes: pro bem e pro mal.

Recentemente voltei ao bar Stuzzi em um aniversário. A primeira vez que fui lá gostei muito da comida e esquevi aqui um post. Nesse retorno, fiquei impressionado como estava cheio e como o serviço estava ruim (e como que um serviço ruim pode atrair tanta gente!). Tomei um excelente negroni e comi um risoto bem gostoso, mas com uma demora e um atendente, que pela cara, não estava de fato querendo trabalhar. Tudo era pedido 3x para certificar que estava a caminho. Cheguei  a levantar para ir ao caixa pagar a conta de tanto solicitá-la.

Uma outra frustração foi a minha recém visita ao .Org: restaurante de comida orgânica. A dona muito simpática nos estimulou a pedir um prato thai, a base de curry verde. Infelizmente não tinha sabor. Haviam me falado muito bem, mas não atendeu as expectativas.

Agora, uma das maiores surpresas desses meus últimos dois meses foi a Pizzaria do Chico. Localizado em uma ladeira na Glória, em um verdadeiro boteco, sem ar condicionado e com um atendimento que funciona meio que no mau humor, mas produz pizzas com ingredientes extremamente frescos e ainda é oferecida uma combinação de sabores não trivial.

Mas, o mais interessante, é o equilíbrio dos sabores oferecidos: a pizza de gorgonzola, por exemplo, não possui concentrações de gorgonzola em um determinado ponto. O queijo é usado apenas como instrumento de tempero, sem desequilibrar o sabor como um todo. Tudo no capricho.

Sim, em relação a massa... A massa é fina. Já conversei com muitos paulistanos e cheguei a conclusão que massa de pizza é uma coisa como paixão de torcida por clube. Não vou entrar nesse mérito, mas posso dizer que a massa me agradou muito.

O único ponto ruim é o extremo calor. Mas, como o que impera na casa é a simplicidade, de sentar numa mesa de plástico, de dividir a pizza na próopria forma metálica, em um verdadeiro boteco transformado em pizzaria e onde a espera para sentar pode te deixar em pé uns 15 minutos em uma ladeira de acesso a Santa Teresa...

Essa pizza superou qualquer expectativa.

Beijos e abraços

Twitter/Instagram
@viverparacomer

Stuzzi
Rua Dias Ferreira, 48 - Leblon, RJ
Tel.: (21) 2274-4017


.Org
Avenida Olegário Maciel, 175 - Loja G - Barra, RJ
Tel.: (21) 2493-1791

Pizzaria do Chico
Rua Santa Cristina 63 - Glória, RJ
Tel.: (21) 2508-7180.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O Lado A de Woody Allen e o Lado B

Amigos e amigas,

Eu nunca gostei muito dos filmes do Woddy Allen: mais por implicância do que por alguma razão objetiva. Acredito que a minha implicância seja pelo fato de Allen produzir filmes muito mais verborrágicos do que propriamente cinematográficos.

Mas é inegável que ele possui diversos filmes interessantíssimos. E, inclusive, ele também possui filmes cinematográficos, com linguagem e narrativa propriamente de cinema. "Meia Noite em Paris" utiliza as imagens das diversas "Paris" que já existiram - fácil quando uma cidade preserva a sua arquitetura histórica -, de modo que complementam visualmente a história genial, que lhe valeu o 'Oscar' de melhor roteiro original.

Ele tem diversas sacadas geniais: quando, ele próprio, por exemplo, interpreta um alucinado e fala para Jason Biggs em "Igual a tudo na Vida":

"Se alguém lhe der um conselho, não retruque... Diga 'Ahhh... que ótima idéia'. Depois faça o que achar melhor fazer"


Orientações para uma vida.

Ou então, em "Dirigindo No Escuro", quando após ser acometido por uma cegueira histérica passa a dirigir um filme completamente cego e acaba realizando uma película sem pé nem cabeça. No final, depois do filme dele ser um fracasso completo de bilheteria, ele resolve se mudar para a França pois lá os franceses o reconhecem como gênio e elegem o filme dele como uma verdadeira obra prima.

A maioria do público ri, mas, para mim, vejo tal desfecho como um ensinamento: 'escolha quem te valoriza'.

E Match Point? Todos sabemos que Allen é um fanático por Dostoievsky. Não há um filme que ele não o cite... Mas daí adaptar "Crime e Castigo" aos tempos atuais é mais que paixão e, sim, pretensão... E fazer o filme que ele fez é prova de maestria. A fria Londres não podia ser cenário cinematográfico melhor para uma adaptação moderna de Dostoievsky, que somado à trilha sonora compõem a tal 'falta' de linguagem cinematográfica que eu criticava no início desse post. Acho que esse filme deve ter sido mais difícil de ter sido concebido do que a adaptação que o Stanley Kubrick fez antes de morrer do livro de Arthur Schnintzler (aliás, alguém em SP já foi à exposição do Kubrick?).

Bom, mas o último filme de Woddy Allen em cartaz é Blue... Blue Jasmine.

Cate Blanchet é um show

Woody Allen retrata a decadência pessoal da esposa de um milionário de NYC que circula nas altas rodas dos Hamptons, durante o verão, e aproveita o seu network para dar desfalques a quem quer que ouse acreditar em seus investimentos. Com dívidas superiores aos ativos que possui, vive constituindo offshores e empresas em nome de terceiros (no caso, em nome de Jasmine, sua esposa) e, assim, mantém intacta a sua credibilidade, desenvolvendo tanto empreendimentos falidos, quanto aumentando o seu harém de amantes.

Jasmine, na verdade, se chama Jeanette, mas troca seu nome para estar mais adequado para circular no Upper East Side de Manhattan. Mas, em um ato de lucidez, ou de desespero, Jasmine confronta o marido e, a partir daí, se inicia o processo de decadência pessoal que provavelmente dará um 'Oscar' à excelente Cate Blanchet.

Eu conheço algumas cidades nos USA e, dentre as cidades americanas, a que eu mais gostei até hoje foi, sem dúvida, San Francisco. E é justamente para lá que Jasmine vai pra percorrer a sua via crucis pessoal até ser crucificada em praça pública. Interessantemente, Allen despreza as belas fotografias possíveis de serem obtidas em San Fran para adaptar corretamente a narrativa dramática de Jasmine: planos fechados, interiores escuros e tempo nublado é o que há para a protagonista desenvolver o seu colapso.

Okay, isso aqui é um blog de gastronomia. No entanto, se você acha que eu ia argumentar que a metáfora de Jasmine está associada a decadência da sociedade americana, baseada em futilidade e fraudes, acometendo os verdadeiros trabalhadores americanos, que poupam para abrir o seu próprio negócio, o fardo de manter a sociedade, você está enganado.

Mas a metáfora se aplica perfeitamente a essa tsunami de novos restaurantes que vem abrindo no RJ: "sem uma cozinha verdadeira, mas com muito rococó", que simplesmente não acrescenta. Tenho preferido não escrever sobre essas caríssimas decadências morais - embora eu acredite que os preços altos sejam um mal inevitável que deveria limitar a ida dos clientes, reduzindo a demanda; ou, alternativamente, provocar a abertura de novos restaurantes, aumentando a oferta, até o reequilibro dos preços em um patamar menor. Mas isso não está funcionando no RJ!

O hambúrguer de picanha: a minha escolha de sempre.

Como exemplo dessa derrocada de valores, li recentemente um texto em um blog, de um autor que desconheço, que me fez rir bastante. O texto é Almoço no Leblon Com muito humor, o autor destaca a falta de substância dos diversos estabelecimentos que nos cercam e a ausência de critério da 'manada' de consumidores enlouquecidos.

Mas nós não precisamos ir para San Francisco colapsar, como Jasmine fez. Ao sair do cinema, fui ao Bazzar Lado B pela primeira vez. Sem muita afetação, pude pensar e digerir Woody Allen com calma.

Aproveitei e pedi um excelente hamburguer de picanha, acompanhado de uma batatinha crocante. Mas o grande destaque foi, sem dúvida, o Croque Madamme, que eles servem por lá sob a alcunha de croque sinhá: duvido alguém dizer que existe algum melhor na França.

O croque sinhá

Essa ida ao Bazzar da Livraria da Travessa de Ipanema abriu uma via não só de lanche/refeição, como também de programa para o domingo à noite: cinema e resenha cinematográfica. O perigo é sair de lá com mais um livro do Dostoievsky ou do Samerset Maughan.

É... se você não concordou com que escrevi... Ou se você acha que eu deveria escrever sobre a cozinha molecular do Oro... você já sabe a minha resposta, né?

'Ahhh... que ótima idéia'.

Beijos e abraços,


Twitter/Instagram
@viverparacomer


Bazzar - Lado B
Rua Visconde Pirajá, 572 - Ipanema, RJ - ( 2˚ andar da Livraria Travessa)
Tel.: (21) 2249-4977.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Festival de Curtas no RJ

Amigos e amigas,

Em homenagem ao Festival de Cinema do RJ, que termina hoje, resolvi fazer esse post com vários 'curtas'.

Tomada 1
Sábado passado eu fui ao, recém inaugurado, Paris 6, na Barra da Tijuca. Tenho um amigo que adora a matriz do grupo, localizado na rua Haddock Lobo, em SP. Já tive até recomendação de outras pessoas para ir na casa paulistana. No entanto, li há pouco tempo uma resenha no blog Boteco do JB sobre as 5 lendas de restaurantes de SP e ele estava .
Mas acabei indo na filial da Barra...
Um dos piores serviços que já presenciei: garçons desorganizados, comensais revoltados em suas mesas com o mau atendimento e comida sofrível. Acho que uma resenha completa sobre a casa há em um outro post do Boteco do JB de nome Paris 666. Coincidentemente, comi o risoto de cogumelo com azeite trufado, relatado nesse post... Tive a mesma impressão da autora sobre o prato: insosso.
#Corta!

Sem sabor: o maior pecado de um prato.

Tomada 2
#Ação!
Já há algum tempinho, fomos ao Lima Resto bar. Ótimo atendimento, excelentes drinks e comida bem gostosa. Não sou especialista em comida peruana, mas gostei de tudo que comi lá. Vale a pena conferir.


Drink a base de "coca"

Muito bom esse tal de cebiche

Tomada 3
#Ação!
Lapa Café, no centro, está mais para brasserie, vendendo a sua própria cerveja e possuindo uma extensa carta de cerveja, do que para um restaurante propriamente. No entanto, para a minha surpresa, comi um ribeye (no cardápio, está sob o codinome costela) sensacional. Fui pensando na cerveja e acabei sendo premiado pela carne.

Surpresa positiva no Lapa Café.

Tomada 4
Meninas, vocês me desculpem, mas o programa culinário do Rodrigo Hilbert é péssimo: roteiro, produção, iluminação, enfim, tudo!
#Corta!


Tomada 5
#Ação!
Em todo festival sempre tem um convidado especial de "fora": ICI Brasserie. Em minha última viagem a São Paulo, fui nessa nova casa. Pedi o prato mais simples possível: filet com fritas acompanhado do molho bérnaise. Show. Bebi a cerveja da casa, feita pela cervejaria Colorado, à base de mandioca. Na minha opinião, muito boa.  A casa fica no, relativamente novo, shopping de SP, JK Iguatemi. A decoração, também, muito bonita: achei tudo melhor do que, inclusive, a "irmã" mais velha - o ICI Bistrot - localizada em Higianópolis.



Cerveja da casa: feita de mandioca


Comida "de segurança" com qualidade



Tomada 6

Eu vi uma coisa em um restaurante a quilo no centro, que me marcou: uma comensal (sim, era mulher!) preparou um prato com arroz feijão e por cima do feijão colocou três sushis de salmão e dois de atum... Sem mais!
#Corta, pelo amor de Deus!


Gran Finale
#Ação!
Entre as aventuras e as desventuras gastronômicas dos últimos tempos, tenho tido cada vez mais prazer em cozinhar final de semana. Nada profissional, mas com muito prazer e, em muitas vezes, com mais sabor!

Especialidade chez moi: quiche.
Beijos e abraços,


Twitter/Instagram
@viverparacomer


Paris 6
Avenida Érico Veríssimo, 725 - Barra da Tijuca, RJ
Tel.: (21) 2494-7320.


Lima Restobar
Rua Visconde de Caravelas, 113 - Botafogo, RJ
Tel.: (21) 2527-2203

Lapa Café
Avenida Gomes Freire, 453/457 - Centro, RJ
Tel.: (21) 3971-6812.

ICI Brasserie
Avenida Juscelino Kubitschek, 2041/ Piso 3 - Itaim, SP
Shopping JK Iguatemi
Tel.: (11) 3078-1313.

Quem sou eu

Minha foto
Olá, sou carioca e um grande apreciador de um bom prato. Com este intuito, tentarei escrever as minhas impressões sobre os restaurantes em que eu vier a comer - descrevendo qualidades e defeitos de cada um. Caso tenha o interesse de complementar as minhas opiniões, por favor, não deixe de contribuir. Restaurantes bons devem ser vangloriados, enquanto restaurantes ruins devem ser evitados. Não concorda? Então, vamos lá... Mãos ao garfo!