segunda-feira, 31 de maio de 2010

CT Brasserie & Pastis

Amigos e amigas,

no último final de semana, resolvi conhecer o restaurante CT Brasserie, localizado no São Conrado Fashion Mall. Esse restaurante inaugurou no final de 2008 e é um empreendimento pertencente ao chefe-estrela Claude Troisgros. No entanto, o chefe Troisgros não é o orquestrador da cozinha do CT Brasserie: a batuta fica na mão de um outro francês, de nome Didier Labbé.

Mas nem por isso o restaurante perde o encanto!

O restaurante me lembrou muito o célebre Pastis de New York City (NYC). O Pastis é um french bistro localizado no bairro da moda de Manhattan - o Meatpacking District. Ele serviu como locação para as cenas iniciais e finais do filme Melinda & Melinda (Woody Allen), é citado no filme Diabo Veste Prada e também em um dos episódios do seriado Sex And The City.

Bom, assim como o Pastis, o CT Brasserie tem aquele toldo vermelho na entrada, aquelas portas, portais e janelas de madeira, típicas dos bistrôs franceses, e aquele interior com uma cara de restaurante saído de filme da Piaf - old school total.

Se o Pastis está cercado de lojas de roupa de grife, o CT Brasserie está entre o Espaço Lundgren e o Empório Armani... O mais engraçado entre as semelhanças é que até o desenho gráfico dos cardápios do Pastis e do CT Brasserie é muito parecido.

Dentro do CT Brasserie há uma cozinha totalmente aberta e uma vista muito bonita para o verde que contorna o bairro de São Conrado. Essa vista, o Pastis não tem!

E quanto à comida?

Espetacular!

Nas palavras do próprio Claude Troisgros, o CT Brasserie não é um lugar para "invencionices". Lá é comida típica de bistrô: plateau de ostras, escargot à provençale, moules marinierès... Aliás, foi justamente uma panelinha de moules marinierès avec frites, mexilhão cozido no vinho branco com batata frita, que eu comi quando fui ao Pastis.


Pedimos de entrada no CT Brasserie um Steak Tartare da Tia Madeleine. Posso dizer que foi um dos melhores steak tartare que já comi. E olha que de steak tartare eu entendo - tenho uma receita excelente, que em breve posto por aqui! O diferencial do tartare do CT, ao meu ver, é que eles utilizam um ovo cozido picado em pedacinhos bem pequeninos. E, curiosamente, notei que a carne era picada em pedaços um pouco maiores que a média dos demais steaks tartares. Mas, sem dúvida, o grande diferencial é o tempero utilizado para unir todo o conjunto da obra. Sensacional. Vale a ida ao restaurante.

De prato principal, o grupo que me acompanhou pediu um Filet Mignon em crosta de Alecrim com molho bearnaise e Gallete de Batata Ana (uma espécie de mil folhas de batata, foto ao lado), Linguado Crocante Quinua com banana caramelada com purê de batata baroa (foto abaixo) e um Bife de Chorizo com pimenta e arroz croc croc, que é arroz simples coberto de arroz selvagem estourado - totalmente inovativo, este arroz parece com pipoca.

Cada prato mais bonito que o outro, e mais importante: todos deliciosos!

De sobremesa, foram pedidos 1) petit gatêau de chocolate com sorvete de creme e uma deliciosa calda quente de chocolate amargo e 2) ovos nevados com amêndoas - este último, além de fenomenal, é recomendado pelo próprio Troisgros! (ver foto mais abaixo.)

Uma última semelhança entre os dois restaurantes é em relação à gorjeta. Em ambos os restaurantes se cobram mais do que os tradicionais 10%. Bom, em NYC todos os restaurantes deixam por conta do cliente a tip, mas o comum é deixar uns 15% (até 20% nos melhores restaurantes). O CT Brasserie, por sua vez, já imputa na nota final algo cerca de 12% a mais sobre a conta, enquanto a lei brasileira estabelece gorjetas opcionais de 10%.



Talvez a única crítica ao CT Brasserie seja essa cobrança adicional, ao final da conta. Até porque o serviço de lá não é melhor nem pior que os demais restaurantes do RJ - ou seja, no tocante ao serviço é sem "invencionice" mesmo! Aliás, algumas vezes foi difícil estabelecer uma comunicação com o garçom, já que o restaurante estava bem cheio!

No entanto, a comida vale cada 2% ou 3% a mais cobrados na nota!

E, sinceramente, embora o Pastis seja muito bom e imperdível para quem visita NYC, a comida do CT Brasserie é, sem furos, melhor. E o melhor: é logo ali, em São Conrado - uma dádiva para os cariocas e uma oportunidade para quem visita o Rio.

Que Marravilha!

Beijos e abraços.

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@viverparacomer



CT Brasserie
Estrada da Gávea, 899 - 3º Andar, São Conrado
São Conrado Fashion Mall
Tel.: +55 21 3322-1440

Pastis
9 9th Avenue, Meatpacking District - Manhattan
New York City
Tel.: +1 (212) 929 4844

sábado, 29 de maio de 2010

Nova Zelândia

Amigos e amigas,

chegamos ao quarto e último post da saga "Oceania". Neste post falarei sobre três restaurantes da Nova Zelândia... Três restaurantes de três cidades diferentes. Por opção, falarei apenas sobre a Ilha Norte, já que é onde se encontram as duas cidades mais cosmopolitas da Nova Zelândia: Auckland e Wellington. Justamente nestas cidades é onde se encontram os principais restaurantes da NZ.

Reconheço que a Ilha Sul também tem ótimos passeios, ótimos restaurantes e diversas vinículas. Os vinhedos abaixo são de Gibbston Valley, Central Otago... Imperdível. Lake Hawea, Arrowtown, Cromwell, Alexandra, Wanaka e a pop star Queenstown são algumas das cidades que estão na região vinícula de Central Otago. É... Mas, não dá pra falar de tudo!



Antes de começarmos, pergunto a vocês quais são as diferenças entre as bandeiras da Nova Zelândia e da Austrália? Se você leu o meu 1º post sobre Austrália, você vai lembrar que eu comecei o post, assim como esse, com uma bandeira. Naquele comecei obviamente com a bandeira da Austrália... Não sabe? Bom, reveja o post australiano e compare!

Bom, como já anunciado, a Nova Zelândia é composta por duas ilhas (norte e sul) e está situada a cerca de 3 horas de voo da Austrália – é isso mesmo... Não é tão pertinho da Austrália, não!

Primeiramente habitada pelos polinésios no século XII, devido ao seu isolamento a Nova Zelândia possui uma fauna distinta e frutos também. A diferença entre a fauna da Austrália e a da Nova Zelândia é que na nesta não há dead creatures – não há tubarões, nem aranhas ou cobras venenosas.



Os polinésios, primeiros colonizadores, são chamados de maoris e nomearam a Nova Zelândia de Aotearoa (Terra da Grande Nuvem Branca). Coincidência ou não, vi muitas nuvens brancas ao chegar em Auckland – maior cidade da New Zealand. Os maoris possuem cultura própria e, inclusive, tradições culinárias interessantes: o Hangi, por exemplo, é uma delas...

O Hangi é uma tradição de cozinhar alimentos enrolados por panos embebecidos em buracos nos solos sobre rochas escaldantes. Cobrem-se esses buracos e só retornam a comida pronta depois de horas (cerca de 12 horas). Os alimentos geralmente feitos pela tradição Hangi são carne de porco, frango ou cordeiro, acompanhado de generosas porções de vegetais, como, por exemplo, cenoura, batata, batata doce, cebola e alface.



O Hangi é realizado em ocasiões especiais – um kiwi-guy (neozelandês) me disse que, no período de natal, é possível ver, ao andar de carro pelas terras ao lado das estradas, diversas fumacinhas saindo de baixo da terra, indicando onde estão sendo preparados os Hangis maoris. Infelizmente, não pude provar, mas todos me disseram que os alimentos preparados de acordo com as tradições do Hangi maori ficam deliciosos.



Os kiwis tem tradições culturais interessantes, a começar pela língua. Embora a Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, seja a rainha da Nova Zelândia (e da Austrália também) e os neozelandêses falarem inglês, é um inglês difícil pra caramba de se entender. A pronúncia é bem delicada... Lembro dos meus primeiros contatos na NZ - fiquei preocupado. Mas o maior exemplo de diferenciação da pronúncia é o six (6) ser pronunciado como "sex" e o sex (sexo) ser pronunciado como "six". "Little bit" soava como "little butt"...



O esporte dos caras é a vela e o rugby. Os caras são o "Brasil" do rugby - possuem há muito tempo a melhor equipe de rugby do mundo. O time deles são reconhecidos pela carinhosa alcunha de All Blacks e os caras são mal encarados pra caramba. O engraçado é que todo início de jogo o All Blacks faz uma dancinha de apresentação, conhecida como Haka (ver foto baixo). Em 2011, eles sediarão a copa do mundo de rugby... Aliás, conversando com um "tarado" por rugby na NZ, descobri que eles chamam o nosso futebol de "puffball"... É... o rugby é barra pesada mesmo!



A Nova Zelândia é um país desenvolvido. No entanto, o que eu constatei é que a NZ é basicamente agrária: da Ilha Norte à Ilha Sul, o que mais se vê são campos cultivados. As principais indústrias exportadoras são a agricultura, a pesca e a silvicultura. Eles tratam com muita seriedade o serviço de turismo - com os diversos atrativos naturais, eles sabem e exploram o turismo até a última gota. Ah se o Brasil e o Rio de Janeiro, particularmente, soubessem aproveitar o potencial que há por aqui...



O país é também um dos maiores produtores de kiwi e uva. Produz também, em grande quantidade, lã... É possível ver ovelha pra tudo que é lado - no início é até bonitinho, mas depois ninguém aguenta mais, rs! Ah, é claro: o país é um dos melhores produtores de vinho do mundo - o Pinot Noir de Central Otago é pau-a-pau com os da Borgonha. Não posso esquecer de dizer do Sauvignon Blanc de Marlborough, uva de vinho branco, que transforma a NZ em um dos maiores e melhores produtores desta cepa. Confesso que aprendi a gostar muito dos vinhos feito a base de Sauvignon Blanc, durante a minha estada por lá.



Como dito acima, além da fruta kiwi, há também o pássaro kiwi, que curiosamente não tem asas e a sua coloração lembra muito a fruta kiwi... É um bicho um tanto quanto curioso, só há na NZ e juntamente com fern (uma espécie de samambaia) é um dos símbolos da NZ. Eles gostam tanto desse pássaro que tem até museu-parque contando a sua história. (Foto ao lado, Kiwi Bird)

I) Ilha Norte

Quando estávamos planejando a viagem para a Nova Zelândia, algumas pessoas me disseram: "cara, nem vai na ilha norte, pois, como a ilha sul é muito melhor, nem vale!". Não é bem assim.

A Ilha Norte é sensacional. Eu, particularmente, adorei todas as poucas cidades que conheci. Inclusive, os três restaurantes que postarei aqui são de arrebentar!



Mas, antes de entrarmos na gastronomia, é preciso comentar sobre as características da Ilha Norte. Inicialmente, quanto à geografia do local, a Ilha Norte possui alguns vulcões ativos e muitos gêiseres - gêiser é uma nascente termal que entra em erupção periodicamente, lançando uma coluna de água quente e vapor para o ar.

Outra atração mundialmente conhecida: lembra do comercial do casal em que o marido queria fazer snowboard e a mulher queria passar as férias na praia??? Pois é... É justamente na Ilha Norte, onde é possível fazer snowboard e ir à praia no mesmo dia - mais precisamente no Mount Taranaki. Aliás, foi nessa montanha em que foi filmado o Último Samurai...



Talvez a aventura mais surpreendente da Ilha Norte seja a visita à White Island (ou Whakaari em Maori), que fica, de barco, a 3 horas da costa (só a ida); e de helicóptero, 15 minutos. A White Island é uma ilha vulcânica ativa. É muito interessante porque é possível andar em sua superfície, que parece uma cratera lunar, onde seu centro possui um lago ácido incrível. O vapor exalado pelas suas fendas atinge a temperatura média de 800ºC. Dizem que o mergulho pelos arredores da ilha é sensacional também. Cheio de lagostas, os grupos de mergulhadores pescam as lagostas e as assam nas fendas submersas. Para se chegar até lá é necessário ir até a cidade de Whakatane (se pronuncía "Fakatane"). A Vulcan leva de helicóptero e a empresa White Island Tours leva de barco.

As cidades de Rotorua e Taupo são as mais famosas da região. Há muitas atividades para os turistas, desde shows e apresentações dos Maoris, como esportes radicais: salto de pára-quedas, balonismo, rafting nos rios e bungee jump... Bom, bungge jump tem por toda a Nova Zelândia. (ver foto da queda d'água em Huka Falls, em Taupo)


Dois locais que não pude ir na Ilha Norte, mas que gostaria de ter conhecido, são Raglan e Waitomo Caves. Os dois são localizados na ala noroeste da Ilha Norte, ao sul de Auckland. Raglan fica na costa e dizem que é a melhor onda da NZ. E Waitomo Caves é uma caverna em que se pode fazer diversas explorações.

I.1) Tauranga

Tauranga foi a nossa primeira base na NZ. É a cidade principal da região conhecida como Bay of Plenty. É muito bonita, tem praias, onda, mas achei, mesmo com sol, um pouco fria - aliás, a NZ toda.

Destaque de Tauranga é a subida do Mount Maunganui. A vista lá em cima é lindíssima. As Hot SaltWater Pools, piscinas salgadas de água quente, também são bem interessantes. (Foto ao lado, dentro do complexo de piscinas, de frente para o Mount Maunganui. Foto abaixo, vista do topo do Mount Maunganui)

A cidade é pequena e tivemos a oportunidade de chegar no dia do "Blues, Brews and Barbecue" - festival de cerveja, churrasco e Blues. Tentamos ir e... não coseguimos. Foi bom, pois, ao sair da entrada do festival, fui parado por uma blitz da lei seca, que, sem me deixar falar, já havia medido o teor de alcóol em meu hálito. "No Alcohol", apareceu no medidor!



E, ao sair deste evento, pude comer no restaurante chamado... Armazém!

Armazem Restaurant & Bar
305 Maunganui Road, Mount Maunganui - Tauranga
Tel.: +64 07-574 7773

Restaurante de um brasileiro, do Espírito Santo, que serve os clássicos da nossa maravilhosa comida: pão de queijo, cerveja Brahma, picanha etc. Cara, depois de quase um mês fora do Brasil, realmente dá muita vontade de comer comida brasileira. E o Armazém não decepciona não!

De entrada, pedimos lulas fritas à milanesa e uma porção de pão de queijo. O pão de queijo estava sensacional mesmo. Conversando com Lucas Fleury, um dos sócios, ele me disse que é tudo importado do Brasil e seguem-se fielmente as receitas regionais. A carne é neozelandesa, mas o corte é brasileiro.



Como prato principal, pedi um filé à parmegiana, com arroz branco e fritas. Carol pediu um Cheesepicanha - também ótimo. Para quem estiver na Nova Zelândia e quiser provar o tempero brasileiro, ou recomendar a um Kiwi algum restaurante brasileiro, este é a grande dica.

I.2) Wellington

Wellington é a capital da Nova Zelândia. Não é a mais populosa, mas é uma cidade muito povoada: tem 600 mil habitantes que moram entre o porto e os morros que estão no seu entorno. É uma cidade bem agradável, mas extremamente fria. Venta muito. Aliás, uma das grandes diversões da cidade é ver os aviões pousando... Bate uns ventos laterais que parecem que os pilotos estão bêbados.


As principais atrações da cidade são o Museu Te Papa e a visita ao congresso neozelandês, que tem um formato de colméia - o beehive. Em um dia de sol, vale a pena pegar o Cable Car (bondinho) que faz um passeio panorâmico pelos morros de Wellington, entre Lambton Quay (parte mais baixa) até próximo do Wellington Botanical Garden (parte mais alta). (A foto ao lado, em que o Sir John Plimmer está acompanhado do seu cachorro, Fritz, é onde se encontra o início da ladeira em que se pega o bonde na Lambton Quay).

O Museu Te Papa possui a história da ocupação dos maoris na NZ e também da ocupação inglesa - tudo de forma ilustrativa. Fala da formação geográfica da Ilha Norte e da Ilha Sul... E fala também da cultura maori. O que é imperdível é a ala da fauna marítima da costa da NZ. Está à mostra a maior lula gigante encontrada até hoje - vale muito!


Wellington é a última cidade ao sul da Ilha Norte... De ferry boat, até a cidade mais próxima na Ilha Sul, Picton, são cerca de 3 horas e meia.

Há muitos restaurantes em Wellington. Infelizmente, não tivemos tempo para ir em muitos, mas o Boulcott Street Bistro é muito aconchegante e a comida, deliciosa.

Boulcott Street Bistro
99 Boulcott Street - Wellington
Tel.: +64(04)499-4199
http://www.boulcottstreetbistro.co.nz/home.html

Pequeno restaurante localizado próximo ao Lambtom Harbour. Lembro que estava um frio de foca! Fiquei muito emocionado em um ambiente tão quentinho e iluminado. Muito bem decorado e harmonizado, depois das 20h faz fila no bar, localizado no interior do restaurante.


A comida é um mix de tradições francesas com neozelandesas. De prato principal, pedi um clássico neozelandês, uma Braised Lamb Shank - é a canela do cordeiro, cozido lentamente. Este prato veio acompanhado com um purê de batata e ervilhas.



A Carol pediu um filet ao molho de vinho tinto, acompanhado de um molho béarnaise para acompanhar as french fries... Um clássico francês! Ambos os pratos estavam deliciosos.

Abaixo fica uma foto da sobremesa: profiterolis! O sorvete de Baileys recheava as carolinas e a calda de chocolate a complementava. Muito interessante.



Bom, existem diversos restaurantes em Wellington, mas faço questão de registrar o Boulcott Bistro, por ele ser muito charmoso!

I.3) Auckland

Tivemos muito pouco tempo em Auckland. Somente uma noite, então realmente não dá pra falar muito...


No entanto, Auckland é a cidade de maior área metropolitana da Nova Zelândia, mais importante, mais populosa e a capital financeira do país. Com uma população de aproximadamente 1,4 milhões de habitantes, contando região metropolitana, Auckland detém cerca de 31% da população do país. Foi fundada em 1840 e foi a capital da Nova Zelândia até 1865.

Umas das características da cidade é que ela se localiza sobre um vulcão e há um grande número de gêiseres no local. Do lado direito, o mar do Pacífico; do esquerdo, o mar da Tasmânia.

Tem diversas ilhotas vulcâncias, bem próximas, que podem ser visitadas. Há um bugee jump gigante no topo do Sky Tower de Aukcland - um prédio alto pra chuchu, que possui um observatório que dá pra ver toda a cidade. Reparem no cara dependurado pelas cordas, do lado de fora das janelas do Sky Tower. Momento paradinha do Terror!

E, como toda cidade grande, Auckland também possui as suas barraquinhas de venda de Hot Dogs. Encontramos uma barraquinha de Hot Dog alemão, comum lá, de nome Fritz's Wieners... Très chic, rs.

Cin Cin on Quay
99 Quay Street, Auckland Ferry Building, Downtown - Auckland
Tel.: + 64 9 307 6966
http://www.cincin.co.nz/

Esse restaurante fica na plataforma de embarque dos ferries que saem do downtown em direção a diversas ilha nos arredores de Auckland. Fica de frente para a marina e a vista para a saída dos barcos transforma a refeição em um verdadeiro tour.


O restaurante é muito bonito e a comida, mais ainda. Pedi um clássico neozelandês: costeleta de cordeiro com baby carrots e outros vegetais. A carne bem suculenta e macia. Melhor do que isso impossível.

De sobremesa, um tartelete de chocolate com sorvete de creme e calda de berries (frutas vermelhas).


Esta foi minha última refeição em terras neozelandesas, na verdade, na Oceania. Mas espero retornar à terra da grande nuvem branca, pois, além de ter uma beleza incomparável, é um lugar bem hospitaleiro (inclusive, não há necessidade de visto), com um povo bem receptivo e uma excelente comida.

Uma coisa eu já adicionei ao meu cardápio semanal: kiwi. Mas Kiwi Gold só se encontra na New Zealand!

Beijos e Abraços!


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Armazem Restaurant & Bar
305 Maunganui Road, Mount Maunganui - Tauranga
Tel.: +64 07-574 7773

Boulcott Street Bistro
99 Boulcott Street - Wellington
Tel.: +64(04)499-4199
http://www.boulcottstreetbistro.co.nz/home.html

Cin Cin on Quay
99 Quay Street, Auckland Ferry Building, Downtown - Auckland
Tel.: + 64 9 307 6966
http://www.cincin.co.nz/

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Julie & Julia

Amigos e amigas,

acabei de assistir ao filme Julie & Julia, da diretora Nora Ephron. Não resisti e resolvi escrever um pouco sobre este filme gastronômico.

Nora Ephron é uma escritora e diretora/roteirista clássica de filmes novaiorquinos como Mensagem Para Você, Harry e Sally, A Feiticeira, Sintonia de Amor e outras coisas. Talvez ela tenha se especializado em filmes leves, femininos...

Em Julie & Julia, Nora repetiu a fórmula - uma estória água com açúcar (açúcar francês), uma grande estrela (no caso, Meryl Streep) e temperado com algumas cenas cômicas. A diferença é que este filme é baseado, não em apenas uma, mas em duas histórias reais.

Julia Child é uma norteamericana, dona de casa, que vai morar na França em 1949. Julie Powell é uma norteamericana que está insatisfeita com o seu trabalho em NY.

Julia decide aprender a cozinhar, na França da década de 1950, se apaixona pela gastronomia e escreve uma bíblia sobre a cozinha francesa - este passa a ser o livro de culinária mais importante das donas de casa dos EUA.

Julie, moradora do Queens em NY, resolve em 2002 se ocupar com um blog de comida, o Julie/Julia Project, onde ela tem a missão de registrar as experiências ao realizar as mais de 500 receitas que Julia havia escrito na França.

O melhor do filme foi mostrar descoberta da atividade que mais dava prazer as duas personagens principais - a gastronomia - intercalando a França 1950 com a NY de 2002. E, realmente a diretora teve qualidade pra equilibrar estas duas histórias pois, se a gastronomia hoje é um assunto baladado, Julia Child foi uma pioneira a enfrentar as críticas e preconceitos de seguir as aulas no lendário Le Cordon Bleu.

Meryl Streep, que interpreta a Julia Child, está impressionante. Ela conseguiu incorporar o mito - inclusive a voz de taquara rachada que Julia possuía. (Veja na foto abaixo, as similaridades entre Meryl Streep e a verdadeira Julia Child)


Quem quiser tirar a prova desta voz de desenho animado é possível ver em alguns dos episódios em The French Chef, que está no YouTube, a Julia Child real em ação. Deixo o link do episódio The Omellete Show - aliás ótima receita.

De qualquer forma, não deixe de ver Julie & Julia. Se você não descobrir uma nova paixão, vai ao menos sair com vontade de ir à um bom restaurante!

Ao final, se quiser comer um Boeuf Bourguignon - prato super comentado no filme - e estiver com vontade e disposição de fazê-lo, que tal seguir a receita disponibilizada no Viver Para Comer, em novembro de 2008. Basta acessar o link Boeuf Bourguignon.

Voilà et Bon Appétit!

Beijos e abraços,


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terça-feira, 18 de maio de 2010

Restô Ipanema

Amigos e amigas,

é com um enorme prazer que trago uma novidade para o blog. Por recomendação do músico e amigo do blog, Léo Morel, em um domingo sem muita expectativa, fui a um restaurante recém inaugurado chamado Restô Ipanema. Bom, suspeitei que fosse um restaurante francês, pois "restô" é justamente como os franceses chamam os restaurantes. É... imagino que seja uma derivação da escrita francesa restau, abreviação de restaurant.


Localizado na rua Joana Angélica, esquina com rua Nascimento Silva, esse restaurante é na verdade um bistrô - pequenino, com cara de restaurante de bairro. Tempos atrás havia no mesmo lugar um restaurante italiano, se eu não me engano se chamava "Trattoria Del Borgo", que era, sem meias palavras, sem graça.

Já sabia que tinha havido uma mudança, mas esperei que alguém me confirmasse se valeria a pena ir na novidade ipanemense. E como... como vale!

O pequeno restaurante possui janelões e é cercado por um jardim que dá a sensação de você estar fora da cidade. Por ser pequeno, o restaurante estava lotado, o que fez com que esperássemos uns 15 minutos no bar. Pelo visto, os moradores habituais do bairro gostaram da mudança - muitos até se cumprimentavam.



Como toda novidade, acredito que o restaurante tem muitas coisas para melhorar. Foi notória a demora de todos os pratos pedidos. Também ouvi comentário da demora na mesa ao lado. Como o Restô é pequeno, talvez lhe falte estrutura física para atender a todos em um dia cheio.

No entanto, mesmo com o problema da demora, o atendimento é muito educado e atencioso. Mas o ponto forte é a comida... Que tal começar com um mix de pastéis: funghi, parma, três queijos e carne. Simplesmente divino.



Como prato principal, um salmão coberto de ervas frescas, acompanhado de uma batata recheada de queijo de cabra, envolto em uma fina e crocante fatia de bacon! Também foi pedido um risoto de funghi com brie - me pareceu que tinha uma quantidade de nozes ou amêndoas trituradas... Mas realmente não sei, pois não li o cardápio adequadamente. Ambos os pratos estavam estupendos. Vale comentar que há um esquema de "tapas", ou seja, pratos em pequenas porções para quem não quer comer muito ou quer experimentar diferentes pratos - esse era o caso do risoto, que vinha numa tigelinha pequena.

Um destaque especial foi a sobremesa: uma torta de limão em quatro andares. A cobertura era uma espécie de claras em neve, ligeiramente queimada. O terceiro andar era feito a base de creme de limão com uma acidez perfeita. O segundo andar era de sorvete de creme - mais simples, impossível. O primeiro andar, uma verdadeira massa podre.



No final do almoço, foi possível ver o chefe circulando pelo salão. Algumas senhoras, em uma mesa ao lado, chamaram-no e fizeram tantos elogios que fui incapaz de poder lhe falar o quanto gostei... Bom a senhora era uma figura... Ela virou-se para nós e proferiu "sorte da moça que se casar com ele!". É... Acho que, assim como a senhora da mesa ao lado, eu virei fã do Restô! E faço das palavras delas as minhas: "até o café deles é gostoso!".

Beijos e abraços.

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Restô Ipanema
Rua Joana Angélica, 184 - Esquina com Rua Nascimento Silva
Tel.: 21 2287-0052

sábado, 15 de maio de 2010

Os 50 Melhores Restaurantes do Mundo

Amigos e amigas,

no dia 26 de abril foi anunciado o resultado do concurso que elege os 50 melhores restaurantes do mundo de 2010, The S.Pellegrino World’s 50 Best Restaurants. O grande vencedor desse ano, para a surpresa dos food lovers foi o restaurante dinamarquês chamado Noma, localizado em Copenhagen.



O que me causou grande curiosidade era saber como foi organizado este concurso. Bom, descobri que os organizadores contavam com uma equipe de jurados de mais de 800 pessoas espalhadas pelo mundo. Estas 800 pessoas são divididas em 27 regiões pelo mundo. Cada região possui um juri-presidente.

O brasileiro e crítico gastronômico Josimar Melo foi o juri-presidente da região South America. Cada juri-presidente possuía uma comitiva de juris ligados a sua região. E cada juri poderia votar em 5 restaurantes - sendo que no máximo em três de sua própria região e obrigatoriamente, no mínimo, em 2 restaurantes fora de sua própria região.

Foi desse modo que o restaurante Noma desbancou o aclamado chefe Ferran Adriá - chefe da década - com o seu restaurante El Bulli. Li que o chefe responsável pelo Noma trabalhou com Ferran Adriá tempos atrás... De qualquer forma, deve ter sido um corte no ego das "estrelas" mundiais. Mas, para nós mortais, isso é muito bom, pois temos motivos para visitar e conhecer a Dinamarca, não é?



Agora, não me pergunte que comida o Noma serve, que eu não tenho a menor idéia...

Há um restaurante brasileiro nesta lista: D.O.M., pertencente ao chefe paulista Alex Atala, que até recentemente possuía um programa de tevê, Mesa Pra Dois, em companhia da chefe Flávia Quaresma. Não conheço o D.O.M. e assim é difícil avaliar... Mas, acredito que nesta lista, se era pra conter apenas um restaurante brasileiro, este deveria ser o Olympe, do chefe também estrela da tevê Claude Troisgros - dificilmente se encontra em algum restaurante do Brasil ou do mundo tanta qualidade e simplicidade - ingredientes para uma refeição super agradável.

Mas, se o restaurante do filho não está presente, o restaurante do pai está. Pois é, La Maison Troisgros voltou para a lista e configura no 44º lugar. Ele fica localizado na cidade de Roanne, na França - mais um motivo para se viajar por dentro da França.

Uma surpresa para mim foi a entrada do Eleven Madison Park nesta lista, em 50º lugar - já escrevi aqui sobre o Eleven Madison Park.

Quando estive em NY, ouvi tantas boas recomendações deste restaurante que não resisti e acabei indo. O Eleven Madison Park - o queridinho dos new yorkers - possui um pato deslumbrante e uma carta de vinho que é uma verdadeira escola. E certamente não é mais caro do que o D.O.M. e diversos restaurantes brasileiros - já disse, no 3º post da Austrália, que os preços cobrados nos restaurantes brasileiros são mais caros do que de qualquer outro país.

A quem interessar, deixo o link dos 50 melhores restaurantes do mundo, do ano de 2010. Aliás dos 100.
http://www.theworlds50best.com/

Beijos e Abraços,

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Albamar

Amigos e amigas,

logo que voltei de férias fui a um restaurante recém reinaugurado no Rio de Janeiro: o Albamar. Para quem nunca ouviu falar, o Albamar era um restaurante clássico na praça XV há décadas atrás. Com uma vista privilegiada para a baía de Guanabara, o restaurante fica localizado naquela torre, bem no início da praça XV, de frente para o museu da marinha.

Para se chegar no restaurante é necessário subir as escadas ou pegar um elevador apertado que cabem apenas 3 pessoas. Ao sentar na mesa, a sensação que se tem é que se está em um navio, devido a linda vista.


O carro chefe do Albamar é basicamente peixes e frutos do mar. Tem outras opções, mas... Bom, eu sempre recomendo a pedir a especialidade da casa... Assim, pedi um Pargo com Vôngole, ao molho de tangerina, acompanhado de abrobrinha. O Pargo é um dos peixes que eu mais gosto e este não decepcionou.

Uma taça de vinho branco transformou o almoço em um banquete. Cefiro, Viña Casablanca, se eu não estiver confundindo! É um vinho chileno feito a base de uvas Sauvignon Blanc - não tão seco quanto os clássicos Chardonnay, possui um leve adocicado ao fundo. É sem dúvida um vinho de menina!


Vale comentar que ficamos meio perdido até localizarmos como chegar até a antiga torre da praça XV em que o restaurante fica localizado. Também estranhamos a entrada, com diversos pescadores no entorno. Confesso que achei o restaurante um tanto caro... No entanto a vista é agradabilíssima e a simplicidade do lugar esconde um passado de glória e tradição.

É... Mesmo com todos os "poréns", acredito que com vista deslumbrante proporcionada, fica o Albamar como uma dica alternativa para o dia das mães!


Beijos e abraços,

PS. Amigos do blog, Leandro, Gustavo e Gabriel acabam de lançar um blog altamente antenado com tudo. O blog se chama "É PAPUDIMALUCO!!!!" - escrito com sotaque carioca!Como eles mesmos definem, o blog deles fala "da gota d’água ao oceano. Do grão-de-areia ao deserto. Prosa e poesia. Futebol, música e carnaval…"

Fala inclusive de vinhos (de supermercado - será que existe esta categoria?!). Vale a pena conferir, okay?

http://papudimaluco.wordpress.com/2010/05/04/vinho-de-supermercado-alandra/

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Albamar
Praça Marechal Âncora, 186 - Centro
Tel.: (21) 2240-8378

domingo, 25 de abril de 2010

Noosa Heads, Byron Bay e Brisbane

Amigos e amigas,

chegamos no último post da trilogia Austrália. No entanto, da mesma forma que os três mosqueteiros, que na verdade eram quatro se contarmos com o D'Artagnan, prometo escrever mais um sobre a Nova Zelândia - outro país, mas na mesma viagem pela Oceania.


A Austrália, ao contrário da Nova Zelândia, é um país enorme - pode até ser considerado um país continental. Ela é dividida em basicamente 7 estados/territórios e um distrito federal: New South Whales, Queensland, Victoria, Tasmania, South Australia, Western Australia e Northern Territory. Além desses estados, há ainda o ACT (Australian Capital Territory), que é o distrito federal, onde se encontra a cidade Canberra - a Brasília dos australianos.

Após esta introdução sobre a geografia australiana, assumo que mudei o nome deste post, pois das cidades acima descritas no título, somente Noosa Heads faz parte do Sunshine Coast - título inicial elaborado. Na verdade o Sunshine Coast é uma região, dentro do estado de Queensland, que compreende as cidades de Caloundra, Maroochydore, Mooloolaba, Coolum e, como dito, Noosa Heads. Brisbane é a capital do estado de Queensland e Byron Bay nem no mesmo estado fica - está situada ao norte do estado de New South Whales.


Das três cidades, Brisbane é a mais populosa. Na verdade, Brisbane, além de ser a capital do estado de Queensland, é a terceira cidade mais populosa da Austrália, com cerca de 2 milhões de pessoas (incluindo a área metropolitana).

Byron Bay, como dito mais acima, fica no estado de New South Whales, a cerca de 165km ao sul de Brisbane. De carro se chega lá em 2 horas e meia, saindo de Brisbane. Já Noosa Heads está a 139km ao norte de Brisbane, no estado de Queensland, também cerca de 2 horas e meia da capital.


Lembro que nesta parte da viagem fomos hospedados e guiados, na região, pelo casal Fernando Camacho e Chris - morando há mais de 2 anos em Brisbane, juntamente com sua filha, Júlia, esse casal gourmet conhece mais "trendies" restaurantes do que muitos australianos... Bom, ao menos os restaurantes de Brisbane e adjacências, é claro!

Vamos detalhar cada cidade apresentando alguns restaurantes característicos

I) Noosa Heads, Queensland


Noosa é realmente uma cidade de férias. É difícil não se encantar com a cidade. Para nós brasileiros, a primeira impressão é lembrar de Búzios e das ruas das pedras: há apenas uma rua principal onde se encontram diversas lojas fashions, os restaurantes e etc.

Atrás dessa rua principal está a praia de Noosa que é considerada o paraíso para os Longboarders e/ou surfistas iniciantes. Uma direita que quebra por toda a praia, cheia e que não fecha nunca. Lembra a lendária onda de Itapuca (Niterói) ou a do Posto 6.

Quando a ondulação entra grande, aí sim a onda fica mais divertida e ganha mais força e parede.

No tocante aos restaurantes da região, há muitas boas opções em Noosa ou próximo a Noosa:

I.1) Lindoni's Ristorante Italiano
13 Hastings Street, Noosa Heads
Tel.: +61 (07) 5447-5111
http://www.lindonis.com.au/

Em nossa primeira noite, o casal gourmet Camacho e Chris, nos levou a este maravilhoso italiano. Chegamos tarde, por volta das 21 h, mas conseguimos uma mesa para jantarmos.

O cardápio era de um restaurante italiano clássico. Fomos atendido por um garçom poliglota que falava francês, italiano, inglês e... só! rs... Tentei falar em português com ele, mas aí não deu!

O restaurante é muito bonito, com uma varanda para essa rua principal. Lembro de existir uma fonte em sua entrada também muito bonita.

Pedimos bruschetas, massas, gnochis, risotos etc. Tudo muito gostoso. Tudo muito atencioso.

I.2) Spirit House Restaurant
20 Ninderry Rd, Yandina - Queensland
Tel.: +61 (07) 5446-8994
http://www.spirithouse.com.au/


Chegar no Spirit House é para pessoas espirituosas. Ele fica na estrada, cerca de 1 hora de Noosa. Não é fácil... Mas vale muito a pena se perder para encontrar essa pérola na costa do sol da Austrália. E, precisa fazer reserva, pois o restaurante é a sensação da região de Sunshine Coast. Todos que estão nas proximidades vão a esse restaurante.

O restaurante oferece comida thai de excelente qualidade. A sua localização é em um sítio com decoração asiática. Há na entrada do sítio uma casa destinada a alunos que queiram aprender os segredos da cozinha tailandesa.

Adentrando no terreno, há um restaurante lindo, de frente para um grande lago. Parte das mesas ficam em cima de uma varanda com vista para o lago... Parte das mesas ficam em uma bancada mais baixa, de frente para a floresta do próprio sítio.

Pedimos algumas entradas bem thai: salada de manga (bem apimentada), siri mole e uns chips de camarão.


Como prato principal, teve um Wagyu Beef ao molho de mild red curry e um peixe Barramundi com um molho de tamarindo picante. Em inglês, o nome do prato é Whole Crispy Reef Fish with Tamarind Chilli Sauce. O Barramundi é um peixe típico australiano, conhecido por ter escamas grandes. Assado, o peixe não era bonito. Também não me perguntem como o peixe conseguiu ficar de barriga em pé no prato... (Ver foto abaixo)Única coisa que eu posso dizer é que o peixe era gostoso para dedéu!


De sobremesa, dividimos uma espécie de torta mousse de chocolate com um sorvete de anis estrelado. Havia umas uvas caramelisadas também, no prato em que foi servido... Todos gostaram muito. Em especial, do sorvete de anis estrelado, que possuía um sabor que remetia à canela - muito engraçado, pois esse anis estrelado, comum no Brasil, viraria um grande carrasco em Byron Bay, em um restaurante que será descrito a seguir.


Pra finalizar, tomamos o clássico chá digestivo da Austrália: o peppermint.

A única coisa bizarra do restaurante eram os big lizards, ou melhor, grandes lagartos, que ficam circulando pelo chão e dando susto nos clientes, de 5 em 5 minutos. A garçonete chegou a nos dizer que os bichos realmente mordiam.



Reparem que as minhas pernas estão para cima e logo abaixo há um destes lagartos esfomeados. Este nem era tão grande, pois havia lagartos bem maiores.

É difícil de achar, mas quem estiver pela região, deve ir a este templo da culinária thai! Ah, não deixe de beber a cerveja tailandesa Singha - cerveja leve e refrescante!



II) Byron Bay, New South Whales


Conforme já dito Byron Bay fica ao sul de Brisbane. A diferença é que Byron Bay fica no estado de New South Whales - quase na fronteira. É onde o território da Austrália se encontra mais ao leste, onde o sol amanhece primeiro.


Se Noosa se assemelha a Búzios, Byron Bay lembra Saquarema (que comparação horrorosa! Não tem nada a ver!) - é um centro de férias, de surf, mas a cidade não é tão glamorosa quanto Noosa. No entanto, a cidade respira 100% surf. (Ver foto da onda em The Pass). Além do surf há uns hippies perdidos por lá desde a interminável década de 70. Aliás... não apenas em Byron Bay, como em toda a Austrália. Mas, sem dúvida, Byon Bay é uma cidade concentradora de malucos.


O por do sol no alto da colina onde se encontra o farol é lindíssimo. A esquerda do farol há diversas praias, e um parque natural que vai de Main Beach até o topo do farol. A direita do farol há uma praia deserta que me lembrou e muito a praia do Rosa Norte, em 1994, antes da ocupação (ver foto ao lado). Lindo de morrer.


Em um dia de sol, pela manhã, fomos no topo do farol e tivemos a oportunidade de ver, lá do alto, um cardume de golfinhos nadando contra as ondas, uma raia jamanta e uma enorme tartaruga passeando pela baia do farol. Há, aliás, um passeio de caiaque em grupo que leva diversos "atletas turistas" ao encontro de cardumes de golfinhos. Bom... Eu tenho o hábito de dizer: onde há golfinho, há tubarão. E lá em Byron há mesmo!


Eu, particularmente, adorei Byron Bay. Se tiver que escolher entre Byron Bay ou Noosa o segredo é escolher a cidade de acordo com seu estilo: se o seu estilo é mais descontraído, não deixe de ir a Byron Bay; no entanto, se o seu estilo é mais chique-sofisticado Noosa irá lhe agradar mais.

Agora, uma coisa que me surpreendeu foi a quantidade de deadly creatures em Byron Bay: nos gramados, a caminho do farol, vi uma Brown Snake (super venenosa); vimos um ataque de Stinger Ray, pequenas raias brancas (se camuflam no fundo da areia) que picam, principalmente, crianças; ataque Blue Bottles (uma espécie de água viva, foto abaixo).



Vimos crianças berrarem de dor, em um posto de salva vida na Main Beach, devido a um ataque das Blue Bottles. A pele ficava vermelha e o veneno das águas vivas dava a impressão de que a pele das crianças havia sido chicoteada... Em alto relevo. Nunca vi nada igual! Para acalmar as crianças, os guarda-vidas davam oxigênio.

Mas tirando os perigos naturais, Byron Bay é linda. E gostosa... Mas há os seus perigos culinários também!


II.1) Byron Beach Cafe Restaurant
Beach front, Clarkes Beach, Lawson Street, Byron Bay - New South Whales
Tel.: +61 (2) 6685 8400
http://www.byronbeachcafe.com.au/

Byron Beach Cafe é um restaurante quiosque no meio da praia (Clarkes Beach), no início da subida para o farol. É ótimo para um café da manhã, mas também tem opções para almoço e jantar. Ah... é super concorrido... Se acordar tarde, tem uma filinha, que anda rápido.


No tocante ao café da manhã, é aquilo mesmo dos cafés australianos: ovos mexidos com bacon e torrada, suco de laranja dificilmente natural, capucinos, etc. Lembro que o que valeu nesse café da manhã foi a vista, pois o atendimento, embora simpático, foi lento e confuso. Mas, de férias, não tenho muito do que reclamar! Uma dádiva comer de frente de uma praia tão bonita! (Ver acima, foto da agitação das meninas na praia desde cedo!!)


II.2) Savvy
Level 2, 4/9 Fletcher Street, Byron Bay - New South Whales
+61 (0)2 6685 7856
http://www.savvybyron.com.au/

Esse restaurante é sensacional. Fica em um segundo andar de uma casa, pequeno, mas muito interessante. Ne verdade, ele se auto intitula como sendo um Teppanyaki Lounge Bar. Mas que diabos significa Teppanyaki?



Bom, o nosso cicerone gourmet, Fernando Camacho, explicou que o Teppanyaki é um churrasco japonês, feito em uma chapa lisa. A história diz que essa comida ganhou fama no Japão após os japoneses perceberem que os ocidentais gostavam dos rituais e, principalmente, da comida grelhada - teppan é chapa e yaki é grelhado.

Na verdade o cozinheiro fica em um "fogão chapa" e em seu entorno - como em um bar - diversos clientes. E o cozinheiro é um show a parte: faz malabarismos com a comida, serve a todos fazendo lançamentos certeiros, faz fogo se levantar causando frisson nos comensais, etc.



Bom, não ficamos ao redor do "chapeiro". Mas assistimos tudo bem próximo sem o risco de sermos "queimados" pelas suas acrobacias. No tocante à comida, tudo que é grelhado é servido: vieiras, camarões, frango, carne bovina... E uma diversidade de vegetais também. Destaque para o tempero das carnes - delicioso! Acredito que era feito com molho teriaky.

Quem for na região, não pode deixar de ver este espetáculo.

II.3) Orient Express
1/2 Fletcher Street, Byron Bay - New South Whales
+61 (0)2 6680-8808
http://www.totaltravel.com.au/travel/nsw/northernrivers/byronbay/dining-bars/restaurants-cafes/orient-express


A nossa experiência neste restaurante também foi um espetáculo... Mas de horror!

Esse fiz questão de escrever/comentar para alertar as pessoas dos riscos de pedir um prato sem saber exatamente o que é...

O Orient Express é um restaurante típico chinês, que fica de frente para o restaurante comentado acima, o Savvy... Exatamente, do outro lado da rua. Com uma decoração muito bonita, você é recebido por uma estátua do Buda.



Lembro que o primeiro grande problema do restaurante era o calor: mesmo com o ar condicionado ligado, era impossível não sentir um desconforto. Como as portas do restaurantes ficavam constantemente abertas, o ar não dava vazão para o fluxo de pessoas no seu recinto.

Pedimos entradas bem gostosas... Lembro de uma panquequinha de pato mandarim com pepino, echalote e soja. Fantástica.

Como prato principal, eu pedi um salmão delicioso e a Carol pediu o Hot Pot of Mirin (braised chicken with cinnamon and star anise) - eu ainda perguntei a ela "você tem certeza de que quer pedir este prato". A reposta dela foi enfática "Tenho sim! É de frango e eu adoro frango..." Sabendo que um prato que se chama Hot Pot of Mirin não poderia apenas ser um simples frango, insisti novamente na frente do garçom, mas, ela confirmou novamente!

Quando os pratos chegaram e eu já me deliciando com o meu salmão, escuto a seguinte pérola: "eu não quero comer esse prato não, vamos trocar!". Repliquei: "Como é que é?". Bom, troquei de prato, mas o fato é que o prato era horrível mesmo... Era uma galinha feita em um caldo, que eu imagino que continha anis estrelado - o caldo tinha gosto de canela. Era impossível não ficar ligeiramente enjoado! O pior é que o cardápio não dava muitos detalhes sobre quais eram os ingredientes do prato.



Lembram que no tópico acima, quando falei sobre o restaurante de Nossa, o Spirit House, eu comentei super bem sobre o sorvete de anis estrelado? Pois é... Cada pessoa tolera de alguma forma os temperos e os sabores. De alguma forma... Não de todas!

No final a Carol ainda foi reclamar com o garçom, dizendo que o prato estava "terrible" mas, aí.... Já era tarde demais. Anotem aí: se não gosta de misturar doces muito exóticos com pratos salgados, nunca peça esse tal de Hot Pot of Mirin nos restaurantes orientais, do Brasil ou de qualquer outro canto do mundo!


III) Brisbane, Queensland


Começamos em Noosa, que fica no estado de Queensland, depois fomos para Byron Bay, no estado de New South Whales e retornamos para Brisbane, capital do estado de Queensland. Foi exatamente isso que fizemos em nosso itinerário. Por isso descrevi esse zig zag.

Brisbane, ao contrário das demais, não é uma cidade de férias. É uma cidade grande. Mas se compararmos com o Rio de Janeiro, ou mesmo com uma cidade como Sydney, vai parecer uma cidade pequena.


A cidade, que já foi colônia penal, hoje está no entorno do Brisbane River. O Brisbane River corta a cidade em forma de S. Como em Sdney, é possível ir aos principais pontos de Brisbane usando os catamarãs (os Citycats) que cortam o rio.

Em Southbank há uma piscina pública que deixaria muita piscina de cluble com inveja... Tem uma areia, que constitui uma praia artificial - na verdade a cidade está a cerca de 20 km das praias.


De frente para a piscina pública encontra-se o centro de Brisbane: diversos prédios altos, shoppings, restaurantes e etc. Na prolongação do centro de Brisbane, bem na ponta, há o Botanic Garden - um grande e belo parque no meio de tudo. Os locais correm, treinam rugby ou simplesmente passeiam.

Embora tenha ficado muito pouco tempo em Brisbane, deu para notar que ela tem muito em qualidade de vida. Não sei se isso vai continuar, pois o que mais me impressionou por lá foi a quantidade de construções: prédios, casas, estradas, viadutos... Tudo está crescendo a uma velocidade extraordinária! Impressionante.


Ah, não posso deixar de comentar: um passeio que é obrigatório aos visitantes de Brisbane é visitar o Lone Pine Koala Sanctuary. É uma espécie de zoológico, onde os grandes destaques são: o abraço com os coalas (uma espécie de urso preguiça que dorme cerca de 20 horas por dia); e o passeio com os cangurus (você ainda pode alimentá-los). O Lone Pine Koala Sanctuary não é tão belo quanto o Taronga Zoo, de Sydney, mas é muito bem cuidado e possui uma diversidade de animais fantástica.
http://www.koala.net/index.php

Observação: um fato curisoso que eu não tinha a menor idéia é que os cangurus são animais bem agressivos. Ao ver cangurus selvagens, não se deve aproximar, pois eles atacam. Primeiramente eles abraçam a vítima, depois eles se apoiam com a cauda e em seguida dão um belo coice. Existem relatos que eles são excelentes nadadores também e afogam, nos rios, cães de caça que os seguem pelos bosques... Realmente, bizarro. Felizmente os cangurus do Lone Pine Koala Sanctuary são bem mansos.

Outra coisa que vale a pena conferir, estando em Brisbane, é a programação do The Tivoli - uma casa de espetáculo sensacional. Sempre com bons shows, tivemos a oportunidade de assistir a performance da banda John Butler Trio, que vai do folke ao jazz na mesma música - uma cortesia do gourmet Camacho. Que banda, que músicos. Excelentes! Vale a pena checar, hein?!
http://www.thetivoli.net.au/

E quanto à comida? Como ficamos lá apenas duas noites, fomos a apenas três restaurantes por lá. No entanto falarei de apenas 2.

III.1) Belgium Beer Café Brussels
Coner Mary street and Edward Street, Brisbane - Queensland
Tel.: +61 (07) 3221-0199
http://www.belgianbeercafebrussels.com.au/


Como dito no primeiro post, a Austrália tem comida de tudo que é lugar. Não poderia deixar de ter um pub belga. De alta categoria, e com um atendimento muito cortês. O Belgium Beer Bar fica em um casarão em um estilo arquitetônico belga. É literalmente um pub onde diversas pessoas que trabalham no centro vão para almoçar.



Decidimos almoçar neste pub belga e o que me lembro é que eu fiquei pasmo ao ver a quantidade de boas cervejas disponíveis a um preço pagável. Com 7, 8 reais era possível tomar cervejas, que aqui não saem por menos de R$ 20,00 nos supermercados.

Quando eu vi esse disparate entre os preços das cervejas cobrados na Austrália e no Brasil é que eu me toquei: é impressionante como as coisas no Brasil são caras. Não sei se é por causa dos impostos, ou por causa dos empresários gulosos por lucros. Eu acredito que a culpa é de ambos: os políticos e o empresariado não têm pena de nós, brasileiros. O resultado é roupa cara, comida cara, eletro-eletrônico caro e essa ineficiência na saúde, na segurança pública e etc.



Voltando as cervejas, tive que beber algumas. Como estas cervejas possuem um teor alcoólico muito forte, pode ser que eu tenha me esquecido de algumas a mais que eu tenha bebido... Mas lembro de ter bebido uma Chimay-Triple (minha primeira), uma Hoegarden e, por último, a que eu mais gostei, uma Duvel.



A comida era sensacional também. Eu pedi um prato tipicamente belga: Moules avec frites, que é na verdade mexilhões cozidos em uma cassarola com batatas fritas. Outro prato que me pareceu sensacional foi Lamb Rack: uma costeleta de cordeiro, muito bem apresentada e muito bem comentada. Demais!


III.2) Wilson Boat House
Portside Wharf, Shop 1, 39 Hercules Street, Hamilton - Queensland
Tel.: +61 (07) 3868-4480
http://www.wilsonsboathouse.com.au/ham_venue.html

O grande problema da Austrália de um modo geral é que os restaurantes fecham muito cedo. Por volta das 22:00 h, periga não se encontrar restaurantes abertos - principalmente se for aqueles dias mais mortos, como os dias de domingo.

O casal gourmet tentou nos levar, exatamente em um domingo, em um restaurante que eles disseram que era muito bom. Ao chegarmos no local, descobrimos que o restaurante estava fechado. Como o restaurante ficava em uma espécie de shopping, em um cais junto ao rio, resolvemos dar uma andada pelo board walking e avistamos o Wilson Boat House ainda aberto.

O restaurante estava com bastante pessoas ainda, então resolvemos conehcê-lo. Se tratava de um restaurante de peixes e frutos do mar. Mas havia outras possibilidades também. O restaurante possuía janelões abertos para o rio, o que deve proporcionar uma bela vista para um almoço.

De entrada, pedimos umas ostras temperadas: umas com salmão, outras com pimenta... Eram diversos temperos em uma dúzia.



Sinceramente, eu não lembro o que a maioria das pessoas pediram como prato principal, mas eu fiz um pedido bem esquisito e bem curioso. Nunca tinha ouvido falar em tal espécime, mas como o nosso cicerone gourmet, Fernando Camacho, havia falado extremamente bem, resolvi experimentar... O prato se chamava sea bug (inseto do mar).

Bom, confesso que eu fiquei com receio do prato até a hora dele aparecer. Eu compararia ele a uma lagosta... Quadrada! Sério... A carne tem gosto de um camarão grande, mas o aspecto é meio caranguejo/lagosta quadrado! Ele vinha na casca, era necessário soltar, e lembro também que havia uma manteiga com ervas acompanhando. Fantástico.


Como eu imaginava, a nossa passagem por Noosa, Byron Bay e Brisbane foi acima de tudo um tour gastronômico - Camacho, você prometeu e cumpriu. We rocked again! Para continuarmos arrebentando, deixo o convite em aberto para que o nosso gourmet de plantão divida a responsabilidade deste blog comigo. Certamente ele poderá contribuir bastante!

Por último, vale agradecer novamente o carinho e a atenção com que fomos recebidos pelo Camacho, pela Chris e pela Júlia. Muito obrigado. A viagem não teria sido tão boa sem a presença de vocês.

Bom, é isso: se puder, vá a Austrália. Se for, não deixe de ir, pelo menos, a Sydney e a Byron Bay. E se for, espero que aproveite as dicas... ao menos, para comer! rs

See you mate!


Beijos e abraços,


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@viverparacomer



I) Noosa Heads, Queensland

I.1) Lindoni's Ristorante Italiano
13 Hastings Street, Noosa Heads
Tel.: +61 (07) 5447-5111
http://www.lindonis.com.au/

I.2) Spirit House Restaurant
20 Ninderry Rd, Yandina - Queensland
Tel.: +61 (07) 5446-8994
http://www.spirithouse.com.au/


II) Byron Bay, New South Whales

II.1) Byron Beach Cafe Restaurant
Beach front, Clarkes Beach, Lawson Street, Byron Bay - New South Whales
Tel.: +61 (2) 6685 8400
http://www.byronbeachcafe.com.au/

II.2) Savvy
Level 2, 4/9 Fletcher Street, Byron Bay - New South Whales
+61 (0)2 6685 7856
http://www.savvybyron.com.au/

II.3) Orient Express
1/2 Fletcher Street, Byron Bay - New South Whales
+61 (0)2 6680-8808


III) Brisbane, Queensland

III.1) Belgium Beer Café Brussels
Coner Mary street and Edward Street, Brisbane - Queensland
Tel.: +61 (07) 3221-0199
http://www.belgianbeercafebrussels.com.au/

III.2) Wilson Boat House
Portside Wharf, Shop 1, 39 Hercules Street, Hamilton - Queensland
Tel.: +61 (07) 3868-4480
http://www.wilsonsboathouse.com.au/ham_venue.html

Quem sou eu

Minha foto
Olá, sou carioca e um grande apreciador de um bom prato. Com este intuito, tentarei escrever as minhas impressões sobre os restaurantes em que eu vier a comer - descrevendo qualidades e defeitos de cada um. Caso tenha o interesse de complementar as minhas opiniões, por favor, não deixe de contribuir. Restaurantes bons devem ser vangloriados, enquanto restaurantes ruins devem ser evitados. Não concorda? Então, vamos lá... Mãos ao garfo!