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sábado, 21 de março de 2015

Flor, Flor de Sal e Florianópolis

Amigos e amigas,

Após um belíssimo casamento que fomos em Farol de Santa Marta,  paramos na cidade de Florianópolis, logo no dia 1 de janeiro.

Praia da Teresa em Farol de Santa Marta: a mais bela

Há cerca de 10 anos que não passava em Florianópolis e fiquei estarrecido como a cidade estava lotada de turistas pós réveillon. Do centro até o início da Lagoa da Conceição, gastamos quase duas horas. Naturalmente, mudamos os planos e fomos em uma outra praia.

Fomos a três locais clássicos em Florianópolis. Dois eu já conhecia, e um foi uma grande novidade:

1) Bar do Arante

Tão famoso pelos seus frutos do mar, quanto pelos recados que os comensais deixam colado em algum canto, esse restaurante fica no sul da ilha (Pântano Sul). Já tinha ido, em um inverno, onde não havia quase ninguém. Dessa vez, o restaurante estava lotado o que fez esperarmos cerca de 30 minutos. Comemos bem: pedimos uma travessa de camarão com catupiry.

Um sucesso entre os turistas: mensagens coladas 
nas paredes e no teto

No entanto, não recomendo a ninguém ir lá em períodos de turistas extremos.

2) Pizza na Pedra da Beira Mar

Eu conhecia a Pizza na Pedra da Lagoa da Conceição. Mas dessa vez, fomos na Pizza da Pedra da Beira Mar - embora tenham nomes iguais, cada uma pertence a donos diferentes. Nosso grupo era grande e muitos não gostaram. Eu recomendo que conheçam a Pizza da Pedra da Lagoa da Conceição: é mais agradável.

Pizza razoável

3) Costelaria Ponta d'Agulha

Essa foi uma excelente surpresa. Fui parar lá depois de ler uma recomendação de uma pessoa que sigo no Foursquare. Achei que valia a pena e adorei. Para quem gosta de costela na brasa, para quem gosta de churrasco, não há lugar melhor. Só não recomenda a sobremesa torta de sorvete.

Costela para quem gosta de churrasco

Saindo desse restaurante que fica no meio da estrada fomos parar por engano em um lugar muito interessante que não conhecia: Santo Antônio de Lisboa. Lembra Paraty no Rio de Janeiro, mas bem pequeno. Ao fundo da baia é possível ver as fazendas de ostras. Vale conhecer a região e comer algumas ostras. Me recomendaram o restaurante Marisqueira Sintra. Não fui, mas o ambiente era agradável e parecia ser bem legal. Dois amigos que conhecem recomendaram que eu voltasse lá.

Santo Antônio de Lisboa: vale conhecer!

Infelizmente a minha passagem por Floripa foi muito curta. Pretendo voltar em breve lá e na praia do Rosa.

Beijos e abraços,


Bar do Arante
Rua Abelardo Otácilio Gomes, 254- Pântano do Sul, Florianópolis
Tel.: (48) 3237-7022

Pizza Na Pedra da Beira Mar
Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos, 2483- Centro, Florianópolis
Tel.: (48) 3224-4404

Costelaria Ponta d'Agulha
Rodovia SC 401, 7626 - São Antônio de Lisboa, Florianópolis
Tel.: (48) 3338-2850

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Tragga, uma boa comida

Amigos e amigas,

há cerca de uns dois meses vi que havia inaugurado um restaurante especializado em carnes argentinas no complexo gastronômico de Botafogo: Tragga. Por fora, muito bonito, prova que o empresariado está investindo pesado nesta velha fronteira gastronômica.

Com todos esses elementos, resolvemos visitar a casa há mais ou menos 15 dias atrás.

Ficamos em uma mesa no segundo andar, em uma quina, bem difícil de ver o resto do restaurante. Só de existir essa mesa já mostra que a casa não está tão preocupada com o atendimento aos clientes.

"Encontros e desencontros" com o garçom: essa foi a tônica do almoço. Mas não vou falar mais sobre isso, pois a casa tem pouco tempo.

O que eu quero destacar é a comida, que foi divina.

Provolone derretido
com lascas de pimenta calabresa

Como entrada, provolone derretido, temperado com orégano e azeite, e uma empanada de carne com ovo e azeitona. O provolone estava sensacional.

Melhor que as entradas estava a carne: bife ancho muito saboroso, ao ponto. As meninas, que me acompanhavam, comeram um ojo de bife que também adoraram. Acompanharam a esse festa carnívora um arroz maluco "parrileiro", juntamente com fritas ao alho.

Bife Ancho saboroso

Há tempos eu não comia uma carne tão saborosa.

De sobremesa, pedi um uma panqueca com doce de leite: super bem servido, achei que não iria conseguir comer tudo. Mas o doce de leite estava tão viciante que acabei rapidamente.

Festival de dulce de leche

Se o serviço foi marcado por confusões, a comida superou todas as expectativas.


Beijos e abraços,

Twitter/Instagram
@viverparacomer

Tragga
Rua Capitão Salomão, 74 - Humaitá, RJ
Tel.: (21) 3507-2235.

domingo, 26 de maio de 2013

Parrillada Uruguaia no Leblon

Amigos e amigas,

enquanto o Brasil parece não estar mais mundialmente na moda, o Uruguai, ao menos por aqui, vem reinando. Digo isso pela quantidade de gente que tem viajado para lá - inclusive eu, recentemente.



Administrando a grelha e os pedidos.

Para confirmar o modismo por aqui, abriu ao menos 2 churrascarias no RJ que tem origens uruguaias: Pobre Juan - que possui diversas filias espalhadas em várias cidades; e o Gonzalo Parrilla, no Leblon.

Fui recentemente no Gonzalo e posso dizer que a experiência é bem legal.

O serviço é eficiente e simpático, a casa tem uma bela churrasqueira a carvão, bem na entrada, e a comida é muito boa - seguindo o que eu acredito ser o churrasco típico uruguaio.

Cerveja uruguaia na espera por uma mesa.

De entrada há uma linguiça fininha, bem temperada, e também aquele linguição (meio salsichão, típico do Uruguai). Eu preferi a linguicinha. Pena que a porção é de tamanho insatisfatório para quatro pessoas.

Também há umas empanadas sensacionais. Destaque para a de queijo com cebola.

Bife ancho faz a alegria dos carnívoros

E quanto a carne? Há um bife ancho, que nada mais é do que a parte dianteira do contra filet, muito saboroso. Tive lá duas vezes e não consegui pedir outra carne.

Para acompanhar há uma batata frita - que eles juram que é maravilhosa - e uma batata assada. Eu preferi a batata assada.

Crepe com Dulce de Leche.

Um outro destaque é a sobremesa: há um crepe feito com doce de leite uruguaio, La Pataia, que vale a pena.

Um clássico entre os azeites uruguaios

Além da  comida divina, a casa oferece bebidas famosas em nosso país vizinho: de cervejas aos vinhos.

Para todo e bom carnívoro, o Gonzalo é uma excelente experiência.

Beijos e abraços,

Twitter/Instagram
@viverparacomer

Gonzalo Parrilla
Rua Bartolomeu Mitre, 450 - Leblon
Tel.: (21) 3796-3342.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Purê de Cará

Amigos e amigas,

eu sou carioca. No entanto, os meus muitos últimos posts são todos sobre restaurantes de fora do Rio. Aliás, na verdade a minha intenção hoje era escrever sobre o Così - restaurante italiano localizado no bairro de Vila Nova Conceição, em São Paulo. Espero ainda escrever sobre ele...

Confesso que não vinha tendo motivação para escrever sobre os restaurantes aqui do RJ. Lógico que não escrevo sobre todos os restaurantes que eu vou. É... tenho tantas "dívidas" comigo mesmo em relação a restaurantes que durante a refeição eu penso: "opa, esse eu não posso deixar de relatar", que seria necessário passar uns dois meses para saldar tais dívidas.

E não escrevo por falta de tempo, esquecimento e principalmente pela falta de um motor motivacional.

Mas, nesse último final de semana, retornei a um restaurante que, embora tenha alguns questionamentos em relação ao serviço, eu acho a comida excelente. Estou falando do CT Boucherie, que já comentei bem no twitter e também já relatei experiências negativas dele por aqui.

Preciso dizer que nas minhas duas últimas vezes por lá achei o serviço bem melhor e, principalmente a equipe da noite, durante a semana, bem simpática. De qualquer forma, para não me aborrecer, se penso almoçar por lá durante o fim de semana, me policio para chegar cedo. Caso contrário, não vou.

Já no tocante à comida... Bom, eu não gosto do ratatouille da casa. Assim, com exceção do ratatouille, não há um prato que seja servido na casa que não ache delicioso: os tomates gratinados são divinos, o chuchu gratinado é emocionante, os legumes na manteiga são excelentes, o purê de maçã com maracujá é interessantíssimo, o risoto de quinoa é maravilhoso, aff... Ainda tem uma chips crocante e uma farofinha, hum... yummy, yummy.

É bom explicar que na casa você pede uma carne e todos os os demais acompanhamentos são servidos continuamente, até você se saciar. Eu geralmente já chego na casa intencionado a pedir o prime rib especial, que na minha opinião é a carne mais suculenta.

Mas, nesse último domingo, eu provei uma novidade da casa - ao menos para mim - de acompanhamento. O purê de cará.

Eu tenho certeza absoluta que já havia experimentado o purê de cará anteriormente pelo menos duas vezes. Uma, inclusive, em uma degustação oferecida pelo Alex Atala, no Olympe, muito tempo atrás. Talvez não tenha entendido direito o sabor. Talvez não tenha me encantado tanto. A verdade é que, após provar o purê de cará oferecido no CT Boucherie, eu fiquei emocionado: uma cremosidade, uma intensidade de sabor que só provando novamente poderei ter certeza de todo sabor proporcionado.

A carne (prime rib especial) estava divina. Super bem temperada e com uma marmorização perfeita para todo bom carnívoro.

Recentemente o Comer & Beber da Veja RJ 2012 elegeu o Esplanada Grill como a melhor carne. Já fui diversas vezes no Esplanada Grill e realmente concordo que é um bom restaurante. Mas, não se come lá com a mesma emoção de que se come na Majórica, que já escrevi aqui, ou no CT Boucherie. Se os jurados queriam eleger um restaurante de carne mais "chique", ainda temos o Giuseppe Grill que tem uma diversidade de carnes de qualidades que também emociona muito mais. Realmente, não entendi, não entendo e não vou entender...

O CT Boucherie está fazendo um trabalho muito legal. Há pontos para acertar, não resta dúvida. Mas ao proporcionar carnes maravilhosas com os acompanhamentos de alta qualidade, o CT Boucherie elevou os acompanhamentos ao mesmo nível do pedido principal. Seja este o filet mignon ou a bisteca fiorentina, acredito que os clientes voltam na casa não apenas pensando na carne.

O que me deixou triste é que nos foi dito que o extraordinário purê de batata barôa não está mais presente no cardápio. É... Uma pena.

Mas, preciso confessar: valeu a pena o purê de cará tê-lo desbancado.


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CT Boucherie

Rua Dias Ferreira 636 - Leblon.
Tel.: (21) 2529-2329

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Churrascarias, Steaks houses e outras paulistices

Amigos e amigas,

há um post que preciso publicar, mesmo com um certo atraso, sobre as churrascarias de São Paulo. Entre novembro e dezembro, fiquei um mês praticamente morando lá. Aproveitando esse período, tentei desbravar alguns novos restaurantes.


Assim, como sempre gostei de carne, não podia deixar de conhecer algumas casas que servissem carne. Entre eles fui ao Rodeio, Pobre Juan, Dinho, Figueira do Rubayat e retornei ao Varanda Grill, casa que toda vez que vou à São Paulo tento visitar. 

Não sei qual foi a ordem dessas visitas, mas de qualquer forma a minha sensibilidade sobre os restaurantes é o que importa. 

O Figueira do Rubayat é do grupo, o restaurante que conhecia há mais tempo. Pelo menos há uns 11 anos. Lembro que andava pela Haddock Lobo quando a casa - que é muito bonita - tinha inaugurado há apenas 1 semana. Mas, só vim a comer nele há uns 5 anos atrás. Aliás, foi um dos primeiros posts daqui do meu blog.

Todos que iam lá, falavam do Figueira do Rubayat cheios de superlativos: é fantástico, maravilhoso, lindo, etc. Realmente o ambiente é bem legal, foi construído em volta de uma figueira.
No tocante as carnes, todas são sensacionais. Não há o que falar. Serviço excelente, ambiente agradável e, o principal, a comida está a altura. Ponto negativo é que ele é caro.

Eu li a primeira vez sobre o Rodeio na revista Wish, quando estava em um hotel em SP, há uns 4 anos atrás... Era uma matéria que falava de diversos restaurantes de SP e o Rodeio era destacado como o restaurante favorito do bailarino russo Mikhail Baryshnikov. 

Fui lá, almoçar, e já era um pouco tarde. Umas 15 h. O restaurante já estava fechando as portas, mas me recebeu e o maître foi muito gentil. Conversou uns 10 minutos até que a picanha - famosa e reverenciada - ser servida.  A picanha era preparada em fatias em uma chapa em um balcão de apoio que ficava nas quinas do salão.

Sim, a picanha era boa. O serviço atencioso e simpático. Mas, sinceramente, achei caro para o que é. Não tenho vontade de voltar a casa. Se alguém recomendar alguma coisa em especial da casa, posso voltar. Caso contrário, pela picanha exaltada, não volto.

Pobre Juan é uma cadeia de restaurantes que promete fazer uma verdadeira parrilla uruguaia. Diante da promessa, quis conhecê-lo. Estava naquele shopping elegante, Cidade Jardim, quando reparei que havia uma filial do Pobre Juan ao lado do Due Cuochi, na cobertura. O restaurante possui umas janelas enormes com uma vista para a pontes estaiada. O salão é é amplo e bonito. A comida é boa - lembro ter comido um excelente T-Bone steak - e o atendimento é atencioso. Valeu tê-lo conhecido, embora seja, na minha opinião, um pouco caro.

Dinho’s Steak house talvez tenha sido a minha maior decepção. Na mesma revista Wish que li sobre a Rodeio, havia um destaque para o Dinho’s. Nesta matéria, o chef Emanuel Bassoleil, responsável pela cozinha do Skye, do hotel Unique - que adoro - dizia que no Dinho’s havia a melhor carne de SP. Segundo ele, havia um dry aged steak na casa que valia a pena. Cheguei cheio de vontade, mas, erroneamente, o garçom me disse que para o almoço havia apenas o buffet. Achei estranho, mas acabei aceitando. Como os maîtres pareciam muito ocupado com os clientes mais tradicionais, não pude tirar a história a limpo. No buffet havia diversas carnes que o encarregado da grelha prepararia sob o meu comando. Muito simpático, ele foi quem me explicou as diversas carnes que podiam sim servidas no almoço.

Como achei o serviço muito ruim - a exceção do simpático encarregado da grelha - não pretendo voltar tão cedo. O restaurante é uma típica churrascaria e com um ambiente um pouco claustrofóbico também.

De todas as casas a que eu mais curto, sem dúvida, é a Varanda Grill. Localizado na rua General Mena Barreto (acho que é bairro do Jardins), a casa fica ao lado do restaurantes italiano Tre Bicchieri. Há três cardápios de carne: um de carnes brasileiras, um de carnes argentinas e um de carnes americanas. Bom eu sempre tento comer uma carne diferente e sempre me surpreendo com a qualidade de todos os cortes. 

O restaurante é bem famoso também pela sua variada e premiada carta de vinho. Bom, é o que eu mais gosto, e o que eu mais gostei comparativamente com os demais. Embora, preciso admitir que dependendo do que você venha a escolher pode ser bem caro. 

Ah, mesmo ele sendo bem amplo, o restaurante fica super cheio, principalmente, nos fins de semana. 

Eu sempre fui super carnívoro. Embora hoje seja politicamente correto dizer que não, a "tentação da carne" é uma preferência minha que acho que vai ser difícil modificar. Tá certo que hoje eu tento comer mais peixes durante a semana. Mas carne é sempre carne. E, em São Paulo, opções é o que não falta. Aproveite.

Beijos e abraços,

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sábado, 11 de junho de 2011

El Asador de Aranda

Amigos e amigas,


durante a nossa visita a Barcelona, o meu guia, Ricardo, que já mora em Barcelona há um bom tempo, me deu algumas sugestões de restaurantes. Dentre as dicas, ele me indicou que eu fosse a Casa Lucio, em Madri, e ao El Asador de Aranda, em Barcelona.

Não pudemos ir a Casa Lucio - que soube que era muito bom -, mas, no entanto, aproveitamos para conhecer El Asador de Aranda. El Asador de Aranda possui filiais em diversas cidades, inclusive em Madri. Em Barcelona, inclusive, possui muitas casas.

Na verdade, resolvemos ir no El Asador de Aranda que está localizado no alto da avenida Tibidabo, no bairro de Tibidabo: logo após fazer um circuito turístico pela região - e passar pelos prédios que serviram de locação para o filme "Vicky Cristina Barcelona" (Avenida ibidabo 53) -, quase no alto da colina foi possível avistar uma casa bem imponente que abriga El Asador de Aranda.

O restaurante é bem bonito realmente, mas não deixa de ser uma "churrascaria"... Melhor, um restaurante de assados: não tem nada a ver com a nossa habitual churrascaria. Os pratos típicos são os assados de porco, os tão célebres cochinillos, que são os porquinhos com até 21 dias, e os cordeiros.

De entrada dividimos uma salada bem diversa, juntamente com um Jamón Bellota. Um pouco depois dividimos um chorizo de la Olla, que consiste em uma espécie de linguiça de sabor bem forte - não gostei.

Como prato principal, comemos chulletilas a la brasa (uma costeleta de cordeiro), bem saborosa, e um entrecôte (contra filet), apenas bom. Ambos os assados vieram numa pequena churrasqueira na brasa onde as carnes ficavam sobre uma grelha. A crítica é que as carnes vinham sem acompanhamento, o que para nós, brasileiros, é algo estranho, já que somos acostumados a comer churrasco com farofa, arroz branco e até batatas - mas, como diz meu amigo Mottinha, em terra estrangeira, boi é vaca!

Sem dúvida, as nossas churrascarias são mais variadas e até mesmo mais gostosas. Mas valeu pelo passeio e, principalmente, para conhecer um pouco mais sobre a região de Tibidabo. No tocante à comida, não diria que tenha sido uma grande descoberta.

Beijos e abraços,

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domingo, 2 de agosto de 2009

Old Homestead Steak House

Amigos e amigas,

para provar que em NY tem de tudo, trago a vocês uma resenha sobre uma verdadeira churrascaria novaiorquina.

Saí do Brasil com grandes recomendações de ir a uma churrascaria muito famosa no Brooklyn, chamada Peter Luger Steak House. No entanto, em nosso primeiro dia em Manhattan, conhecemos um casal novaiorquino que nos recomendou ir ao Old Homestead. Eles até confirmaram que se come muito bem no Peter Luger, mas que a outra era menos turística e mais real Manhattan. Ponderei e achei melhor aceitar a sugestão do casal.


O Old Homestead fica localizado no Meatpacking District - bairro que fora no passado reduto de vários açougues e abatedouros, mas que, hoje, é um dos bairros mais in de Manhattan. Tudo está acontecendo atualmente no Meatpacking District: os grandes costureiros, os grandes restaurantes, as grandes noitadas. O povo mais cool tem vindo morar aqui também. E, recentemente, acabou de inaugurar o parque que tem tudo pra virar a sensação desse verão: o High Line Park.


O parque que foi inaugurado sobre os trilhos elevados de um trem de carga desativado, que cortava Manhattan. Para saber mais sobre o High Line Park, veja esse blog: http://abrindoobico.com/2009/06/09/yes-nos-temos-minhocao/.

O Old Homestead fez muito sucesso na década de 50 entre os mafiosos de NY.


Não é à toa que há espelhos por todos lados. Assim, nenhum gangster era surpreendido pelas costas. Verdade, verdadeira, é que o restaurante possui um ar masculino, embora houvesse diversas mulheres no recinto - para se ter uma idéia, atrás da nossa mesa, havia uma mesa com mais ou menos 16 senhores, com mais de 60 anos, confraternizando.

As carnes lá são sensacionais. Inclusive, é apenas no Old Homestead que se encontra em NY o beef de Kobe legítimo. Para quem não sabe, o beef de Kobe é uma das carnes mais apreciadas e mais caras do mundo. Kobe é uma cidade no Japão, onde começaram a criar um boi negro e feio, chamado Wagyu, em espaços mínimos, com direito a massagem, iogurte, cerveja etc. O resultado é uma carne super saborosa e macia. Se em NY é possível encontrar tudo que é tipo de luxo, não poderíamos deixar de encontrar o "dimante negro" das carnes bovinas. O problema é o preço: um simples bife no Old Homestead custa US$ 195.00, sem tax e sem tip.

Pedimos de entrada um pão do chefe, que vinha acompanhado de queijo fondue. Super bom. Como prato principal, dividimos o Porterhouse - um T-Bone Steak enorme - e, como acompanhamento, uma panelinha de cogumelo e outra de batata assada.


Dizer que tudo estava gostoso é óbvio. Agora, o que me sinto na obrigação de dizer é que a carne lá possuía à disposição do cliente 5 níveis de ponto: do hiper mal passado ao super bem passado. Pedimos a nossa carne bem passada (embora prefira a carne mal passada). E, realmente, a casa nos enviou o Porterhaouse bem passado. Não era para ser supreendente, mas é impressionante a quantidade de restaurantes que confundem ou não sabem o que é bem passado.


Ah, e a carne estava estupenda: extremamente macia, mesmo bem passada, e sobretudo saborosa.

Para nos acompanhar nessa missão, escolhemos um vinho do Rhône, mais especificamente um Chateauneuf-de-Pape. O vinho escolhido foi produzido pela casa Château La Nerthe, tradicional produtor da região de Chateauneuf-de-Pape, safra 2005, de uma assemblage que contava basicamente com uvas Mourvèdre, Cinsault, Grenache noir e Syrah. Vinho elegante, que dúvido que exista alguma mulher no mundo que não venha gostar dele!


Talvez o bom de NY seja a possibilade de poder beber vinhos, até mesmo em restaurantes, a preços mais justos. Ao consultarmos uma loja no centro do Rio, que se diz especializada em vinhos, o sommelier da casa disse que realmente tinha o "Chateuneuf-de-Pape", como se ele fosse de um produtor, mas o que surpreende é o preço: é impossível achar um vinho dessa subregião do Rhône por menos de R$ 50,00 por aqui. É assim preferível beber por R$ 15,00 o meu bom e velho Oreades feito à base de uvas Tempranillo...

Uma situação curiosa que vivemos lá foi que, nessa mesa onde havia quase vinte homens fazendo aquele encontro do clube do bolinha, em determinado momento da noite, começaram a fazer piadas sobre estrangeiros e talvez sobre mulher - não chegamos a compreender bem, até porque não estávamos prestando tanta atenção neles. Contudo, alguém da mesa deles percebeu que poderia ter nos ofendido com as brincadeiras e pediu para que o garçom viesse nos dizer que o vinho ficaria por conta deles.

Evidentemente, não aceitamos, agradecemos e dissemos que estava tudo bem, que não haviam nos perturbado - quando um deles falou que pedia desculpas pelo jeito, pela bagunça, pelo barulho, enfim, dissemos que não havia problemas... realmente, não nos incomodaram, foi até divertido presenciar essa confraternização, que, por sinal, não difere muito de nenhuma outra em qualquer parte do mundo ocidental...

Para a sobremesa, escolhemos uma torta de chocolate, estilo "old fashion"... era a nossa possibilidade de provar uma torta que tinha tudo a ver com aquele ambiente à la "O poderoso chefão". A torta era gigantesca (com quase 10 cm de altura, sem exagero) e feita de um chocolate amargo bem forte. Bem gostosa, mas até a maior apreciadora de doces não conseguiu finalizar a missão.



Enfim, o Old Homestead, com a sua vaquinha na entrada, é um senhor restaurante.

ps. Novidade: o Viver Para Comer está há uma semana no Twitter. A cada novidade, o Viver Para Comer no Twitter informará, com o maior velocidade, onde o blog está investindo. Procurem Viver Para Comer no Twitter!


56 9th Avenue, Manhattan, New York - Tel.: (1) 212.242.9040

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Majórica



Acredito que a Majórica seja o restaurante que eu mais vezes fui em toda a minha vida. A razão disso é que o meu avô, preocupado por eu não comer,
fazia questão de me levar para jantar fora durante a minha infância. E o restaurante em que ele mais me levou foi lá.

Desde que eu era pequeno, eu sempre gostei da Majórica - uma churrascaria à la carte. A casa não mudou muito. Com uma decoração que lembra as tradições gaúchas, há um afresco, de ladrilhos, onde é possível ver a imagem clássica de um churrasco de vala, com gaúchos vestidos a caráter.

Ir à Majórica me remete às lembranças da minha infância, a presença do meu avô, general, que fazia questão de me impedir de comer a tão célebre linguiça que eles servem na guarnição. Ele dizia: "se é de porco, não presta. Não se pode comer." Vai discutir com ele... Não há argumentos. Até hoje lembro que para poder comê-la, tinha que usar táticas de guerra, ir ao banheiro e combinar com o churrasqueiro que assava as carnes, de frente para as mesas, para que ele me servisse rapidamente, ali mesmo na bancada. Era uma delícia...

A casa continua com as suas carnes expostas em uma grande "geladeira vitrine", na frente da churrasqueira, onde os clientes podem escolher a peça que querem que seja assada.
A churrasqueira de carvão - uma das poucas no Rio de seus grandes restaurantes - dá um charme a mais.

Antigamente existia apenas um salão com ar condicionado e o grande salão era muito quente. Hoje em dia, eles refrigeraram o grande salão e o clima ficou mais ameno e agradável.
O meu prato preferido é o meu prato preferido desde a época do meu avô:
"Brochete com Bacon, arroz branco e batatas prussianas"
Esse prato produz em mim o mesmo impacto que o prato servido ao temível crítico culinário pelo ratinho do desenho animado da disney, "Ratatouille".
O meu brochete com bancon tem a leveza de um filet mignon com o sabor que o bacon dá à carne. Não existe carne melhor. Em nenhuma outra casa, nem mesmo nessas churrascarias rodízios, com as suas inúmeras opções.

Mas vale ressaltar que as guarnições de lá são todas especiais.
O arroz branco é uma delícia... Bem cozido, com grão íntegros, solto e com um paladar sensacional. A batata prussiana sequinha, com os seus quadradinhos compactos, fazem você pensar que não existe batata mais crocante no mundo. A farofa com ovo também é muito gostosa.

Agora, existem outros pratos lá muito bons também: a picanha fatiada é sensacional. Lembro que minha mãe eventualemnte pedia um peixe, que era também muito comentado na época, chamado Haddock ao leite. Outro prato que eu às vezes pedia era o T-Bone Steak. Mas esse é um prato para troglodita: muito suculento, saboroso, mas ele é um bife enorme, com um pedaço de osso em formato de T, que me lembrava os desenhos animados do Fred Flinstone. Mas, para quem estiver com fome, e for realmente um carnívoro, acredito que é válido.

Para finalizar, eles servem a minha sobremesa preferida e também a mais simples de todas: pudim de leite! Um espetáculo. Único defeito é que ela vinha como acompanhamento uma ameixa doce - nunca a suportei. Mas é fácil resolver este problema quando se é criança: eu sempre a jogava pra debaixo da mesa, rs. Hoje em dia, eu ainda adoro o pudim de leite, mas tenho pedido, quando vou à casa, o também excelente profiteroles.

Vale contar: recentemente o meu novo amigo, Mottinha, nos convidou para almoçar lá. Aí fomos, em um grupo de 8, direto do trabalho. No fim do almoço, o Mottinha, com toda a sua experiência, proferiu mais ou menos as seguintes palavras:
"é muito bom combinar com os amigos de almoçar em um restaurante com tantas qualidades, fora do centro do Rio, onde não existe tanta tensão... Fazer isso é dar um prêmio para nós... Um prêmio de vida, pois comemos uma ótima refeição em um lugar agradável. Se conseguíssemos medir a luz de satisfação que o nosso grupo está emitindo agora, após esta maravilhosa refeição, seria comprovado que estaríamos emitindo o máximo de luz possível."

Tenho certeza que o Mottinha estava correto. E que o meu avô estava com a gente naquele momento!

Não deixem de conhecer essa maravilhosa churrascaria. Uma última dica: vá cedo, ou após as 15:30, pois nos finais de semana costuma ter intermináveis filas.

Um abraço e um beijo.

Rua Senador Vergueiro, 11 - Flamengo, Rio de Janeiro (tel: 2205-6820)

Quem sou eu

Minha foto
Olá, sou carioca e um grande apreciador de um bom prato. Com este intuito, tentarei escrever as minhas impressões sobre os restaurantes em que eu vier a comer - descrevendo qualidades e defeitos de cada um. Caso tenha o interesse de complementar as minhas opiniões, por favor, não deixe de contribuir. Restaurantes bons devem ser vangloriados, enquanto restaurantes ruins devem ser evitados. Não concorda? Então, vamos lá... Mãos ao garfo!