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sábado, 26 de janeiro de 2013

Massa, funghi, trufas e espumas

Amigos e amigas,

o CT Trattorie, localizado onde era o Boteco (Bistro) 66, é um ótimo restaurante de massas. É a cantina da família Troisgros. Todas as invencionices ligadas a massas frescas, de grão duro, risotos, saladas italianas etc estão disponíveis no cardápio dessa casa. Inclusive, uma atenção maior aos vinhos italianos, na carta de vinhos da casa.

Mais um restaurante "Troisgros"

Após ter me encantado e ido já algumas vezes a casa, sinto-me transtornado após uma seguidora do Instagram fazer um comentário negativo sobre as espumas que decoram e acompanham diversos pratos. No caso, eu havia postado uma foto de um risoto de camarão com pupunha, que vinha acompanhado com uma espuma de azeite de trufas bracas. O comentário foi "tirando a espuma, parece bom".

Polenta com gorgonzola derretido: esse não tem espuma!

É, na verdade, eu refleti e me perguntei: por que da espuma?

Não sou cozinheiro, nem fervoroso fã da cozinha molecular - embora ache que há coisas pro bem e pro mal nessa escola -, de modo que se eu quisesse explicar a necessidade de se introduzir espumas com sabores, eu fracassaria.

Risoto de camrão e palmito com espuma 
de azeite de trufas brancas: o "causador" do post.

Mas, notoriamente, há uma predileção neste CT em se misturar espumas nos pratos: na polenta de funghi (funghi porcini assado e trufado), no fettuccine de funghi com azeite trufado, no risoto de camarão já citado...

Engraçado porque realmente a comida italiana é geralmente uma refeição "segura" de se comer em qualquer restaurante, no mundo inteiro. Você viaja para a Tailândia, mas se você não quiser se arriscar, basta achar um restaurante italiano que se satisfaz sem riscos.

Fettuccine de funghi com 
espuma de azeite trufado: maravilhoso!

Realmente a minha seguidora tem razão: não é das coisas mais belas, esteticamente falando. E da forma com que a espuma é acomodada dificulta ver o prato de frente. Talvez isso assuste as pessoas mais tradicionais.

Profiterólis de frutas vermelhas: 
pra esquecer qualquer espuma.

O que eu posso escrever a favor de todas estas espumas é que elas são muito saborosas e com certeza será muito difícil alguém não gostar dos pratos. Na minha opinião, o melhor prato da casa que comi é o fettuccine de funghi com espuma de trufas.

Agora, se realmente tais espumas vão se sustentar diante da tradicional culinária italiana... Bom, do jeito que esta 'trattorie' está cheia de gente à espera de uma mesa, acredito que vai sim.

Único ponto negativo da casa, assim como em todos os outros restaurantes da cadeia, é que aqui também se cobra 12% pelo serviço. Aliás, sobre essa questão, também dá para escrever um post! Mas isso é uma outra resenha...

Beijos e abraços,


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@viverparacomer

CT Trattorie
Rua Alexandre Ferreira, 66 - Lagoa
Tel.: (21) 2539-0033

domingo, 6 de janeiro de 2013

Réveillon, Paraty e Punto Divino

Amigos e amigas,

Feliz ano novo.

Paraty tem muito charme e é uma das cidades mais interessantes do estado do RJ. Tem história, tem bons restaurantes, praias e cachoeiras maravilhosas. É possível sentir toda a história de Paraty só andando pelo seu centro histórico. Com as pedras do calçamento, chamadas de 'pé-de-moleque', o simples caminhar pelas suas ruas é uma aventura.

O calçamento de pedras "pé de moleque"

A arquitetura colonial do centro histórico é considerado patrimonio nacional, tombado pelo IPHAN. E o que mais encanta na arquitetura dos sobrados é a simplicidade. Muito dessa arquitetura vem da tradição da região em produzir e escoar açúcar e a de produzir cachaça nos alambiques dos diversos engenhos que pipocaram entre os séculos XVII e XVIII.

E Paraty possui a mata atlântica ao lado de praias maravilhosas. Sem dúvida, Paraty é uma perdição para quem  gosta de um contato mais próximo com a natureza.

Paz e tranquilidade

Infelizmente, o réveillon talvez não seja a melhor época para se conhecer Paraty. Aliás, estou cada vez mais certo de que não é o momento para se conhecer nenhum lugar.  Muita gente, hordas de carros desgovernados, stress, transito e horas e horas na estrada para voltar para casa, tiram a paciência de qualquer um.

No tocante aos restaurantes, Paraty também tem uma diversidade interessante. Naturalmente, não se pode julgar os restaurantes de cidades menores com os das grandes capitais. Também deve-se procurar nos restaurantes locais, os ingredientes que tais regiões podem nos oferecer de melhor. Caso contrário, é possível você se deparar com alguns "extremos"...

Esse réveillon pude atestar alguns restaurantes. E justamente foi no Punto Divino que percebi esses extremos.

Chegamos cedo para almoçar - estratégia que uso em tempos de "guerra", de feriado prolongado. Nós éramos ao todo 4 casais. O restaurante estava bem vazio, pois todos estavam na praia por volta das 15 h. Lembro que nesse dia Trindade - vilarejo de praias, ao lado de Paraty - simplesmente parou. Quem foi para lá não conseguia parar o carro e também não conseguia sair do vilarejo.

Enquanto a multidão se degladiava para estacionar ou voltar da praia, nós, felizmente, aproveitávamos um Miolo, Chardonay, enquanto esperávamos as nossas entradas. Bruschetta de tomate e uma bruschetta de funghi. O primeiro extremo: a bruschetta de tomate deliciosa. Já a bruschetta de funghi de razoável a ruim.

A arquitetura local e a multidão

Como pratos principais, uma variedade foi pedida: raviole de ricota com espinafre ao molho de manteiga com sálvia; gnocchi de gorgonzola; Penne alla norma, servido com queijo parmezão no lugar de ricota; e spaghetti Mare e Mata.

Escrevi em ordem, que vai de razoável a excelente.

Achei o raviole de ricota com espinafre sem emoção e o molho de manteiga com sálvia boboca. Já o gnocchi de gorgonzola um pouco pesado, mas bom.

Raviole com o seu molho boboca

Diferente estava o penne alla norma - mesmo sem a ricota, a massa e o molho estavam muito bons.

Penne alla norma: com abobrinha e parmezão

Por último, o Spaghetti Mare e Mata estava sensacional. Camarões e uma grande vieira ornavam o prato que vinha com um molho super saboroso, a base de redução de cachaça. Sem dúvida, a grande pedida da casa.
Spaghetti Mare e Mata: temperado com raspas de limão

Acredito que, como escrevi anteriormente, é importante observar quais ingredientes podem ser obtidos na região. Lembro que há mais ou menos uns 5 anos, visitei uma fazenda de vieiras em Angra dos Reis. Quando vi que o Spaghetti Mare e Mata vinha acompanhado de vieiras, não titubeei. E não me arrependi!

Abrimos sem dúvida nenhuma super bem a nossa viagem de réveillon.

Mesmo com todos os inconvenientes de uma cidade pequena super lotada.

Beijos e abraços,


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Restaurante Punto Divino
Rua Marechal Deodoro, 129 - Paraty
Tel.: (24) 3371-1348 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Così, 3 x1.

Amigos e amigas,

há mais ou menos um ano estava acompanhando a minha mãe em um procedimento médico em SP. Procedimento delicado, difícil e de recuperação lenta. Nesse período, acabei praticamente morando boa parte do tempo em SP.

A operação foi um sucesso e a recuperação dela foi surpreendentemente boa.

Mais ou menos 1 mês atrás, minha mãe me chamou para retornar a SP para passear e comemorar a pronta recuperação dela. Ela ainda pediu: "me leva naqueles restaurantes que você falava que ia quando estava ainda me recuperando!"

Aceitei de imediato.

Dentre os restaurantes que ela me pediu para ir foram o Due Cuochi - que ela adora - e o L'entrecote d'Olivier, restaurante que havia lhe dito que tinha gostado muito.

Infelizmente, não consegui levá-la em nenhum dos dois. Isto porque, durante a semana, o L'entrecôte d'Olivier finaliza o almoço por volta das 15h. E, também, porque ela mesma acabou me pedindo para conhecer outro restaurante de massas, diferente do Due Cuochi.

Assim, planejei levá-la ao Così da Vila Nova Conceição. Há diversos restaurantes famosos no entorno do Così: Josephine, Kinoshita, Clos de Tapas, entre outros.

Chegamos um pouco depois das 13h. O restaurante estava vazio - principalmente se comparado ao Josephine.

Infelizmente, o restaurante trouxe reações mais negativas do que positivas.

Primeiro, os pães oferecidos não agradaram a mesa. No tocante à comida, tanto a minha mãe quanto uma amiga dela que acompanhava não aprovaram. Inclusive a Carol, minha companheira beatificada para assuntos gastronômicos, também não aprovou.

O meu prato estava sensacional: ravioli de pupunha ao camarão com molho de limão. Sem restrições, o prato estava delicioso e, na minha opinião, bem original.

Mas, como disse, além de mim, ninguém gostou. A minha mãe pediu um fettucini integral com tomate cereja, manjericão e berinjela. A amiga dela pediu um capellini com lagosta e a Carol pediu um parpadelle com linguiça de pato e funghi porcini. Nenhuma delas gostou de seus pratos.

Eu fiquei bem triste, porque como era um almoço de celebração - como digo, de celebração da vida - esperava que tudo saísse de forma perfeita. Não digo que havia problema com a comida, ou com os pratos... Com exceção dos pães do couvert, todos os pratos estavam excelentes.

Digo isso porque provei todos os pratos: o molho do fettucini integral estava delicioso. O capellini de lagosta era sem dúvida o melhor de todos os pratos e, por último, o prato da Carol estava razoável.

Depois, ainda pedi uma mil folhas de baunilha com compota de amora e sorvete de limão. Esta sobremesa, na minha opinião, estava razoável. Não emocionou, mas também não era ruim.
Mas depois eu fiquei pensando e na verdade cheguei a uma conclusão. Quando uma pessoa está com desejo de ir a um restaurante, não se deve contrariar. Ainda mais se essa pessoa é a sua própria mãe. Okay, ela mesma acabou me pedindo para levá-la em um outro restaurante, mas... Mas, na verdade, ela queria ir mesmo ao Due Cuochi e comer o ravioli de maçã e shimeji com creme de gorgonzola que ela gosta tanto.

A Carol, por sua vez, acabou escolhendo mal o prato. Não que o prato fosse ruim - eu apenas o achei razoável, também em função das minhas preferências. Escolher mal o prato, de acordo com a suas preferências e expectativas, é frustrante. Isso acaba refletindo no julgamento do almoço.

Infelizmente, os comensais presentes naquele almoço deram 3 votos contra e só teve o meu a favor. Diante do exposto, ninguém pode julgar negativamente o Così, não é?

Pra finalizar, o que eu posso garantir é que o cardápio da casa é bem original - o que, na minha opinião, vale a ida.

Beijos e abraços,

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Così
Rua Joaquim Félix, 381 - Vila Nova Conceição- São Paulo.
Tel. (11) 3672-0089.

sábado, 25 de agosto de 2012

O italiano Jamie Oliver

Amigos e amigas,

o Jamie Oliver é um cara de sorte. Dificilmente você encontra uma pessoa que não goste do programa dele. Okay, imagino que os verdadeiros chefs não devam gostar. Já vi o Gordon Ramsay o menosprezando pelo menos em dois programas.

Mas, para nós, nobres mortais que apreciamos os bons ingredientes, a boa comida e principalmente um rápido preparo em casa o Jamie Oliver é rei. Ele tem uma cara de nerd e uma simpatia de vendedor que encanta com facilidade.

Alguns amigos meus que haviam acabado de voltar de Londres me disseram que tinham ido ao restaurante dele, o Jamie's Italian, e que haviam gostado. Engraçado é que nenhum deles passou uma grande emoção.

Lembro da série do Jamie Oliver na Itália. Ele mesmo alegou que os pratos dele não estavam fazendo sucesso entre os italianos. De repente, pensava eu, ele de fato não aprendeu o espírito italiano...

Bom, fomos lá, mesmo sem reserva, aguardamos um pouco e... adoramos.

O restaurante é localizado no Convent Garden, na Martin Lane Street,  a comida é simples - naturalmente, italiana -, mas realmente gostosa. O restaurante é decorado de modo jovial e o atendimento é descontraído.

Ficamos no bar aguardando a nossa mesa um pouco. Aproveitei para beber uma cerveja italiana Moretti, que gostei muito. Foi a minha salvação. Digo isso porque não gosto muito das cervejas inglesas.

Comemos de entrada umas lulas crispies deliciosas. Infelizmente, a porção servida não era generosa.

Em seguida, comi um risoto de trufas delicioso.



Carol pediu um trio de canneloni: um recheado de berinjela com tomate seco; um de abóbora e um último de ricota com espinafre. Ela também adorou.


Para finalizar, pedimos torta de amêndoas com calda de morango.

Bom, gostamos muito. Mas, de novo: se você quer um restaurante italiano mais formal ou um italiano de alta gastronomia, certamente não é aqui.

Mas para uma comida simples, gostosa, em um ambiente agradável, não há o que reclamar. Tanto que resolvemos voltar em um outro dia. Mas isso é uma outra boa história... :)


Beijos e abraços,


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domingo, 12 de agosto de 2012

Mennula

Amigos e amigas,

quando estava me preparando para ir a Londres, assisti a um programa do Gordon Ramsay que se chamava "a batalha dos restaurantes". Um dos restaurantes que participava era o Mennula, que acabou perdendo nas eliminatórias. No entando, tive uma vontade grande de conhecê-lo, já que o próprio Gordon alegava que o restaurante era excelente.

O Mennula é um restaurante italiano, com uma culinária baseada nas tradições da gastronomia da Sicília. Localizado perto da Oxford Street e da estação do metrô "Tottenhan Court Rd", o Mennula fica em uma rua bem charmosa onde há diversos outros restaurantes: a Charlotte Street.

Este restaurante é bem pequeno. Como todos os restaurantes em Londres, é bom reservar. No entanto, se não reservar é possível que você consiga arrumar uma mesa. Bom, pelo menos no dia em que fomos,  o restaurante estava acessível mesmo sem reservas.

Garoava quando chegamos. Chegamos com os nossos guarda-chuvas e fomos recebidos pelo extremamente simpático maître - aliás, ele era um dos personagens do programa do Gordon Ramsay.

Extremamente simpático, o maître nos explicou o cardápio e fizemos as nossas escolhas.

Pedimos de entrada uma burrata deliciosa.

Em seguida, eu pedi uma costeleta de cordeiro com pistache, aspargos em um leito de rúcula e batatinhas.



Carol pediu um penne à carbonara. A diferença é que a casa, ao invés de oferecer a receita clássica com bacon, o substitui por bochechas de porco.

Ambos os pratos estavam sensacionais.



Pra finalizar, dividimos um bolinho feito à base de uma massa de amêndoas, com uma calda de chocolate branco e mel, e um sorvete de baunilha. Sensacional.

O restaurante não tem o mesmo sucesso dos restaurantes do Jamie Oliver, nem é badalado. No entanto, a comida é bem gostosa e, o mais importante, é bem agradável.

Passando por Londres, é uma ótima opcão.

Beijos e abraços,

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Tre Bicchieri e o Mottinha

Amigos e amigas,

no dia 20 de novembro, sábado, tive a oportunidade de conhecer um restaurante em São Paulo muito elegante e agradável: Tre Bicchieri. Restaurante de massas, localizado na rua General Menna Barreto, logo atrás do hotel Unique - aquele de arquitetura surpreendente, com um formato de navio. Um restaurante com pratos oscilantes...

Dia 28 de dezembro, terça, celebramos mais um aniversário do Mottinha - amigo do blog e decano gastronômico do nosso pequeno grupo. Uma pessoa da mais alta simplicidade e, ao mesmo tempo, complexo na arte da resenha. Diariamente, não há um almoço em que ele não o transforme em uma celebração total e completa da vida.

No Tre Bicchieri eu comi um Picci Alle Vongole con Calamari, que consiste numa massa cumprida de espessura disfórmica, acompanhada com lulas e Vôngoles. Na minha opinião o prato era gostoso, porém pesado. Muito pesado. No entanto, provei um prato que talvez tenha sido um dos pratos de massa mais gostosos que eu tenha experimentado nos últimos tempos: um Tortelli de Pecorino Al Tartufo, que consiste em uma espécie de ravioli com trufas e pecorino. Divino! Bom, você pode dizer "você foi enganado pelo poder e sabor das trufas." É... Pode ser, mas achei o prato perfeito.


Hoje, celebrando a vida mais uma vez com o Mottinha, comemos no Tarantino... Nosso restaurante velho de guerra.

Não dá para comparar em nada o Tre Bicchieri de SP com o Tarantino: embora os dois sejam de "temática" italiana, o Tre Bicchieri é destinado a competir com os melhores restaurantes italianos de São Paulo. Ainda está longe de ser... Mas tem potencial.

Se não dá para comparar o Tarantino com o Tre Bicchieri, podemos equiparar a felicidade de ter provado o tortelli com manteiga de trufas com a alegria de celebrar a vida, mais uma vez, com o Mottinha. E como eu sei muito bem que o Mottinha, mais do que lugares da moda, gosta mesmo é de um bom prato, mais do que justo essa conjunção energética e espiritual.

Parabéns, Mottinha. Saúde e felicidades!

Cent'anni.

Beijos e Abraços,

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Tre Bicchieri
Rua General Menna Barreto, 765 - Jardim Paulista.
Tel.: (11) 3885-4004.

sábado, 5 de junho de 2010

Don Camillo

Amigos e amigas,

um restaurante que eu vim a conhecer faz pouco tempo é o Dom Camillo. Também foi um amigo do blog, o capixaba Fábio Rezende, que me falou pela primeira vez dele. Ele me disse: "Henrique, não é mentira... Mas o Don Camillo é um dos melhores restaurantes que eu já comi aqui, desde que eu cheguei ao Rio". Fábio é fã da boa gastronomia italiana e de todos os filmes de David Lynch - foi ele, inclusive, um dos protagonistas do post sobre o excelente restaurante Aprazível, localizado em Santa Teresa.

É... Precisou ele retornar para sua terra natal, para que eu fosse conhecer o Don Camillo. E realmente o restaurante é sensacional. Situado de frente para a praia de Copacabana, geminado ao Copa Café e quase esquina com a rua Bolívar, o Don Camillo possui dois ambientes. O primeiro é uma varanda sobre um "puxadinho" na calçada - muito bonita, onde podemos sentir a brisa do mar em nossos rostos. O segundo ambiente é dentro do restaurante propriamente: uma cantina italiana super chique.

Dentro do segundo ambiente, o restaurante oferece música ao vivo todas as noites. Na noite em que estive lá havia um grupo que tocava os clássicos italianos "Roberta, Tarantella, etc". Acredito que a música ao vivo dá um divertimento a mais ao restaurante!



No tocante a comida, pedimos um risoto trufado com lascas de queijo grana padano e uma pizza Margherita. Sou aficionado por risotos e posso relatar que este estava sensacional. Seja no cozimento do arroz, na temperatura do prato (pra mim, o risoto quanto mais quente for servido, melhor) e na porção servida, ou seja, sensacional em todos os pontos!



Em relação a pizza só posso dizer maravilhas também. A massa tinha uma excelente espessura (não espere comer lá aquela pizza feita com massa fininha), o molho de tomate de ótima consistência e com certeza era possível dividir entre duas pessoas. Lembro que quando a pizza chegou, comentei que a pizza lembrava aquelas pizzas de fotografia de parede de pizzaria. Infelizmente, as minhas habilidades como fotógrafo não demonstram nem 10% da emoção que a Margherita me passou...

Realmente o Don Camillo é um restaurante imperdível - não apenas para os turistas e expatriados, como era o caso do Fábio que o indicou à mim, como para todos os amantes da boa culinária italiana!

Cent'Anni!

Beijos e abraços.

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Don Camillo
Av. Atlântica, 3.056 - Copacabana
Tel.: +55 (21) 2549-9958

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Cursos de Gastronomia em NY

Amigos e amigas,

este será sem dúvida nenhuma o último post sobre a série Nova York. E, dessa vez, a dica não será de um restaurante propriamente, mas sim a recomendação de dois cursos gastronômicos diferenciados em Manhattan que, além de divertidos, são grandes atrações. Ajudam o turista a se integrar e a se inteirar com as pessoas que mais entendem de Nova York: os real newyorkers.

Foi justamente em um curso de culinária que descobri que ir ao Lincoln Center assistir a uma Ópera ou a um Ballet não seriam tarefas impossíveis, nem absurdamente caras. Foi em um curso também que ouvimos recomendações de que o pato do Eleven Madison Park era a melhor pedida do momento. Também foi lá que tivemos a recomendação de irmos ao happy hour no pier do rio Hudson, na altura da West 26th street. E a best pizza of whole NY, em um restaurante chamado Lucali's (ver o enderço no fim do post), indicada pelo nosso amigo Simon, localizada no Brooklyn! E o fantástico café da JP Morgan Library (ver foto abaixo), onde podemos escutar o silêncio em Manhattan? Também lá! É, foram tantas recomendações, de tantos restaurantes, que eu realmente teria que ter ficado ao menos um mês a mais na cidade para poder seguir todas as boas dicas...


No entanto, além de se conhecer pessoas interessantes - que talvez seja o de maior valor nesses cursos - é uma oportunidade de aperfeiçoar os seus dotes culinários pessoais e de se comer muito bem uma comida feita pela suas próprias mãos. Isso não tem preço. Fui sozinho em duas aulas e acompanhado em outras duas. Como vão muitos casais, até mesmo famílias inteiras, é mais divertido ir acompanhado. Mesmo que a sua companheira(o) não goste de cozinhar, pode ter certeza que ela(e) vai gostar, já que os cursos são grande entertainers.

Manhattan oferece diversos cursos dos mais variados. Antes de viajar, fiz uma pesquisa significativa e cheguei à conclusão de que teria que arriscar. Nada era 100% certo de ser o que eu queria. Assim, selecionei dois:

1) Rustico Cooking
2) Institute of Culinary Educational (ICE).

1) Rustico Cooking

De longe, foi o curso que eu mais gostei. As aulas são ministradas em uma cozinha-escola, onde a estrela-chefe, Micol Negrin, ao lado do seu marido, Dino De Angelis, comandam a casa.

O Dino fica mais na administração do curso, acompanhando as aulas e dando suporte técnico, informações e selecionando as imagens de vídeo. Já a Micol mete a mão na massa e faz cada um colocar as suas também. Quando eu vi, a massa caseira feita por mim mesmo virar um maltagliati legítimo que nenhum milanês colocaria defeito, não me aguentei e gritei de emoção:

- Oh, my God! It's a miracle.

Esse Maltagliati era ao molho de Mascarpone que, acompanhado pelos aspargos assados com pamegiano, era de se emocionar. A dica do Dino, para acompanhar o prato, é um vinho da região de Piemonte, um Dolcetto d'Alba, safra 2006, produzido pela casa Cà'Viola.

A dinâmica das aulas no Rustico Cooking, na minha opinião, era perfeita: havia uma série de pratos que devíamos seguir durante a noite e todos acompanhavam em volta da Micol como devíamos preparar todos os pratos. Quando ela sentia que todos já estavam entendendo, fazia com que cada um metesse a mão literalmente na massa um pouquinho também.

Cada aula possuia um grupo diferente, mas com um clima sempre de confraternização bem agradável. No final, nos reuníamos à mesa, onde as mais divertidas resenhas aconteciam, turbinadas pelas diversas garrafas de vinhos italianos.




Vale ressaltar que o Rustico Cooking é uma escola de gastronomia italiana. Micol inclusive é italiana legítima. Acima de tudo, o clima no Rustico Cooking é leve e tanto a Micol quanto o Dino fazem de tudo para você se sentir à vontade. Sem dúvida nenhuma, é a grande pedida entre os cursos.

2) Institute of Culinary Educational (ICE)

Esse instituto é enorme. Possui diversos cursos, desde comida brasileira até comida de Cambodja. Me inscrevi em um curso de comida francesa, mais especificamente, no "Favorite Classic French Bistro Dishes".

A metodologia desse curso é bastante diferente do Rustico Cooking. O professor, Chef Loren Banco, explicava quais eram as receitas que seriam ministradas durante o curso - eram muitas - e depois separava os alunos em quatro grupos. Cada grupo tinha suas receitas próprias. Neste, era o grupo que tocava as receitas, o professor apenas aconselhavam se o que eles estavam fazendo estava certo ou sugerindo começar pelo mais demorado em vez do mais simples!

O nosso grupo assumiu algumas receitas que eu adoro, como, por exemplo, Coquilles Saint-Jacques à la Parisienne, Soupe à L'oignon e Mousse au Chocolat. Sinceramente, eu não gostei da sopa... E olha que eu gosto de sopas! Mas as Coquilles, ou se preferir as Vieiras (ver foto abaixo), e a Mousse de chocolate estavam sensacionais.


A crítica que eu faço a esse curso é que, como o professor não começa a fazer propriamente os pratos (mesmo que começasse em um grupo, haveria mais três desamparados), os alunos começam a tocar a receita meio desordenados. Há um certo hassle entre os alunos, pricipalmente para controlar e organizar a receita de um modo geral. Até mesmo para encontrar os ingredientes que estavam na cozinha espalhados, havia um certo desgaste entre os integrantes do grupo.

O meu grupo em particular era formado por uma filipina chamada Raf, uma aposentada que morava na Flórida e a sua netinha que ganhara uma viagem para NY como presente por ter ingressado na faculdade. Como a Raf já havia feito alguns cursos no ICE, ela já possuia alguma intimidade.


No fim, quando sentamos na mesa para degustarmos, senti que a resenha não ia rolar frouxa, pois, como as pessoas haviam sido separadas, não possuiam aquela intimidade para conversar. Acredito que para um recreational course, isso é imperdoável! Na minha opinião, falta um tempero a mais na metodologia do ICE. Tem que ser mais fun. Um retrato do que relatei é que havia uma brasileira nesse curso com a qual eu mal cheguei a falar.

A minha última crítica ao ICE é que os utensílios de preparo das comidas estão dispostos na cozinha, mas a maioria não estava muito limpa. Mesmo sendo escola cozinha, acredito que é primário ensinar aos seus alunos a importância da higiene...

De qualquer forma o ICE também é legal. Mas sem dúvida nenhuma o Rustico Culinary é mais divertido. Eles ainda promovem viagens em grupo pelas "diversas" Itálias, o que me pareceu ser fantástico para quem curte gastronomia!

Caso alguém possua informações sobre outros cursos gastronômicos no exterior, não deixem de comentar. É uma ótima pedida inclusive para aperfeiçoar uma segunda ou terceira língua.

Beijos e Abraços

1) Rustico Cooking

40 West 39th Street, Third Floor, Manhattan, NY 10018. (Tel.: 917-602-1519)

Web Address: http://www.rusticocooking.com/


2) Institute of Culinary Educational (ICE)

50 West 23rd Street, Manhattan, NY 10010. (Tel.: 800-522-4610)

Web Address: http://www.iceculinary.com/


JP Morgan Library & Museum - 225 Madison Avenue at 36th Street, Manhattan, NY 10016. (Tel.: 212-685-0008)


Lucali's - 575 Henry Street, Brooklyn, NY 11231. (Tel.: 718-858-4086)

Fica na esquina com Carroll Street. A dica é pegar o metrô e saltar na Carroll Station. Ande umas três quadras em direção a Henry Street. Aberto a partir das 6:00 pm

sábado, 29 de agosto de 2009

Comendo no Verão Europeu - Hossegor e Barcelona

Amigos e amigas,

o nosso blog despontou na Europa. Dois amigos do blog resolveram fazer uma surf trip no verão europeu, mais especificamente na costa atlântica da França. Como resultado, os dois trouxeram relatos de duas preciosidades para o Viver Para Comer!

Farei uma breve apresentação dessa aventura:

Nossos protagonistas:

- João Villela, que é cineasta, roteirista e, sem dúvida nenhuma, um poeta. É o melhor soul surfer de Ipanema da atualidade.

- Ricardo Torres, que, além de mestre em economia pela PUC, trabalha atualmente na indústria fonoaudiográfica de Barcelona.

Nossos cenários:

- Hossegor, França: considerado o melhor beach break de surf do mundo. Foi lá onde o lendário Tom Curren se refugiou quando foi casado com uma francesa. Eu particularmente conheço a cidade, que, na minha opinião, é junto com Biarritz, também localizada na França, uma das cidades mais interessantes de surf que já conheci.
Quem deseja ir a França, mesmo que não surfe, deveria conhecer essas cidades em Landes - a algumas horas dos melhores vinhos da França, ou seja, da cidade de Bordeaux.

- Barcelona, Espanha: a cidade em que todos os europeus sonham em viver. Além de tudo, o Ricardo, que habita por lá há anos, jura de pé junto que tem boas ondas vindas Deus sabe lá de onde, no mar mediterrâneo.

Bom, segue a resenha européia, escrita pelo João, com a colaboração do Ricardo.

"Como admirador do blog tive a idéia de aproveitar a minha surf trip pelo sul da França e Espanha com o Ricardo para falar de dois restaurantes nos quais comemos.

1) Le Napoli - Hossegor, França


É um restaurante que apesar do nome, não é inteiramente italiano, sofre influências da culinária francesa e espanhola. No verão às vezes é complicado conseguir mesa, e por isso é bom chegar ou cedo ou tarde, mas cuidado que a cozinha fecha às onze. Da última vez que eu estive aqui, há dois anos atrás, guardei boas recordações.

Pra começar pedi uma Salada de Presunto de Parma (ou Jambon Ibérico) com torradas com molho de tomate, tipo brusqueta. Para beber pedimos cerveja na pressão porque estávamos precisando de algo refrescante depois do surfe, mas vale lembrar que estamos a uma hora de Bordeaux, e um vinho é sempre uma boa pedida por aqui.


O Ricardo pediu a Salada Camembert Ranchero, um camembert rústico inteiro derretido, acompanhado de uma salada de alface e tomate. Excelente o prato, apesar de ser um pouco pesado para comer sozinho, pois estamos falando de muito queijo. Perfeito para dividir. Soubemos depois por uma amiga francesa, que trata-se de uma das especialidades do local. A cerveja na pressão, o nosso chopp, era ótima, e como aperitivo, te servem uma porção de amendoim grátis para acompanhar.

Como prato principal eu pedi um Entrecôte com molho de Champignon e Espaguetti. Estava ótimo e olha que eu estava com bastante fome e o prato me satisfez completamente. O Ricardo pediu uma pizza, que era também uma das especialidades da casa. Igualmente boa, feita no forno à lenha.

Pedimos sorvete de chocolate artesanais para fechar. Tudo bem feito e de bom sabor.

2) Restaurante Gravin - Barcelona, Espanha.

Esse restaurante fica próximo ao bairro gótico de Barcelona. Um lugar de construções antigas, parte de Barcino, a Barcelona medieval, na qual carro não entra. É um italiano pequeno, bem roots. Inclusive todo o staff é italiano.


O mais agradável é sentar no lado de fora, mas às vezes é difícil conseguir uma mesa. Para beber pedimos um Lambrusco, típica bebida italiana do verão, um espumante local. Pra começar pedi um Spaguetti à Carbonara, que estava bem gostoso. Com a pasta al dente e pedacinhos de presuntos fritos. Depois pedi um Entrecôte. A carne veio bem passada demais pra o meu gosto.


O Ricardo comeu de entrada uma Salada Caprese, com mussarela italiana, de primeira qualidade e cortada em tiras bem finas. Em seguida, comeu seu prato favorito do local, um Risotto al Funghi con Gorgonzola.

De sobremesa, preferimos tomar um sorvete na rua. Recomendo. É um italiano honesto que satisfaz, com bom atendimento e bom preço.

Bom, é isso, Viver pra comer(bem)!

Um abraço do amigo,

João Villela

Colaboração Ricardo Torres"

Muchas gracias, Ricardo; merci beaucoup, João!
Espero em breve ser convidado para ir à casa do Ricardo em Barcelona e aproveitar para revisitar esse paraíso do surf europeu!

Beijos e abraços.

ps. Começa essa semana em São Paulo o Restaurant Week. Entre eles o Antiquarius e o Porto Rubayat a preços módicos. O festival vai até o dia 13 de setembro. Quem viver, comerá!

1) Le Napoli: 755, Avenue de la Grande Dune - Centre Ville, Hossegor, França. Tel.: 05 58 43 77 31

2) Gravin: Carrer Rera Palau 3-5 - El Born, Barcelona, Espanha. Tel.: 9 32 68 46 28

domingo, 19 de outubro de 2008

Gero

Meus amigos e amigas, acredito que o Gero é um restaurante que merece diversas laudas de resenha. Mas tentarei resumir em alguns poucos parágrafos a minha opinião!

O Gero chegou ao Rio de Janeiro há pouco tempo, não mais que 7 anos, e mesmo assim já fez muita diferença. Acredito que, inclusive, ajudou a melhorar a qualidade dos demais restaurantes, não apenas no aumento da qualidade dos pratos servidos, como também pelo serviço. De propriedade do Rogério Fasano, dono de diversos restaurantes em São Paulo, o Gero foi o primeiro dele aqui no Rio. Depois veio a Forneria (que já não lhe pertence mais) e o Fasano Al Mare. O Forneria, quando era de sua propriedade, possuia uma qualidade excepcional... e hoje já mostra a importância da mão do proprietário na manutenção da qualidade da casa. Já o Fasano Al Mare... bom, esse terá uma resenha à parte...

Voltando ao main course, o Gero é um restaurante italiano de alta qualidade: seja pelos pratos servidos, seja pelo atendimento e pelo ambiente sofisticado e, ao mesmo tempo, acolhedor - quase impossível se ter um ambiente sofisticado e acolhedor, mas lá é possível.

Lembro a primeira vez que fui ao Gero, há uns dez anos atrás. Isto foi em São Paulo, pois aqui no Rio de Janeiro não se sonhava que ele viria para cá... O que mais me impressionou foi a forma que fomos recebidos pelo maître, com muita simpatia e atenção.

Recentemente retornei ao Gero, aqui mesmo no Rio, e pude perceber que o excelente atendimento se mantém. A qualidade dos pratos é também impecável: pedi um atum com crosta de ervas e batata; os outros pratos pedidos foram: ravioli de mussarela de búfala com molho de tomates e ravioli de vitela com molho de cogumetos - ambos muito gostosos! O couvert é delicioso - pãezinhos, pastas (destaque para a de tomate seco), manteiga e azeite. De entrada, pedi um carpaccio de carne bem saboroso.

As sobremesas de lá são ótimas.... dentre as que já provei e aprovei: torta de limão, mil folhas de baunilha (com uma caldinha deliciosa) e petit gatêau (de chocolate branco com limão siciliano).

O café que finaliza a refeição vem acompanhado de biscoitinhos bem gostosos!

Pra finalizar, chamo atenção com o cuid
ado e a delicadeza que os garçons dedicam aos clientes: uma das pessoas que me acompanhava comeu apenas a metade do seu prato. Não por não ter gostado, simplesmente por comer muito pouco mesmo. O garçom, quando foi retirar o seu prato, perguntou-lhe se gostaria de pedir um outro, que viesse a lhe agradar mais. Naturalmente, não teve necessidade e tudo foi explicado.

Exalto essa atitude da casa, já que a 'missão' de todo restaurante, na minha opinião, deveria ser "alimentar bem os seus clientes". E, ao mesmo tempo, um restaurante com tantos prêmios de melhor restaurante do Rio (e de São Paulo) intimida qualquer cliente a solicitar a troca de um prato por simplesmente não concordar com o modo de preparo; ou da escolha de uma carne, que não está tão macia; ou um peixe, que não está com toda a frescura necessária para um bom preparo. Espero que essa moda se espalhe por todos os restaurantes.

São esses pequenos detalhes que fazem a diferença do Gero ser o que ele é. Ele só não é único porque existem dois - o interessante é que o ambiente externo e a decoracão são muito parecidos, feitos à base daqueles tijolinhos marrons. A diferença é que o de São Paulo é maior, mais comprido e o do Rio é meio um salão quadrado menor.

O Gero é pedida sem erro, ainda que você pague bem por toda essa qualidade!

Um beijo e um abraço.

Rua Anibal de Mendonça, 157 - Ipanema, Rio de Janeiro (tel: 2239-8158)

Rua Haddock Lobo, 1629 - Jardim Paulista, São Paulo (tel: 3064-0005)

Quem sou eu

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Olá, sou carioca e um grande apreciador de um bom prato. Com este intuito, tentarei escrever as minhas impressões sobre os restaurantes em que eu vier a comer - descrevendo qualidades e defeitos de cada um. Caso tenha o interesse de complementar as minhas opiniões, por favor, não deixe de contribuir. Restaurantes bons devem ser vangloriados, enquanto restaurantes ruins devem ser evitados. Não concorda? Então, vamos lá... Mãos ao garfo!