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sábado, 19 de janeiro de 2013

Comida aconchegante

Amigos e amigas,

uma das coisas que eu prometi a mim mesmo nessa virada de 2012 para 2013 era conhecer novos restaurantes fora do eixo Centro-Zona Sul do Rio de Janeiro.

Dentre os vários que já escutei falar muito bem, o Aconchego Carioca era uma vontade antiga. Havia escutado que ele tinha feito um grande sucesso no "Comida di Buteco", festival que acontece anualmente no Rio, elegendo as cozinhas dos melhores botecos do RJ.

No entanto, ouvi também que a proprietária havia retirado o Aconchego Carioca desse festival, pois como ela não ganhava, achava injusto a participação do seu restaurante. Não sei se é verdadeira a história, mas foi o que eu escutei...

Da mesma forma, umas amigas minhas - que são super bagunceiras - me disseram que tentaram ir ao Aconchego Carioca durante o período do festival "Comida di Buteco", mas acabaram sendo proibidas de entrar na casa por excesso de bagunça!

Okay...

Ano passado, o Aconchego Carioca havia ganho o prêmio da 'Veja Rio' de melhor restaurante brasileiro. Isso, pra mim, não quer dizer nada, porque tem cada "bomba" que ganha prêmio da "Veja Rio"; e vida que segue...

De qualquer forma, um boteco (ou restaurante?) que venha a ganhar o prêmio de melhor restaurante de comida típica brasileira tem que ter algum diferencial.
A fila nada convidativa de espera.

Chegamos tarde. Aliás, bem tarde. E a espera era de, pelo menos, 1h  e meia. Como tínhamos um evento no final do dia no bairro do Cachambi, resolvemos seguir os ensinamentos bíblicos de Jó e aguardarmos pacientemente pela recompensa.

A fila foi lentamente se desfazendo, parte por desistência, parte por existirem mesinhas do lado de fora do restaurante que acabaram podendo fazer pedidos - me foi explicado que as mesas de fora são para dar apoio na espera e geralmente não são servidas refeições. Acontece que, no sábado em que fomos, havia uma mesa gigante que ocupava quase 1/3 do restaurante comemorando o aniversário de uma menina, fazendo uma algazarra e atravancado todo o fluxo de rotatividade do restaurante.

Quando chegamos junto à organizadora da fila, que logo percebi ser a sócia-proprietária de tantas histórias folclóricas, fiquei um pouco na dúvida de como estaria o nível de tensão e simpatia da casa. 
Digo isto porque realmente havia uma tensão muito grande de todos os funcionários no tocante a acomodar os comensais que aguardavam na fila, bem como uma tensão enorme de quem estava na fila, aguardando para comer.

A sócia-proprietária estava preocupada não apenas em organizar a fila, mas visivelmente estressada com o funcionamento da casa e com a administração da mesa gigante. No entanto, foi super atenciosa com todos os pedidos dos clientes que aguardavam na fila.

Lembro que um casal que aguardava na fila atrás de mim com uma filha pequena (cerca de 8 anos) pediu para que fosse acomodado rapidamente para que sua filha se alimentasse. A proprietária atendeu. 
Nesse momento, criou-se uma dúvida filosófica: vale a pena para um casal aguardar com uma filha pequena almoçar em um restaurante, que já anuncia desde a chegada que o tempo de espera é de 1h e 30? 

Não sei se vale nem pra mim, nem pra ninguém. 

Alegar apenas no final que possuía uma filha pequena que estava faminta, depois de a família ficar a fila toda incólume e se sentar 20 minutos antes, fez muita diferença? 

Não era melhor ter solicitado uma mesa "com prioridade" assim que chegou?

Se eu não tivesse um evento que começaria mais tarde, sem dúvida eu não teria ficado. Bom, ficaram as dúvidas filosóficas, juntamente com o bom senso, pairando no ar...

Quando eu estava começando a ter certeza de que a paciência de Jó era mais do que uma devoção e sim um sinal patológico de masoquismo, eis que nos aparece uma mesa.

Beberiquei uma Terezópolis, juntamente com um pastelzinho de entrada sensacional!
Como a carta de cerveja de lá é excelente, não sabia nem qual cerveja pedir. O garçom que nos atendeu, muito simpático, demorou uma eternidade para trazer a carta de cerveja - provavelmente explicado pela tensão do dia.

Depois de quatros solicitações, ele me trouxe o cardápio e, muito gentilmente, me explicou todas diferenças entre IPA, Lager e Pilsner da Brooklyn Brewery.

A East IPA da Brooklyn Brewery.

Acabei experimentando a India Pale Ale (IPA) da Brooklyn Brewery. Bem forte e com muito sabor, acredito que vale a pena ser experimentada.

Os pastéis de entrada, que pedimos assim que sentamos, eram sensacionais: metade da porção de camarão e a outra metade de queijo com espinafre e castanha do Pará. Muito bons.

Tem coragem? Deliciosos.

Um tempinho mais tarde, chegou o nosso bobó de camarão, acompanhado de arroz branco e farofa amarela.

Depois de tanta espera, a recompensa: foi um dos bobós mais gostosos que já comi. Consistência perfeita, o bobó tinha tempero vivo. Explico: era possível sentir a frescura do coentro a cada garfada. Não conseguia parar de comer. Já tinha saciado a minha fome, mas me recusava a deixar uma garfada na panela de barro. Divino.

O nome desse bobó deveria ser: "quel émotion!"

E, sem dúvida, o prato era muito bem servido e também era suficiente para, pelo menos, 3 pessoas com fome e 4 pessoas de apetite moderado. 

Pra finalizar, pedimos uma almofadinha doce. Uma espécie de pastel à base de tapioca, com doce de leite, temperado com canela e acompanhava ainda uma bola de sorvete de creme. De comer chorando...

Diante de tantas histórias contadas no início desse post, que nem sei se são verdadeiras, o fato que constatei é que o Aconchego Carioca não é bar e também não é um boteco. É um excelente restaurante. 

Teve alguns deslizes quanto ao serviço, mas em relação à comida é sem dúvida divino.
Espero voltar lá, em breve, mas cedo para não pegar aquela fila de Jó.

Beijos e abraços,



Twitter/Instagram
@viverparacomer

Aconchego Carioca
Rua Barão de Iguatemi, 379 - Praça da Bandeira
Tel.: (21) 2273-1035

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dalva e Dito

Amigos e amigas,

Sempre tive desconfiança de "medalhões" - profissionais considerados bambas nas áreas em que atuam. Raramente essas unanimidades, sejam elas eleitas pelos críticos, ou até mesmo pelo público, me agradam. Em qualquer campo.

Dificilmente esses profissionais estão de acordo com o prestígio que conquistaram. Talvez, em função da idolatria que arrastam atrás de si, ou do ego, tais medalhões passam a realizar trabalhos autorais que deixam de lembrar os bons trabalhos que os fizeram alcançar o estrelato.

Em todos os campos: do médico metido a besta ao acadêmico frustrado que alcançou algum cargo de comando durante o governo Lula. Do artista plástico ignorante, que "sabe tudo", ao cineasta de um único filme de sucesso (discutível). Única coisa que todos os medalhões tem em comum é a arrogância e a falta de educação.

No campo da gastronomia também acontece isso. Ao longo da minha pouca experiência no mundo gastronômico, conheci alguns chefs bem arrogantes. Uma em particular, cheguei a duvidar se ela era arrogante/mal educada ou possuía alguma doença mental. No entanto, depois de ir ao seu restaurante e sentar-me em uma mesa ao lado do casal Cyro Gomes e Patricia Pillar, reparei que a chef se derretia de tal forma para o casal, que chegava a ser constrangedor - tanto pra ela, quanto para o casal.

Mas não é isso que eu posso falar do Alex Atala. Muito pelo contrário. Até porque nunca fui ao DOM. Mas pude conhecê-lo e provar um pouco da sua gastronomia inovadora (?), cheio de produtos do Norte, em uma parceria que ele fez com o Claude Troisgros, onde cada um passava uma semana no restaurante do outro - uma espécie de intercâmbio. Isso tem uns 4 ou 5 anos? É... Talvez.

Muito atencioso, foi de mesa em mesa e conversou alguns minutos conosco. Explicou como ele teve algumas ideias e quais eram os objetivos que alguns pratos tinham. Ou, ao menos, quais objetivos ele queria que tivesse.

Recentemente, em São Paulo, resolvi ir a um restaurante que, embora ele não seja o chef, ele é um dos sócios: Dalva e Dito. Inspirado na cozinha do nosso dia a dia, o Dalva e Dito tem no cardápio os pratos que nós encontramos (ou encontrávamos) nas casas dos nossos pais, nos almoços de domingo...

Bom, de fato o restaurante apresenta um cardápio que muito chef besta nem ousaria colocar em seus menus: macarrão com feijão e linguiça; rabada com agrião; carne de sol com mandioca cozida e manteiga de garrafa. Posso estar enganado, mas imagino a cara de repulsa que a chef que citei acima faria se propusessem a ela fazer esse cardápio... Lógico que o Dalva e Dito tem essa proposta de retornar ao prato do dia a dia, da infância, da comida brasileira.

Talvez aí que seja a crítica que eu faça ao Dalva e Dito.

Pra quem, onde e como... Pra quem o Dalva e Dito é? Onde ele está localizado? E, por último, como o chef do Dalva e Dito prepara a comida que é servida? Obs.: Entendo que embora o Atala não seja o chef, ele seja o arquiteto da proposta da casa, correto?

Tais questões são a fonte da minha crítica ao Dalva e Dito. Comida tipicamnete brasileira, tradicional do nosso dia a dia, ou da nossa infância, deveria ser feita para brasileiros né? Pois bem, a sensação que eu tive é que estava em um restaurante no exterior tamanha era a quantidade de estrangeiros que falavam inglês.

Okay, não há problema. Quem não gostaria de ter o seu restaurante frequentado por uma tribo globalizada?

Mas, vou continuar... Quanto à localização: o restaurante é localizado na rua Padre João Manuel - local super badalado, no Jardins. Posso estar equivocado, mas os comensais que frequentam os restaurantes naquela área provavelmente não procuram comer rabada. Talvez, muitos nem sequer tenham já comido rabada com agrião.

Outra coisa interessante, talvez não muito condizente com o propósito da simplicidade da comida servida, seja a beleza e, digo mais, até mesmo o luxo do restaurante. Diversos maîtres, sommelier, cozinha de vidro, tudo isso para servir "risotinho caseiro", farofa etc. Tá vai... Tô sendo chato, né? É melhor errar por mais do que por menos...



Por último, como os pratos são preparados: pedimos um galeto "televisão de cachorro", clássico de todas as padocas brasileiras, assado, segundo a 'técnica', em temperatura baixa, comm'il faut. Acompanhado desse risotinho caseiro, que nada mais é do que um arroz de forno com ervilhas etc gratinado com um queijo por cima. Era sem dúvida o que a minha mãe fazia para mim, nos finais de semanas, quando eu era pequeno, e dizia que era risoto. Só anos mais tarde vim a descobrir que eu chamava de risoto uma coisa que não tinha nada a ver com risoto...



Sem dúvida nenhuma, ele resgatou pratos clássicos da nossa história recente (da gastronomia brasileira, do dia a dia). Mas tanto o galetinho, quanto o lindo creme de mamão papaia, servido de sobremesa, pecavam por faltar aquele tempero mais exagerado tipicamente brasileiro - um pouco mais de sal e até mesmo gordurinha no galeto; e um pouco mais de cremosidade e açúcar no creme de papaia. (obs.: Tal comentário é válido também para o pudim de leite, generosamente servido, que a Carol pediu.)

Depois de muito refletir, cheguei a conclusão que tudo que eu comi - o galeto e o creme de papaia - eram reinvenções não para os amantes das comidas simples que elas são. A falta de brasilidade, na minha opinião, é uma forma de apresentar o que se come/se comia nas casas dos pais, não para nós que de fato comíamos/comemos no nosso cotidiano. A reinvenção desses pratos provavelmente são para quem nunca os comeu, para os estrangeiros, que talvez se assustem com todo o excesso de tempero que tais pratos carregam.

Não sei. Talvez eu esteja errado. Talvez eu precise voltar mais vezes lá, provar outros pratos, mas mesmo que eu esteja enganado, há muitas dúvidas além das divergências entre o prato e o paladar - que não é ruim. Apenas destoam do propósito simples de oferecer "memórias".

Quando saí do restaurante a minha memória lembrou de que, em minha vida toda, "eu sempre tive desconfiança de medalhões!"

Beijos e abraços,


Twitter
@viverparacomer


Dalva e Dito
Rua Padre João Manoel, 1115 - Cerqueira Cesar.
Tel.: (11) 3068-4444

sábado, 8 de janeiro de 2011

Casa Villarino

Amigos e amigas,

tive a oportunidade de almoçar, logo que o ano começou, no restaurante Casa Villarino. Imagino que ele já exista há muito tempo, pois há diversas fotos antigas do próprio restaurante - na verdade, o restaurante Casa Villarino é o percursor do seu "imrão" mais classudo, o Bistrô Villarino, localizado na avenida Rio Branco, ao lado do teatro Municipal.

O restaurante Casa Villarino fica localizado na esquina da presidente Wilson, quase de frente para o consulado dos Estados Unidos. O Villarino parece mais um empório, com os seus vinhos e petiscos à frente, do que propriamente um restaurante.

No entanto, a simplicidade de seu salão esconde o jogo: o Villarino tem uma cozinha simples, mas muito gostosa. Aliás, desafio alguém a me indicar onde se encontra um filet mignon com fritas, no centro, mais gostoso que lá!

Além do filet com fritas, ja comi lá também um robalo à escabeche bem gostoso.


Nessa semana, além dos pasteis e empadas de entrada, devorei um excelente filet com fritas. Bebemos uma taça de um vinho tinto de Abel Pinchard, Beaujolais: muitos criticam os vinhos dessa região, dizendo que são sucos de uvas disfarçados de vinhos. Eu discordo. A região fica colada ao sul da Borgonha e ao norte de Chateauneuf-du-Pape... É muita implicância!

Com um preço médio em torno dos trinta reais - depende naturalmente do que você comerá de entrada e do que irá beber - o restaurante é simples, mas vale...


Ah, e de graça, você ainda tem a simpatia do garçom Marlon Brando, que nas horas vagas deve trabalhar como sósia - certamente, você irá reconhecê-lo.

Boa dica para 2011, com cara de Rio antigo!

Beijos e Abraços,

Twitter
@viverparacomer


Casa Villarino
Av Calogeras, 6-B - Centro.
Tel.: (21) 2240-1627.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Belo Horizonte

Amigos e amigas,

o blog despontou em Belo Horizonte no feriado de finados. A foto abaixo, tirada do alto dos Mangabeiras, prova o porquê do nome "Belo Horizonte". Fomos recepcionados, muito bem, pelo casal, amigo do blog, Guilhereme e Silvia. Além da recepção calorosa do casal, tivemos diversas dicas do amigo do blog, Alexandre, natural de Minas Gerais, que ganhou o apelido carinhoso de "The Guide", com sugestões de passeios e, sobretudo, de bons restaurantes.


Entretanto, além de restaurantes, The Guide nos indicou diversos bares, já que Belo Horizonte é conhecido pela quantidade exorbitantes de bares.

Esse blog será diferente, pois estarei reportando sobre um pout pourri de restaurantes e bares. Além disso, escreverei pequenos comentários, principalemente, se vale ou não vale ir fazer uma visita a tais recintos. Na semana seguinte escreverei um pouco mais sobre os arredores de Belo Horizonte - em específico, de Ouro Preto e do Parque de Inhotim, em Brumadinho. Vamos lá, pois o pão de queijo nos espera!

1) Taste Vin


Restaurante francês localizado no bairro de Lourdes, muito bonito, aconchegante e chique. Reparei que na ala direita estão as mesas e na ala esquerda fica uma espécie de empório, onde a casa vende vinhos avulsos - de todas as partes do mundo. Quando o restaurante, digo a ala esquerda, fica cheia, a ala do empório passa acomodar alguns clientes que queiram jantar. O ambiente nesta ala é bem rústico, mas de muito bom gosto também!

Para começar pedimos ao garçon que nos trouxesse um vinho rosé, do produtor Casa Rivas, safra 2006 - 85% cabernet sauvignon, 10% carmenère e 5% merlot. As meninas naturalmente adoraram.


Em relação a comida, pedimos um souflê, que nos foi dito ser o carro chefe do restaurante. Pedimos um souflê de gruyère, muito leve e gostoso. O meu prato foi acompanhado por um belo medalhão de filet.

O jantar foi todo muito bom, agradável, mas na minha opinião e na opinião de todos que estavam conosco é que o preço cobrado pelo restaurante é muito alto. O casal local, inclusive, nos indicou de conhecer, antes do Taste Vin, o restaurante D'artagnan, também de comida francesa, por ser, segundo eles de melhor custo-benefício. No entanto, não havia mesa para nos abrigar para o jantar. Assim, resolvemos, ao sair do Taste Vin, comer uma sobremesa para conhecê-lo, no final da noite.

2) D'artagnan





O D'artangnan fica a 100 metros do Taste Vin, colado a um barzinho, muito simpático, chamado Tizé. Sentamos apenas para a sobremesa, e pedimos um petit gateau de doce de leite com sorvete de creme. Muito gostoso!




O restaurante é bem pequenino, mas tem alto astral, de modo que é necessário reservar se for em um grupo grande, pois ele estava todo reservado quando chegamos por lá, mais cedo para jantar.


3) Albano's






Bom, o Albano's não é um restaurante. É uma choperia de Belo Horizonte. Entretanto, há um chopp gelado (antártica) e as comidinhas que são servidas lá são de excelente qualidade.

Apoveitamos o buffet de antepastos de entrada e pedimos dois filet aperitivos - um com gorgonzola e o outro ao catupiry. Tudo sensacional.

O bar também é muito bonito. Logo na entrada você uma pequena câmera onde se encontram diversos pinguíns de enfeite. Chegeui a colclusão que os donos de bares no Rio de Janeiro devem ir a Belo Horizonte extrair idéias, de modo a melhorar a qualidade!




4) Parrilla del Mercado




Diz a lenda que o dono desse restaurante é uruguaio e começou vedendo churrasquinho em feiras de rua. Hoje ele possui diversos restaurantes, inclusive dentro dos melhores shoppings de Belo Horizonte.

Fomos no restaurante pioneiro que fica no mercado Distrital do Cruzeiro.

Pedimos de entrada algumas linguicinhas na brasa e morzilas. Como prato principal, atacamos num bife parrillero - que é um bife de chorizo com molho parrillero - arroz branco, batata assada com roquefort, pimentão assado e farofa. Ufa, ufa.


As mesas do restaurante estão sobre um platô, com muito verde em volta. As grelhas ficam no meio, onde os churrasqueiros estão dentro de uma espécie de bar/quadrilátero de vidro.

Tudo muito bom e gostoso!


5) Doces de Portugal





Aqui as mulheres perdem a linha: pastéis de Belém, pastéis de Santa Clara, quindins, ovos moles e tudo que você possa imaginar de doces portugueses, feitos à base de ovos, a casa oferece.



Imperdível!





6) Barraca de Pastel de Angú



Essa sugestão é para quem não tem frescura de experimentar comida de rua (a boa e velha fair street). Pois é, para as mulheres ir a feira de artesanato é um grande passa tempo. Para mim, apreciador de comidas de barraquinha, uma grande oportunidade. Fomos a feira no domingo, na famosa e consagrada feira da avenida Afonso Pena, e pude experimentar verdadeiro pastel de Angú.

Achei gorduroso, pesado, mas gostoso! Valeu pela experiência. Me relataram depois que há em todos os bares este pastel de Angú também.


Por último, cito a rede Verdemar. Fomos ao shopping Diamond Mall (dos mesmos proprietários do Barra Shopping). No primeiro andar deste shopping há um empório e padaria chamado Verdemar. De frente para o empório há um café e pizzaria chamado Verdemar também. A dica do Guilherme para os turistas é comprar um pão de queijo do empório Verdemar - que na opinião dele é o melhor pão de queijo de Belo Horizonte - e beber um chopp da Krug bier no café Verdemar.

Fizemos isso. Chegeuei a beber o chopp Golden Ale, mais encorpado e cremoso, e o Amber, escuro feito à base de malte torrado. Recomendo mais o Golden Ale. No tocante ao pão de queijo, miam miam, tem gosto de queijo mesmo!

Vale lembrar que a Krug Bier é uma microcervejaria que também possui um bar em Belo Horizonte e faz muito sucesso.

Semana que vem termino a saga Belo Horizonte e arredores, com destaque para o parque de Inhotim! Bom, não vou adiantar... Quem viver verá!

Não se esqueçam que o Viver Para Comer
está no Twitter: @viverparacomer

Ah, e pelo amor de Deus, alguém avise ao governador de Minas Gerais que esse aeroporto de Confins fica literalmente nos "Confins" do mundo. É necessário, praticamente, viajar para um outro Estado!



Beijos e Abraços



1) Taste Vin
Rua Curitiba, 2015 - Lourdes - Belo Horizonte. Tel.: (31) 3292-5423

2) D'artagnan
Rua Tomás Gonzaga, 607 - Lourdes - Belo Horizonte. Tel.: (31) 3295-7878

3) Choperia Albano's
Rua Pium-i, 611 - Anchieta - Belo Horizonte. Tel.: (31) 3281-2644

4) Parrilla del Mercado
Rua Ouro Fino (Mercado Distrital do Cruzeiro), 452 14 - Cruzeiro - Belo Horizonte. Tel.: (31) 3225-5507

5) Doces de Portugal
Rua Santa Rita Durão ,949 - Savassi - Belo Horizonte. Tel.: (31) 3261-5772

6) Barraca de Pastel de Angú
Feira de domingo na Avenida Afonso Pena - das 7h até às 14:00h. Tem que procurar a barraca, afinal isso é uma feira.

7) Café e Pizzaria Verdemar e Empório e Padaria Verdemar
Shopping Diamond Mall
Av. Olegário Maciel, 1600 - Lourdes - Belo Horizonte. Tel.: (31) 3292-9071 Ramal 102

8) Choperia Krug Bier
Rua Major Lopes, 172 - São Pedro - Belo Horizonte. Tel.: (31) 2535-1122

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dom Claudiu's

Amigos e amigas,

em breve postarei novas aventuras gastronômicas no blog. Abaixo, segue o relato do amigo do Blog e do trabalho, Aldinei, sobre um restaurante simples no caminho de Miguel Pereira, mas, ao mesmo tempo, extraordinário, que serve uma costela de parar qualquer viagem!

Com vocês, a resenha do Aldinei:

"Restaurante Dom Claudiu`s

Meu amigo, não poderia de deixar de cumprir a promessa que fiz ao Ricardo, proprietário do Restaurante Dom Claudiu`s, em Conrado, Miguel Pereira, de escrever sobre a melhor costela do Rio de Janeiro. Esqueça o Escondidinho, famoso no centro por ter uma costela cozida de tamanho assustador.



O Restaurante Dom Claudiu´s fica na beira da estrada RJ 125, logo após a Igreja de Santana, em Conrado, 3º distrito do Município de Miguel Pereira. Eu já conhecia o restaurante desde a sua fundação, em 1992, quando a pizza já era famosa na região por ser assada no forno de pedra. Hoje o restaurante tem como carro chefe a costela assada, desossada e servida com aipim, queijo e manteiga. Imagine após uma viagem de mais ou menos uma hora e meia, para quem sai do Rio e esta indo para Miguel Pereira, e no meio do caminho encontra aquela comidinha com sabor caseiro e muito bem preparada!

Além da costela com aipim o Ricardo também serve um variado cardápio com igual qualidade. Escondidinho de carne seca (foto abaixo), Pizza, porções diversas.



O restaurante fica na RJ 125, nº 29.853, Conrado, Miguel Pereira, logo após a estação ferroviária de Conrado e a igreja de Santana uns 400 metros (sentido Miguel Pereira). TEL: (24) 2483-2104 / 7836-9427 ID 88*19702,

O site do Restaurante é o www.restaurantedomclaudius.com.br

Vale a pena conhecer. Além de tudo, a viagem é muito agradável e o preço é muito convidativo. A costela custa apenas R$ 25,00 e serve muito bem 02 pessoas. As duas vezes que estive lá não me cobraram os 10%."

Valeu pela dica Aldinei, tá registrado.

Beijos e abraços.

Dom Claudiu's, Estrada RJ 125, nº 29.853, Conrado. Tel.: (24) 2483-2104.

domingo, 8 de março de 2009

Aprazível - Despedida do Fábio



Amigos e amigas, farei uma interrupção na saga gastronômica que acompanhou a minha viagem a Miami e ao México para comentar o evento dessa última quinta-feira. Nessa semana, um dos amigos do blog e companheiro de trabalho, Fábio, se despediu de nós e retornou para a sua terra natal - Espírito Santo. Portanto, fizemos diversas despedidas durante os almoços dessa semana.

Na terça-feira, o Fábio me perguntou que restaurante eu lhe recomendava para fazer uma despedida que fosse surpreendente. Bom, não titubiei e lhe indiquei o restaurante Aprazível, que fica em Santa Teresa, de propriedade do meu amigo Pedrão. Após eu descrever a qualidade desse restaurante, o Fábio aceitou a proposta e, mesmo sendo um pouco distante do nosso trabalho, juntamos um grupo de 8 comensais.




Vale comentar que o restaurante fica localizado em uma casa que, debruçada para a baía de Guanabara, lhe proporciona uma bela vista do Rio de Janeiro. É um ótimo restaurante para se ir em um belo dia de sol, ou mesmo à noite, quando a iluminação do ambiente complementa a decoração asiática do lugar. Sem dúvida nenhuma, você tem a sensação de estar fora do Brasil, talvez em Bali, em um simples almoço. Toda a decoração combina perfeitamente com a vegetação ao redor da casa e também com o clima descontraído do bar e da cozinha aberta que existe no meio do salão.



Reservei a mesa da "árvore", que necessita de no mínimo 6 pessoas - mais lúdico, impossível!. Na verdade, essa mesa fica em cima de uma palafita, por onde subimos através de uma escada. Fica-se suspenso no ar, então o garçon necessita subir nessa "árvore" para trazer os pratos ou tomar nota dos pedidos. Para podermos chamá-lo, há disponível na mesa uma campainha antiga, do tempo da minha vó, que transforma um simples almoço em um ritual de charme e descontração. Para finalizar, é possível desta mesa avistar um lindo visual da baía de Guanabara e ver a ponte Rio-Niterói.

Lembro que, quando combinamos de ir, o nosso decano, Mottinha, falou que ía, mas não estava muito de acordo não: "Todo restaurante que eu vou em Santa Teresa, como por exemplo o bar do Arnaldo ou o Mineiro, torna-se um ótimo passeio, mas a comida é cara e ruim." Eu lhe garanti que este ía fazê-lo mudar de opinião, ao menos quanto à qualidade da comida. Mas se ele é caro... a qualidade do ambiente e, principalmente, da comida justificam.



Bom, chegamos lá no horário combinado, por volta das 12:15h, e nos acomodamos na "árvore". O Mottinha, preocupado com as meninas que estavam presentes, pediu para que fosse servido um vinho branco nacional, mais especificamente o Casa Valduga Gran Reserva Gewurztraminer, safra 2008. Feito a base de uvas Gewurztraminer, muito cultivadas na Alsácia, não tem a nobreza dos vinhos produzidos a base da uva Sauvignon Blanc, nem da Chardonay, a rainha das uvas brancas, mas muito superior a uva clássica alemã Riesling. Uma excelente escolha, que com um buquê de florais, deixou uma ótima impressão em todos que o beberam.



Pedimos duas entradinhas: uma cesta de pães-de-queijo recheados com linguiça, que estava divino; e mix de pastéis, metade recheados com queijo e metade recheados com linguiça, acompanhados de um molho chutney de tomate - surpreendentes! As entradas estavam tão boas que todos na mesa concordaram em repetir ambas.

Como prato principal, a maioria na mesa pediu o Medalhão de filet mignon ao molho do vinho do porto. Eu acabei pedindo o excelente Marreco Aprazível, que consiste em um peito com molho de ameixa, arroz selvagem e purê de maçã. Uma dádiva.



Embora tenhamos pedido pratos mais tradicionais, o diferencial do Aprazível é a variedade de pratos tipicamente brasileiros oferecidos no cardápio... Em viagem pelo Brasil, as pessoas geralmente se interessam em saber onde tem um bom japonês, ou um bom restaurante italiano, ou até mesmo um restaurante francês. Mas ninguém tem muita preocupação em buscar uma boa comida local. O Aprazível resgata uma certa diversidade brasileira, seja pela moquequinha, ou pela Galinha Caipira, ou o Bacalhau do Pai (prato português já totalmente incorporado à tradição gastronômica brasileira, ver foto abaixo); ou até mesmo nas sobremesas.




Sobremesa que não pode deixar de se experimentar: baião de dois! Sorvete de tapioca com calda de açaí. Ingredientes do Pará, que fizeram sucesso em diversas lojas de sucos pelo Rio de Janeiro. Maior diversidade cultural, impossível.




Finalizamos a nossa sobremesa e em seguida começaram as homenagens ao nosso consultor. Vale dizer que sentiremos falta... Aliás, não apenas o PTR, a área em que ele trabalhava, como toda a gerência. Isto porque, além de ele ser um profissional da maior competência, é também uma pessoa carismática, das mais queridas de toda a empresa.



De conversa fácil, tinha todas as resenhas possíveis: de futebol a ópera; de David Lynch a física quântica. Em um mundo que ninguém tem mais tempo pra nada, ele sempre tinha tempo para quem lhe demandava atenção. Pela sua multiplicidade intelectual, representava bem toda a gerência, mostrando com perfeição a qualidade do profissional do PTR. Em resumo, uma pessoa da 'mais alta complexidade'.

Mas chegou a hora do nosso presidente voltar para sua terra natal. Boa Sorte.


Beijos e abraços,



Rua Aprazível, 62 - Santa Teresa, Rio de Janeiro. (Tel. 2507-7334).

Quem sou eu

Minha foto
Olá, sou carioca e um grande apreciador de um bom prato. Com este intuito, tentarei escrever as minhas impressões sobre os restaurantes em que eu vier a comer - descrevendo qualidades e defeitos de cada um. Caso tenha o interesse de complementar as minhas opiniões, por favor, não deixe de contribuir. Restaurantes bons devem ser vangloriados, enquanto restaurantes ruins devem ser evitados. Não concorda? Então, vamos lá... Mãos ao garfo!