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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O mundo não acabou...

Amigos e amigas,

o mundo não acabou... É verdade. Mas pelo que tudo indica, 2012 vai acabar.

Pessoalmente, 2012 não foi dos melhores. Cheguei diversas vezes a dizer que durante esse ano estava vivendo o meu inferno astral. Entretanto, olhando restrospectivamente, acredito que esse ano foi um ano de recuperação - considerando o meu final de 2011. Foi o ano da virada.

Como final de ano não é sinônimo apenas de comilança, mas também de restrospectiva, resolvi fazer esse post.

Como nesse ano houve muitas viagens, vou destacar dois restaurantes de viagens e dois do Rio de Janeiro. Como São Paulo passou a ser uma rotina, não posso deixar de citar ao menos um restaurante que conheci.

Destaque de restaurantes de viagens:

- L'Atelier Joel Robuchon - em Paris;

- Restaurant Gordon Ramsay - este não teve post. Localizado no Chelsea em Londres, atendimento extremamente simpático e comida impecável foram a referência de qualidade gastronômica para o ano de 2012;

- Menção para o Dinner by Heston Blumenthal - que também não teve post por aqui, mas fica dentro do hotel super chique Mandarin de Londres, localizado em frente ao Hyde Park, onde fica o também excelente Bar Boulud.

Destaque de restaurantes do Rio de Janeiro:

- Zazá bistrô;

- CT Trattorie - também não tem post, mas foi emocionante conhecer o restaurante de massas do Claude;

- Menção mais que honrosa para o Bira de Guaratiba e também para o Hachiko Contemporâneo, que realiza um menu de alta gastronomia, a partir das 18h. Escrevi sobre o Hachiko nesse post. Outro que não pode deixar de estar na lista de ninguém é o Bazzar - o hambúrguer da wagyu com foie gras é sensacional.

Destaque de restaurantes de São Paulo:

- Kinoshita - não teve post, mas comemos muito bem um menu degustação proposto pelo maître. O atendimento foi muito bom.

Não lembro de mais nenhum restaurante em SP que tenha ido nesse ano, que valha uma menção.

Desejo a todos um feliz natal e um ótimo 2013. Espero que seja um ano de boas comilanças, não é?

Beijos e abraços,


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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Bricklane: Um Festival de Cores e Sabores

Amigos e amigas,

quando fui à Maison du Chocolat de Londres, o gerente, Junior Barcelar, me disse: "ainda não foi à Brick Lane? Então ainda não conheceu Londres".

Pois é. Brick Lane é artesanato, camelô, arte, personalidades esquisitas, atividades multiculturais e... Muita comida!

Sim, comida de rua, vendida em "stalls", faz uma combinação de cores, sabores e aromas. Em uma andada de 34 passos é possível ver comida da Birmânia, Etiópia, Sri Lanka, Índia, Bélgica, China, Vietnam e muito mais.

Se você não se impressiona com comida de rua, vale conferir Brick Lane.

Seguem algumas poucas fotos de lá:










Beijos e abraços,


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sábado, 15 de setembro de 2012

Um pub elegante: Dean Street Townhouse

Amigos e amigas,

Em todos os planejamentos de viagens, um dos maiores atalhos que existem são as dicas. Todas as dicas são bem-vindas. As vezes não há tempo para serem processadas, algumas outras vezes são um achado e as boas são sempre bem aproveitadas. Mas, em meu modo de pensar, quando recebo uma dica e mesmo que não a siga, ela tem importância na construção da referência do lugar.


Desse modo, recebi uma dica de um bom pub londrino de uma amiga, Aline, que reside na terra da rainha há algum tempo. Questionada sobre pubs, ela, de bate pronto, indicou o Dean Street Townhouse.

Bem, antes de mais nada, vale dizer que o conceito de pub londrino é bem próximo dos botecos cariocas. As  pessoas se reúnem nos pubs para comer, encontrar os amigos e principalmente beber. Alguns têm uma boa aparência, mas a maioria tem cara de pé sujo.

No entanto, a dica da Aline estava mais para um "fancy" pub, ou mesmo um restaurante. Pessoas elegantes, hostess simpática e ambiente chique compõem o cenário do Dean Street Townhouse - que, além de pub/restaurante, é também um hotel. (Se eu estiver cometendo algum equívoco, londrinos, por favor, me corrijam!)


Esperamos no bar uns 10 minutinhos até que fossemos encaminhados até a nossa mesa.


Fomos atendidos por um garçom português, muito simpático, que nos ofereceu uma tábua de frios que sintonizou com a cerveja que eu bebia e o espumante da Carol.

Depois de petiscar e bebericar, pedimos os pratos principais: Carol escolheu peixe - truta do mar, aipo e alga - e, à parte, mashed potatos. E eu, um ensopado de coelho (rabbit stew) com urtigas, bacon, favas e diversos temperos.





Ambos os pratos estavam bons. Nada especial, apenas bons.

Fechamos com uma sobremesa de morangos com suspiros, que a Carol adorou. Digo isso, porque ela é quem sempre dá a nota final para qualquer sobremesa que comemos! rs


Mas, o que valeu mesmo, na minha opinião, foi o clima do pub, a diversidade de drinks e bebidas e a tábua de frios.

Tenho reparado que há dois tipos de turistas "caricaturas" brasileiros: um que ao perceber que tem outro brasileiro na área faz questão de gritar frases do tipo "Ô BRASIL BOM SÔ!"; ou simplesmente "BRASIL"; ou adivinhar a sua naturalidade: "É PAULISTA?".

Tem um outro típico turista brasileiro "caricatura" que é o inverso do destacado acima. Aquele que, quando percebe que há outro brasileiro na área, fica instantaneamente mudo, quase não respira para não chamar atenção; como se o conterrâneo fosse kriptonita e, em contato, tivesse o poder de destruí-lo.

Curiosamente, não vi nenhum turista brasileiro circulando na área - coisa rara.

Assim, se você deseja conhecer um pub chique, descolado e com uma comida boa, seu lugar é aqui.

Agora, se você é uma pessoa interessada em realizar um estudo antropológico dos turistas "caricaturas" brasileiros, infelizmente...

Sem dúvida, o Dean Street Townhouse é um dos locais que eu gostaria de voltar. Mesmo eu sendo um pouquinho de ambas as caricaturas, rs.

Beijos e abraços,


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domingo, 2 de setembro de 2012

Qual é o chá da rainha?

Amigos e amigas,

uma das coisas que a Carol planejou fazer em Londres em nosso curto período de tempo era ir a um típico chá inglês. Ela pesquisou bastante, principalmente no blog da Dri Everywhere, onde há uma grande variedade de casas de chá.

A Carol acabou escolhendo - não sei por que cargas d'água - o chá do Savoy e reservou com antecedência. Acabamos agendendo para ir no dia das mães (data brasileira), em maio.

O Savoy é um hotel clássico, sem comparações com nenhum hotel aqui no RJ. Pela localização dele, em frente ao rio Tâmisa, e pela grandiosidade e o estilo neoclássico, pode-se fazer um paralelo com o Copacabana Palace. No entanto, fica por aí a comparação...

O salão de chá estava bem cheio e as pessoas, super bem vestidas: pela minha rápida observação, apenas dois senhores não estavam com gravata e apenas um não trajava blazer. Já deu para perceber que é um lugar elegante, né?

Fomos muito bem recepcionados e direcionados para a nossa mesa - ops, para o nosso sofá -, onde em seguida nos ofereceram uma carta de chá. Dentre as opções, havia o chá preferido da rainha. Quis experimentá-lo, mas o nosso atendente nos informou que era o chá preferido pela rainha em 1960. Provavelmente, segundo ele, ela não deveria gostar mais deste sabor há décadas...

Acabei escolhendo um chá que é delicioso na primeira xícara, mas um pouco enjoativo na sequência: vanila. A Carol quis ficar no tradicional Earl Grey tea.

 Destaque para a elegância da louça da casa.

Primeiro veio uma sequência de salgados: finger sandwichs (pasta de ovo, de pickles, de frango e de salmão) e scones, que são tipo brioches simples, acompanhados de clotted cream, manteiga e geléia.

A reposição dos sanduíches e do chá era interminável.

Após o primeiro round de salgados (que podem ser repetidos), "fomos" para a pâtisserie. Diversos doces e sabores nos foram oferecidos: macarrons, tarteletes, foret noire, etc. E os sabores passearam pelo café, chocolate, morango, maracujá etc. Cada doce com o seu devido sabor e interesse.

Quando não esperávamos mais nada, nos apareceu mais chá e um bolo.

Tudo isso em salão amplo, onde no centro ouvia-se notas de um piano serem tocadas. Todo o salão iluminado por uma grande clarabóia.

A experiência é interessante e acho que vale conhecer! Só fiquei com uma curiosidade: qual chá é o preferido da rainha?

Beijos e abraços,


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sábado, 25 de agosto de 2012

O italiano Jamie Oliver

Amigos e amigas,

o Jamie Oliver é um cara de sorte. Dificilmente você encontra uma pessoa que não goste do programa dele. Okay, imagino que os verdadeiros chefs não devam gostar. Já vi o Gordon Ramsay o menosprezando pelo menos em dois programas.

Mas, para nós, nobres mortais que apreciamos os bons ingredientes, a boa comida e principalmente um rápido preparo em casa o Jamie Oliver é rei. Ele tem uma cara de nerd e uma simpatia de vendedor que encanta com facilidade.

Alguns amigos meus que haviam acabado de voltar de Londres me disseram que tinham ido ao restaurante dele, o Jamie's Italian, e que haviam gostado. Engraçado é que nenhum deles passou uma grande emoção.

Lembro da série do Jamie Oliver na Itália. Ele mesmo alegou que os pratos dele não estavam fazendo sucesso entre os italianos. De repente, pensava eu, ele de fato não aprendeu o espírito italiano...

Bom, fomos lá, mesmo sem reserva, aguardamos um pouco e... adoramos.

O restaurante é localizado no Convent Garden, na Martin Lane Street,  a comida é simples - naturalmente, italiana -, mas realmente gostosa. O restaurante é decorado de modo jovial e o atendimento é descontraído.

Ficamos no bar aguardando a nossa mesa um pouco. Aproveitei para beber uma cerveja italiana Moretti, que gostei muito. Foi a minha salvação. Digo isso porque não gosto muito das cervejas inglesas.

Comemos de entrada umas lulas crispies deliciosas. Infelizmente, a porção servida não era generosa.

Em seguida, comi um risoto de trufas delicioso.



Carol pediu um trio de canneloni: um recheado de berinjela com tomate seco; um de abóbora e um último de ricota com espinafre. Ela também adorou.


Para finalizar, pedimos torta de amêndoas com calda de morango.

Bom, gostamos muito. Mas, de novo: se você quer um restaurante italiano mais formal ou um italiano de alta gastronomia, certamente não é aqui.

Mas para uma comida simples, gostosa, em um ambiente agradável, não há o que reclamar. Tanto que resolvemos voltar em um outro dia. Mas isso é uma outra boa história... :)


Beijos e abraços,


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sábado, 18 de agosto de 2012

Pizza Express

Amigos e amigas,

eu adoro pizza. Aliás, pizza é fácil de gostar, né?

Em Londres, há uma cadeia de pizzaria que possui filial em todas as esquinas chamada Pizza Express.

Entramos meio desconfiados na loja da Wardour Street. Estava super cheio, pois era umas 17h, e muita gente fazia um happy hour nessa pizzaria. Primeira coisa que fiz foi pedir uma cerveja italiana chamada Peroni - nada especial, mas muito melhor do que os chopps servidos nos pubs ingleses.


Fomos duas vezes na Pizza Express. Na primeira vez que fui a casa, pedi uma pizza Legera de Pesto. A foto abaixo fala tudo.... Uma delícia.




Na segunda vez, fomos em uma das filiais localizada na Dean street. Dessa vez pedi a calabrese, que era bem picante e vinha com rúcula. Pode ser vista na foto abaixo.

Vale relatar que chegamos tarde nessa segunda vez a casa, mas fomos aceitos. No subsolo dessa Pizza Express, havia uma casa de Jazz e, por incrível que pareça, havia justamente no dia em que fomos uma apresentação do cantor brasileiro Jorge Vercillo. Eu detesto todas as suas canções/interpretações. Mas como o isolamento acústico era bem feito, não ouvíamos nada.

O curioso é que, enquanto comíamos, ele e toda a produção saíam do subsolo e tentavam sentar para comer uma pizza pós-show. No entanto, foi dito a eles que a casa já estava fechada e eles não poderiam comer. Ou seja, a própria casa em que o Jorge Vercillo havia se apresentado se negava a oferecer uma pizza aos músicos/produtores que haviam tocado lá, simplesmente porque já passava das 23:30h.

Eu achei ótimo. rs...

Já os produtores não gostaram muito por não terem sido tratados de forma adequada. Saíram chateados.


A casa é simples, nada chique, mas a pizza é bem gostosa e conforta. E o preço é bem amigo!

Poderia haver algumas casas semelhantes aqui no Rio.

Beijos e abraços,


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domingo, 12 de agosto de 2012

Mennula

Amigos e amigas,

quando estava me preparando para ir a Londres, assisti a um programa do Gordon Ramsay que se chamava "a batalha dos restaurantes". Um dos restaurantes que participava era o Mennula, que acabou perdendo nas eliminatórias. No entando, tive uma vontade grande de conhecê-lo, já que o próprio Gordon alegava que o restaurante era excelente.

O Mennula é um restaurante italiano, com uma culinária baseada nas tradições da gastronomia da Sicília. Localizado perto da Oxford Street e da estação do metrô "Tottenhan Court Rd", o Mennula fica em uma rua bem charmosa onde há diversos outros restaurantes: a Charlotte Street.

Este restaurante é bem pequeno. Como todos os restaurantes em Londres, é bom reservar. No entanto, se não reservar é possível que você consiga arrumar uma mesa. Bom, pelo menos no dia em que fomos,  o restaurante estava acessível mesmo sem reservas.

Garoava quando chegamos. Chegamos com os nossos guarda-chuvas e fomos recebidos pelo extremamente simpático maître - aliás, ele era um dos personagens do programa do Gordon Ramsay.

Extremamente simpático, o maître nos explicou o cardápio e fizemos as nossas escolhas.

Pedimos de entrada uma burrata deliciosa.

Em seguida, eu pedi uma costeleta de cordeiro com pistache, aspargos em um leito de rúcula e batatinhas.



Carol pediu um penne à carbonara. A diferença é que a casa, ao invés de oferecer a receita clássica com bacon, o substitui por bochechas de porco.

Ambos os pratos estavam sensacionais.



Pra finalizar, dividimos um bolinho feito à base de uma massa de amêndoas, com uma calda de chocolate branco e mel, e um sorvete de baunilha. Sensacional.

O restaurante não tem o mesmo sucesso dos restaurantes do Jamie Oliver, nem é badalado. No entanto, a comida é bem gostosa e, o mais importante, é bem agradável.

Passando por Londres, é uma ótima opcão.

Beijos e abraços,

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

La Maison du Chocolat em... London?

Amigos e amigas,

na minha rápida passagem em Londres, visitando a super chic Harrods, me deparei com uma área gastronômica de tirar o fôlego. De embutidos a queijos, de bares a oyester bar. Fiquei totalmente enlouquecido!

Como ela já estava fechando, eu não pude aproveitar adequadamente aquele olimpo.

No entanto, ao passar na frente da La Maison du Chocolat, não resistimos e paramos para comprar algumas trufas. Sim, algumas das melhores trufas de chocolate que já comi.

Sou totalmente apaixonado pela casa, que conheci em 1991, quando fui a NYC pela primeira vez. Mas o meu amor por ela se firmou somente em 2005 quando fiquei cerca de um mês em Paris. Nessa época, íamos, eu e Carol, semanalmente a uma La Maison du Chocolat comprar um pacote de trufas, provar alguma ganaché ou praliné que ainda não conhecíamos ou mesmo comer uma éclair au chocolat.

Bom, quando percebi que não havia trufas puras, mas apenas a caixa que misturava quatro sabores (laranja, framboesa, ganaché puro e caramelo), fiquei muito triste. Eu sou fã das trufas de ganaché de chocolate puro.

No entanto, o gerente da loja, percebendo que nós estávamos desconfiados, nos fez questão de dizer que todas eram excelentes. Bem, não demorou nem 15 segundos para detectar que éramos brasileiros.  Como o gerente era da Bahia, Júnior Barcelar, começou a nos dar uma aula sobre a filosofia da La Maison du Chocolat e nos dar um passeio degustativo sobre os diferentes fornecedores de cacau que a La Maison du Chocolat utiliza em seu chocolates.

Provamos do chocolate mais simples ao mais puro. Do chocolate com maior nível de manteiga de cacau da casa ao que possuía uma maior quantidade de massa de cacau.

A aula ainda teve tempo de voar até o Brasil e discutir sobre a questão da vassoura de bruxa, sobre a atual técnica de produzir o cacau e, inclusive, ele me afirmou que a La Maison du Chocolat possui um produtor de cacau brasileiro. No entanto, ele me ratificou que o processo de seleção da produção é tão rigorosa que eles, além de visitar constantemente o seus produtores, não se apropriam de toda a produção - apenas os cacaus selecionados do seu produtor (também selecionado) é que viram chocolate com a chancela La Maison du Chocolat.

Só sei que o La Maison du Chocolat é, na minha opinião, o melhor chocolate de todos!

Fica dica: indo a Londres, não deixe de ir na La Maison du Chocolat da Harrod`s. Procure o simpático gerente Júnior Barcelar e, principalmente, não deixe de provar os chocolates da casa.


Ah... Acabei levando a caixa de trufas mistas, bem como uma caixa mista de ganachés e pralinés, com a seleção dos melhores da casa - fantásticas!

Beijos e abraços,

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

The Waterway

Amigos e amigas,

você que tá curtindo esse clima de olimpíadas em Londres e começa a pensar em ir pra lá, recomendo muito que vá almoçar ou tente ir ao happy hour do The Waterway.

O The Waterway fica localizado no canal do bairro/região conhecido como Little Venice. Mas, na verdade, o nome do bairro propriamente é Maida Vale. E a referência para localizar é a estação de metrô "Warwick Avenue". O bairro é super agradável e as casas nos arredores são bem requintadas. Se estiver fazendo um tempo bom, só o passeio na região já vale.

Esse restaurante pertence a um grupo de restaurates (First Restaurant) e tem como frequentadora a célebre Siena Miller - parece que ela mora na região. Tivemos ele como referência no blog da londrina Dri Everywhere.

Como íamos conhecer a região, o adicionamos como parada pro almoço. Importante: tem que estar fazendo um bom tempo, pois, caso contrário, esse passeio pode não ser tão legal!

Bom, sentamos e pedimos de entrada umas lulas grelhadas que, preciso dizer, foi sensacional. Vêm acompanhadas de molho balsâmico e salada.


Junto com as lulas, provamos o salmão defumado com uma salada de funcho e laranja.
Só a entrada de lulas já valeu a ida ao restaurante!

Como prato principal, eu fui no steak de atum, que veio acompanhado de salada de funcho, manjericão, tomate cereja, salsinha e temperos.


A Carol preferiu um sanduíche com filet de frango.
 As entradas, na minha opinião, estavam melhores do que os pratos principais.

Como sobremesa, dividimos uma "pecan tart" - uma tartalete de nozes pecan - que era acompanhada por um sorvete de caramelo. Bem gostosa.

O restaurante e o local era tão agradáveis que ficamos e acabamos pedindo mais do que era necessário. Mas valeu. Se for lá, depois me diga se não valeu!

Beijos e abraços.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

E por falar no Tom...

Amigos e amigas,

quando programei minha viagem para Londres, a Vanelle da Contemplar Turismo, que sempre me ajuda na formatação das minhas viagens, me disse: "tem um restaurante que você não pode deixar de conhecer em Londres! O nome dele é Tom's Kitchen.". Ela me falou que o motivo de ir a esse restaurante era duplo. Primeiro, em função de ele ser muito descontraído, frequentado principalmente por moradores do bairro e com uma comida excelente; e, segundo, por ser localizado em um bairro muito agradável, seria uma oportunidade de passear no residencial bairro do Chelsea.

Não tive dúvida. Aliás, depois dessa conversa com a Vanelle, comecei a desenhar o meu roteiro de modo que, em cada região que eu viesse a visitar, eu aproveitasse um restaurante da região - acho que é uma boa opção para quem gosta de conciliar gastronomia com aventura. Por favor, produtores de canais pagos, essa ideia já está patenteada! :)

Uma recomendação que recebi da Vanelle foi de que eu deveria agendar o quanto antes, pois sem reserva a espera poderia ser infernal. É impressionante a quantidade de restaurantes que existe em Londres, mas, mesmo assim, é impossível sentar em uma mesa sem reserva.  Reservei o Tom´s Kitchen com pelo menos 2 meses de antecedência. Este e a maioria dos restaurantes que eu fui.

O Tom's Kitchen é o segundo restaurante do chef Tom Aikens. Embora, não muito conhecido no Brasil, ele é um dos top chefs, ou melhor iron chefs, ingleses. O seu restaurante principal, o Tom Aikens Restaurant figura entre os melhores da Inglaterra.

Chegamos no horário marcado, 12:15 h, com uma pontualidade britânica, é lógico. A maioria dos comensais que lotavam a casa optavam pelo cardápio do café da manhã, já que era domingo.

Totalmente ainda desalinhado com o fuso horário, fiquei na dúvida do que pedir. Resolvi experimentar o steak tartare da casa, que foi servido com algumas torradas e rúcula. Bem temperado e acompanhando uma gema de cor bem escura, o steak tartare estava excelente.

A Carol, por sua vez, foi em um prato mais tradicional - o macaroni cheese. Provei e estava gostoso.
Com um ambiente bem agradável, dá para sentir a energia local e dá vontade de ficar curtindo o restaurante, mesmo depois de acabar a sua refeição. A decoração é bem moderna, combinando madeira clara com branco e metais, tendo ainda uma clarabóia no meio do restaurante.
 Finalizamos o almoço com uma torta de chocolate ao leite - consistia em uma massa podre sob um creme de chocolate que lembrava um pouco o nosso brigadeirão, mas não muito doce.
 Após o almoço, realizamos o que havíamos planejado há quase dois meses de antecedência: um passeio pelo agradável bairro do Chelsea!

Beijos e abraços,

ps. Hoje eu recebi um 'email' de publicidade dos restaurantes do Tom Aikens dizendo que ele iria carregar a tocha olímpica pelo bairro do Chelsea, no dia 26/07, um dia antes da abertura oficial. Pelo visto ele é uma referência na região.

:)

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terça-feira, 17 de julho de 2012

Bar Boulud

Amigos e amigas,

em maio, fui a Londres. Depois de muita discussão onde íamos ficar, acabamos optando por um hotel mais centralizado. No entanto, discussão maior foi escolher os restaurantes que iríamos.


Como abre alas, escolhemos um restaurante-franquia famoso de NYC que é de propriedade de um francês, o Daniel Boulud: Bar Boulud. O Daniel Boulud esteve recentemente no RJ fazendo um almoço super concorrido em parceria com o onipresente Troisgros. Não posso falar nada, pois não fui convidado...rs.

Localizado no bairro de Knightsbridge, dentro do hotel Mandarin Oriental - uma referência em estilo, design e qualidade na atividade de hotelaria -, o Bar Boulud é bonito, divertido e, sem dúvida, gostoso. A região é uma das mais sofisticadas. Em cima da loja dos humildes carros da McLaren, há o prédio cujos apartamentos são considerados um dos mais caros do mundo, o One Hyde Park.

Além do condomínio One Hyde Park, do próprio Hyde Park - que é "a praia" cool de Londres (é isso mesmo, londrinos?) -, há ainda a loja de departamento super chic, Harrods, e também a Harvey Nichols... além das lojas espalhas pela Sloane street.

O Bar Boulud nos foi indicado pelo blog super versátil da Dri Everywhere.

Bom, o Bar Boulud não é um bar, e sim um restaurante. Tem uma decoração chic, uma clientela bem jovem, porém elegante. Elegância na Inglaterra é redundante. O curioso é que há muitos garçons e maîtres franceses... Na verdade, não é tão estranho assim já que Londres está a menos de 2 horas de Paris. Mas o interessante é que, ao conversar com o maître francês, ele me disse que trabalhava no Daniel de NYC e acabou sendo transferido para o novo desafio da cadeia. Imaginei que tal transferência tenha sido um prêmio, né?

A comida é sensacional!

De entrada, pedimos escargots na manteiga com alho e salsa. Simplesmente fantástico.

Muitos pedem os hambúrgueres. Aliás, a Dri Everywhere citava o hambúrguer em seu post. Não tivemos dúvida. Pedimos dois hambúrgueres em seguida. O meu com pão salpicado com pimenta do reino, queijo morbier, mostarda dijon, bacon e rúcula. Acompanhando essa delícia, pedi um potinho de fricassé de funghis.




Carol, por sua vez, pediu um hambúrguer mais simples, porém tão gostoso quanto: hambúrguer, queijo cheddar, alface e tomate, pão com gergelim e batata palito. As batatas estavam deliciosas, fantásticas.


De sobremesa, a Carol pediu um "traditional french cake", que consistia em bolinho acompanhado por um sorvete de baunilha e um coulis de cereja.

Eu pedi uma coisa mais... Mais... Mais gostosa: torta de limão siciliano, mousse de manjericão, folhas de manjericão e pingos de limão, adicionado de um coulis de frutas vermelhas e um sorvete de frutas vermelhas.

Ambos divino, mas a minha sobremesa estava muito melhor! :)

Infelizmente não houve fotos das sobremesas.

Se você é mais tradicional em relação a sobremesas, a da Carol provavelmente lhe agradaria mais.

Essa primeira impressão de Londres não podia ter sido melhor.
E ainda havia muitas jóias da rainha programadas para serem degustadas!


Beijos e abraços,

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Quem sou eu

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Olá, sou carioca e um grande apreciador de um bom prato. Com este intuito, tentarei escrever as minhas impressões sobre os restaurantes em que eu vier a comer - descrevendo qualidades e defeitos de cada um. Caso tenha o interesse de complementar as minhas opiniões, por favor, não deixe de contribuir. Restaurantes bons devem ser vangloriados, enquanto restaurantes ruins devem ser evitados. Não concorda? Então, vamos lá... Mãos ao garfo!