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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Garoa Paulistana

Amigos e amigas,

com ajuda do Papa, fugi do Rio de Janeiro em meio à semana da JMJ. Destino: SP.

Nessa minha rápida passada pela terra da garoa, posso dizer que nunca senti tanto frio. Mas, como ir a SP sempre nos proporciona atrativos gastronômicos, não pude deixar de aproveitar o passeio, que narro agora em pequenos tópicos.

Varanda Grill

Sem dúvida, essa é a churrascaria que eu mais gosto. Sempre acho um tempo para retornar a casa. E, como sempre, não desapontou: uma das melhores picanhas que já provei na minha vida. Acompanhou uma batata souflé e um arroz biro-biro - o maître, extremamente simpático, nos explicou que o biro biro paulista é equivalente ao arroz maluco carioca. Uma delícia. O Varanda Grill sempre ganha o melhor restaurante de carnes dos jurados da Vejinha SP.

Baccio di Latte

Saímos direto do restaurante para tomar um dos melhores sorvetes brasileiros (os donos insistem em dizer que não é sorvete, e sim gelato). Quem estiver em SP não pode deixar de provar os sabores oferecidos pelo Bacio di Latte. Figo, pistache e o próprio baccio di latte são os meus melhores.

Tentação no copo.

Delícias na vitrine.


Mercadinho Dalva e Dito

Bem próximo ao Baccio di Latte do Jardins, há o restaurante Dalva e Dito, que já comentei aqui. Não sou fã do restaurante, mas como tinha escutado que havia aberto um mercadinho lá, fui dar um confere. Não resisti e comprei, para fazer uma "merendinha noturna", um pão de calabresa. Adorei. Não é melhor que o pão da casa da Stravaganze, mas é muito bom.

Peixaria Bar e Venda

A noite fomos a um bar novo, localizado na Vila Madalena, que é uma peixaria (!?).

Bom, o serviço fluiu de ligeiramente arrogante ("se tiver mesa, tem lá do outro lado. Ma você tem que ir porque eu não sei") a bom. Tomamos umas boas caipirinhas e comemos bons pastéis de camarão.
Caipirinha de tangerina com pimenta e gengibre.

Com uma decoração lúdica, até porque é uma peixaria também, nos divertimos. Se você não tiver problemas com peixe, é possível que goste.

Subastor

Após sermos expulsos da Peixaria Bar e Venda, pois a casa fechou cedo, fomos ao Subastor (subsolo do bar Astor). O Astor tem filial aqui no RJ e a de SP, também localizada na Vila Madalena, é bem legal também.

Gin tônica: Hendricks com pepino.

O ambiente é meio jazzístico e é bom chegar cedo, pois forma uma grande fila na entrada. Bons drinks e boa comida, como usual. Destaque para a deliciosa combinação de gin hendricks com pepino: dá um sabor diferenciado.

Josephine

Após um belo passeio no Ibirapuera - sou fã do parque e, em especial, da praça do Porquinho - fomos ao restaurante Josephine da Vila Nova Conceição. O mix de bruschetas estavam gostosas e ponto.

Magret com risoto: não valeu!

Mas o meu prato decepcionou, assim como os pratos dos comensais que me acompanhavam. Serviço desleixado e clientes ligeiramente afetados fazem do lugar uma combinação perigosa. Com um cardápio enorme, o restaurante talvez seja mais adequado para lanches, ao invés de refeições propriamente.

Hamburgueria Nacional

Recentemente publiquei esse post sobre a Hamburgueria Nacional.

Como gostamos muito da nossa última experiência na casa, resolvemos fechar a viagem nos hambúrgueres da casa.

Vale comentar que eu nunca vi tanto carioca disfarçado de paulistano durante essa viagem.  Em uma grande mesa ao lado da nossa, um grupo se destacava com vestimentas, trejeitos e até com a forma clássica de falar do paulistano ("Então"). O que denunciou o grupo foi o sotaque, adicionado com um "volto amanhã pro Rio!" ao telefone.

Esse fenômeno é curioso e talvez mostre que, ao invés das antigas rixas, Rio de Janeiro e São Paulo estão se tornando cada vez mais cidades complementares, comungando de uma cultura cosmopolita própria. Ainda em formação, mas única e diferente de outros regionalismos brasileiros.
É... O serviço, dessa vez, atrapalhou.


Talvez seja por isso que tenhamos presenciado, na casa, um serviço tão ruim, que não se diferencia em nada do mal atendimento prestado por diversos restaurantes cariocas.


Apesar da batata frita e o milk shake estarem divinos, um hambúrguer 'ao ponto' veio quase 'bem passado' e outros dois, que foram pedidos também 'ao ponto', vieram totalmente 'mal passados' (nível steak tartare).
Regras são regras.


Ao solicitar para passar mais o hambúrguer que veio 'mal passado', a luta começou: "mas esse é o 'ao ponto' da casa". Após informar ao garçom, pela terceira vez, que queríamos que fosse levado o hambúrguer para a grelha novamente e torná-lo mais 'bem passado', o garçom se conformou. Levou, finalmente, para a grelha.

Não sem antes reafirmar, pela última vez: "ó...  Mas esse é o 'ao ponto' da casa".

Okay.

Já estávamos de volta ao Rio e não sabíamos.


Beijos e abraços,


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Varanda Grill
Rua General Mena Barreto, 793 - Jardim Paulista, SP
Tel.: (11) 3887-8870


Baccio di Latte
Rua Oscar Freire, 136 - Cerqueira César, SP
Tel.: (11) 3662-2573


Dalva e Dito
Rua Padre João Manoel, 1.115 - Cerqueira César, SP
Tel.: (11) 3068-4444


Pexaria Bar e Venda
Rua Inácio Pereira da Rocha, 112 - Vila Madalena, SP
Tel.: (11) 2589-3963


Subastor
Rua Delfina, 163 - Vila Madalena, SP
Tel.: (11) 3815-1364


Hambugueria Nacional
Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, 882 - Itaim Bibi, SP
Tel.: (11) 3073-0428.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Um outro molho no Centro do RJ

Amigos e amigas,

em tempo de JMJ, de caos total no Centro do RJ, decidi visitar o Demi-Glace da rua do México.

A última vez que tinha ido no Demi-Glace tinha sido na sua nova filial da rua do Lavradio. Lembro que o maître da casa veio me perguntar o que eu tinha achado. Relatei que na matriz as porções eram bem mais servidas. Depois disso nunca mais voltei. Nem na matriz e nem na filial.

Fui totalmente certo que seria bem servido, pois a matriz nunca havia me decepcionado. A minha dúvida era se os peregrinos da JMJ teriam ocupados todas as mesas antes de eu chegar.

Para a minha sorte, havia bastante lugares.

A comida estava divina: um couvert de se satisfazer sem ter e necessidade de pedir um prato. Além de boa cesta de pães, uma pastinha de azeitona e uma salada caprese, de entradinha, deliciosa.

Pedi, como sempre peço na casa, frango crocante com risoto de funghi. Vem ainda uma saladinha.


O frango crocante do Demi-Glace é empanado sobre uma base de mostarda - o que dá um gosto bem especial.

O risoto, super bem servido, tem bastante sabor. Não segue fielmente a nenhuma receita italiana, mas acredito que agrada a grande maioria dos comensais.

Foi um ótimo almoço e em meio a balbúrdia que tomou conta do RJ, em especial ao Centro, vivi um momento agradável em um oásis.

Beijos e abraços,

  
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Demi-Glace
Rua México, 168 - Centro, RJ
Tel.: (21) 2240-4255.

sábado, 15 de junho de 2013

Os Pacientes Cariocas


Amigos e amigas,

recentemente eu li duas reportagens aparentemente antagônicas:

1) A Fala da Comida

Carlos Alberto Dória realiza uma excelente entrevista com Daniel Redondo e Helena Rizzo (chefs e donos do Maní) , no caderno Ilustríssma da Folha de SP, na matéria intitulada A Fala da Comida

Na introdução, Carlos Alberto escreve que a "gastronomia ganha contornos de 'sistema' cultural análago ao da moda".

Verdade, principalmente se considerarmos o apelo do fenômeno gastronômico em todo o globo.

Anthony Bourdain confirma essa tese em seu último livro "Ao Ponto" (Medium Raw). Descreve que hoje há um reverenciamento aos chefs que jamais existiu. Como exemplo, ele afirma que hoje os adolescentes norte americanos conhecem o nome de todos os chefs famosos, e não sabem o nome de todos os integrantes da sua banda preferida.

Cozinhar deixou de ser um simples ato artesanal e, assim como na alta costura, "criou" uma legião de seguidores para determinado restaurante/chef.


2) Um Rio de Serviços Ruins

Com ar de denúncia ao povo carioca, Gilberto Scofield Jr relata no O Globo, em sua coluna semanal, Um Rio de Serviços Ruins; sobre as durezas de ser mal atendido no RJ.

Gilberto é muito feliz ao escrever o artigo e não restringe o problema a serviços em restaurantes.

Ele ainda destaca no início do texto que os "serviços no Rio são caríssimos e inexplicavelmente ordinários."

Depois de ler ambos os artigos, eu tive uma constatação empirica que me fez pensar sobre as duas reportagens.

3) Salitre, sábado - 08/06

Sábado passado fui ao Salitre - restaurante que se vangloria dos vinhos que oferece. Localizado na rua Barão da Torre, em Ipanema, possui uma bela varanda e é muito calmo.

Já fui algumas vezes lá antes, com algumas boas experiências.

Chegando lá, vimos que o cardápio havia mudado - não apenas os preços, mas diversos pratos novos haviam sido adicionados e outros excluídos.

Perguntando ao garçom que nos atendia sobre alguns pratos antigos, ele alegou que o novo chef havia reformulado todo o cardápio.

Como relatado na entrevista de Carlos Alberto Dória, falar, hoje em dia, em nome de uma entidade como o chef, é sinal mais do que natural: se o chef muda tudo, o cliente deve aceitar, pois a mente criadora do chef vale mais do que a vontade do cliente.

"Okay. Vamos ver se vale a pena." Pensei.

De entrada pedi um clássico da casa: bruschetta de presunto cru, brie, rúcula e mel. Outrora era muito boa e, inclusive, emoldura esse blog no topo (na época, eles a serviam com vinagre balsámico e alecrim).

Infelizmente, não veio com o capricho usual. Mas nada que valesse especificar. Apenas não veio com a emoção esperada.

Em sequência, pedimos os nossos pratos: fraldinha grelhada, para mim, com legumes ao provençal. Carol, a testemunha eterna do meu humor em (bons e maus) restaurantes, pediu o peixe do dia com soufflé de legumes.

Aliás vale a pena comentar sobre o peixe do dia: o primeiro garçom que apareceu informou que era badejo. Um segundo voltou e afirmou categoricamente que era dourado. Mas acabou ficando na dúvida por termos afirmado que o outro garçom nos havia dito que era badejo.

Voltou e retificou: tilápia. (Bom, ao menos não usou estrangeirismo em chamá-lo de San Pietro/Saint Pierre etc).

O restaurante estava vazio. Após sentarmos, apenas mais um casal chegou. Mas a espera foi bem longa. Inclusive para solicitar mais uma bebida - e, repito, o Salitre é um restaurante de vinhos, onde se espera um atendimento mais próximo para poder ser servido.

Mas a maior emoção é sempre guardada para o final: quando os pratos chegaram, a Carol logo alertou que havia pedido soufflé de legumes e não legumes ao provençal.

A resposta foi bem rápida: " Sra. esse é o soufflé da casa'.

Achando que o atendente havia confundido e servido o meu pedido à ela, mais uma vez alertou. E a resposta foi a mesma, mais enfática: "É assim o soufllé da casa!"

Como eu havia pedido legumes ao provençal, e o meu prato veio correto, provoquei o garçom: "Se o dela é soufflé, o meu é o quê?"

Resposta: "Legumes ao provençal!"

Então tá... Insisti: "Qual é a diferença entre os nossos pratos, por favor?"

O garçom resignado apelou para o 'Santo Padre' das instituições gastronômicas: "Irei verificar com o chef!"

Desaparceu o resto do almoço.

No final, quando terminávamos, ele apareceu com uma tigelinha, que continha alguns legumes boiando em um molho branco, gratinado, pedindo desculpas pelo engano.

4) Síntese

Após essa epopéia concluí que de fato muitos restauranteurs acreditam que são "Intocáveis", orientando e treinando mal os seus funcionários. Tem a certeza de que nenhum cliente irá questioná-los. E, muitos pensam: "alcancei o Olimpo!"

O pior é que, como Gilberto Scofield Jr relata, aqui no Rio nem é necessário a casa alcançar o "Olimpo", que o mau atendimento já vem de brinde.

Relendo as duas matérias citadas acima, cheguei à conclusão que as reportagens não são antagônicas no RJ: a moda atual na gastronomia eleva o ego de restauranteurs/chefs e estes não tem necessidade/vontade de oferecer um melhor treinamento para sua equipe. E os garçons, que sempre tiveram como padrão atender mal, não precisam modificar a sua maneira medieval de servir.

E a verdadeira conclusão que cheguei é que quem está fora do tom somos nós, clientes, que nunca contestamos o mau atendimento que recebemos. Nós, clientes, somos quem está errado.

Ou, devido a paciência que temos que dispor, deveríamos nos auto-intitular como "pacientes"?

Beijos e abraços,

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Salitre Vinhos
Rua Barão da Torre, 632 - Ipanema
Tel.: (21) 2540-5719.

domingo, 15 de maio de 2011

Adega do Pimenta

Amigos e amigas,

semana passada tive a oportunidade de ir ao Adega do Pimenta - casa conhecida dos locais de Santa Teresa. Pois é, a casa abriu uma filial na praça Tiradentes.

Um cardápio bem vasto de cervejas oferecido pela casa combina super bem com os pratos tradicionais da culinária alemã. Não sou conhecedor da culinária alemã e por isso mesmo achei uma excelente oportunidade.

De entrada nos foi servido uma variedade de salsichas como petisco, acompanhado de um molho que nos foi dito que era curry com cominho... Tenho as minhas dúvidas se era molho de curry. Me pareceu mais ketchup...Rs.


Bebemos uma cerveja Duvel com a nossa entrada - na minha opinião uma das melhores cervejas que se encontra nos supermercados. Pena que é tão cara.

Como comida principal pedimos, eu e o Motta, um joelho de porco (Eisben) defumado. Foi a minha primeira vez (essa a gente nunca esquece) diante de um joelho de porco. Verdade verdadeira é que eu achei um pouco pesado, mas preciso comer mais uma vez pra avaliar melhor. O joelho veio acompanhado por um repolho bem gostoso e uma batata rostie, que, embora gordurosa, estava ótima!


O Rafael, um dos comensais que nos acompoanhou na aventura, pediu um salsichão de vitela, acompanhado de uma salada de batata. Provei e, sinceramente, gostei mais que o prato que havia dividido com o Mottinha.

Mas o Adega do Pimenta é, sem dúvida, uma ótima opção no Centro do Rio para quem gosta de comida alemã e de cervejas importadas. Fica aqui o registro!

Beijos e abraços,


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Adega do Pimenta
Praça Tiradentes, 6 - Centro.
Tel.: (21) 2507-5293.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Juice Co

Amigos e amigas,

fui ontem pela primeira vez no restaurante Juice Co. É... Realmente lá é um restaurante e não uma lanchonete, como pensava. E realmente é muito bom.

É lógico que na casa há um grande destaque para os sucos - diversas combinações deliciosas - e também há diversos bons sanduíches, mas o cardápio possui muitos pratos interessantes.


Como fui na intenção de comer um sanduíche, dei apenas uma beliscada na entrada servida a minha acompanhante. E que entrada! Em um prato retangular nos foi servido duas porções de taratres, de salmão e de atum, cada um em uma extremidade. E entre estes dois tartares havia uma porção de guacamole para acompanhá-los sobre torradas crocantes. Ainda havia um potinho de molho teriaky para ajudar a temperar toda a combinação, que na minha opinião não havia necessidade de ser oferecido. Destaque para o tartare de salmão, extremamente bem temperado.

Após dar uma petiscada na entrada que nem me pertencia, saboriei um hamburger de picanha com queijo cheddar e bacon bem crocante (Juicy Juicy Burger). Pedi uma salada verde para acompanhar o sanduíche, muito bem temperada. Veio um molho, também sob escolha, de mostarda ligeiramente adocicada (honey mustard). O sanduíche estava excelente, a minha crítica é em relação a carne que estava um pouco dura - um erro de cocção de hamburguers, que é muito comum quando se usa pura carne bovina. O Juicy Juicy Hamburger, não estava tão juicy!

Repare na foto, a bíblia do comilão sendo estudada durante o meu lanche! ;-)

Este post não pode terminar sem comentar sobre os sucos: há diversas combinações lindas, bem bonitas e, principalmente, bem gostosas. Pedi uma combinação de morango, abacaxi e maçã (Delícia) e minha acompanhante um mistura de cenoura com laranja, mamão e banana. Todos o sucos valem uma visita a casa.

Uma ressalva: é caro. Pricipalmente, por se tratar de sanduíches e sucos. Mas se considerarmos os "Joe & Leos", os "B-52" ou mesmo os "Outbacks" o preço fica na mesma faixa. Outro motivo que ajuda a elevar o preço é que o restaurante é localizado no leblon, em uma casa de dois andares muito bem decorada - até mesmo sofisticada demais para uma "lanchonete". Mas como disse no ínício do post, quem disse que o Juice Co não é um restaurante?

Beijos e abraços


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Juice Co
Rua General San Martin, 889 - Leblon.
Tel.: (21) 2294-0048.

sábado, 14 de agosto de 2010

Brasserie Rosário

Amigos e amigas,

Após algumas aventuras gastronômicas fracassadas, tive uma boa experiência em um restaurante que não conhecia, do centro do Rio: o Brasserie Rosário. Localizado na rua do Rosário, próximo do Centro Cultural do Banco do Brasil.


Na verdade a Brasserie Rosário são muitos no mesmo ambiente: uma padaria, uma confeitaria, uma casa de chá e um restaurante. Restaurante com pé direito altíssimo, em cada andar, em que a escada conduz, há uma cozinha, independente, que produz doces, pães, etc. No último andar (mais ou menos no quinto andar) há a cozinha do restaurante propriamente.

O ambiente é bem interessante, sendo que a casa escolhida para abrigar o Brasserie é uma daquelas velhas casas do Centro totalmente reformada. Nos dois primeiros andares estão dispostas as mesas do restaurante. O garçom que nos recepcionou, de forma convidativa, providenciou uma mesa para o nosso grupo (de três pessoas) no terceiro andar - onde está localizada a cozinha da Patissérie do restuarante - já que, devido o restaurante estar cheio, foi totalmente improvisada.


O nosso decano, Mottinha, emocionado com tanta cortesia pediu uma entrada que consistia em patê Campagne, manteiga, diversos pães (de azeitona, de curry, etc), pasta de gorgonzola e presunto cru. Para acompanhar esta entrada Mottinha ainda pediu uma garrafa de vinho tinto - que na sua opinião é um vinho casual, nada especial - mas que todos gostaram muito: Morandé Pionera, Cabernet Sauvignon, diretamente do Chile.

"Henrique, não vai comentar no blog sobre esse vinho, pois ele não tem nada de especial". Tarde demais Mottinha... Como todos nós bebemos e ficamos satisfeitos, não há por que não comentar.


Verdade verdadeira é que se parássemos o almoço pela entrada já estava mais do que suficiente. Vieram muitos pães e tudo estava muito bom.

No entanto, como a gula é na maioria das vezes um dos pecados mais irresistíveis, pedimos um dos pratos sugerido pelo garçom: filet mignon ao molho bordelaise com batatinhas, shitakes e ervas. O diferencial deste filet mignon era o seu preparo através de um poeler - pelo que eu entendi, essa técnica primeiramente cozinha a carne no vapor e depois a frita sob a menor quantidade de líquido possível. O Resultado é uma carne extremamente macia.



Única ressalva que faço é que, em minha opinião, a carne foi servida em uma temperatura ligeiramente abaixo da ideal. Não valia pedir para acertar a temperatura, pois realmente era um pequeno detalhe. Mas tal detalhe talvez possa ser explicado pelo fato de que o restaurante possua duas cozinha - uma mais ou menos no 5º andar, onde são preparados os pratos; e outra no 1º andar, onde os chefs finalizam todos os pratos antes de ir para o salão. Nesse vai e vem, a nossa mesa ficava no 3º andar! Até acomodar tudo algum tempo vital pode ter se perdido de modo que a temperatura do prato tivesse saído do ponto correto.

No entanto, como disse, a temperatura da carne foi um pequeno detalhe... A experiência foi muito positiva e superou a expectativa. O difícil é sair de lá sem nenhum doce já que a vitrine da entrada é um convite ao pecado completo.

Fica a dica para quem gosta e/ou precisa almoçar no centro do Rio.

Beijos e abraços,

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Brasserie Rosário
Rua do Rosário, 34 - Centro
Tel.: (21) 2518-3033

sábado, 7 de agosto de 2010

Chega de Ruindade!

Amigos e amigas,

É isso mesmo: por que o Rio de Janeiro tem tanto restaurante com serviços tão ruim? Digo em um contexto geral, mas em particular destaco o atendimento de péssima qualidade...

O pior é que há lugares, como, por exemplo, o Bar Lagoa - na Lagoa Rodrigo de Freitas, que se tornaram ícones de mal atendimento. E pasme, a propaganda dos caras é essa mesma... E, dá certo: tá sempre cheio. Não tem um dia que eu não tenha ido lá, que eu não tenha visto algum ator famoso, artista, ou formador de opinião. O que eles tem em comum? São todos masoquistas: o Bar Lagoa não distingue tratamento a ninguém, todos são mal tratados.



A exemplo do Bar Lagoa, domingo passado fui ao Bar Veloso do Leblon tentar almoçar - tá certo que lá está mais para boteco do que para um restaurante. Mas era isso mesmo que eu queria comer: comida de boteco. O atendimento inicial fluiu entre o grosseiro ao displicente. Tão displicente que o pedido chegou totalmente errado - a picanha "ao ponto", veio bem passada (erro que tem que ser estudado pela NASA, pois o erro comum é pedir "ao ponto" e vir "cru"), a farofa de ovo veio com banana, o arroz veio com cabelo e a batata portuguesa não veio!

Depois de muitas discussões, e depois de um dos garçons ter retirado todo o pedido para refazê-lo, o segundo garçom chegou à mesa e vendo ela vazia perguntou: "agora, veio tudo certo, né?" O nada era o certo? Será que era uma mensagem do garçom para que não comessemos mais alí? Talvez...

Ao final, o garçom ainda cobrou os 10%, mas por algum problema de matemática ou outro qualquer, reparei que os 10% eram na verdade mais de 20%... E a gota d'água: "será que você poderia me pagar os 10% em dinheiro, por fora do cartão?" Acho que pela confusão, desgaste e stress eu não deveria ter pago nem a conta, quanto mais os 10% (que quase me saíram mais de 20%)!

No dia seguinte fui ao Valentina Café & Bistrô - no centro, ao lado do prédio onde trabalho. Cara, se vou no restaurante ao lado, quase geminado ao prédio em que eu trabalho, e o restaurante está vazio, pergunto: como posso demorar mais de 1 hora e meia, entre fazer o pedido e pagar a conta, acompanhado de apenas uma pessoa, que estava com pressa, assim como eu?

Mas a comida estava boa, ao menos? Não... Assim como o serviço, a comida estava ruim. No entanto, admito que o atendimento não veio acompanhado com os bônus "grosseria" e "má vontade"... Apenas da encarnção, por parte do atendente, do saudoso Peter Sellers e do personagem "Garçom Trapalhão", do Didi Mocó.

Outro dia eu vi uma enquete do Claude Troisgros em seu Twitter, onde ele perguntava o que era Alta Gastronomia... Sinceramente eu não sei responder a essa pergunta, mas sei o que é baixa gastronomia... E isso o Rio de Janeiro tem. De montão!

Após o post Cozinha Confidencial ou Maldita, resolvi ler o livro do Anthony Bourdain. Em um de seus capítulos ele fala mais ou menos o seguinte: se o dono/gerente do restaurante não tem cuidado com os garçons e com o atendimento prestado pela casa, imaginem como deve ser a cozinha em que se prepara a comida deste restaurante, local em que precisa ter muito mais pulso, comando e atitude.

Eu não sei... Acho que eu sou refém destes restaurantes, já que muitos restaurantes do Rio de Janeiro pecam pela má qualidade do seu atendimento. Acho que o negócio é tentar minimizar estes problemas rejeitando os mais bizarros... Mas tá cada vez mais difícil.

Sinceramente, espero que o Rio de Janeiro (leia-se nós, cariocas) pela sua conduta de ser um centro de vanguarda no lançamento de costumes, moda e comportamento deveria parar e reavaliar esse Statu Quo dos seus restaurantes... Abrir mão da sua vaidade e importar de São Paulo, Belo Horizonte, NYC ou qualquer outro centro cosmopolita a qualidade nos seus serviços prestados.

Lógico que se pagarmos caro para ir em um restaurante 3 estrelas no Rio, seremos bem atendidos. Mas o bom atendimento não deveria ser restringido a estes restaurantes, como não é em São Paulo. Talvez falte ao Rio a concorrência que há em São Paulo. Mas acredito que podemos ajudar criar essa condição favorável por aqui também.

A ordem deveria ser: consumidores evitem tais "barangas" - vamos nos indignar e deixar de ir nestes "Bar Lagoas" da vida; e proprietários/empresários da área alimentícia invistam em treinamento e primem pela qualidade de seu atendimento. Incessantemente!

Lembrem-se que as Olimpíadas estão aí e novas oportunidades aparecerão nesta área com a exposição da cidade a diversos investidores estrangeiros.

Peço, aos restaurantes ruins, com carinho, que desapareçam!

Beijos e abraços,

ps. Preferi não colocar endereço para que ninguém aparecesse equivocadamente nesses restaurantes... Nem fotos.


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domingo, 2 de agosto de 2009

Old Homestead Steak House

Amigos e amigas,

para provar que em NY tem de tudo, trago a vocês uma resenha sobre uma verdadeira churrascaria novaiorquina.

Saí do Brasil com grandes recomendações de ir a uma churrascaria muito famosa no Brooklyn, chamada Peter Luger Steak House. No entanto, em nosso primeiro dia em Manhattan, conhecemos um casal novaiorquino que nos recomendou ir ao Old Homestead. Eles até confirmaram que se come muito bem no Peter Luger, mas que a outra era menos turística e mais real Manhattan. Ponderei e achei melhor aceitar a sugestão do casal.


O Old Homestead fica localizado no Meatpacking District - bairro que fora no passado reduto de vários açougues e abatedouros, mas que, hoje, é um dos bairros mais in de Manhattan. Tudo está acontecendo atualmente no Meatpacking District: os grandes costureiros, os grandes restaurantes, as grandes noitadas. O povo mais cool tem vindo morar aqui também. E, recentemente, acabou de inaugurar o parque que tem tudo pra virar a sensação desse verão: o High Line Park.


O parque que foi inaugurado sobre os trilhos elevados de um trem de carga desativado, que cortava Manhattan. Para saber mais sobre o High Line Park, veja esse blog: http://abrindoobico.com/2009/06/09/yes-nos-temos-minhocao/.

O Old Homestead fez muito sucesso na década de 50 entre os mafiosos de NY.


Não é à toa que há espelhos por todos lados. Assim, nenhum gangster era surpreendido pelas costas. Verdade, verdadeira, é que o restaurante possui um ar masculino, embora houvesse diversas mulheres no recinto - para se ter uma idéia, atrás da nossa mesa, havia uma mesa com mais ou menos 16 senhores, com mais de 60 anos, confraternizando.

As carnes lá são sensacionais. Inclusive, é apenas no Old Homestead que se encontra em NY o beef de Kobe legítimo. Para quem não sabe, o beef de Kobe é uma das carnes mais apreciadas e mais caras do mundo. Kobe é uma cidade no Japão, onde começaram a criar um boi negro e feio, chamado Wagyu, em espaços mínimos, com direito a massagem, iogurte, cerveja etc. O resultado é uma carne super saborosa e macia. Se em NY é possível encontrar tudo que é tipo de luxo, não poderíamos deixar de encontrar o "dimante negro" das carnes bovinas. O problema é o preço: um simples bife no Old Homestead custa US$ 195.00, sem tax e sem tip.

Pedimos de entrada um pão do chefe, que vinha acompanhado de queijo fondue. Super bom. Como prato principal, dividimos o Porterhouse - um T-Bone Steak enorme - e, como acompanhamento, uma panelinha de cogumelo e outra de batata assada.


Dizer que tudo estava gostoso é óbvio. Agora, o que me sinto na obrigação de dizer é que a carne lá possuía à disposição do cliente 5 níveis de ponto: do hiper mal passado ao super bem passado. Pedimos a nossa carne bem passada (embora prefira a carne mal passada). E, realmente, a casa nos enviou o Porterhaouse bem passado. Não era para ser supreendente, mas é impressionante a quantidade de restaurantes que confundem ou não sabem o que é bem passado.


Ah, e a carne estava estupenda: extremamente macia, mesmo bem passada, e sobretudo saborosa.

Para nos acompanhar nessa missão, escolhemos um vinho do Rhône, mais especificamente um Chateauneuf-de-Pape. O vinho escolhido foi produzido pela casa Château La Nerthe, tradicional produtor da região de Chateauneuf-de-Pape, safra 2005, de uma assemblage que contava basicamente com uvas Mourvèdre, Cinsault, Grenache noir e Syrah. Vinho elegante, que dúvido que exista alguma mulher no mundo que não venha gostar dele!


Talvez o bom de NY seja a possibilade de poder beber vinhos, até mesmo em restaurantes, a preços mais justos. Ao consultarmos uma loja no centro do Rio, que se diz especializada em vinhos, o sommelier da casa disse que realmente tinha o "Chateuneuf-de-Pape", como se ele fosse de um produtor, mas o que surpreende é o preço: é impossível achar um vinho dessa subregião do Rhône por menos de R$ 50,00 por aqui. É assim preferível beber por R$ 15,00 o meu bom e velho Oreades feito à base de uvas Tempranillo...

Uma situação curiosa que vivemos lá foi que, nessa mesa onde havia quase vinte homens fazendo aquele encontro do clube do bolinha, em determinado momento da noite, começaram a fazer piadas sobre estrangeiros e talvez sobre mulher - não chegamos a compreender bem, até porque não estávamos prestando tanta atenção neles. Contudo, alguém da mesa deles percebeu que poderia ter nos ofendido com as brincadeiras e pediu para que o garçom viesse nos dizer que o vinho ficaria por conta deles.

Evidentemente, não aceitamos, agradecemos e dissemos que estava tudo bem, que não haviam nos perturbado - quando um deles falou que pedia desculpas pelo jeito, pela bagunça, pelo barulho, enfim, dissemos que não havia problemas... realmente, não nos incomodaram, foi até divertido presenciar essa confraternização, que, por sinal, não difere muito de nenhuma outra em qualquer parte do mundo ocidental...

Para a sobremesa, escolhemos uma torta de chocolate, estilo "old fashion"... era a nossa possibilidade de provar uma torta que tinha tudo a ver com aquele ambiente à la "O poderoso chefão". A torta era gigantesca (com quase 10 cm de altura, sem exagero) e feita de um chocolate amargo bem forte. Bem gostosa, mas até a maior apreciadora de doces não conseguiu finalizar a missão.



Enfim, o Old Homestead, com a sua vaquinha na entrada, é um senhor restaurante.

ps. Novidade: o Viver Para Comer está há uma semana no Twitter. A cada novidade, o Viver Para Comer no Twitter informará, com o maior velocidade, onde o blog está investindo. Procurem Viver Para Comer no Twitter!


56 9th Avenue, Manhattan, New York - Tel.: (1) 212.242.9040

domingo, 26 de julho de 2009

Eleven Madison Park

Por Carolina

Queridos,

esse restaurante - que tem o mesmo nome de seu endereço, ou seja, na Madison Avenue, em frente ao belo Madison Square Park - é maravilhoso!!!



Indicado por uma novaiorquina, quando conversávamos sobre pato, a qual nos recomendou enormemente que provássemos o pato do Eleven Madison Park. Segundo ela, apesar de "pricy", valia muito a pena... bem, lá fomos nós!

Entrada elegante e serviço impecável! Começamos com um brinde de espumante e duas entradinhas oferecidas pela casa: primeiramente, uma bolinha de queijo deliciosa e, depois, uns canapés de sabores diversos - lembro que tinha um de foie gras bem gostoso.

O esquema de lá é o menu fixo, no qual você escolhe a entrada - eu optei pelo gnocchi com alcachofras, azeitonas e bacon; ele ficou com o foie gras (para o qual a sommelier simpaticíssima sugeriu um vinho especial, meio doce, que o acompanhava bem).


Como prato principal, não poderíamos deixar de optar pelo "Duck" (prato esse que deve ser escolhido pelos dois, pois a porção é grande). Delicioso, o pato chega à mesa inteiro e o garçon corta na nossa frente... vai colocando no prato de forma cuidadosa, adicionando posteriormente um molhinho divino, feito de lavanda e pimenta - complicado de imaginar, só provando!

Num pratinho à parte, vem tipo um terrine de pato com uma mousse não sei de que, mas bem gostosa!


Como sobremesa, as duas pedidas eram obras de arte! A minha foi uma sinfonia de chocolate - uma torta com sorvete (ambos de chocolate), decorada com uns douradinhos que lembravam ouro... rs




Para finalizar, o prato de petit four era de macarrons... hum, so yummy!

Sugiro fortemente o Eleven Madison Park! O visual de frente pro parque é lindo! Fomos à noite, mas de dia também deve ser magnífico - os janelões dão uma amplitude no ambiente, já amplo pelo pé direito alto...

Bon appétit!


11 Madison Avenue, Manhattan, New York - Tel.: (1) 212.889.0905

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Don Pascual

Amigos e amigas,

há mais ou menos 2 meses, estive de volta no restaurante Don Pascual, localizado em Vargem Grande. Restaurante de localização difícil de se encontrar, confesso, mas que me causou uma excelente impressão quando fomos pela primeira vez, um ano atrás. Difícil localização, pois é necessário se guiar por dentro de uma rua não asfaltada, apertada e sem placas para chegar ao destino final. Recomendo aos aventureiros que vejam no googlemaps ou liguem para o restaurante antes de iniciarem a sua jornada.



O restaurante em si faz parte de uma pousada pertencente a um uruguaio (se eu não me engano), que resolveu se radicar há alguns anos atrás nestas terras. Imagino que na época não deveria existir nada em Vargem Grande. A casa onde fica o restaurante é bem agradável, bastante arejada, com lareira em uma sala, forno à lenha na parte interna e móveis rústicos compondo o inventário da casa.


Comentei sobre este restaurante para mais um casal de amigos e estes toparam a aventura de conhecê-lo num domingo perdido do passado.

Naturalmente, eles acreditaram que o restaurante era muito bom, em função dos nossos relatos de quando havíamos conhecido o recinto.

Nessa nossa nova visita, tivemos algumas surpresas negativas. A primeira é que o atendimento pelos garçons estava lento, um pouco confuso e com os pedidos demorando para serem atendidos. Como estávamos relaxados, a demora não nos afetou. Mas foi possível ouvir uma mesa ao lado perder a paciência, ao dizer que não queriam mais esperar e que iriam embora.




Um dos garçons nos disse que a procura no domingo é muito baixa e por isso eles trabalhavam com uma equipe reduzida. Entretanto, naquele domingo em especial, alguém havia marcado um almoço de aniversário e, assim, surpreendido a equipe do restaurante com a quantidade de convidados presentes. Convidados famosos, pois entre os comensais estavam presentes o saxofonista do Kid Abelha e outros menos conhecidos.

Mas, e eu com isso? Bom, o nosso Cogumelo Portobelo, que pedimos na entrada, veio depois de alguma espera chamuscado e duro - o que me pareceu que o forno à lenha estava quente demais para que o assasse lentamente.

Em função da fome e também do receio que viesse a demorar mais, acredito que ninguém teve motivação muito forte para reclamar.

Como prato principal, pedimos uma Picanha do Pascual, um Risoto de mix cogumelos e um atum na crosta de gergilim.



Posso falar com mais propriedade do risoto de Mix de cogumelos, que foi o prato que pedi. O risoto contém em sua receita rúcula e gorgonzola. O seu aspecto era apetitoso e a porção servida, bem generosa. Na primeira garfada, ele estava muito gostoso, e todos que o provaram acharam uma delícia. No entanto, como ele estava muito carregado, tanto de gorgonzola, quanto de rúcula, a sua degustação, ao final, estava pesada e até enjoativa! Acredito que se exagerou principalmente no gorgonzola, que, por ter um gosto forte, comprometeu todo o prato.

A Picanha do Pascual, que vem acompanhada de arroz de funghi, rúcula crocante e farofa de bacon, me pareceu o prato mais simples e também o mais gostoso. O atum na crosta de gergelim estava com uma aparência bem gostosa, mas como não provei e também não ouvi comentários, não posso avaliá-lo. Abaixo há uma foto da picanha.



De sobremesa foi pedido um Brownie com sorvete de creme. Infelizmente, a casa alegou que não havia sorvete de creme e serviu o brownie com sorvete de café. Prefiro, sinceramente, o brownie acompanhado com o sovete de creme.

Aliás, acho que um restaurante que oferece alguma sobremesa com sorvete de acompanhamento não pode deixar faltar nenhum sabor. Até porque basta apenas ter um controle do inventário dos produtos necessários para o funcionamento de uma casa comercial. O famoso "tem, mas acabou" é imperdoável e uma "pegadinha" para os clientes que precisam se contentar com uma troca, na maioria das vezes bizarra para o seu gosto.


Espero que todas essas desventuras tenham sido apenas uma pane momentânea de um domingo... Até porque lembro que em nossa primeira visita, também em um domingo, só que à noite, a comida e o atendimento estavam bem melhores.

De qualquer forma, fica a dica para um almoço em um restaurante totalmente fora das rotas tradicionais da gastronomia.

Beijos e abraços,


Estrada do Sacarrão, 867 casa 12 - Vargem Grande. Tel.: 3417-0776

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dom Claudiu's

Amigos e amigas,

em breve postarei novas aventuras gastronômicas no blog. Abaixo, segue o relato do amigo do Blog e do trabalho, Aldinei, sobre um restaurante simples no caminho de Miguel Pereira, mas, ao mesmo tempo, extraordinário, que serve uma costela de parar qualquer viagem!

Com vocês, a resenha do Aldinei:

"Restaurante Dom Claudiu`s

Meu amigo, não poderia de deixar de cumprir a promessa que fiz ao Ricardo, proprietário do Restaurante Dom Claudiu`s, em Conrado, Miguel Pereira, de escrever sobre a melhor costela do Rio de Janeiro. Esqueça o Escondidinho, famoso no centro por ter uma costela cozida de tamanho assustador.



O Restaurante Dom Claudiu´s fica na beira da estrada RJ 125, logo após a Igreja de Santana, em Conrado, 3º distrito do Município de Miguel Pereira. Eu já conhecia o restaurante desde a sua fundação, em 1992, quando a pizza já era famosa na região por ser assada no forno de pedra. Hoje o restaurante tem como carro chefe a costela assada, desossada e servida com aipim, queijo e manteiga. Imagine após uma viagem de mais ou menos uma hora e meia, para quem sai do Rio e esta indo para Miguel Pereira, e no meio do caminho encontra aquela comidinha com sabor caseiro e muito bem preparada!

Além da costela com aipim o Ricardo também serve um variado cardápio com igual qualidade. Escondidinho de carne seca (foto abaixo), Pizza, porções diversas.



O restaurante fica na RJ 125, nº 29.853, Conrado, Miguel Pereira, logo após a estação ferroviária de Conrado e a igreja de Santana uns 400 metros (sentido Miguel Pereira). TEL: (24) 2483-2104 / 7836-9427 ID 88*19702,

O site do Restaurante é o www.restaurantedomclaudius.com.br

Vale a pena conhecer. Além de tudo, a viagem é muito agradável e o preço é muito convidativo. A costela custa apenas R$ 25,00 e serve muito bem 02 pessoas. As duas vezes que estive lá não me cobraram os 10%."

Valeu pela dica Aldinei, tá registrado.

Beijos e abraços.

Dom Claudiu's, Estrada RJ 125, nº 29.853, Conrado. Tel.: (24) 2483-2104.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ten Kai - Parabéns, Bruno

Amigos e amigas,

há dois finais de semanas, mais especificamente no dia 18 de abril, foi aniversário do amigo do blog, Bruno.

Bruno, que é conhecido pelos apelidos de Bruninho; Nininho; Mudo; Garoto Juca; Caju; Mascote; USTEDES; também responde pelo nome profissional de Bruno Marinho. E é justamente com esse nome que ele atende aos telefones de seu badalado escritório de arquitetura, onde trabalha em sofisticados projetos no Rio de Janeiro, juntamente com o seu pai, Luiz, e sua a irmã, Mariana. (Vejam o seu trabalho em http://www.luizmarinho.com e peçam dicas ao arquiteto)

Além de arquiteto, Bruno possui outras habilidades, tais como: saxofonista, faixa preta de Jiu Jitsu, diretor de fotografia cinematográfica, professor internacional de artes marciais, dançarino portenho e surfista. No surf, em particular, ele disputa, a foice, o título de big rider da galera.



Já participou de diversas aventuras com o proprietário deste blog e, entre elas, destaco os episódios "Como passar de forma mais desconfortável um carnaval em Salvador" e "USTEDES y NOSOTROS - uma dupla carioca em Buenos Aires". Vale ressaltar que, quanto maior o "perrengue" da aventura, mais se pode contar com ele - um legítimo sócio proprietário da Vavá Tur.

Pois bem, esse nosso herói comemorou mais um aniversário e escolheu como local de comemoração o restaurante Ten Kai, localizado em Ipanema. Fomos "cum tudo" para homenageá-lo, sabendo, antecipadamente, que o Ten Kai é um restaurante japonês de qualidade. Eu particularmente já o conhecia, mas na época em que ele era localizado na rua Barão da Torre.


O restaurante agora está na Prudente de Moraes, maior e muito bonito: uma iluminação aconchegante, sem ser escuro e com uma disposição agardável. Há na frente da porta um grande bar, onde é possível avistar os sushimen preparando a comida ao vivo. É possível ver nas paredes umas ripinhas de madeira clara que dão o tom ao restaurante. Bruno, por favor, depois faça um comentário da arquitetura/decoração com mais propriedade, okay?


No tocante à comida, posso afirmar que a qualidade dos sushis e sashimis impressionaram: peixes servidos com cortes delicados deixam quaisquer sushis e, principalmente, sashimis mais saborosos. A disposição em que eles são servidos no barco é artisticamente pensada.

Destaco o salmão da casa, pois estava sensacional. Há muito tempo não comia um salmão com tanto sabor. Acredito que ou o restaurante acomoda o salmão com toda a preucação necessária para manter o seu sabor, ou possui um fornecedor diferenciado dos demais restaurantes japoneses.

Concluo que o Ten Kai é uma grande pedida para quem não o conhece. Felizmente, ele ainda não é um desse japoneses "da moda", em que é necessário aguardar horas na porta, em filas homéricas, por uma mesa.

E, ao Bruno, lhe desejo saúde, felicidade e sorte. Muita sorte, pois pelo que parece ele acaba de quebrar mais uma prancha após a última ressaca que passou pelo Rio de Janeiro! rs



Beijos e Abraços.

Ten Kai -Rua Prudente de Moraes, 1.810 -Ipanema, Rio de Janeiro (Tel. 2540-5100)

Luiz Marinho - Arquitetura e Design, Rua Visconde de Pirajá, 177 / 5º andar - Ipanema, Rio de Janeiro (Tel. 2513-2388)

domingo, 12 de abril de 2009

Le Blé Noir

Amigos e amigas,

semana passada pude retornar ao Le Blé Noir, restaurante de crepes, que fez grande fama em Copacabana. A verdade é que ele está mudado, reduziu de tamanho e não possui mais as "canjas" de Gigi do Acordeão às quartas-feiras. Mas continua soberbo, com crepes realmente franceses, o que deixa de ser necessário ir até a França para experimentá-los. Aliás, França não... Até a Bretanha. Já, já explico a diferença entre a Bretanha e a França.

Vale começar dizendo que o nome da casa, ou seja le blé noir , significa na verdade "o trigo negro", também conhecido como trigo sarraceno. O trigo sarraceno é altamente nutritivo, de baixa caloria e não contém glúten.



E este trigo negro é cultivado por toda Bretanha - região noroeste da França - e muito usado para as receitas do crepe bretão. Bom, então por que podemos dizer que o crepe de trigo negro é bretão, mas não é francês? Na verdade, é francês sim, mas se você perguntar a um bretão se uma receita ou um costume dele pertence a um parisiense também, ele, com certeza, não vai gostar muito não.

Isso se deve pela formação dos Estados europeus, onde cada cidade possuía costumes e culturas muito diferentes da cidade vizinha. Até hoje esses costumes são bem diferenciados e, no caso da Bretanha, seus habitantes não se acham nem um pouco francês, e sim bretões.

Para entendermos um pouco mais dessa diferença, precisamos nos apegar à história: depois da conquista da Gália pelos Romanos, a Bretanha fazia parte da Armórica (aquela região em que os irredutíveis gauleses, Asterix e Obelix, viveram.). Cerca de 500 d.C., os Bretões da ilha da Bretanha (a Grã-Bretanha atual), atacados pelos Anglo-saxões emigraram para o Noroeste da França, trazendo os seus costumes e língua. A região passou a se designar Bretanha com a sua chegada. Muitos designam-na, também, de Pequena Bretanha, por oposição à ilha de onde vieram. No início da Idade Média, a Bretanha foi dividida em três reinos - o Domnonée, a Cornualha, e o Bro Waroch - que foram incorporados ao Ducado da Bretanha. O Ducado da Bretanha esteve independente do reino de França até 1532. Guardou os seus privilégios (legislação e impostos próprios) até a Revolução Francesa.

Após toda essa introdução, me sinto mais tranquilo em começar a dizer sobre o Le Blé Noir e seus crepes. Como dito inicialmente, ele está bem menor que antigamente, mas muito aconchegante. Não tenho dúvida que ele possa ser considerado um restaurante romântico, pois, mesmo com toda a sua simplicidade, o clima de luz de velas, as músicas francesas ao fundo e os crepes acompanhados de saladas são surpreendentes.

Pedimos um Crepe de Shitake com queijo Saint Paulin e um Crepe de Cogumelos Paris com Queijo Ementhal.



Eu, particularmente, não conhecia o queijo Saint Paulin, mas arrisquei mesmo assim. Posso dizer que o queijo Saint Paulin foi inicialmente produzido pelos monges "trapistas" de Saint Paulin, em Québec, no Canadá. Sim, esse queijo é quebecoin de nascença. No entanto ele atualmente é largamente produzido na baixa-normandia, em Lorraine e, é claro, na Bretanha. Possui um gosto forte, mas para quem gosta de queijos, não se arrependerá da escolha. Me lembrou o Saint Marcelin. Bom, ao menos, há algum santo no meio deles!




O mais importante que posso dizer é que a combinação deste queijo com o Shitake ficou ótima, pois como o shitake não tem um gosto forte, não houve um briga de sabores.

O outro crepe também estava ótimo, mas muito mais leve, pois o ementhal é um queijo com um sabor muito delicado - e os cogumelos Paris apenas deram uma consistência ao recheio do crepe.

Para nos tornarmos verdadeiros bretões, só faltou beber cidra, procedente do sumo de maçã fermentado - bebida típica do bretão. Na Bretanha há AOC (Appellation d'Origine Contrôllée) para as cidras.

Após degustarmos tudo, chegou a hora de ver se o trigo sarraceno era capaz de oferecer crepes doces tão bons quanto os salgados.

Pedimos dois crepes de sobremesa: (1) crepe de sorvete de creme, licor de cassis e farofa de nozes; e (2) Trouxinhas de chocolate.



Os dois estavam perfeitos, sendo que o primeiro chamou mais a minha atenção, pois o licor de cassis deu um toque especial, de modo que este crepe poderia ser sobremesa de qualquer restaurante, que seria de comer rezando, em qualquer parte do planeta.

No entanto, como gosto de chocolate, principalmente amargo, não posso preterir o segundo como de classe inferior. Os crepes aqui eram dobrados em forma de trouxinhas, recheados com um sorvete de creme em uma consistência perfeita e "atolados" em uma calda de chocolat amarga. Parfait!



Bom, aceite a minha sugestão: vá ao Le Blé Noir e tire as suas próprias conclusões.

Beijos e abraços!



Rua Xavier da Silveira, 19 - Copacabana, Rio de Janeiro (Tel. 2267-6969)

sábado, 14 de março de 2009

Restaurantes em South Beach, Miami


Por Carolina


Continuando a falar sobre os restaurantes que conheci em Miami Beach, vale a pena ressaltar o "Quattro" - um italiano excelente, localizado na charmosa Lincoln Road.


Trata-se de uma casa veramente italiana - os chefs são dois irmãos italianos - com um menu delicioso e um ambiente agradabilíssimo! Na parte externa, onde fiquei, você pode aproveitar um belo dia de sol em pleno inverno e, na parte interna, há uma linda decoração (entre no site pra ver e ouvir, vale a pena).

De entrada, um carpaccio de carne, acompanhado de torradinhas e salada verde. A cestinha de pães servida por eles para nos recepcionar também é de dar água na boca. Os pratos pedidos foram: nhoque verde com molho de queijo e ravioli de vitela com molho de carne. Como sobremesa, um bolinho quente de chocolate com gelato de pistache... ai, ai, um almoço especial!





Outra ótima opção para quem está querendo fugir da "bela" culinária norte-americana é o café francês "A la folie".


Está localizado na Española Way (lá no final) e serve deliciosos crepes (acompanhados de uma fresquíssima salada verde) - o pedido foi o clássico jambon fromage -, além dos tradicionais franceses, como croissant e croque monsieur.



Fomos lá para tomar café-da-manhã e foi uma deliciosa surpresa, uma vez que as omeletes acompanhadas de batatas gordurosas - um clássico nos EUA - já estavam cansando o meu organismo... rs



Para finalizar, se você quer "fazer como os norte-americanos" - o que acho válido, já que está na terra deles -, vá tomar um reforçado café-da-manhã no "Front Porch Café", na Ocean Drive. Lá, peça a panqueca de blueberry - parece que a casa faz uma especial, com aveia... é interessante provar. O garçom pernambucano que nos atendeu (os brasileiros estão por toda parte) disse que seria muito pedirmos a panqueca, pois já tínhamos pedido uma omelete com mussarela, tomate e manjericão (muito boa, por sinal). Logo, não a provamos!



Aliás, gostei muito de comer a panqueca deles no café-da-manhã, acompanhada de um molhinho doce, chamado syrup. Digo "panqueca deles" porque há uma diferença com relação a que comemos aqui no Brasil - a nossa, em geral, fazemos enrolada com um recheio salgado... a deles já é mais pra doce (ainda que possa ser comida com manteiga ou bacon) e come-se, muitas vezes, com frutas, creme e syrup (esse tal molho). Algo curioso foi a mistura que vimos no restaurante do hotel da Disney - panqueca de choc-chip com bacon - disgusting, não?!



Bem, South Beach possui muitas opções para comer - é certo que não conhecemos nem a metade -, mas achei interessante indicar esses que considerei especiais... ou por fugirem (e bem) do padrão norte-americano ou por executarem-no da melhor maneira!

Enjoy it! :-))



Quattro: 1014 Lincoln Road, South Beach, Miami Beach (tel: 305.531.4833)

A la folie: 519 Española Way, Miami Beach (tel: 305.538.4484)

Front Porch Café: 1418 Ocean Dr, Miami Beach (tel: 305.531.8300)

Quem sou eu

Minha foto
Olá, sou carioca e um grande apreciador de um bom prato. Com este intuito, tentarei escrever as minhas impressões sobre os restaurantes em que eu vier a comer - descrevendo qualidades e defeitos de cada um. Caso tenha o interesse de complementar as minhas opiniões, por favor, não deixe de contribuir. Restaurantes bons devem ser vangloriados, enquanto restaurantes ruins devem ser evitados. Não concorda? Então, vamos lá... Mãos ao garfo!