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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Festival de Curtas no RJ

Amigos e amigas,

Em homenagem ao Festival de Cinema do RJ, que termina hoje, resolvi fazer esse post com vários 'curtas'.

Tomada 1
Sábado passado eu fui ao, recém inaugurado, Paris 6, na Barra da Tijuca. Tenho um amigo que adora a matriz do grupo, localizado na rua Haddock Lobo, em SP. Já tive até recomendação de outras pessoas para ir na casa paulistana. No entanto, li há pouco tempo uma resenha no blog Boteco do JB sobre as 5 lendas de restaurantes de SP e ele estava .
Mas acabei indo na filial da Barra...
Um dos piores serviços que já presenciei: garçons desorganizados, comensais revoltados em suas mesas com o mau atendimento e comida sofrível. Acho que uma resenha completa sobre a casa há em um outro post do Boteco do JB de nome Paris 666. Coincidentemente, comi o risoto de cogumelo com azeite trufado, relatado nesse post... Tive a mesma impressão da autora sobre o prato: insosso.
#Corta!

Sem sabor: o maior pecado de um prato.

Tomada 2
#Ação!
Já há algum tempinho, fomos ao Lima Resto bar. Ótimo atendimento, excelentes drinks e comida bem gostosa. Não sou especialista em comida peruana, mas gostei de tudo que comi lá. Vale a pena conferir.


Drink a base de "coca"

Muito bom esse tal de cebiche

Tomada 3
#Ação!
Lapa Café, no centro, está mais para brasserie, vendendo a sua própria cerveja e possuindo uma extensa carta de cerveja, do que para um restaurante propriamente. No entanto, para a minha surpresa, comi um ribeye (no cardápio, está sob o codinome costela) sensacional. Fui pensando na cerveja e acabei sendo premiado pela carne.

Surpresa positiva no Lapa Café.

Tomada 4
Meninas, vocês me desculpem, mas o programa culinário do Rodrigo Hilbert é péssimo: roteiro, produção, iluminação, enfim, tudo!
#Corta!


Tomada 5
#Ação!
Em todo festival sempre tem um convidado especial de "fora": ICI Brasserie. Em minha última viagem a São Paulo, fui nessa nova casa. Pedi o prato mais simples possível: filet com fritas acompanhado do molho bérnaise. Show. Bebi a cerveja da casa, feita pela cervejaria Colorado, à base de mandioca. Na minha opinião, muito boa.  A casa fica no, relativamente novo, shopping de SP, JK Iguatemi. A decoração, também, muito bonita: achei tudo melhor do que, inclusive, a "irmã" mais velha - o ICI Bistrot - localizada em Higianópolis.



Cerveja da casa: feita de mandioca


Comida "de segurança" com qualidade



Tomada 6

Eu vi uma coisa em um restaurante a quilo no centro, que me marcou: uma comensal (sim, era mulher!) preparou um prato com arroz feijão e por cima do feijão colocou três sushis de salmão e dois de atum... Sem mais!
#Corta, pelo amor de Deus!


Gran Finale
#Ação!
Entre as aventuras e as desventuras gastronômicas dos últimos tempos, tenho tido cada vez mais prazer em cozinhar final de semana. Nada profissional, mas com muito prazer e, em muitas vezes, com mais sabor!

Especialidade chez moi: quiche.
Beijos e abraços,


Twitter/Instagram
@viverparacomer


Paris 6
Avenida Érico Veríssimo, 725 - Barra da Tijuca, RJ
Tel.: (21) 2494-7320.


Lima Restobar
Rua Visconde de Caravelas, 113 - Botafogo, RJ
Tel.: (21) 2527-2203

Lapa Café
Avenida Gomes Freire, 453/457 - Centro, RJ
Tel.: (21) 3971-6812.

ICI Brasserie
Avenida Juscelino Kubitschek, 2041/ Piso 3 - Itaim, SP
Shopping JK Iguatemi
Tel.: (11) 3078-1313.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Garoa Paulistana

Amigos e amigas,

com ajuda do Papa, fugi do Rio de Janeiro em meio à semana da JMJ. Destino: SP.

Nessa minha rápida passada pela terra da garoa, posso dizer que nunca senti tanto frio. Mas, como ir a SP sempre nos proporciona atrativos gastronômicos, não pude deixar de aproveitar o passeio, que narro agora em pequenos tópicos.

Varanda Grill

Sem dúvida, essa é a churrascaria que eu mais gosto. Sempre acho um tempo para retornar a casa. E, como sempre, não desapontou: uma das melhores picanhas que já provei na minha vida. Acompanhou uma batata souflé e um arroz biro-biro - o maître, extremamente simpático, nos explicou que o biro biro paulista é equivalente ao arroz maluco carioca. Uma delícia. O Varanda Grill sempre ganha o melhor restaurante de carnes dos jurados da Vejinha SP.

Baccio di Latte

Saímos direto do restaurante para tomar um dos melhores sorvetes brasileiros (os donos insistem em dizer que não é sorvete, e sim gelato). Quem estiver em SP não pode deixar de provar os sabores oferecidos pelo Bacio di Latte. Figo, pistache e o próprio baccio di latte são os meus melhores.

Tentação no copo.

Delícias na vitrine.


Mercadinho Dalva e Dito

Bem próximo ao Baccio di Latte do Jardins, há o restaurante Dalva e Dito, que já comentei aqui. Não sou fã do restaurante, mas como tinha escutado que havia aberto um mercadinho lá, fui dar um confere. Não resisti e comprei, para fazer uma "merendinha noturna", um pão de calabresa. Adorei. Não é melhor que o pão da casa da Stravaganze, mas é muito bom.

Peixaria Bar e Venda

A noite fomos a um bar novo, localizado na Vila Madalena, que é uma peixaria (!?).

Bom, o serviço fluiu de ligeiramente arrogante ("se tiver mesa, tem lá do outro lado. Ma você tem que ir porque eu não sei") a bom. Tomamos umas boas caipirinhas e comemos bons pastéis de camarão.
Caipirinha de tangerina com pimenta e gengibre.

Com uma decoração lúdica, até porque é uma peixaria também, nos divertimos. Se você não tiver problemas com peixe, é possível que goste.

Subastor

Após sermos expulsos da Peixaria Bar e Venda, pois a casa fechou cedo, fomos ao Subastor (subsolo do bar Astor). O Astor tem filial aqui no RJ e a de SP, também localizada na Vila Madalena, é bem legal também.

Gin tônica: Hendricks com pepino.

O ambiente é meio jazzístico e é bom chegar cedo, pois forma uma grande fila na entrada. Bons drinks e boa comida, como usual. Destaque para a deliciosa combinação de gin hendricks com pepino: dá um sabor diferenciado.

Josephine

Após um belo passeio no Ibirapuera - sou fã do parque e, em especial, da praça do Porquinho - fomos ao restaurante Josephine da Vila Nova Conceição. O mix de bruschetas estavam gostosas e ponto.

Magret com risoto: não valeu!

Mas o meu prato decepcionou, assim como os pratos dos comensais que me acompanhavam. Serviço desleixado e clientes ligeiramente afetados fazem do lugar uma combinação perigosa. Com um cardápio enorme, o restaurante talvez seja mais adequado para lanches, ao invés de refeições propriamente.

Hamburgueria Nacional

Recentemente publiquei esse post sobre a Hamburgueria Nacional.

Como gostamos muito da nossa última experiência na casa, resolvemos fechar a viagem nos hambúrgueres da casa.

Vale comentar que eu nunca vi tanto carioca disfarçado de paulistano durante essa viagem.  Em uma grande mesa ao lado da nossa, um grupo se destacava com vestimentas, trejeitos e até com a forma clássica de falar do paulistano ("Então"). O que denunciou o grupo foi o sotaque, adicionado com um "volto amanhã pro Rio!" ao telefone.

Esse fenômeno é curioso e talvez mostre que, ao invés das antigas rixas, Rio de Janeiro e São Paulo estão se tornando cada vez mais cidades complementares, comungando de uma cultura cosmopolita própria. Ainda em formação, mas única e diferente de outros regionalismos brasileiros.
É... O serviço, dessa vez, atrapalhou.


Talvez seja por isso que tenhamos presenciado, na casa, um serviço tão ruim, que não se diferencia em nada do mal atendimento prestado por diversos restaurantes cariocas.


Apesar da batata frita e o milk shake estarem divinos, um hambúrguer 'ao ponto' veio quase 'bem passado' e outros dois, que foram pedidos também 'ao ponto', vieram totalmente 'mal passados' (nível steak tartare).
Regras são regras.


Ao solicitar para passar mais o hambúrguer que veio 'mal passado', a luta começou: "mas esse é o 'ao ponto' da casa". Após informar ao garçom, pela terceira vez, que queríamos que fosse levado o hambúrguer para a grelha novamente e torná-lo mais 'bem passado', o garçom se conformou. Levou, finalmente, para a grelha.

Não sem antes reafirmar, pela última vez: "ó...  Mas esse é o 'ao ponto' da casa".

Okay.

Já estávamos de volta ao Rio e não sabíamos.


Beijos e abraços,


Twitter/Instagram
@viverparacomer


Varanda Grill
Rua General Mena Barreto, 793 - Jardim Paulista, SP
Tel.: (11) 3887-8870


Baccio di Latte
Rua Oscar Freire, 136 - Cerqueira César, SP
Tel.: (11) 3662-2573


Dalva e Dito
Rua Padre João Manoel, 1.115 - Cerqueira César, SP
Tel.: (11) 3068-4444


Pexaria Bar e Venda
Rua Inácio Pereira da Rocha, 112 - Vila Madalena, SP
Tel.: (11) 2589-3963


Subastor
Rua Delfina, 163 - Vila Madalena, SP
Tel.: (11) 3815-1364


Hambugueria Nacional
Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, 882 - Itaim Bibi, SP
Tel.: (11) 3073-0428.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Hambúrguer Made in Brazil

Amigos e amigas,

se eu pudesse escolher um comfort food, só um, acho que escolheria hambúrgueres. Aliás, cheeseburguers. Sempre preferi cheesebúrgueres.

Agora que as hamburguerias estão na moda, ninguém teme em assumir o seu amor por esta iguaria. E se o Hawaii é o paraíso para os surfistas, SP é o paraíso para os 'hamburgólogos'.

Recentemente tive a oportunidade de conhecer a Hamburgueria Nacional. O detalhe é que um dos sócios é o sushi man Jun Sakamoto. Achei curiososo: um sushi man ser sócio de uma hamburguería. Contudo pensei: "se os hamburguérs do cara são tão bons quanto os seus sushis, deve ser muito bom!"

Acho que vale comentar que o hamburguer é grelhado através de um broiler dourador. Ou seja, o calor vem por cima.

Eles chamam essa grelha de salamandra e alegam que essa é a melhor forma de grelhar o hambúrguer, pois o calor vem por cima e a gordura escoa, naturalmente, por baixo.

Bom, se é verdade eu não sei, mas o hambúrguer de fato é divino.

Miam, miam: quero voltar!

O hambúrguer em si é suculento macio e a salamandra (grelha) proporciona uma crocância a carne, ao mesmo tempo em que o "patty" transborda suculência, se o seu pedido for do mal passado ao "ao ponto".

Na minha opinião, se pedir bem passado, corre-se o risco de ter um hambúrguer seco e opaco.

Acompanhou o suculento cheeseburguer, uma deliciosa batatinha e um milk shake de chocolate indescritível. Não adianta ver a foto. Tem que prová-lo.

O milk shake de chocolate é um dos destaques.

A hamburgueria fica localizada no Itaim Bibi, em um lindo empreendimento, que vale apreciar o projeto arquitetônico - se é do seu interesse, claro.

Se não... Vá pelo hambúrguer mesmo!

Beijos e abraços,

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@viverparacomer

Hamburgueria Nacional
Rua Leopoldo Couto Magalhães Júnior, 882 - Itaim Bibi
Tel.: (11) 3073-0428.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O mundo não acabou...

Amigos e amigas,

o mundo não acabou... É verdade. Mas pelo que tudo indica, 2012 vai acabar.

Pessoalmente, 2012 não foi dos melhores. Cheguei diversas vezes a dizer que durante esse ano estava vivendo o meu inferno astral. Entretanto, olhando restrospectivamente, acredito que esse ano foi um ano de recuperação - considerando o meu final de 2011. Foi o ano da virada.

Como final de ano não é sinônimo apenas de comilança, mas também de restrospectiva, resolvi fazer esse post.

Como nesse ano houve muitas viagens, vou destacar dois restaurantes de viagens e dois do Rio de Janeiro. Como São Paulo passou a ser uma rotina, não posso deixar de citar ao menos um restaurante que conheci.

Destaque de restaurantes de viagens:

- L'Atelier Joel Robuchon - em Paris;

- Restaurant Gordon Ramsay - este não teve post. Localizado no Chelsea em Londres, atendimento extremamente simpático e comida impecável foram a referência de qualidade gastronômica para o ano de 2012;

- Menção para o Dinner by Heston Blumenthal - que também não teve post por aqui, mas fica dentro do hotel super chique Mandarin de Londres, localizado em frente ao Hyde Park, onde fica o também excelente Bar Boulud.

Destaque de restaurantes do Rio de Janeiro:

- Zazá bistrô;

- CT Trattorie - também não tem post, mas foi emocionante conhecer o restaurante de massas do Claude;

- Menção mais que honrosa para o Bira de Guaratiba e também para o Hachiko Contemporâneo, que realiza um menu de alta gastronomia, a partir das 18h. Escrevi sobre o Hachiko nesse post. Outro que não pode deixar de estar na lista de ninguém é o Bazzar - o hambúrguer da wagyu com foie gras é sensacional.

Destaque de restaurantes de São Paulo:

- Kinoshita - não teve post, mas comemos muito bem um menu degustação proposto pelo maître. O atendimento foi muito bom.

Não lembro de mais nenhum restaurante em SP que tenha ido nesse ano, que valha uma menção.

Desejo a todos um feliz natal e um ótimo 2013. Espero que seja um ano de boas comilanças, não é?

Beijos e abraços,


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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Così, 3 x1.

Amigos e amigas,

há mais ou menos um ano estava acompanhando a minha mãe em um procedimento médico em SP. Procedimento delicado, difícil e de recuperação lenta. Nesse período, acabei praticamente morando boa parte do tempo em SP.

A operação foi um sucesso e a recuperação dela foi surpreendentemente boa.

Mais ou menos 1 mês atrás, minha mãe me chamou para retornar a SP para passear e comemorar a pronta recuperação dela. Ela ainda pediu: "me leva naqueles restaurantes que você falava que ia quando estava ainda me recuperando!"

Aceitei de imediato.

Dentre os restaurantes que ela me pediu para ir foram o Due Cuochi - que ela adora - e o L'entrecote d'Olivier, restaurante que havia lhe dito que tinha gostado muito.

Infelizmente, não consegui levá-la em nenhum dos dois. Isto porque, durante a semana, o L'entrecôte d'Olivier finaliza o almoço por volta das 15h. E, também, porque ela mesma acabou me pedindo para conhecer outro restaurante de massas, diferente do Due Cuochi.

Assim, planejei levá-la ao Così da Vila Nova Conceição. Há diversos restaurantes famosos no entorno do Così: Josephine, Kinoshita, Clos de Tapas, entre outros.

Chegamos um pouco depois das 13h. O restaurante estava vazio - principalmente se comparado ao Josephine.

Infelizmente, o restaurante trouxe reações mais negativas do que positivas.

Primeiro, os pães oferecidos não agradaram a mesa. No tocante à comida, tanto a minha mãe quanto uma amiga dela que acompanhava não aprovaram. Inclusive a Carol, minha companheira beatificada para assuntos gastronômicos, também não aprovou.

O meu prato estava sensacional: ravioli de pupunha ao camarão com molho de limão. Sem restrições, o prato estava delicioso e, na minha opinião, bem original.

Mas, como disse, além de mim, ninguém gostou. A minha mãe pediu um fettucini integral com tomate cereja, manjericão e berinjela. A amiga dela pediu um capellini com lagosta e a Carol pediu um parpadelle com linguiça de pato e funghi porcini. Nenhuma delas gostou de seus pratos.

Eu fiquei bem triste, porque como era um almoço de celebração - como digo, de celebração da vida - esperava que tudo saísse de forma perfeita. Não digo que havia problema com a comida, ou com os pratos... Com exceção dos pães do couvert, todos os pratos estavam excelentes.

Digo isso porque provei todos os pratos: o molho do fettucini integral estava delicioso. O capellini de lagosta era sem dúvida o melhor de todos os pratos e, por último, o prato da Carol estava razoável.

Depois, ainda pedi uma mil folhas de baunilha com compota de amora e sorvete de limão. Esta sobremesa, na minha opinião, estava razoável. Não emocionou, mas também não era ruim.
Mas depois eu fiquei pensando e na verdade cheguei a uma conclusão. Quando uma pessoa está com desejo de ir a um restaurante, não se deve contrariar. Ainda mais se essa pessoa é a sua própria mãe. Okay, ela mesma acabou me pedindo para levá-la em um outro restaurante, mas... Mas, na verdade, ela queria ir mesmo ao Due Cuochi e comer o ravioli de maçã e shimeji com creme de gorgonzola que ela gosta tanto.

A Carol, por sua vez, acabou escolhendo mal o prato. Não que o prato fosse ruim - eu apenas o achei razoável, também em função das minhas preferências. Escolher mal o prato, de acordo com a suas preferências e expectativas, é frustrante. Isso acaba refletindo no julgamento do almoço.

Infelizmente, os comensais presentes naquele almoço deram 3 votos contra e só teve o meu a favor. Diante do exposto, ninguém pode julgar negativamente o Così, não é?

Pra finalizar, o que eu posso garantir é que o cardápio da casa é bem original - o que, na minha opinião, vale a ida.

Beijos e abraços,

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Così
Rua Joaquim Félix, 381 - Vila Nova Conceição- São Paulo.
Tel. (11) 3672-0089.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

L'Entrecôte de Paris

Amigos e amigas,

não tem muito tempo que escrevi aqui sobre o L'Entrecôte d'Olivier. Nesse último fim de semana, tive a oportunidade de conhecer um outro restaurante com esse mesmo modelo de brasserie francesa, onde é servido apenas um tipo de prato: L'Entrecôte de Paris.

Quase homônimo do restaurante do apresentador Olivier Anquier, o L'Entrecôte de Paris tem particularidades e qualidades que o destacam. O restaurante possui uma decoração com cara de brasserie, de fato. O salão se estende para as varandas fechadas e possui uma bela adega de vinhos. Aliás, soube por amigos, depois, que o restaurante possui uma bela carta de cervejas.

Mas, o almoço tardio - chegamos para almoçar às 16h-  demandava um pouco de vinho. Pedimos, juntamente com a salada, uma meia garrafa de Morandé Carménère.

A salada vinha com muitas nozes, o que não me agradou. O molho estava excelente. Mas as nozes atrapalharam a entrada.

Como prato principal, a carne veio bem macia. O molho sobre a carne também, muito gostoso. O ponto ruim é que, ao menos para mim, o prato podia ser melhor servido. Digo de carne, pois a batata frita é reposta mais vezes.

O destaque especial da casa foram as sobremesas: o pudim de leite e, em especial, o mil folhas de doce de leite estavam sensacionais.

Gostei muito de ir até ao L'Entrecôte de Paris mas, sinceramente, gostei mais das minhas experiências anteriores no L'Entrecôte d'Olivier. Bom, talvez eu devesse voltar mais uma vez em um horário mais próximo do almoço para avaliar melhor, e assim fazer uma comparação adequada.

Mas, sem dúvida, a ida até o L'Entrecôte de Paris vale a pena.


Beijos e abraços,


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 L'Entrecôte de Paris
Rua Pedroso de Alvarenga, 1.135 - Itaim Bibi - São Paulo.
Tel. (11) 3078-6942.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Churrascarias, Steaks houses e outras paulistices

Amigos e amigas,

há um post que preciso publicar, mesmo com um certo atraso, sobre as churrascarias de São Paulo. Entre novembro e dezembro, fiquei um mês praticamente morando lá. Aproveitando esse período, tentei desbravar alguns novos restaurantes.


Assim, como sempre gostei de carne, não podia deixar de conhecer algumas casas que servissem carne. Entre eles fui ao Rodeio, Pobre Juan, Dinho, Figueira do Rubayat e retornei ao Varanda Grill, casa que toda vez que vou à São Paulo tento visitar. 

Não sei qual foi a ordem dessas visitas, mas de qualquer forma a minha sensibilidade sobre os restaurantes é o que importa. 

O Figueira do Rubayat é do grupo, o restaurante que conhecia há mais tempo. Pelo menos há uns 11 anos. Lembro que andava pela Haddock Lobo quando a casa - que é muito bonita - tinha inaugurado há apenas 1 semana. Mas, só vim a comer nele há uns 5 anos atrás. Aliás, foi um dos primeiros posts daqui do meu blog.

Todos que iam lá, falavam do Figueira do Rubayat cheios de superlativos: é fantástico, maravilhoso, lindo, etc. Realmente o ambiente é bem legal, foi construído em volta de uma figueira.
No tocante as carnes, todas são sensacionais. Não há o que falar. Serviço excelente, ambiente agradável e, o principal, a comida está a altura. Ponto negativo é que ele é caro.

Eu li a primeira vez sobre o Rodeio na revista Wish, quando estava em um hotel em SP, há uns 4 anos atrás... Era uma matéria que falava de diversos restaurantes de SP e o Rodeio era destacado como o restaurante favorito do bailarino russo Mikhail Baryshnikov. 

Fui lá, almoçar, e já era um pouco tarde. Umas 15 h. O restaurante já estava fechando as portas, mas me recebeu e o maître foi muito gentil. Conversou uns 10 minutos até que a picanha - famosa e reverenciada - ser servida.  A picanha era preparada em fatias em uma chapa em um balcão de apoio que ficava nas quinas do salão.

Sim, a picanha era boa. O serviço atencioso e simpático. Mas, sinceramente, achei caro para o que é. Não tenho vontade de voltar a casa. Se alguém recomendar alguma coisa em especial da casa, posso voltar. Caso contrário, pela picanha exaltada, não volto.

Pobre Juan é uma cadeia de restaurantes que promete fazer uma verdadeira parrilla uruguaia. Diante da promessa, quis conhecê-lo. Estava naquele shopping elegante, Cidade Jardim, quando reparei que havia uma filial do Pobre Juan ao lado do Due Cuochi, na cobertura. O restaurante possui umas janelas enormes com uma vista para a pontes estaiada. O salão é é amplo e bonito. A comida é boa - lembro ter comido um excelente T-Bone steak - e o atendimento é atencioso. Valeu tê-lo conhecido, embora seja, na minha opinião, um pouco caro.

Dinho’s Steak house talvez tenha sido a minha maior decepção. Na mesma revista Wish que li sobre a Rodeio, havia um destaque para o Dinho’s. Nesta matéria, o chef Emanuel Bassoleil, responsável pela cozinha do Skye, do hotel Unique - que adoro - dizia que no Dinho’s havia a melhor carne de SP. Segundo ele, havia um dry aged steak na casa que valia a pena. Cheguei cheio de vontade, mas, erroneamente, o garçom me disse que para o almoço havia apenas o buffet. Achei estranho, mas acabei aceitando. Como os maîtres pareciam muito ocupado com os clientes mais tradicionais, não pude tirar a história a limpo. No buffet havia diversas carnes que o encarregado da grelha prepararia sob o meu comando. Muito simpático, ele foi quem me explicou as diversas carnes que podiam sim servidas no almoço.

Como achei o serviço muito ruim - a exceção do simpático encarregado da grelha - não pretendo voltar tão cedo. O restaurante é uma típica churrascaria e com um ambiente um pouco claustrofóbico também.

De todas as casas a que eu mais curto, sem dúvida, é a Varanda Grill. Localizado na rua General Mena Barreto (acho que é bairro do Jardins), a casa fica ao lado do restaurantes italiano Tre Bicchieri. Há três cardápios de carne: um de carnes brasileiras, um de carnes argentinas e um de carnes americanas. Bom eu sempre tento comer uma carne diferente e sempre me surpreendo com a qualidade de todos os cortes. 

O restaurante é bem famoso também pela sua variada e premiada carta de vinho. Bom, é o que eu mais gosto, e o que eu mais gostei comparativamente com os demais. Embora, preciso admitir que dependendo do que você venha a escolher pode ser bem caro. 

Ah, mesmo ele sendo bem amplo, o restaurante fica super cheio, principalmente, nos fins de semana. 

Eu sempre fui super carnívoro. Embora hoje seja politicamente correto dizer que não, a "tentação da carne" é uma preferência minha que acho que vai ser difícil modificar. Tá certo que hoje eu tento comer mais peixes durante a semana. Mas carne é sempre carne. E, em São Paulo, opções é o que não falta. Aproveite.

Beijos e abraços,

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segunda-feira, 19 de março de 2012

Em alguma rua de SP

Amigos e amigas,

De todos os blogs gastronômicos que eu leio (não são muitos), o que eu mais gosto de ler é o blog do Alhos, Passas & Maçãs. Além dele escrever com arte - em alguns momentos, ele faz versos em prosa -, o autor possui um conhecimento de gastronomia impressionante, que não apenas avalia o estabelecimento, como educa o leitor. Eu aprendo muito com ele.



Apesar do lirismo do texto e do conhecimento gastronômico do Alhos, eu eventualmente discordo de algumas de suas avaliações. E o cutuco, mas ele, sempre elegantemente, me responde como deveria... Às vezes com um: "gosto não se discute", outras com um: "a cozinha deles melhorou depois da mudança de gestão".

Um restaurante que ele sempre elogiou muito, em diversos posts, foi o AK. Lembro que li um post dele "No Instante da Partida" que me tocou muito e, ao mesmo tempo, percebi, para a minha tristeza, que não poderia mais conhecer o AK Delicatessen, pois ele já havia fechado as portas em seu antigo endereço.

No entanto, dias depois dessa minha leitura, descobri que o AK já tinha sido reaberto, mas em outra localidade. E agora se chamava AK Vila. Tempos mais tarde, Andrea Kaufmann, a chef, me adicionou no instagram - me fazendo lembrar que eu não podia deixar de visitar o estabelecimento que o Alhos sempre havia ressaltado. Aliás, imagino que as iniciais da chef sejam a razão pela qual o restaurante se chame AK.

Estava em SP em um fim de semana de provações, quando falei com a Carol, que me acompanhava: "hoje a gente vai à Vila Madalena conhecer e almoçar no AK". Ela até me perguntou: "mas que comida se serve lá?". Também não sabia direito... Achava que a chef tinha uma predileção por pratos judaicos. Mas também não tinha certeza. A minha argumentação para convencer a Carol era de que era "uma recomendação do Alhos" - de quem ela também é fã.


Já tinha ido à Vila Madalena, mas muito en passant. De qualquer forma, nunca em um domingo de sol. E nunca naquela altura da Fradique Coutinho, em que o AK Vila se encontra.

Foram gratas surpresas. Domingo tem uma feirinha de rua muito legal. Tinha até umas bandas se apresentando - nenhum som alto que incomodasse, nem nada. Um clima descontraído que me fez lembrar algumas ruas do RJ. Me senti em casa - ou seja, no próprio RJ. Digo isso por milhões de motivos: pelo momento que passava; por ir e buscar sempre uma SP sofisticada e elegante, mas ao mesmo tempo fria e artificial; e pelo astral da rua, especialmente naquele dia.

Verdade verdadeira, quando cheguei ao restaurante tive a mesma sensação. Um clima leve, com o restaurante super iluminado por luz natural, um atendimento descontraído mas, ao mesmo tempo, sério e eficiente. E a chef... Ia de mesa em mesa falar com amigos/frequentadores assíduos, como se todos fossem convidados da sua casa. Ela não chegou até a minha mesa, mas demonstrou a importância do contato descontraído que o chef, como grande criador, deve (ou deveria ter) com os seus clientes - que são os principais ativos de qualquer comerciante.

No tocante à comida, tudo que comemos estava divino, sem muita firulisse que maquiasse o que mais esperamos em um bom prato: o sabor.

O ceviche de entrada temperado com romã: divino e, para mim, super original. Uma outra entrada muito boa que comemos foi a burrata temperada com tomate e pão sírio.

Como pratos principais, eu comi lulas provençais na chapa acompanhado de quiabos grelhados também. Lembro que, após o meu check-in no foursquare, li a seguinte dica: "respeite o restaurante que serve quiabo". É verdade. Precisa-se respeitar.

A Carol pediu um bife ancho acompanhado com farofa. Ela adorou. E como ela é muito mais exigente do que eu, isso é mais do que suficiente para dizer que devia estar excelente.



Finalizamos com duas sobremesas com tons de doces caseiros: 1) morango com chantilly; e 2) pudim de leite com doce de leite. A primeira sobremesa é para quem gosta de doce não tão doce - que é o meu caso. E a segunda, para quem gosta de doce mais açucarado, como é o gosto da Carol.

Bom, se eu gostei? Se a comida é maravilhosa, o serviço é excelente e se o ambiente é agradabilíssimo... por que não iria ter gostado?



Mas, preciso confessar: fiquei com medo de não gostar. Se viesse a me decepcionar com o restaurante, talvez não só teria ficado decepcionado com mais um restaurante em minha vida, como também com o meu blog gastronômico favorito. Muito provavelmente perderia a confiança e possivelmente deixaria de lê-lo com tanta frequência - um blog que tanto ensina e que tanto me estimula a escrever. Talvez esse seja o maior problema que a gente tem em relação a dicas e indicações... Expectativas!



Mas as expectativas foram atendidas e gostei tanto que não vejo a hora de voltar a São Paulo para poder retornar à casa. Não só para degustar as novas invenções - que acompanho pelo instagram -, como também para me sentir mais em casa. Mesmo em São Paulo.

Beijos e abraços,

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@viverparacomer


AK Vila
Rua Fradique Coutinho, 1.240 - Vila Madalena.
Tel.: (11) 3231-4496

quinta-feira, 8 de março de 2012

Chez Burger

Amigos e amigas,

retornando aos meus posts sobre a cidade de São Paulo, uma coisa que reparei que assola atualmente São Paulo são as hamburguerías. Sao muitas: America (já teve uma no Botafogo Rio Plaza, mas fechou), Ritz, St Louis, Frevo, Hamburgueria Nacional e muito mais. Inclusive há uma PJ Clarkes. Enfim, hamburguer é o que não falta.


Em uma das minhas andanças sozinho pela cidade de São Paulo, me deu vontade de conhecer uma destas hamburguerias. Já conhecia a América - que não acho nada demais - e uma das filiais de NYC da PJ Clarkes. Assim, pensei em ir em uma nova... O meu flat era bem próximo de um Ritz, mas o problema é que sempre estava lotada de pessoas, o que fazia eu me afugentar daquela multidão.

Lendo a Vejinha SP da semana, vi uma reportagem sobre o Chez Burguer. Olhei no mapa a localização e reparei que daria uma andada de uns 15/20 minutos e avaliei que dava pra ir até lá.

O hamburguer "carro-chefe" da casa é o Secreto Burguer: cerca de 200 gr de carne bovina, queijo gruyère. Vem a parte dois acompanhamentos: compota de cebola e relish de pepino.

Bom, o hamburguer que eu comi estava muito saboroso, mas um pouco gorduroso. Não sei se devido ao excesso de gordura associado ao queijo gruyère - que possui um sabor um pouco mais forte - a sensação que eu tive é de que o hamburguer se dividia em duas metades: até a primeira metade suculento e saboroso; e na segunda, pesado e até enjoativo.

O que de fato eu achei ruim, foi a entrada que a garçonete me jurou de pé junto que era muito gostosa: uma tapioca frita. Além de não ter me agradado, era uma quantidade grande para ser o "abre-alas" do hamburguer.

Essa foi a minha experiência...



O que mais valeu a pena nesta noite, foi escutar a conversa da mesa ao lado. Pois é, quando você está só além de "People are strange, when you're a stranger", uma das únicas coisas a se fazer é escutar o silêncio. Quando os demais resolvem conversar mais alto do que o devido, é inevitável escutar pérolas.

Dois amigos conversavam enfaticamente sobre economia doméstica. Um com um ar de Obewan Kenobi e o segundo com ouvidos de aprendiz. O guia congratulava o aprendiz por ele ter reduzido os seus gastos mensais em mais de 50%: "Parabéns, você gastou no cartão menos de 50% em relação ao mês anterior. Mas você ainda precisa reduzir, pois você tem que entender que a sua realidade é agora de R$ 7.000,00 e você ainda gastou, só de cartão, R$ 12.000,00 nesse mês!"

Quando eu ouvi essa estória, sem entrar no mérito se é muito ou pouco, pensei se tal gasto era digno de parabenizar alguém, já que só no cartão havia um déficit em aberto no mês de R$ 5.000,00 (R$ 12.000,00 - R$ 7.000,00 = R$ 5.000,00). Se era, fiquei imaginando qual seria o tamanho do rombo dos meses passados que o aprendiz havia deixado com a operadora do cartão!?!

Bom, espero que o mentor tenha conseguido equilibrar as finanças de seu amigo. Torço que isso não seja uma tendência atual, pois se não teremos ainda uma bolha por aqui...


Por fim, o restaurante é todo iluminado por luzes indiretas, com velas espalhadas pelas mesas e possui um clima bem descolado. O serviço me pareceu um pouco distraído, mas nada que estragasse.

Beijos e abraços,


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@viverparacomer


Chez Burguer
Alameda Lorena, 2.101 - Jardins.
Tel.: (11) 3062-8743

domingo, 25 de dezembro de 2011

Caroline 145

Amigos e amigas,

como estava de férias, deixei preparado esse relato curto do restaurante Caroline 145 para ser publicado e acabei esquecendo de public á-lo. Mas aí vai:

O Caroline é um restaurante muito gracioso localizado na rua Oscar Freire. Ele tem uma varandinha excelente para os casais e, à noite, é todo iluminado por velas.

Passei em frente a ele, em um dos meus passeios naquela região, e resolvi investigar. Não achei muitas informações em blogs ou sites de divulgacão. Apenas o site da casa.

Olhei o cardápio da casa e pensei "acho que vale investir!". O cardápio varia de massas, clássicos franceses à hamburguers.

Cheguei no restaurante e com um pouco de medo de tomar uma chuva, sentei junto a entrada, na primeira mesa ao lado da janela. Demorou uns 15 minutos e chegou mais dois casais... No fim, mais um casal. Eu, sozinho, percebi que o Caroline é sem dúvida adequado para os casais.

Pedi de entrada uma lula à doré. Infelizmente estava ligeiramente dura. Nada que viesse a atrapalhar o meu gosto por elas. Mas podiam estar melhores.


Muito simpático e atencioso, o garçom que me atendeu sugeriu um risoto de pato com amoras. Duvidei um pouco se o prato era bom, mas topei.

Quando chegou, tive uma grata surpresa: o prato estava divino. As amoras ácidas combinavam com a carne do pato perfeitamente.

Entre erros e acertos, valeu a simpatia e a sugestão do garçom. Acho que é necessário investigar um pouco mais sobre a qualidade da comida. Mas repito: é um local agradabilíssimo... Para os casais, é claro!


Beijos e abraços,


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Caroline 145
Rua Oscar Freire, 145 - Jardins.
Tel.: (11) 3068-0601

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dalva e Dito

Amigos e amigas,

Sempre tive desconfiança de "medalhões" - profissionais considerados bambas nas áreas em que atuam. Raramente essas unanimidades, sejam elas eleitas pelos críticos, ou até mesmo pelo público, me agradam. Em qualquer campo.

Dificilmente esses profissionais estão de acordo com o prestígio que conquistaram. Talvez, em função da idolatria que arrastam atrás de si, ou do ego, tais medalhões passam a realizar trabalhos autorais que deixam de lembrar os bons trabalhos que os fizeram alcançar o estrelato.

Em todos os campos: do médico metido a besta ao acadêmico frustrado que alcançou algum cargo de comando durante o governo Lula. Do artista plástico ignorante, que "sabe tudo", ao cineasta de um único filme de sucesso (discutível). Única coisa que todos os medalhões tem em comum é a arrogância e a falta de educação.

No campo da gastronomia também acontece isso. Ao longo da minha pouca experiência no mundo gastronômico, conheci alguns chefs bem arrogantes. Uma em particular, cheguei a duvidar se ela era arrogante/mal educada ou possuía alguma doença mental. No entanto, depois de ir ao seu restaurante e sentar-me em uma mesa ao lado do casal Cyro Gomes e Patricia Pillar, reparei que a chef se derretia de tal forma para o casal, que chegava a ser constrangedor - tanto pra ela, quanto para o casal.

Mas não é isso que eu posso falar do Alex Atala. Muito pelo contrário. Até porque nunca fui ao DOM. Mas pude conhecê-lo e provar um pouco da sua gastronomia inovadora (?), cheio de produtos do Norte, em uma parceria que ele fez com o Claude Troisgros, onde cada um passava uma semana no restaurante do outro - uma espécie de intercâmbio. Isso tem uns 4 ou 5 anos? É... Talvez.

Muito atencioso, foi de mesa em mesa e conversou alguns minutos conosco. Explicou como ele teve algumas ideias e quais eram os objetivos que alguns pratos tinham. Ou, ao menos, quais objetivos ele queria que tivesse.

Recentemente, em São Paulo, resolvi ir a um restaurante que, embora ele não seja o chef, ele é um dos sócios: Dalva e Dito. Inspirado na cozinha do nosso dia a dia, o Dalva e Dito tem no cardápio os pratos que nós encontramos (ou encontrávamos) nas casas dos nossos pais, nos almoços de domingo...

Bom, de fato o restaurante apresenta um cardápio que muito chef besta nem ousaria colocar em seus menus: macarrão com feijão e linguiça; rabada com agrião; carne de sol com mandioca cozida e manteiga de garrafa. Posso estar enganado, mas imagino a cara de repulsa que a chef que citei acima faria se propusessem a ela fazer esse cardápio... Lógico que o Dalva e Dito tem essa proposta de retornar ao prato do dia a dia, da infância, da comida brasileira.

Talvez aí que seja a crítica que eu faça ao Dalva e Dito.

Pra quem, onde e como... Pra quem o Dalva e Dito é? Onde ele está localizado? E, por último, como o chef do Dalva e Dito prepara a comida que é servida? Obs.: Entendo que embora o Atala não seja o chef, ele seja o arquiteto da proposta da casa, correto?

Tais questões são a fonte da minha crítica ao Dalva e Dito. Comida tipicamnete brasileira, tradicional do nosso dia a dia, ou da nossa infância, deveria ser feita para brasileiros né? Pois bem, a sensação que eu tive é que estava em um restaurante no exterior tamanha era a quantidade de estrangeiros que falavam inglês.

Okay, não há problema. Quem não gostaria de ter o seu restaurante frequentado por uma tribo globalizada?

Mas, vou continuar... Quanto à localização: o restaurante é localizado na rua Padre João Manuel - local super badalado, no Jardins. Posso estar equivocado, mas os comensais que frequentam os restaurantes naquela área provavelmente não procuram comer rabada. Talvez, muitos nem sequer tenham já comido rabada com agrião.

Outra coisa interessante, talvez não muito condizente com o propósito da simplicidade da comida servida, seja a beleza e, digo mais, até mesmo o luxo do restaurante. Diversos maîtres, sommelier, cozinha de vidro, tudo isso para servir "risotinho caseiro", farofa etc. Tá vai... Tô sendo chato, né? É melhor errar por mais do que por menos...



Por último, como os pratos são preparados: pedimos um galeto "televisão de cachorro", clássico de todas as padocas brasileiras, assado, segundo a 'técnica', em temperatura baixa, comm'il faut. Acompanhado desse risotinho caseiro, que nada mais é do que um arroz de forno com ervilhas etc gratinado com um queijo por cima. Era sem dúvida o que a minha mãe fazia para mim, nos finais de semanas, quando eu era pequeno, e dizia que era risoto. Só anos mais tarde vim a descobrir que eu chamava de risoto uma coisa que não tinha nada a ver com risoto...



Sem dúvida nenhuma, ele resgatou pratos clássicos da nossa história recente (da gastronomia brasileira, do dia a dia). Mas tanto o galetinho, quanto o lindo creme de mamão papaia, servido de sobremesa, pecavam por faltar aquele tempero mais exagerado tipicamente brasileiro - um pouco mais de sal e até mesmo gordurinha no galeto; e um pouco mais de cremosidade e açúcar no creme de papaia. (obs.: Tal comentário é válido também para o pudim de leite, generosamente servido, que a Carol pediu.)

Depois de muito refletir, cheguei a conclusão que tudo que eu comi - o galeto e o creme de papaia - eram reinvenções não para os amantes das comidas simples que elas são. A falta de brasilidade, na minha opinião, é uma forma de apresentar o que se come/se comia nas casas dos pais, não para nós que de fato comíamos/comemos no nosso cotidiano. A reinvenção desses pratos provavelmente são para quem nunca os comeu, para os estrangeiros, que talvez se assustem com todo o excesso de tempero que tais pratos carregam.

Não sei. Talvez eu esteja errado. Talvez eu precise voltar mais vezes lá, provar outros pratos, mas mesmo que eu esteja enganado, há muitas dúvidas além das divergências entre o prato e o paladar - que não é ruim. Apenas destoam do propósito simples de oferecer "memórias".

Quando saí do restaurante a minha memória lembrou de que, em minha vida toda, "eu sempre tive desconfiança de medalhões!"

Beijos e abraços,


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@viverparacomer


Dalva e Dito
Rua Padre João Manoel, 1115 - Cerqueira Cesar.
Tel.: (11) 3068-4444

L'Entrecôte d'Olivier

Amigos e amigas,

Nunca gostei do Olivier Anquier. Nunca. Lembro dele se lançando como padeiro - isso tem uns 20 anos. Começou a fazer sucesso e eu, garoto, ainda no colégio, comecei a vê-lo nos programas de culinária. Tentava entender o que ele dizia sobre uma receita secreta "da minha família", de um pão europeu, mais especificamente, de um pão francês.



Naquela época o meu francês era bem ruinzinho, mas já falava algumas sentenças... Achava engraçado como ele pronunciava as palavras. O sotaque dele era mais carregado e tudo mais. Mas, mesmo ainda garoto, algo me parecia que não soava bem.



Hoje, sem dúvida, amadureci fugindo dos programas do Olivier. Hoje em dia, ele aparece em um programa da GNT, com um fusca azul, visitando diversas cidades do interior do Brasil e do mundo. Confesso que tem uns programas que, mesmo não gostando, olho de rabo de olho, pois os lugares são fantásticos. Eventualmente acabo vendo o programa do Olivier. Sinto que ele tem a pretensão de ser um Anthony Bourdain "franco-tupiniquim", apresentando para nós, brasileiros, a diversidade maravilhosa da comida da nossa própria terra.

Não acredito que o Anthony Bourdain seja um grande chef de cozinha, mas talvez o que falte ao Anquier seja a espontaniedade ácida - e até humana - que há de sobra no Bourdain. Em outras palavras, mais sinceridade e menos caras e bocas - por que é que ele fala o tempo todo "up"?

Mas, vamos lá: depois de anos e anos fazendo o papel de bom moço, ele não poderia mudar de "posição", não é mesmo? O Anquier nos dias de hoje faz comercial de TV para as senhoras que tem prisão de ventre. É sério. Ele é o garoto propaganda " gente boa" das senhoras. É difícil construir essa imagem...



Mas por que eu escrevi tantas coisas sobre o Anquier? Olha, talvez seja o tal do preconceito. Por não acreditar no Anquier, resisti algumas vezes a ir ao seu restaurante, nas diversas vezes que estive em SP. Em meu twitter recebi alguns tweets falando bem do seu bistrô localizado no Jardim Paulista - ao lado do clube Pinheiros - cujo nome é L'Entrecôte d'Olivier. Mas resistia. Quando percebi que só havia um prato, resolvi resistir mais e mais - é isso mesmo, o restaurante dele só serve um prato. Um entrecôte (um contrafilet) sob um molho secreto (olha aí, de novo estas estórias de secreto) da tia dele (se não me engano Nicolle), com batatas fritas crocantes e sequinhas.

Fui lá. E olha... Eu adorei.

O restaurante é bem decorado - bem mais do que eu esperava para um bistrot, que só serve um prato. Quando chegamos havia uma fila na porta que a atendente dizia que demorava cerca de 30 minutos. Mas, esperamos, se muito, 20 minutos.

Ficamos em um bar bem claro, aguardando que nossa mesa ficasse pronta. Enquanto aguardávamos, experimentei uma sakerinha de tangerina com gengibre e cravo. Um aperitivo e tanto, hein? Muito bem preparada, degustei com vontade para dilacerar qualquer resquício de preconceito contra o restaurante que ainda me restava.

Antes do prato prinipal, é servido uma salada verde excepcionalmente bem temperada, com alguns toques de nozes. Ah, o pão servido no couvert - que consiste em apenas pão e manteiga - me agradou muito. Tem aquela casca dura e é excelente com uma manteiga. Pensei: "será que de fato ele foi um bom padeiro no passado?"


Prato principal: entrecote macio e saboroso é servido com esse tal molho secreto da tia Nicolle. Eu arriscaria que esse molho é feito a base de fígado, pois tem ligeiramente um gosto agradável de paté. Mas como é secreto eu não posso ter certeza... Também fiquei com dúvida se a carne servida era de fato um entrecôte... Acho que era um filet mignon - macio, sem gorduras.

A batata frita é a vontade: de minutos em minutos uma garçonete aparece com uma travessa e oferece "aceita um pouco mais de batata? Ela está quentinha..." Uma delícia.


Pra finalizar, pedimos para arrebentar a boca do balão uma mousse de chocolate. Essa mousse é bem consistente, aerada e não muito doce - de modo que é impossível se enjoar dela.

O restaurante fica na esquina com a rua Tucumã e de sua porta é possível avistar um pessoal em uma das piscinas do clube Pinheiro. Depois do almoço, ainda dá para dar uma caminhada até o shopping Iguatemi que também está bem próximo da casa do Olivier.

Olha, preciso admitir que se não sou fã dos programas do Olivier, ao menos do seu restaurante de apenas um prato, me tornei grande fã. Depois de tantos elogios ao L'entrecôte d'Olivier preciso dizer: realmente não é preconceito contra ele - apenas uma questão de gosto. E "vive la difference!"

Beijos e abraços,

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L'Entrecôte d'Olivier
Rua Doutor Mario Ferraz, 17 - Jardim Europa.
Tel.: (11) 3034-5324

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Arturito

Amigos e amigas,

verdade seja dita, estou escrevendo mais sobre restaurantes de São Paulo do que do Rio. Aliás, tenho inclusive escrito mais em SP do que no RJ também. No entanto, reafirmo que esse blog é carioca! Mas, circunstâncias da vida me levaram a São Paulo. Engraçado em falar "circunstâncias da vida", pois lembro do marido da Fernanda, amiga do blog, que já deu diversas dicas para o Viver Para Comer, dizendo: "São Paulo é que nem a morte... Mais cedo ou mais tarde ela chega para você"

Diferentemente do personagem polêmico Svidrigailov, em Crime e Castigo, que segundos antes de se matar, alerta ao leitor que vai para a América, ir para São Paulo, para mim, é sempre um prazer.

Preciso explicar: a metáfora que Dostoievsky relata em sua obra prima, precisa ser contextualizada pela sua época, onde movimentos comunistas rondavam todos os cantos russos. Para um russo politizado no final do século XIX, ir para a América, país símbolo do capitalismo, era igual ou pior que se matar. No meu caso, ir para São Paulo, no momento, é viver. (obs.: a interpretação da metáfora de Dostoievsky é minha. Portanto, por favor, me desculpem se não for a mais correta.)

Em um sentido um pouco metafórico também, mas completamente o oposto de Dostoievsky (inclusive em todas as suas habilidades), o Viver Para Comer acabou desembarcando no Arturito.



Já tinha escutado falar muito bem do Arturito há uns dois anos atrás, quando estava procurando restaurantes para conhecer em SP. Lembro que queria conhecer o restaurante japonês do Jun Sakamoto, que na época não pude conhecer, e me foi recomendado, com bastante adjetivos, o Arturito como uma segunda opção já que precisava reservar com antecedência uma mesa no restaurante japonês. Recentemente, vi uma entrevista da chef Paola Carosella, responsável pelo Arturito, no programa do Salomão Schvartzman no canal da Band News. Me interessei ainda mais.

O restaurante não é muito grande, mas é confortável o suficiente para acomodar todos que fazem reservas. No meu caso, perdi a hora e, mesmo assim, a hostess nos acomodou adequadamente em uma mesa logo na entrada.

De entrada pedimos uma lula crocante e sequinha, que vinha acompanhada de um molho aïoli picante, pedaços de limão siciliano e bastante temperos verdes picados por cima. Excelente.



Como a chef é argentina, imaginei que as carnes deviam ser o ponto forte da casa. Pedi um ojo de bife, corte de carne típicamente argentino, comparado um pouco com o nosso contra-filet - pelo que sei, o ojo de bife é a ponta nobre do chorizo argentino. A carne estava perfeita e vinha acompanhada de uma batata asterix robuchon - o aspecto dela servida me lembrou a tradicional batata rostie, mas era bem sequinha de maneira que eu imaginei que, ou ela foi assada, ou feita na grelha.

A Carol, que me acompanhou nessa descoberta, pediu um spaghettini com molho vermelho, muzzarela de búfala e manjericão. Também excelente.

Para finalizar o jantar, pedimos o mix de sorvete: baunilha, doce de leite e nibs de chocolate de Amma - que nos foi dito que era feito em uma base de chocolate branco com "nozes" do cacau. Todos excelentes, mas o de doce de leite é sensacional. Me lembrou do sorvete de doce de leite que experimentei em Buenos Aires.



Um último detalhe positivo, foi a atenção dada por todos para obter um taxi - já era bem tarde quando saímos, e não era possível achar com facilidade. O maître foi pessoalmente ajudar e os manobristas se espalharam pelas ruas... Até que um deles conseguiu um carro disponível.

Concordo com a observação que nos foi recomendada antes de ir: é um restaurante para se conhecer a noite. Tem uma iluminação baixa que dá um clima todo especial. Vale a pena!


Beijos e abraços,


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Arturito
Rua Artur Azevedo, 542 - Pinheiros.
Tel.: (11) 3063-4951

domingo, 6 de novembro de 2011

Dui

Amigos e amigas,

nessas idas e vindas a São Paulo, no recomendaram conhecer o Dui - um restaurante que eu não fazia ideia, mas que a Carol já conhecia de nome. Segundo ela, esse restaurante era de uma chef bonita, chamada Bel Coelho, que ela já tinha visto na TV. Acabamos indo almoçar lá.

Chegamos ao restaurante por volta das 13:00h. E o que me surpreendeu é que não havia ninguém. Ninguém! Lembrei logo de uma das máximas de Anthony Bourdain: "restaurante bom tem como característica muitas pessoas". Seria um mau prenúncio de como seria o almoço? Seria muito caro?

Ao ver o cardápio, vi que o restaurante era caro - como os demais de sua mesma categoria -, mas nada em demasia que justificasse ele estar vazio. Ainda mais em SP... Como haveria um feriado na quarta, imaginei que muitos haviam emendado o feriado e que provavelmente esta seria a razão pela qual muitos clientes ainda não tinham chegado para o almoço - impressionante a quantidade de teorias que tentamos nos fazer acreditar para suprimir dados da realidade que apontam para direções opostas, né? Principalmente quando queremos que tudo dê certo.

Olha, mas, no caso do Dui, as teorias explicativas provavelmente estavam certas, e se o restaurante estava vazio era mais um capricho do que um sinal de má qualidade - a comida era excelente!

Com diversos tons de roxo espalhados na decoração do restaurante, sentamos junto a uma janela bem escura que dava para ver os "fantasmas" dos cozinheiros circulando de um lado para o outro; e a luminosidade do fogo de uma churrasqueira.

Uma coisa que me chama atenção é a quantidade de jardins recriados insistentemente dentro de alguns restaurantes em SP... Não tão vasto quanto o Kaá , o Dui também possue uma "vasta área verde" (exagero!) na varanda externa, no fim do restaurante. Me dá a sensação da necessidade de os paulistanos verem um pouco da natureza em uma cidade que é um verdadeiro corredor de concreto. Lógico que o ambiente fica mais leve e agradável, mas talvez isso seja uma característica bem forte de todos os ambientes decorados em SP. Sem dúvida, bem mais forte do que no RJ.

Outro ponto forte da casa é a música... jazz, bossa nova, em volume agradável para um almoço e combinando exatamente com aquela atmosfera chique-despretenciosa que a casa apresenta. Clima perfeito para um vinho rosé!

Aliás, o atendimento simpático, mas sem excessos, também completa a experiência no Dui.

Em relação à comida, começamos com um prato de tapas, crostini de queijo com figo. De tudo que eu comi, talvez essa entrada foi o que eu menos gostei. Não que fosse ruim, mas é que eu achava que seria bem melhor do que foi. Talvez o erro tenha sido meu, pois o erro da expectativa atrapalha um pouco a avaliação.

Mas os pratos pedidos não decepcionaram: eu pedi uma costela de porco ao mel do engenho e gengibre, acompanhado de um purê de abóbora e quiabo no fubá crocante. A Carol pediu mais um "comfort food", com medo de não errar: o filet Oswaldo Aranha à moda da casa (de fraldinha).

Ambos os pratos estavam sensacionais. Ouso dizer que a costela de porco foi umas das mais gostosas que eu ja comi - a carne era saborosa demais, com gordura no ponto exato. A garçonete me explicou que as ripas da costela ficavam em torno de 5 horas marinando e depois eram cozidas lentamente por mais 2 horas. O resultado foi uma costela divina, com um molho (um melado) maravilhoso. O purê de abôbora, de sabor forte, fez uma perfeita combinação com as costelas.

E o quiabo? Eu adoro quiabo. Nunca tive preconceito com quiabo. E este estava divino. Até mesmo as pessoas que implicam com quiabo, estas não teriam objeções. Lembro de um seminário que assisti da chef Roberta Sudbrack, há mais ou menos uns 2 anos atrás, em que ela disse que muita gente não gostava de quiabo. Desse modo, ela estudou um método de cozimento que neutralizasse o que a maioria das pessoas detestavam no quiabo: a baba do quiabo. Assim, ela reinventou o quiabo. Não tenho dúvida que esta reinvenção do quiabo não é uma particularidade da chef Sudbrack. Tanto que o quiabo do Dui, ou da chef Bel Coelho, é também um caso à parte. E um ótimo caso!

Se o meu prato era tudo de bom, o prato da Carol, preciso dizer, foi excelente também. Lógico que era um filet Oswaldo Aranha sofisticado, bem apresentado e com todas as pompas que esperamos em um restaurante contemporâneo. Mas, não deixava de ser um o bom e velho Oswaldo Aranha, com aquelas batatinhas chips pequeninas, com a farofinha misturada com o arroz e com o molho da carne... Água na boca só de relembrar.

De sobremesa, pedi um tartare de abacaxi com manjericão, tapioca brûlée e baba de moça. Sem dúvida, havia um pouco de coco misturado na tapioca. Ela era ligeiramente queimada no topo, de modo que o açúcar da tapioca e do coco caramelizava. E o abacaxi, após um costela de porco, era mais do que uma boa sobremesa... Se complementavam. A baba de moça, com algumas folhas de manjericão soltas, dava o tom mais doce para toda a sobremesa. Nota 10.

Aliás, para quem não fazia ideia do restaurante, e para quem estava desconfiado da qualidade de um restaurante vazio - durante o nosso almoço chegaram mais uns 5 grupos -, saí de lá com uma grande felicidade de ter tido a oportunidade de conhecer o Dui. Merece mais que 10!

Beijos e abraços,


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Dui
Alameda Franca, 1.590 - Jardim Paulista.
Tel.: (11)2649-7952

Quem sou eu

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Olá, sou carioca e um grande apreciador de um bom prato. Com este intuito, tentarei escrever as minhas impressões sobre os restaurantes em que eu vier a comer - descrevendo qualidades e defeitos de cada um. Caso tenha o interesse de complementar as minhas opiniões, por favor, não deixe de contribuir. Restaurantes bons devem ser vangloriados, enquanto restaurantes ruins devem ser evitados. Não concorda? Então, vamos lá... Mãos ao garfo!