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terça-feira, 10 de maio de 2011

Big Island = Um Vulcão de Prazer

Amigos e amigas,

quando planejei a minha viagem ao Hawaii, pensei em ir, primeiramente, à ilha de Oahu e depois ir a mais uma ilha: Big Island!

Porque eu queria ir pra lá? Não sei... Nem tinha muitas informações do que fazer lá. Mas queria ir!

Fiquei 3 noites, sendo que duas noites dentro do parque do vulcão Kilauea - o maior vulcão ativo do mundo. Queria porque queria ver aquele show de lava, o encontro da lava com o mar... O que eu mais queria ver era a estrada que foi coberta pela lava.

Vi quase tudo. Acho que a única coisa que eu não vi foi a lava escorrendo até o mar - esse fenômeno não ocorria há 4 anos. Infelizmente (ou felizmente) no dia em que eu saí da Big Island, o vulcão Kilauea entrou em erupção e a lava voltou a escorrer até o mar. Bom... Se por um lado eu deixei de ver a lava até o mar, ao menos eu vi muitas coisas maravilhosas... Digo isso porque, no dia em que o vulcão entrou em erupção, o parque foi tortalmente fechado e quem foi até o Kilauea não viu nadica de nada! :)

Vale dizer que chegamos à cidade Hilo, conhecemos o museo do tsunami e nos hospedamos no topo do Kilauea - a cerca de 1 hora e meia de Hilo. Como os níveis dos gases tóxicos estavam altos, tínhamos que verificar a qualidade do ar todos os dias em que ficamos por lá. Mas para quem quer ver vulcão tem que ficar no local. Tem muita coisa pra ver!

Além de Hilo e de Volcano Village (nome da vilazinha localizada na base do Kilauea), tivemos a oportunidade de nos hospedar em Kona - dentre todas, a cidade com maior estrutura que tivemos oportunidade de ver na Big Island.

Entre Volcano Village e a cidade Kona há muitos lugares lindíssimos. Mais uma vez, Lucia Malla, sempre ela quando se fala em Hawaii, nos deu dicas preciosas em seu post 4 dia na Big Island. Dentre todas as dicas, a praia de areias verdes me parecia ser uma das mais interessantes... Mas não tinhamos carro 4 x 4 - que, segundo ela, era necessário.

No entanto, o passeio até o sítio arqueológico Pu'uhonua O Honaunau nós fizemos e é sensacional! Primeiro que há à disposição dos frequentadores diversas casas em que os polinésios antigos viviam - super bem preservadas! Os lagos em que eles cultivavam os seus peixes, os artefatos de diversão (uma espécie de gamão), etc.

Além dos restos arqueológicos, há uma praia também neste parque que é, ao mesmo tempo, uma reserva ecológica de tartarugas marinhas. Você faz snorkel ao lado de diversas tartarugas gigantes. É inacreditável!


Em relação à comida, deixarei registrado aqui dois excelentes restaurantes localizados en Volcano Village - dica pra quem quer ver de perto o poder do vulcão!

1) Kiwae Kitchen

Nos foi recomendado esse restaurante pelo rapaz do nosso hotel. Segundo ele, este era um dos melhores restaurantes de Volcano Village. O único detalhe que ele deu era de que precisávamos chegar cedo, pois enchia!

Após assistirmos ao glow da cratera do Vulcão Kilawea - e de sentir uma friaca intensa -, fomos ao Kiwae Kitchen. Chegamos 19h. Na minha opinião, cedo! Mas já havia fila na porta. Pensamos em desistir, mas acabamos resistindo na fila por cerca de 30 minutos. E valeu, hein? E como valeu!

Aliás, bem na porta, havia um recado para os mais estressadinhos que não queriam esperar: "Seja gentil, ou vá pra casa!".


Comida simples, muito bem servida, com produtos super frescos e gostosos!

Talvez a razão da comida no Hawaii ser tão boa é que ela vem de terra vulcânica. Tal terra possui excelentes ingredientes nutricionais, já que todos os alimentos cultivados no Hawaii parecem ser maiores que o normal e mais suculentos. As cenouras são mais doces, os aspargos maiores, os tomates lindos, as cebolas são impressionantes... Enfim, uma orgia para quem gosta de comer e cozinhar. A ida ao Foodland - supermercado local - era uma verdadeira descoberta!


Pedi um atum levemente grelhado (yellow fin tuna), acompanhado de uma salada verde muito bem temperada com wasabi - excelente - e arroz. O prato da Carol, que na minha opinião era melhor, e mais fotogênico (ver foto ao lado), era composto por costeletas de cordeiro, levemente temperado com molho de hortelã, alho, alecrim e tomilho, aspargus, batatas asterix e tomates. Realmente, era muito bem servido, mas para quem fica andando pra cima e pra baixo procurando vulcões, é comida pra se fartar e aproveitar.

Eu ainda tive a oportunidade de experimentar a cerveja local, de Big Island mesmo, a Long Board. Mais leve do que a Bikini Blonde de Maui (comentei no post de Maui), muito parecida com as cervejas brasileiras. Mas mesmo assim valeu!

Lembro que, quando ainda estávamos na fila, um casal saiu do restaurante e virou-se para nós e disse: " Vale a pena esperar. A comida é fantástica!" Era a mais pura verdade. Gostamos tanto que voltamos no dia seguinte para experimentar a pizza deles - que também é excelente.


2) Thai Thai Restaurant

Este restaurante ficava em uma espécie de micro centrinho, antes da entrada do parque dos vulcões, ao lado de um posto de informações ao turista!

Nos falaram que esse era um dos melhores restaurantes de lá, mas não abria todos os dias.

Fomos almoçar lá, após a aventura de chegarmos ao fim da estrada - pois é, como naqueles episódios de Twilight Zone, chegamos ao fim da estrada que margeia a costa sul da ilha. A lava de forma impressionante avançou sobre a estrada e cortou a comunicação com o resto da ilha.

Chegamos lá e só havia um casal - este restaurante era bem maior que o Kiwae Kitchen. Aos poucos, as pessoas começaram a chegar para almoçar.


Imaginando que as porções fossem pequenas, pedimos um Frango Satay de entrada, um Pad Thai e um Peixe Mahi Mahi (o nosso dourado) com Curry Verde. Veio também muita comida, mas, como a fome era grande e a comida deliciosa, conseguimos dar conta de todos os pratos!

Os preços do Thai Thai são bem em conta também - o que o transforma em um ótimo custo-benefício. Aliás, isso aconteceu com os dois restaurantes sugeridos.

Bom, pra quem vai à Big Island precisa saber que não há o luxo ou a urbanização que há em Oahu, ou mesmo em Maui, mas há muita beleza também. Os preços, de um modo geral, me pareceram mais em conta por lá: desde comida, como de passeios, hotéis e etc. A beleza natural é também estonteante, até porque a Big Island é a ilha mais selvagem de todas. Quatro dias talvez sejam de bom tamanho para a Big Island. Mas tenha certeza: não dará para conhecer toda a ilha. Há muitas atrações por lá... Principalmente, se você curte praia, mergulho e vulcões!

E o mais importante: come-se muito bem por lá! :-)

Quando voltaremos, hein?

Beijos e abraços,

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@viverparacomer

sábado, 23 de abril de 2011

O Hawaii é aqui!

Amigos e amigas,

depois do meu post O Hawaii não é aqui, muitas pessoas me questionaram se a minha viagem tinha sido ruim, ou se eu era louco etc. Apenas uma pessoa, o meu amigo João Diniz, concordou com os meu argumentos, e, segundo ele, compartilhou os mesmos sentimentos.

Queria dizer que na verdade o Hawaii é muito amplo... Mesmo na ilha de Oahu é possível encontrar diversos Hawaii... Acho que o mais importante é dosar as expectativas... "Nem tudo que reluz é ouro".

Mas se Oahu não é o meu Hawaii, Maui é o meu Hawaii (aliás, meu e de todos)!

Maui é mais leve, é mais paradisíaco, é mais clima de veraneio... No nosso pequeno avião que nos transportou de Oahu até Maui, em menos de 30 minutos, tinha um casal que, pelos trajes, deixava pistas de que ia apenas passar o dia na praia e voltar - sem bagagem, de biquini por baixo da roupa e chinelos...


Outra diferença em relação a ilha de Oahu é que em Oahu há muitos japoneses com um apetite enorme para fotografar tudo - desde paisagem até vitrines de lojas. Como as ruas são estreitas, gasta-se um tempo enorme se desviando de diversos grupos posando para fotos. Já em Maui, não há tal frenesi de modo que você pode andar livremente sem se preocupar em atrapalhar fotos de ninguém. rs.

Maui, como todo Hawaii, não é barato... Desde os custos de hospedagem, como nos passeios, restaurantes, gasolina etc. Lucia Malla, em seu post 4 dias em Maui, afirma que é em Maui onde se encontra a gasolina mais cara dos USA. Aliás, nesse post tem uns passeios imperdíveis: mergulho em Ahihi Bay (veja a foto logo abaixo), Fazenda de Lavanda, Honolua Bay, La Perouse Bay (foto um pouco mais abaixo) etc.

Existem ótimos locais para ficar em Maui, como, por exemplo, Waileia, Kaanapali, Lahaina, Kapalua etc. Ah, ainda tem o lado leste da ilha, que não conheci, Hana, que falam que é lindíssimo. No entanto, o lugar que eu achei mais interessante é a localização do Sheraton - com uma praia "particular", um rochedo conhecido com Black Rock protege a toda a praia do vento e transforma o mar de frente o hotel em um verdadeiro aquário. Todos os tipos de peixe são posíveis de serem vistos. O problema é o preço da hospedagem: muito caro!

Infleizmente não ficamos no Sheraton! Ficamos em Kaanapali, diante de um mar e um por do sol incríveis. Ficamos em um hotel que possuía cozinha no quarto - excelente surpresa, já que não esperava. E talvez por esse motivo tenha sido o local que menos tenhamos comido em restaurantes, pois cozinhei quase todos os dias.

Mas mesmo assim tivemos a oportunidade de conhecer alguns bons restaurantes.

1) Penne Pasta

O nome já diz tudo. Localizado na antiga vila baleeira - Lahaina - este restaurante possui massas muito gostosas e bem em conta. É super simples, não tem garçom... Aliás, o próprio dono te atende, recebe e comanda cozinha. Mas não o subestime pela simplicidade... É muito bom!


Dividimos um Fettuccine Alfredo. Simples, bom e gostoso!

Indo nesse restauarante de dia, não deixe de dar uma volta pelo centrinho que é bem descolado, com diversas lojinhas bem bonitas.





A comparação é ruim, como a maioria das comparações, mas a ruazinha de Lahaina me lembrou muito a Orla Bardot/Rua das Pedras em Búzio. Só que sem as pedras que, diga-se de passagem, são extremamente difíceis de andar.

2) Merriman's Restaurant

Esse é um dos restaurantes mais chiques de toda ilha de Maui. Mas restaurante chique, ou mesmo caro, não significa restaurante bom. Esse é um dos casos... Um amigo meu que também havia ido no Merriman's Restaurant me disse que achava que esse restaurante tinha fama de bom devido ao lobby que os jogadores de golfe faziam em volta dele... Pode ser...

A verdade é que ele fica localizado em Coconut Groove - um adendo do condomínio super exclusivo de casas de veraneio, o Kapalua Golf Resort. Coconut Groove é uma pequena baía com águas mais calmas.

O Merriman's Restaurant fica debruçado no mar. Fomos a noite, assim não foi possível contemplar o visual paradísiaco de suas águas turquesas. Mas as casas ao lado dá um clima alto astral. O pacote é completo: brisa no rosto, lua cheia, céu estrelado e... comida duvidosa.

Na verdade a Carol pediu uma entrada maravilhosa e o prato dela também estava excelente. O meu pedido é que estava ruim. Prefiro não comentar o meu prato, já que foi um fracasso. Mas uma coisa deu para notar: quando Carol fez o pedido da entrada, o garçom elogiou e se mostrou empolgado. Quando ela fez o pedido do prato principal, ele também se mostrou empolgado. Quando eu pedi o meu prato, senti que a empolgação dele tinha ido pro espaço...

Sempre tenho um certo receio de solicitar sugestões para garçons de restaurantes que não conheço - de tanto ler o Anthony Bourdain, acho que eles estão mais preocupados com a gestão empresarial do patrão do que com o verdadeiro comprometimento com o cliente. No entanto, este garçom, sem perguntar, me deu pistas do que seria bom e eu não acreditei. Como dizia Elis Regina, "Vivendo e aprendendo a jogar". No caso, "Vivendo e aprendendo a pedir"!

De entrada pedimos uma massa bem leve acompanhada de um queijo ricota temperado com ervas e azeite trufado - ótima surpresa. A Carol pediu um peixe espada, com macadamia e arroz de jasmim. Ainda veio acompanhado de brócolis com alho - embora, trivial, o brócolis com alho estava perfeito.

No conceito custo benefício, na minha opinião, não vale a pena. Preferiria ter voltado ao Penne Pasta. Mas, reconheço que o prato da Carol estava muito bom!

3) Prime Rib & Fish Co.

Gostamos tanto de Lahaina de dia que voltamos a noite. Chegamos até esse restaurante, o Prime Rib & Fish Co, que era construído sobre às águas... Aliás, soube que parte de Maui sofreu com o tsunami que afligiu o Japão. Espero que tenha ficado tudo bem por lá.

O restaurante é bem descontraído, mas não chega a ser tão simples como o Penne Pasta.

Nesse restaurante tive a oportunidade de beber uma cerveja de Maui, a Bikini Blonde Lager: muito mais forte do que a s nossas cervejas. Só a cerveja já havia valido a noite. Petiscamos mais do que jantamos...

4) Paia Fish Market

Visitando o norte de Maui - onde se encontram a gigantes ondas de Jaws - paramos para comer neste simpático e descontraído restaurante. Super cheio, mas também super simples, há diversas opções de peixes, hamburguers de peixe e frango. Fomos no tradicional Mahi and Chips - que é o dourado com batata frita. Um clássico que também tinha em todos os restaurantes de Maui é o Ono (ou Wahoo) and Chips - que é a Cavala gigante (ou da Índia) com batata frita. Muito gostoso.

De entrada pedimos uma Calamari Strips, que consistia em pedaços de lula fritos à doré.

Maui sem dúvida foi a melhor parte de todo o nosso período no Hawaii. Não conheci o Kauai - que também acredito que deva ser desconcertante... Mas entre Oahu e Maui, sem furos, vá para Maui. Isso sim é o Hawaii!

Beijos e abraços,

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sexta-feira, 25 de março de 2011

O Hawaii não é aqui!

Amigos e amigas,

o Viver Para Comer chegou em sua aventura em terras havaianas. Aloha! Juro que vou tentar me concentrar apenas nos restaurantes e falar o menos possível sobre as atrações turísticas - até porque isso é um blog gastronômico e não de viagem. rs! Mesmo que eu ache muito difícil alguém ir ao Hawaii para jantar, mais especificamente à ilha de Oahu, fica de registro algumas indicações de sua culinária local...

Olha, a primeira coisa que alguma pessoa que mora no Brasil deve saber sobre o Hawaii é que ele é longe: cerca de 10 horas entre o trecho RJ-Charlotte, mais 5 horas de Charlotte até San Francisco e mais 5 horas de San Francisco até Oahu. Entre esperas de conexões e atrasos, pode adicionar mais tempo e reservar umas 25 horas, no mínimo, para concluir esta viagem. A prova de que o Hawaii é longe: da ilha de Oahu até o Japão gasta-se aproximadamente 5 horas num voo.

Depois dessa epopéia pelos ares, a coisa que você mais vai desejar é ver a ilha de Oahu aparecer na sua pequena e desconfortável janela do avião - você e todos que estiverem no vôo, pois essa aproximação da ilha é maravilhosa.

Oahu é muito grande - é uma ilha, mas em diversos momentos não dá a sensação de se estar em uma ilha! O south shore, lado sul da ilha, é uma grande cidade: tem mercado financeiro, empresas, traders, universidades, restaurantes, shoppings e muitos hotéis. Foi justo no south shore onde ficamos. Nosso hotel ficava de frente para a praia de Waikiki e para a estátua do duque Kamehameha.

O north shore, por sua vez, não tem quase nada: é uma grande fazenda de abacaxi. Aliás, há uma fazenda-empresa, a Dole, que oferece passeios e degustação de abacaxi. É quase um parquinho de diversão, só que com a temática de... abacaxi. rs... O north shore tem as praias famosas: Pipeline, Sunset, a maravilhosa Waimeia Bay entre outras... Mas em termos de hotéis, restaurantes e atrações tem pouca coisa. Ah tá... Tem o centrinho de Haleiwa, com um pequeno comércio e alguns restaurantes.

Sempre tive muita vontade de conhecer o Hawaii e achei que o Hawaii seria realmente uma espécie de paraíso em terra. Confesso que me decepcionei um pouco diante do contraste descrito acima: se o sul da ilha era extremamente "cidade", o norte era uma grande lavoura com uns truculentos e mau encarados "bad boys", circulando feito tubarões pelas praias mais famosas para o surf.


Veja você como são as coisas: anos e anos idealizando o Hawaii como o último paraíso na terra - com alguma infra, já que ele constitui um dos 50 estados norte-americanos. Chego no Hawaii e descubro que o conceito do Hawaii não é aquilo que estava diante de mim na ilha de Oahu!

Gente, não quero decepcionar ninguém, nem dizer que não vale a pena ir ao Hawaii... Não é isso... Até porque a ilha de Oahu é muito bonita. O problema é a expectativa construída e a comparação com a realidade!

Foi no meio dessa decepção com o "fato real" que me apareceu uma Malla... Bom, antes de viajar, na verdade quando comecei a planejar esta viagem, há uns 5/6 meses atrás, a Carol me disse que havia um blog de viagem de uma brasileira especializado no Hawaii... A Lucia Malla. Havia impresso um post dela que se chamava 4 dias em Oahu e lá havia um um mapa da mina: o leste da ilha! O leste da ilha possui praias lindíssimas, mas não tão largado como as do north shore. Havia uma estrutura de hotéis, restaurantes e toda infra, mas, ao mesmo tempo, não tão cheio de gente e, em particular, de japoneses - nada contra, mas devido à proximidade com o Japão, em alguns momentos parece que você está em Tokyo e não em uma ilha no meio do Pacífico! Muitas lojas, pequenos shoppings e nada de lojas de alto luxo (como há em Waikiki)!

Kailua, Lanikai, Waimanalo, Cockroach beach, Makapu etc...Enfim, Hawaii. Mais em direção ao South Shore há Sand Beach - famosa pelos campeonatos de surf. Colada ao South Shore está a linda Diamond Head.


Além de tudo, o lado leste é bem mais perto da cidade, ou seja, do south shore do que o north shore. Cerca de 35 minutos você vai do south até o east. Enquanto que para ir para o north shore você gasta cerca de 1h 30 min. Ou seja, para quem está no north não dá para ir jantar e voltar no south todo dia.

E a comida? Isso é talvez o diferencial do lado sul da ilha. Os melhores restaurantes, incluindo os mais turísticos, estão lá.

O Hawaii é caro. Os restaurantes, hotéis etc. têm um preço mais caro do que se comparado com os USA. Até porque são ilhotas no meio do Pacífico muito longe da costa americana. Mas a comida lá é demais: os ingredientes são fartos - pois a terra vulcânica de lá possui diversos nutrientes para os mais diversos cultivos -, os peixes são fantásticos e a carne, que imagino que venha do mainland (USA), possui cortes de excelente qualidade. Tentarei contar em meu próximo post as minhas aventuras na cozinha do Hawaii. rs


Bom, a comida típica do Hawaii é peixe, frango huli huli, leitão na brasa... Olha, das coisas que eu tive a oportunidade de ver, não se distingue muito da nossa comida não. Há muitos japoneses, chineses, filipinos, tailandeses e vietnamitas morando hoje lá, o que possibilita uma grande diversidade gastronômica pelas ruas de Honolulu. Fomos em um restaurante japonês ótimo, de frente para a estátua do Kamehameha, em Waikiki, chamado Furusato.

Ah, não posso começar a falar dos restaurantes sem antes falar sobre uma cadeia de sanduíches chamada Cheeseburger Restaurants. E falar mal, hein, gente? Embora a localidade seja bem convidativa, de frente para praia, e seja bem decorado, com garçons super figuras, confesso que não gostei muito... Banheiros imundos, mesas bagunçadas e a comida veio a desejar. O lema da casa é que cheeseburgers são mais interessantes do que hamburguers. Okay, concordo. Mas é necessário fazer um bom hamburguer antes de mais nada, não é? Se optar por sanduíches, recomendo evitar tal rede que, além de Oahu, também está presente em outras ilhas do Hawaii e, inclusive, em Las Vegas.


Em relação aos restaurantes, tivemos a oportunidade de ir a uns bons restaurantes. Vou comentar apenas sobre alguns e descreverei suscintamente alguns pratos:


1) Beachhouse at The Moana

Restaurante situado dentro do hotel Moana Surfrider, de fachada branca e imponente. Possui uma locação privilegiada - de frente para a praia de Waikiki. O pôr-do-sol lá é garantido. Fomos em nosso primeiro dia para jantar e apreciarmos o pôr-do-sol. Ficamos na varanda do restaurante, sentindo um ventinho que vinha do mar. Só isso já tinha valido a ida ao restaurante: pôr-do-sol, uma mesa na varanda, bebendo um pina colada e sentindo no rosto a leve brisa do mar.
A comida estava excelente: pedi um New York Strip (contra filet), com creme de espinafre e um purê de batata com parmesão (ver foto). Tudo estava delicioso.

O ponto fraco foi um camundongo que apareceu sem ter sido convidado, no meio da varanda... O maître veio nos explicar que o restaurante é aberto e, assim, impossível de controlar alguns penetras. Nos recolocou em uma mesa mais afastada da varanda, no entanto, a magia já havia sido quebrada... Mesmo com a comida sendo fantástica... Bom, um aviso para todos: há uma infestação de ratos na ilha. Escutei até que estão trazendo, de forma ilegal, cobras para ilha, pois não há predador para os roedores!


2) Alan Wong
Soube desse restaurante após assistir um episódio do "Food Porn", um adendo do No Reservations de Anthony Bourdain. Lembro que tava vendo o programa e vi um Chef havaiano apresentando o seu prato... No mesmo momento em que vi, o objetivo principal do programa começou a fazer efeito: comecei a salivar e a desejar conhecer o tal restaurante.

Confesso que foi bem difícil encontrar o restaurante, pois ficava em um 2 ou 3 andar de um prédio no downtown do Hawaii - local, devo admitir, não muito bonito! Mas o restaurante era bem agradável, com uma galera bonita e um clima bem animado. Bom, encontrar isso no Hawaii não é difícil, mas o diferencial deste restaurante era que não era majoritariamente frequentado por japoneses, nem por idosos - bem comum por todo southshore de Oahu.

Nesse restaurante comemos uma entrada que consistia em um pequeno bolinho de Crab, Shrimp and Lobster (carangueijo, camarão e lagosta). Com algumas gotas de shoyu, os bolinhos ficavam divinos.
Como prato principal, aceitei a sugestão do garçom: filet de pargo com molho de gengibre, green onion, milho e temperos (ver foto). Veio acompanhado um purê de batata gratinado... Muito bom!

3) La Mer
Esse talvez tenha sido o restaurante mais chique que tenhamos ido em toda a viagem. Ele ficava dentro de um hotel também super chique. Tinha uma vista linda, mas chegamos tarde demais para assistirmos o pôr-do-sol... Um casal de amigos me indicou o La Mer dizendo que a comida era boa, que valia a experiência, mas que era caro. Desisti de ir... Bom, depois de um tempo, eles voltaram atrás e falaram que valia muito a pena...
Cheio de dúvidas, resolvemos ir. O restaurante era muito bom. Sim, era realmente caro, mas com ressalvas... A dosagem do caro e do barato, do custo benefício, lógico que é absoluto, comparativo e, por último, subjetivo. Mas a minha estratégia para este ou para qualquer outro restaurante mais caro em que o meu desejo me impulsione a ir, mesmo que tenha que comprometer o resto do funding da viagem, é ouvir as recomendações do chef, perguntar sobre as opções que mais me apetecem e maneirar dentro do range de preços dos pratos oferecidos... Com estas premissas, achei o La Mer excelente e de ótimo custo benefício... E o menu confiance (set menu) é normalmente o que há de mais caro no cardápio do restaurante. Como o nome dele diz: tem que ter muita confiança no chef/restaurante para aceitar pagar o que se cobra pelo menu - esta não foi a minha opção.

Bom, a minha confiança me fez pedir inicialmente um vinho, a saber, Shaffer, de uvas cabernet sauvignon, de Stag's Leap Wyneries - de Napa. De entrada, vieram dois amuses bouches - o primeiro, um profiterolis recheado de lagosta com camarão... Aliás, no Hawaii, eles gostam de juntar essas duas carnes... Em seguida, veio um lagostim. Confesso que gostei mais do profiterolis...

De prato principal, veio uma lagosta de Big Island, com sua carne da cauda e da pata - estranhamente, as lagostas brasileiras não tem garras e as americanas possuem umas garras enormes com uma deliciosa carne. Junto com essa carne toda, veio uma deliciosa sopa de lagosta - um verdadeiro manjar - com trufas picadinhas por cima. Essa sopa valeu o jantar. Com um sabor bem forte, essa sopa foi servida em uma porção bem pequena.

De sobremesa, pedimos um soufle de baunilha (ver foto) com frutas vermelhas e um licor Grand Marnier de ressuscitar qualquer um.

Como disse, a minha experiência mais que valeu!

4) Chef Mavro
Este restauarante era bem próximo do restaurante do Alan Wong, no downtown. Na minha opinião foi o melhor restaurante que fomos. Adorei. Aliás, se tivesse que escolher apenas um programa gastronômico para se fazer em Oahu, diria que este é o restaurante!

Dentre as maravilhas que comemos no Chef Mavro, lembro da nossa "Amuse Bouche" de Gazpacho com sorvete de parmesão com pedacinhos de presunto "serrano". Logo depois tivemos uma entrada maravilhosa que consistia de um moussoline de queijo com raspas de trufas e ovo pochê - simplesmente, um dos pratos mais gostosos que pude provar esse ano! Depois desse prato, qualquer coisa que viesse seria desnecessária...
Mas veio ainda um peixe sobre um leito de Lomi Lomi - uma especialidade havaiana, que consiste em um creme de salmão picadinho - com ovas em cima. Ainda emocionado com as duas primeiras entradas, me chega um Wagyu Beef com pancetta. Wagyu é aquela raça de boi criada no Japão (vale lebrar, a 5 horas do Hawaii), onde o gado é criado com toda mordomia.
Ainda teve uma mousse de Brie de Meaux servida... nada especial.
De sobremesa, foi servido um "pão", no estilo "Sonho" de nossas padarias, em tamanho bem reduzido, com sorvete de abacaxi com coco. Eu gosto muito das três coisas: sorvete, abacaxi e coco. Pra mim, foi perfeito.

Mesmo que o Havaí não seja tudo aquilo que você imaginou, ele ainda é o Hawaii e isso você não tem como discutir... Há nele mais descobertas do que as que eu fiz e, sem dúvida, muitas belezas espalhadas por Oahu... E uma grata surpresa são a qualidade dos seus ingredientes e diversos excelentes restaurantes. Depois de todos esses restaurantes de frente para o mar, ouvindo aquela musiquinha havaiana mole - o clima lembra muito aquela preguiça baiana, bem contemplativa -, não tenho dúvida de que você vai idealizar um retorno para aquelas ilhotas no meio do nada. E vai agradecer aos deuses havainos por cada momento na ilha.

Mahalo.

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Quem sou eu

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Olá, sou carioca e um grande apreciador de um bom prato. Com este intuito, tentarei escrever as minhas impressões sobre os restaurantes em que eu vier a comer - descrevendo qualidades e defeitos de cada um. Caso tenha o interesse de complementar as minhas opiniões, por favor, não deixe de contribuir. Restaurantes bons devem ser vangloriados, enquanto restaurantes ruins devem ser evitados. Não concorda? Então, vamos lá... Mãos ao garfo!