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quarta-feira, 25 de maio de 2011

DiverXo

Amigos e amigas,

Estou emocionado.

Ontem, antes de irmos ao DiverXo, conhecemos uma francesa, que mora em Madri, e nos disse o seguinte: "moro em um lugar que se come mal (se referia a Madri), mas optei por comer bem!"

Bom, não sei o que ela quis dizer com isso, pois, entre as negativas e as boas surpresas gastronômicas, estou vendo aqui na Espanha muito mais coisas boas do que ruim. E talvez realmente seja aqui a capital da cozinha inventiva, inovativa, criativa ou qualquer que seja o nome que você queira denominar... E não importa qual seja a linha gastronômica que você siga - de associação de ingredientes ou de oposição -, a comida aqui tem um diferencial! Desculpem-me Roberta Sudbrack, que defende a comida da avó, e Anthony Bourdain - se bem que ele vem reconhecendo e admirando abertamente Ferran Adriá -, mas há valor e gosto nas invencionices espanholas. Não é à toa que Alain Ducasse - um dos papas da gastronomia francesa - recentemente declarou que abrir restaurante na Espanha é impensável. Há muita competição na Espanha, segundo ele.

Como cheguei ao DiverXo? Dica da Cristiana, do blog Viaje Com o Bazzar. Também indicado no Michelin, o DiverXo fica relativamente próximo do centro financeiro de Madri.

As tendências asiáticas são a grande temática do restaurante, considerando os ingredientes e elementos espanhóis. Vale ler um pouco mais sobre o Chef no blog Viaje Com o Bazzar.

Pedi o menor menu, o menu Expresso, com cerca de 7 pratos... O menu do meio possui 9 pratos e o menu DiverXo possui 11 pratos - em todos menus, dois pratos são de sobremesa. O ponto ruim é que o DiverXo anuncia em seu cardápio que fotos dos pratos estão proibidas - segundo eles, o visual é um dos elementos que devem surpreender o comensal.

Como o menu deles não é fixo, ou seja, eles trocam rotineiramente os pratos de acordo com a estação, talvez nem valha a pena detalhar os pratos. Só vale dizer que é tudo muito gostoso - embora tudo seja muito diferente e inovador!

Tá bem... Vou falar dos "snacks" servidos: nos foi servido uma soja verde - uma espécie de pistache, servido dentro da própria "casca-pele", onde precisamos mergulhar em uma "salsa" picante... Depois veio o marisco... Ah, e o cochinillo (porquinho) servido em três etapas: pele, carne e mais carne! Tudo diferente, inclusive da tradicional comida espanhola diária.

Bom, se você gosta de aventuras gastronômicas, o DiverXo é uma possibilidade! Mas há um preço a se pagar por toda esta (perdão pelo plágio Viaje com Bazzar) DiverXidade!

Beijos e abraços,

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@viverparacomer

Toledo e Mercado San Miguel

Amigos e amigas,

hoje fomos visitar a cidade de Toledo, a cerca de 45 minutos de carro de Madri. Ao sul de Madri. Como toda cidade histórica medieval, muito interessante. Com a diferença de possuir traços claros da arquitetura moura, ou árabe, que dominaram a península ibérica por cerca de 800 anos.



No entanto, conseguimos ir a um restaurante muito ruim, ouso dizer que é o pior que poderíamos ter conhecido. Parte desta escolha se deve às minhas companheiras de viagem que insistiram em ir em um restaurante de massas - Deus sabe lá porque resolvem ir a um restaurante de massas em Toledo, cidade repleta de restaurante "pega-turista". Chegamos na praça principal, Plaza Zocodover, e achamos, colado ao Mc Donald`s, o Mazapan El Foro Café y Bar: pizza queimada, lasanha horrorosa. Verdade é que havia alguns pedidos de paella até que bonitos, mas duvido que fossem bons. Por favor, anotem aí para nunca pararem neste engodo: Mazapan El Foro! O mais interessante é que o restaurante estava cheio de brasileiros! Aliás, Toledo estava totalmente invadida por brasileiros.

Na volta, tivemos a oportunidade de conhecer a Puerta del Sol - o marco zero de Madri e da Espanha, e onde todas as estradas acabam se encontrando por aqui. Está tendo uma manifestação pacífica na Puerta del Sol, há uma semana, contra o sistema, devido à crise econômica que assola a Espanha e a outros países da Europa. Era possível ver diversas barracas de campings e multidões diante de diversas ruas. Ninguém com cara de que ia sair tão cedo dalí... Aliás, ontem ocorreram as eleições municipais e regionais por toda a Espanha, com derrota histórica do partido do primeiro ministro, José Luis Zapatero. Escutei ele dizendo: "Perdemos nas urnas e assumimos a derrota. E esta ocorreu devido à crise!"

Vamos falar agora de coisa boa: do lado do marco zero está o Mercado San Miguel. Fiquei doido!

Muito organizado, muito limpo e bonito... Vendem-se queijos, jamóns ibéricos (Pata Negra), ostras, peixes, pães, vinhos, doces (achei até um brigadeirão), frutas, tudo de bom. Não aguentei e acabei comprando 100 gramas de Jamón Ibérico de Bellota "Reserva". Pedi também um queijo típico da Espanha: Manchego! Comprei dois tipos de pães... Embrulhei tudo, trouxe pro hotel e, no momento que escrevo, estou aproveitando o meu segundo bocadillo (sanduíche). O queijo é muito bom, mas o presunto é demais. Verdade que ele é gorduroso e salgado, mas é uma delícia! Pra controlar o colesterol, precisamos fazer um esforço maior e beber ao menos uma tacinha de vinho, né?


Pois é... Em relação ao jamón ibérico de bellota, descobri hoje, conversando com um madrileño, que os jamóns ibéricos, ou pata negra, podem ser denominados como de bellota (uma fruta de uma árvore), se o cerdo (o porco) se alimentar delas (bellotas) durante toda a sua vida. Esta especificação melhora a qualidade da perna que fornece o jamón e consequentemente eleva o seu preço. Assim, além de se escolher um jamón ibérico (pata negra), é possível escolher diversas qualidades de patas negras. Um pata negra por aqui também não é barato, mas não se compara com os preços estratosféricos alcançados pelos vendidos no Brasil... Pelo que eu vi, 100 gramas de pata negra varia de 8 a 18 euros.

Ah, uma última coisa: se quiser um bom jamón, esqueça o Museo del Jamón. Uma motorista 'mulher' de táxi me disse de modo categórico: "Jamón bom não se encontra no Museo del Jamón... Vá ao Mercado San Miguel ou a qualquer outro mercado..." Dica dada, dica repassada!


Acho que ficarei um grande especialista em Jamóns! Com prazer! ;-)


Vale comentar que todas as fotos deste post foram tiradas no mercado San Miguel (a primeira, lá no alto, é do stand de queijos).

Beijos e abraços,

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El Barril de Recoletos

Amigos e amigas,

acabei de voltar de um restaurante excelente de peixes e frutos do mar: El Barril de Recoletos. Querendo comer uma coisa mais leve, pedi uma sugestão a concierge de nosso hotel e nos encaminhamos para o restaurante El Barril.

Chegamos até lá e achei que era um bar, mas atrás do bar havia um restaurantes mesmo. Os garçons me pareciam um pouco distraídos, ou até mesmo sem vontade de trabalhar - era extremamnete difícil fazer contato com eles, até porque eles ficavam quase que o tempo todo de costas.

Mas com um pouco de jogo de cintura comemos um dos melhores jamóns até o momento: pata negra, também conhecido por aqui como Jamon Ibérico Bellota.

DIvidimos dois pratos: um linguado expetacular e um polvo grelhado no carvão. Ambos vinham com uma salada verde bem temperado.

Estou começando a gostar muito da comida por aqui... Onde isso tudo vai parar, hein?

Beijos e abraços,

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domingo, 22 de maio de 2011

El Chaflan

Amigos e amigas,

após um belo passeio no museu da Reina Sofia, onde pudemos ver a Guernica, de Pablo Picasso, e descansar em um jardim bem charmoso dentro do próprio museu, fomos almoçar em El Chaflan. Para isso, cruzamos em direção norte de Madri: cerca de 15 minutos de carro de Salamanca.

O restaurante está ao lado de um bar e de um hotel. Embora se tenha acesso ao restaurante pela entrada do hotel, há uma entrada independente.

O retsuarante é bem bonito e há um teto de vidro bem no meio do salão, de modo que permite iluminá-lo, por completo, com luz natural - na minha opinião, muito mais aconchegante.

A comida surpreendeu positivamente.

Primeiro o risoto de hongos - risoto de funghi. Muito gostoso e acho que, para quem não gosta de carnes, era a melhor pedida. Depois a Chuleta de ternera branca de Ávila: um grande steak de vitela. Bem saboroso.

Vale ressaltar que aqui na Espanha não há preocupação com vinho... Todos os vinhos são baratos - no máximo 7 reais a taça. Em alguns restaurantes, quase o mesmo preço do que uma garrafinha de coca cola de 200 ml. Aliás, vício que estou cada vez mais longe: deposi que li, recentemente, que coca cola é o segundo pior alimento da terra, perdendo só para o coca cola zero, decidi de vez por todas cortar tal bebida. Agora, só água, sucos, cerveja e, em dias especiais, vinho.

Mas, já cheguei a um ponto de equilíbrio em relação ao vinho: no máximo uma taça por refeição... Mais que isso, fica pesado.

Tive a oportunidade de beber no El Chaflan um vinho tinto de Rioja, mas por problema de memória, não lembro o nome.

O destaque do EL Chaflan foram Los Postres: Brownie com sorvete de baunilha e Tiramisú - em uma versão toda redesenhada, com espumas em cima do "bolinho", uma calda licorosa e um bola cremosa de mascarpone com chocolate, causou frisson na mesa! Minha mãe chegou a comentar que foi o tiramisú mais gostoso que ela já havia comido.

Finalizei toda essa orgia com um vinho licoroso Alvear Pedro Ximenez de Añada - sugestão do nosso, extremamente simpático, garçom. Não sou um grande conhecedor de vinhos de sobremesa, mas posso dizer que foi uma excelente pedida.

Bom, gostei muito do El Chaflan e recomendo.

Beijos e abraços,

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sábado, 21 de maio de 2011

Finos y Finas

Amigos e amigas,

tecnicamente é nosso primeiro restaurante aqui em Madri - ao menos o primeiro em que comemos alguma refeição propriamente. Acabamos indo ao Finos y Finas de Ramón de La Cruz - bairro de Salamanca. Peguei a dica no blog de viagem da Dri Everywhere.

Como era o nosso primeiro dia por aqui, ficamos com medo de jantarmos muito tarde... No entanto, muitos restaurantes aqui abrem, para jantar, a partir das 21:00 h. Assim, não tivemos escolha. Como estamos 5 horas à frente do Brasil, de certa forma não fomos jantar tão tarde, se considerarmos o nosso relógio bilógico. Até mesmo o contrário.

O restaurante é moderninho, bem bonito e possui um bar logo na frente. Chegamos por volta das 21:15 h, e só havia um casal jantando - a galera aqui come bem tarde, pois ao sairmos, o restaurante estava ficando lotado.


As duas garçonetes foram muito simpáticas conosco. DIgo isso, pois estava preparado para sentir algumas impaciências, que não aconteceram... Muito pelo contrário. Os pratos foram servidos como tapas - incentivando o compartilhamento dos pedidos. Mesmo os pedidos principais... Posso estar enganado, mas acho que é um conceito que está se espalhando pelo Brasil também, não?

Em relação a comida, lembro de uma entradinha servida ainda no couvert, de atum, que mais parecia um canapé.

Pedimos de entrada umas sardinhas defumadas sobre uma torrada temperada com azeite, ervas e salmorejo (uma espécie de molho a base de tomate) - Dri Everyhere, wherever you are, juro que foi coincidência. Só depois que chagamos em casa e revimos suas fotos pude perceber que havia a mesma foto! rs.

Queria pedir um Jamón, mas uma das garçontes, muito atenciosa, nos indicou de pedir uma cecina - uma espécie de presunto curado, mas processado de carne bovina. Disse que era mais suave que o Jamón ou o Lomo Ibérico. Aproveitamos para conhecer a cecina. Super aprovado, mas confesso que gosto mais do jamón tradicional.

Na hora dos pratos principais, a Carol pediu meia porção de um ravioli de cogumelos ao molho de gorgonzola.
Eu fui mais hard: pedi meia porção de callos a la madrileña - não sabia bem o que era...

Callos nada mais é do que os miúdos, tripas de boi... É a nossa dobradinha, adicionada de outras partes da vaca... Tudo isto cozido a base de um molho de tomate. Confesso que é um prato pesado. Saboroso, pesado e deve pedir um pão para acompanhá-lo. Mas bastante gorduroso e pesado. Fiquei sabendo que é uma comida clássica de Madri.

De sobremesa pedimos para dividir uma torta de limão e uma um soufle de chocolate. Ambos acompanhados de sorvetes.A única crítica que faço é que o souflé, na verdade, era um bolinho - tipo petit gateau. Estava bom, mas nada espetacular. Já a torta de limão estava exclente.

Bom, fica a dica para quem estiver visitando Madri. Vale dizer que a localização dele é super legal, em um bairro, pelo pouco que já vi, muito elegante. E o passeio nas ruas após a "cena" pela região também vale, "vale"?

Beijos e abraços,

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Taberna El Rincón de José

Amigos e amigas

Iniciando a nossa aventura nas terras Madrilenhas, fomos a um restaurante/bar de tapas chamado Taberna El Rincón de José. Fomos apresentados ao El Rincón de José pela minha irmã que está por aqui, em Madri, há uns 8 meses.

Muito pequeno, porém lotado de locais - tinha inclusive uma madrilenha fantasiada de Lady Gaga - começamos as aventuras gastronômicas com uma tábua de Jamón Ibérico de Bellota.

Veio acompanhado de umas torradinhas em formato de micros pães franceses e pedimos, para ajudar a nossa fome, uma cesta de pães.

Bebi uma cerveja Mahou e minha irmã pediu uma taça de vinho da casa - ela não soube me explicar, mas disse que era o que ela sempre pedia e gostava muito. Bebi e achei bonzinho.

É difícil avaliar o presunto, já que eu sou tarado por presuntos curados. Posso dizer que algumas fatias estavam cortadas de modo bem grossas, algumas um pouco mais secas e duras, outras mais moles e saborosas. O que ficava claro era a concentração de gordura que entremeava todas as peças.

Adorei, e espero comer ao menos um tipo de presunto por dia aqui em Madrid.

Beijos e abraços,

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Quem sou eu

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Olá, sou carioca e um grande apreciador de um bom prato. Com este intuito, tentarei escrever as minhas impressões sobre os restaurantes em que eu vier a comer - descrevendo qualidades e defeitos de cada um. Caso tenha o interesse de complementar as minhas opiniões, por favor, não deixe de contribuir. Restaurantes bons devem ser vangloriados, enquanto restaurantes ruins devem ser evitados. Não concorda? Então, vamos lá... Mãos ao garfo!