quarta-feira, 22 de julho de 2009

Don Pascual

Amigos e amigas,

há mais ou menos 2 meses, estive de volta no restaurante Don Pascual, localizado em Vargem Grande. Restaurante de localização difícil de se encontrar, confesso, mas que me causou uma excelente impressão quando fomos pela primeira vez, um ano atrás. Difícil localização, pois é necessário se guiar por dentro de uma rua não asfaltada, apertada e sem placas para chegar ao destino final. Recomendo aos aventureiros que vejam no googlemaps ou liguem para o restaurante antes de iniciarem a sua jornada.



O restaurante em si faz parte de uma pousada pertencente a um uruguaio (se eu não me engano), que resolveu se radicar há alguns anos atrás nestas terras. Imagino que na época não deveria existir nada em Vargem Grande. A casa onde fica o restaurante é bem agradável, bastante arejada, com lareira em uma sala, forno à lenha na parte interna e móveis rústicos compondo o inventário da casa.


Comentei sobre este restaurante para mais um casal de amigos e estes toparam a aventura de conhecê-lo num domingo perdido do passado.

Naturalmente, eles acreditaram que o restaurante era muito bom, em função dos nossos relatos de quando havíamos conhecido o recinto.

Nessa nossa nova visita, tivemos algumas surpresas negativas. A primeira é que o atendimento pelos garçons estava lento, um pouco confuso e com os pedidos demorando para serem atendidos. Como estávamos relaxados, a demora não nos afetou. Mas foi possível ouvir uma mesa ao lado perder a paciência, ao dizer que não queriam mais esperar e que iriam embora.




Um dos garçons nos disse que a procura no domingo é muito baixa e por isso eles trabalhavam com uma equipe reduzida. Entretanto, naquele domingo em especial, alguém havia marcado um almoço de aniversário e, assim, surpreendido a equipe do restaurante com a quantidade de convidados presentes. Convidados famosos, pois entre os comensais estavam presentes o saxofonista do Kid Abelha e outros menos conhecidos.

Mas, e eu com isso? Bom, o nosso Cogumelo Portobelo, que pedimos na entrada, veio depois de alguma espera chamuscado e duro - o que me pareceu que o forno à lenha estava quente demais para que o assasse lentamente.

Em função da fome e também do receio que viesse a demorar mais, acredito que ninguém teve motivação muito forte para reclamar.

Como prato principal, pedimos uma Picanha do Pascual, um Risoto de mix cogumelos e um atum na crosta de gergilim.



Posso falar com mais propriedade do risoto de Mix de cogumelos, que foi o prato que pedi. O risoto contém em sua receita rúcula e gorgonzola. O seu aspecto era apetitoso e a porção servida, bem generosa. Na primeira garfada, ele estava muito gostoso, e todos que o provaram acharam uma delícia. No entanto, como ele estava muito carregado, tanto de gorgonzola, quanto de rúcula, a sua degustação, ao final, estava pesada e até enjoativa! Acredito que se exagerou principalmente no gorgonzola, que, por ter um gosto forte, comprometeu todo o prato.

A Picanha do Pascual, que vem acompanhada de arroz de funghi, rúcula crocante e farofa de bacon, me pareceu o prato mais simples e também o mais gostoso. O atum na crosta de gergelim estava com uma aparência bem gostosa, mas como não provei e também não ouvi comentários, não posso avaliá-lo. Abaixo há uma foto da picanha.



De sobremesa foi pedido um Brownie com sorvete de creme. Infelizmente, a casa alegou que não havia sorvete de creme e serviu o brownie com sorvete de café. Prefiro, sinceramente, o brownie acompanhado com o sovete de creme.

Aliás, acho que um restaurante que oferece alguma sobremesa com sorvete de acompanhamento não pode deixar faltar nenhum sabor. Até porque basta apenas ter um controle do inventário dos produtos necessários para o funcionamento de uma casa comercial. O famoso "tem, mas acabou" é imperdoável e uma "pegadinha" para os clientes que precisam se contentar com uma troca, na maioria das vezes bizarra para o seu gosto.


Espero que todas essas desventuras tenham sido apenas uma pane momentânea de um domingo... Até porque lembro que em nossa primeira visita, também em um domingo, só que à noite, a comida e o atendimento estavam bem melhores.

De qualquer forma, fica a dica para um almoço em um restaurante totalmente fora das rotas tradicionais da gastronomia.

Beijos e abraços,


Estrada do Sacarrão, 867 casa 12 - Vargem Grande. Tel.: 3417-0776

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dom Claudiu's

Amigos e amigas,

em breve postarei novas aventuras gastronômicas no blog. Abaixo, segue o relato do amigo do Blog e do trabalho, Aldinei, sobre um restaurante simples no caminho de Miguel Pereira, mas, ao mesmo tempo, extraordinário, que serve uma costela de parar qualquer viagem!

Com vocês, a resenha do Aldinei:

"Restaurante Dom Claudiu`s

Meu amigo, não poderia de deixar de cumprir a promessa que fiz ao Ricardo, proprietário do Restaurante Dom Claudiu`s, em Conrado, Miguel Pereira, de escrever sobre a melhor costela do Rio de Janeiro. Esqueça o Escondidinho, famoso no centro por ter uma costela cozida de tamanho assustador.



O Restaurante Dom Claudiu´s fica na beira da estrada RJ 125, logo após a Igreja de Santana, em Conrado, 3º distrito do Município de Miguel Pereira. Eu já conhecia o restaurante desde a sua fundação, em 1992, quando a pizza já era famosa na região por ser assada no forno de pedra. Hoje o restaurante tem como carro chefe a costela assada, desossada e servida com aipim, queijo e manteiga. Imagine após uma viagem de mais ou menos uma hora e meia, para quem sai do Rio e esta indo para Miguel Pereira, e no meio do caminho encontra aquela comidinha com sabor caseiro e muito bem preparada!

Além da costela com aipim o Ricardo também serve um variado cardápio com igual qualidade. Escondidinho de carne seca (foto abaixo), Pizza, porções diversas.



O restaurante fica na RJ 125, nº 29.853, Conrado, Miguel Pereira, logo após a estação ferroviária de Conrado e a igreja de Santana uns 400 metros (sentido Miguel Pereira). TEL: (24) 2483-2104 / 7836-9427 ID 88*19702,

O site do Restaurante é o www.restaurantedomclaudius.com.br

Vale a pena conhecer. Além de tudo, a viagem é muito agradável e o preço é muito convidativo. A costela custa apenas R$ 25,00 e serve muito bem 02 pessoas. As duas vezes que estive lá não me cobraram os 10%."

Valeu pela dica Aldinei, tá registrado.

Beijos e abraços.

Dom Claudiu's, Estrada RJ 125, nº 29.853, Conrado. Tel.: (24) 2483-2104.

domingo, 7 de junho de 2009

Guimas

Amigos e amigas,

há mais ou menos três semanas, fomos comemorar o aniversário de uma das amigas do Blog, a Carlinha Zobaran, que marcou um almoço no antológico e famoso restaurante Guimas. O restaurante é um clássico da boemia do Baixo Gávea e fez muito sucesso na década de 80. Frequentado desde então por diversos atores e músicos famosos até hoje, é possível encontrar qualquer protagonista da novela das 8 em uma mesa ao lado.



O restaurante é charmoso, mas bem pequeno - o que lhe dá um ar bem aconchegante. Forrado com aquele papel branco de mesa de bar, é possível ver os clientes fazerem desenhos com lápis de cera que a casa dispõe.

O ponto forte da casa são os pãezinhos quentes que os garções oferecem constantemente às mesas. Comidos com o patê ou com a manteiga, ficam uma delícia.


Pedi um filé de bêbado, que consiste em um filé mignon ao molho de vinho e bacon com batatas gratinadas (ver foto ao lado). Na minha opinião, apenas razoável. Também foi pedido em nossa mesa um filé de frango ao brie acompanhado de salada verde e batata frita; e o famoso picadinho da casa.


Por último, de sobremesa, pedimos um brownie com sorvete para ser dividido entre a aniversariante e as suas amigas - estava delicioso, elas disseram!




Todos os demais pratos foram muito bem comentados, mas a minha maior crítica a casa seria que, na minha opinião, o Guimas oferece uma comida de boteco (mesmo na sua filial mais chique, em Ipanema) com preços não muito adequados. Acredito que os preços cobrados na casa, acima da média, sejam uma herança de uma época em que o Rio não possuía tantos restaurantes de qualidade e, também, em função dos fiéis clientes famosos da casa.



No entanto, eu acredito que vale a pena conhecer o Guimas. Só não espere o que a casa não pode oferecer, pois, caso contrário, vai se arrepender ao pagar a conta!

Beijos e abraços,


Rua José Roberto Macedo Soares, 5 - Gávea. (tel.: 2259-7996)

sábado, 6 de junho de 2009

Kaiten

Amigos e amigas,

depois de umas longas férias, estou de volta para comentar sobre alguns restaurantes. Como tenho muitas memórias de diversos restaurantes para serem compartilhadas, tentarei ser mais curto nas minhas análises, de modo que possamos discutir e, principalmente, refletir sobre a qualidade de cada um deles, okay?

O primeiro restaurante que preciso analisar é um restaurante japonês que se encontra no centro da cidade do Rio de Janeiro, chamdo Kaiten. Curiosamente, o último restaurante que postei aqui no blog era também um restaurante japonês chamado Ten Kai, que na verdade é "Kai-Ten" ao contrário. Confesso que não entendo nada de língua japonesa e, assim, não posso me arriscar a dizer se existe alguma relação de significados.




No tocante ao ambiente, o Kaiten fica localizado no subsolo da papelaria União, nos fundos de uma das lojas do Armazém do Café. E, por incrível que pareça, não é nem um pouco claustrofóbico, já que o pé direito é relativamente alto e possui muita iluminação no ambiente. O restaurante possui um charme diferenciado dos demais restaurantes japoneses, pois foi o primeiro a trazer para o Rio de Janeiro o conceito de servir os pratos em esteiras rolantes, de frente para os clientes. Os sushimen ficam em ilhas preparando os sushis/sashimis e, após prontos, colocam os pratinhos nestas esteirinhas que passam na frente dos clientes que estão sentados em banquetas, que lembram aqueles bancos de bar, mais conhecidos como "bunda de fora".

Cada tipo de combinação peixe possui uma cor de prato e um preço associado. O cliente pode pegar quantos quiser. Uma idéia geniosa que, se o cliente não tiver cuidado, paga uma conta astronômica!



A comida é boa, de um modo geral, e muito boa se considerarmos apenas os sushis e sashimis. Como a casa serve outros pratos quentes, tendo até um cardápio executivo de pratos que não são de comida japonesa, faço esta distinção. Pedi alguns Gyozas de frango, que consistem naqueles pasteizinhos chineses de frango cozido no vapor, e me foram servidos com o recheio frio e a massa ainda crua em algumas partes. Já comi alguns daqueles pratos quentes do cardápio executivo, e estes não me evocam nenhuma grande emoção...

A parte japonesa, propriamente dita, é muito boa. Inclusive, sugiro que peçam a Robata de Haddock, que só comi na casa e é realmente fantástica. Trata-se de salmão enrolado, levemente gralhado e recheado com um Haddock. Ainda é temperado com um molho Teriaky. Imperdível.

Para quem trabalha no centro do Rio, vale a pena conhecer a casa. Até para quem não gosta de comida japonesa, eu recomendo, pois, acima de tudo, a casa possui um astral fantástico.

Beijos e Abraços.

Rua do Ouvidor nº 77A (subsolo da papelaria União), (Tel.: 2222-0200).

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ten Kai - Parabéns, Bruno

Amigos e amigas,

há dois finais de semanas, mais especificamente no dia 18 de abril, foi aniversário do amigo do blog, Bruno.

Bruno, que é conhecido pelos apelidos de Bruninho; Nininho; Mudo; Garoto Juca; Caju; Mascote; USTEDES; também responde pelo nome profissional de Bruno Marinho. E é justamente com esse nome que ele atende aos telefones de seu badalado escritório de arquitetura, onde trabalha em sofisticados projetos no Rio de Janeiro, juntamente com o seu pai, Luiz, e sua a irmã, Mariana. (Vejam o seu trabalho em http://www.luizmarinho.com e peçam dicas ao arquiteto)

Além de arquiteto, Bruno possui outras habilidades, tais como: saxofonista, faixa preta de Jiu Jitsu, diretor de fotografia cinematográfica, professor internacional de artes marciais, dançarino portenho e surfista. No surf, em particular, ele disputa, a foice, o título de big rider da galera.



Já participou de diversas aventuras com o proprietário deste blog e, entre elas, destaco os episódios "Como passar de forma mais desconfortável um carnaval em Salvador" e "USTEDES y NOSOTROS - uma dupla carioca em Buenos Aires". Vale ressaltar que, quanto maior o "perrengue" da aventura, mais se pode contar com ele - um legítimo sócio proprietário da Vavá Tur.

Pois bem, esse nosso herói comemorou mais um aniversário e escolheu como local de comemoração o restaurante Ten Kai, localizado em Ipanema. Fomos "cum tudo" para homenageá-lo, sabendo, antecipadamente, que o Ten Kai é um restaurante japonês de qualidade. Eu particularmente já o conhecia, mas na época em que ele era localizado na rua Barão da Torre.


O restaurante agora está na Prudente de Moraes, maior e muito bonito: uma iluminação aconchegante, sem ser escuro e com uma disposição agardável. Há na frente da porta um grande bar, onde é possível avistar os sushimen preparando a comida ao vivo. É possível ver nas paredes umas ripinhas de madeira clara que dão o tom ao restaurante. Bruno, por favor, depois faça um comentário da arquitetura/decoração com mais propriedade, okay?


No tocante à comida, posso afirmar que a qualidade dos sushis e sashimis impressionaram: peixes servidos com cortes delicados deixam quaisquer sushis e, principalmente, sashimis mais saborosos. A disposição em que eles são servidos no barco é artisticamente pensada.

Destaco o salmão da casa, pois estava sensacional. Há muito tempo não comia um salmão com tanto sabor. Acredito que ou o restaurante acomoda o salmão com toda a preucação necessária para manter o seu sabor, ou possui um fornecedor diferenciado dos demais restaurantes japoneses.

Concluo que o Ten Kai é uma grande pedida para quem não o conhece. Felizmente, ele ainda não é um desse japoneses "da moda", em que é necessário aguardar horas na porta, em filas homéricas, por uma mesa.

E, ao Bruno, lhe desejo saúde, felicidade e sorte. Muita sorte, pois pelo que parece ele acaba de quebrar mais uma prancha após a última ressaca que passou pelo Rio de Janeiro! rs



Beijos e Abraços.

Ten Kai -Rua Prudente de Moraes, 1.810 -Ipanema, Rio de Janeiro (Tel. 2540-5100)

Luiz Marinho - Arquitetura e Design, Rua Visconde de Pirajá, 177 / 5º andar - Ipanema, Rio de Janeiro (Tel. 2513-2388)

domingo, 12 de abril de 2009

Le Blé Noir

Amigos e amigas,

semana passada pude retornar ao Le Blé Noir, restaurante de crepes, que fez grande fama em Copacabana. A verdade é que ele está mudado, reduziu de tamanho e não possui mais as "canjas" de Gigi do Acordeão às quartas-feiras. Mas continua soberbo, com crepes realmente franceses, o que deixa de ser necessário ir até a França para experimentá-los. Aliás, França não... Até a Bretanha. Já, já explico a diferença entre a Bretanha e a França.

Vale começar dizendo que o nome da casa, ou seja le blé noir , significa na verdade "o trigo negro", também conhecido como trigo sarraceno. O trigo sarraceno é altamente nutritivo, de baixa caloria e não contém glúten.



E este trigo negro é cultivado por toda Bretanha - região noroeste da França - e muito usado para as receitas do crepe bretão. Bom, então por que podemos dizer que o crepe de trigo negro é bretão, mas não é francês? Na verdade, é francês sim, mas se você perguntar a um bretão se uma receita ou um costume dele pertence a um parisiense também, ele, com certeza, não vai gostar muito não.

Isso se deve pela formação dos Estados europeus, onde cada cidade possuía costumes e culturas muito diferentes da cidade vizinha. Até hoje esses costumes são bem diferenciados e, no caso da Bretanha, seus habitantes não se acham nem um pouco francês, e sim bretões.

Para entendermos um pouco mais dessa diferença, precisamos nos apegar à história: depois da conquista da Gália pelos Romanos, a Bretanha fazia parte da Armórica (aquela região em que os irredutíveis gauleses, Asterix e Obelix, viveram.). Cerca de 500 d.C., os Bretões da ilha da Bretanha (a Grã-Bretanha atual), atacados pelos Anglo-saxões emigraram para o Noroeste da França, trazendo os seus costumes e língua. A região passou a se designar Bretanha com a sua chegada. Muitos designam-na, também, de Pequena Bretanha, por oposição à ilha de onde vieram. No início da Idade Média, a Bretanha foi dividida em três reinos - o Domnonée, a Cornualha, e o Bro Waroch - que foram incorporados ao Ducado da Bretanha. O Ducado da Bretanha esteve independente do reino de França até 1532. Guardou os seus privilégios (legislação e impostos próprios) até a Revolução Francesa.

Após toda essa introdução, me sinto mais tranquilo em começar a dizer sobre o Le Blé Noir e seus crepes. Como dito inicialmente, ele está bem menor que antigamente, mas muito aconchegante. Não tenho dúvida que ele possa ser considerado um restaurante romântico, pois, mesmo com toda a sua simplicidade, o clima de luz de velas, as músicas francesas ao fundo e os crepes acompanhados de saladas são surpreendentes.

Pedimos um Crepe de Shitake com queijo Saint Paulin e um Crepe de Cogumelos Paris com Queijo Ementhal.



Eu, particularmente, não conhecia o queijo Saint Paulin, mas arrisquei mesmo assim. Posso dizer que o queijo Saint Paulin foi inicialmente produzido pelos monges "trapistas" de Saint Paulin, em Québec, no Canadá. Sim, esse queijo é quebecoin de nascença. No entanto ele atualmente é largamente produzido na baixa-normandia, em Lorraine e, é claro, na Bretanha. Possui um gosto forte, mas para quem gosta de queijos, não se arrependerá da escolha. Me lembrou o Saint Marcelin. Bom, ao menos, há algum santo no meio deles!




O mais importante que posso dizer é que a combinação deste queijo com o Shitake ficou ótima, pois como o shitake não tem um gosto forte, não houve um briga de sabores.

O outro crepe também estava ótimo, mas muito mais leve, pois o ementhal é um queijo com um sabor muito delicado - e os cogumelos Paris apenas deram uma consistência ao recheio do crepe.

Para nos tornarmos verdadeiros bretões, só faltou beber cidra, procedente do sumo de maçã fermentado - bebida típica do bretão. Na Bretanha há AOC (Appellation d'Origine Contrôllée) para as cidras.

Após degustarmos tudo, chegou a hora de ver se o trigo sarraceno era capaz de oferecer crepes doces tão bons quanto os salgados.

Pedimos dois crepes de sobremesa: (1) crepe de sorvete de creme, licor de cassis e farofa de nozes; e (2) Trouxinhas de chocolate.



Os dois estavam perfeitos, sendo que o primeiro chamou mais a minha atenção, pois o licor de cassis deu um toque especial, de modo que este crepe poderia ser sobremesa de qualquer restaurante, que seria de comer rezando, em qualquer parte do planeta.

No entanto, como gosto de chocolate, principalmente amargo, não posso preterir o segundo como de classe inferior. Os crepes aqui eram dobrados em forma de trouxinhas, recheados com um sorvete de creme em uma consistência perfeita e "atolados" em uma calda de chocolat amarga. Parfait!



Bom, aceite a minha sugestão: vá ao Le Blé Noir e tire as suas próprias conclusões.

Beijos e abraços!



Rua Xavier da Silveira, 19 - Copacabana, Rio de Janeiro (Tel. 2267-6969)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Moqueca de Peixe Light

Amigos e amigas,

hoje não falarei sobre nenhum restaurante, mas sobre algumas experiências.

No fim de semana passado, eu fui convidado para participar de uma maratona de revezamento, o Super 40. Essa maratona é tradicional no Rio de Janeiro e possui ao todo 40 Km para serem divididos em até 10 atletas- 4 Km cada. Nunca fui de correr, mas como os meus amigos do trabalho me convidaram, com o objetivo de completar a equipe, não pude negar.



Mas confesso que eu estava morrendo de medo, principalmente, por não ter certeza se tinha condições (preparo) para completar os 4 Km de prova. Ainda por cima, por eu ter me comprometido em abrir a prova.

No entanto, eu coloquei na cabeça que eu ia fazer "um bonito", ou, ao menos, o melhor que eu podia.

O curioso é que eu no sábado anterior a prova, com intuito de me concentrar, fiquei vendo um programa de corrida - não lembro o nome. No final do programa, o apresentador dava uma receita de peixe que me pareceu muito gostosa: uma moquequinha light.

Alguns dos amigos do blog devem saber que eu gosto de me aventurar na cozinha, mas também morro de medo de tentar fazer peixe. Acho que esse medo vem de alguns fracassos passados.

Mas no sábado mesmo pensei que como iria enfrentar o montro dos 4 Km no dia seguinte, eu poderia enfrentar o monstro do peixe em seguida. Mataria assim dois montros de uma vez só! Bom, só aprende quem tenta - tanto na maratona quanto na cozinha.

Ainda no sábado fui ao supermercado e comprei todos os ingrendientes, com exceção do peixe, necessários para prepará-lo.

No domingo abri o revezamento com um tempo de 22 minutos, que em média significa 5 minutos e 30 segundos por quilometro - o que na minha opinião, pode ainda ser melhorado! Já com a medalha no peito fui a feira do Jardim Botânico, na rua Lineu de Paula Machado, e comprei três postas lindas de robalo.




Meti a mão na massa e garanto a todos que ficou muito bom. Vou replicar a receita abaixo e garanto que ganhei medalha de ouro no resultado do preparo do peixe.

2 postas de peixe (robalo, badejo, cherne, pescada, cação)
Sal e pimenta a gosto
Alguns dentes de alho
1 limão verde
3 tomates picados sem pele e semente
1 cebola grande picada
¼ pimentão amarelo cortado bem fino
¼ xícara de chá de cheiro verde picado
½ xícara de chá de coentros picados
100 ml de leite de coco light

Antes de começar o preparo do peixe, tire aquela ponta inferior da posta que, mesmo tendo carne, tem umas espinhas (atenção, não se confunda com a parte superior da posta que possui uma espinha estruturante). Coloque as postas em uma travessa com alho e regue com água gelada e o suco de um limão. Reserve o peixe submerso em água gelada por 15 minutos na geladeira. O objetivo é tirar qualquer gosto mais forte de maresia que o peixe possa vir a conter.

Faça um refogado com metade da cebola, dos tomates e do pimentão. Seque toda a água do peixe e tempere-o com alho sal e pimenta. Coloque as postas na panela e acrescente as outras metades dos temperos. Junte o coentro, a salsa e por fim o leite de coco light. Tampe a panela e deixe no fogo por cerca de 15 minutos.





Sem dúvida nenhuma, foi um domingo de gosto e de confiança: na maratona, eu tive uma ótima sensação e vi que posso tentar voos maiores. Tanto que já estou me preparando para uma corrida de 16 Kms em breve. Na culinária, não apenas perdi o meu trauma com o preparo de peixes como recomendo a todos a tentarem também. Até porque, se a ciência estiver certa, peixe é a carne mais saudável de todas!

Vamos nessa comigo?

Boa sorte!

Beijos e Abraços

Quem sou eu

Minha foto
Olá, sou carioca e um grande apreciador de um bom prato. Com este intuito, tentarei escrever as minhas impressões sobre os restaurantes em que eu vier a comer - descrevendo qualidades e defeitos de cada um. Caso tenha o interesse de complementar as minhas opiniões, por favor, não deixe de contribuir. Restaurantes bons devem ser vangloriados, enquanto restaurantes ruins devem ser evitados. Não concorda? Então, vamos lá... Mãos ao garfo!