um casal amigo do blog recentemente me pegou desprevinido e me perguntou qual restaurante japonês rodízio eu recomendaria. Bom, pensei alguns minutos e não tive dúvida: o primeiro nome que me veio na cabeça foi o Hachiko. O casal disse que queria um na Zona Sul e, assim, a explicação dele ser o primeiro a ser lembrado, perdeu o sentido de ser dada.
Sem dúvida nenhuma, quando um restaurante, japonês ou não, decide oferecer Rodízio, ou All You Can Eat, a casa perde em qualidade. Salvo algumas raras exceções, é claro, a perda de qualidade é mínima ou imperceptível. E o Hachiko é uma típica exceção!
Localizado em um segundo andar de um antigo sobrado do centro do Rio, ao lado do Fórum, o Hachiko já foi, no passado, uma das filiais do Tanaka. O espaço não é muito grande, mas ele comporta grupos grandes - mas deve ser feita uma reserva com antecedência, para prevenir. A equipe de garçons é muito atenciosa e simpática - o que complementa a qualidade da casa.
No tocante a comida, vale ressaltar que o rodízio da casa parece na verdade um grande teste de degustação de comida contemporânea. É, pois realmente não sei se no Japão é servido bolinho de pato empanado, mousse picante wasabi (raiz forte), carpacio de salmão, camarão no copinho com chutney de mamão e coentro. Enfim, uma diversidade de gostosuras que não se vê em restaurantes japoneses por aí. E isso é só a entrada, pois depois é distribuído as cartelas para ser selecionado os sushis/sashimis, etc.
Acredito que o único problema de se ir ao Hachiko é o tempo: tem que ir com bastante tempo para desfrutar de um almoço de sonhos! E, como sabemos, almoçar na cidade, em meio a um dia de trabalho, sem pressa, é quase uma dádiva de deuses do Olimpo!
A título de informação, pergunto, a vocês leitores, uma curiosidade histórica: o que quer dizer Hachiko?
Para quem não conhece a história vale a pena ler abaixo. Lembro do meu avô contando essa história, só não sabia que o nome do cão era Hachiko.
Aí vai:
"Hachiko era um cão da raça Akita que pertencia a um professor universitário, chamado Eizaburo Ueno, que morava em um subúrbio de Tokyo, perto da estação de Shibuya.
Todas as manhãs Hachiko acompanhava seu dono no percurso de casa à estação de trem, voltando no final da tarde para acompanhá-lo na volta para a casa.
No dia 21 de maio de 1925, Hachiko, que tinha tinha apenas um ano e meio, estava na estação como de costume esperando seu dono chegar no trem das 16 horas. Porém, naquele dia o Professor Ueno não voltou, porque tinha sorfrido um derrame fatal na Universidade.
Após a morte do Professor, seus parentes e amigos passaram a cuidar do cão, mas Hachiko continuava indo todos os dias à estação de Shibuya para esperar seu dono voltar do trabalho. Muitos anos se passaram e mesmo com dificuldades para andar em decorrência de problemas de saúde, Hachiko mantinha sua rotina diária à estação. Sua vigília durou até o dia 7 de Março de 1934, quando já com 11 anos e 4 meses foi

encontrado morto no mesmo lugar onde esperou pelo seu dono por tantos anos.
A memória de Hachiko foi imortalizada em uma pequena estátua de bronze colocada na estação de Shibuya, local onde ele morreu."
Depois dessa história, fica dada a fiel dica. Hachiko!
Beijos e abraços,
ps.: O blog Viver Para Comer completou 1 ano recentemente! Obrigado a todos que comentam, opinam e, principalmente, obrigado por se importarem em lê-lo. Como alguns poucos já sabem, o Viver para Comer está no twitter @viverparacomer.
Hachiko
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